sexta-feira, 3 de junho de 2011

A volta do messias (Zacarias 12 no judaismo)

Yeshua
Análise de Zacarias 12 que é uma das muitas profecias acerca da volta do messias segundo o ponto de vista judaico exceto pelo fato de que o judaismo atruibui a Israel o transpassado mencionado que nós messiânicos atribuimos a Yeshua.

Zacarias 12 - em contexto
Para que possamos entender esta passagem, não devemos isolá-la do seu contexto, pois é exatamente isso que sempre fizeram (e ainda fazem) aqueles que são mal intencionados e que ainda iludem as pessoas com suas fantasiosas interpretações bíblicas.
Analisemos então, Zacarias 12 desde o início:

Zac 12:1
"O peso da palavra do Senhor acerca de Israel: Fala o S-nhor, o que estendeu o céu, e que lançou os alicerces da terra e que formou o espírito do homem dentro dele".
Acerca de quem é esse texto? É acerca de ISRAEL ou acerca de JESUS?
A resposta é óbvia: A passagem é acerca de Israel, e ninguém mais.

Zac 12:2
"Eis que eu farei de Jerusalém um copo de atordoamento para todos os povos em redor, e também de Judá, durante o cerco contra Jerusalém"
A passagem é ainda para cumprimento futuro ou já se cumpriu?
Jerusalém já foi colocada como “copo de atordoamento” para todos os povos em redor? O que significa a expressão, “copo de atordoamento” nesse caso?
Já houve o cerco contra Jerusalém?

SIMULAÇÃO DE POSSÍVEL RESPOSTA:
"Isso se cumpriu no ano 70, com a destruição de Jerusalém e do Templo"

NOSSA RESPOSTA:
Bem, acreditamos que estão enganados, pois Jerusalém não foi posta como “copo de atordoamento” para todas as nações no ano 70 EC, e também de acordo com Zac 12:3 (o próximo verso), todas as nações virão contra Jerusalém, e não apenas uma (Roma) como ocorreu no cerco do ano 70 EC. Assim, a palavra ainda está para se cumprir.
(Nota: a expressão “copo de atordoamento” é usada como uma simbologia para o juízo divino, cf. Isa 51:22/Jer 25:15-17. O copo ou cálice é simbolicamente cheio de bebida inebriante, que intoxica as nações fazendo-as sucumbir, não podendo mais permanecer; Em Zac 12:2 a expressão anuncia o castigo e a punição divina sobre os opressores de Israel)

Zac 12:3
"Naquele dia farei de Jerusalém uma pedra pesada para todos os povos; todos os que a erguerem, serão gravemente feridos. E ajuntar-se-ão contra ela todas as nações da terra"

De acordo com a passagem acima, D-us fará fará de Jerusalém uma “pedra pesada” para todas as outras nações, repetindo a mesma idéia da expressão “copo de atordoamento”. A pedra pesada também transmite a idéia de “fardo”, de alvo de pesadas preocupações e de grandes temores. É o que vemos hoje diante de nossos olhos: Jerusalém e as disputas que a envolvem preocupam as nações e faz com que a região seja sempre destaque nos noticiários.
Note agora a parte grifada do nosso texto: “todos os que a erguerem, serão gravemente feridos” >>>> Será que isso aconteceu algum dia no passado? Aconteceu por acaso no ano 70 EC, quando Roma invadiu Jerusalém e a destruiu completamente?

De forma alguma, pois o profeta Zacarias diz claramente que naquele dia (quando a profecia se cumprir) todos os que tentarem erguer a “pedra pesada” (Jerusalém) serão gravemente feridos (o hebraico diz, “cortados em pedaços”). Sabemos que não foi isso que aconteceu com Roma no ano 70 EC quando invadiu Jerusalém - muito pelo contrário. Logo, a profecia ainda está para o futuro. A parte final do verso afirma que todas as nações da terra se ajuntarão contra Jerusalém naquele dia – fato que jamais ocorreu > mais uma evidência de que essa profecia deverá ainda cumprir-se no futuro.

Zac 12:4
"Naquele dia, diz o S-nhor, ferirei de espanto¹ a todos os cavalos, e de loucura² os que montam neles. Mas sobre a casa de Judá abrirei os meus olhos, e ferirei de cegueira³ todos os cavalos dos povos"

O que temos de acordo com o verso acima: um cenário de guerra, ou um cenário de crucificação? É óbvio que temos aqui um cenário de guerra, onde todas as nações formarão uma aliança para atacar Jerusalém, e isso não tem nada a ver com crucificação. Já vimos anteriormente que tal cenário jamais ocorreu. Está ainda no futuro.

No mesmo verso, notamos que o profeta afirma que D-us abrirá Seus olhos sobre Judá > > > > > esta expressão significa “proteger”, “velar por alguém”, “cuidar” conforme IRs 8:29/Nee 1:6 e Sal 32:8.

O Altíssimo protegerá Judá (o povo judeu), conferindo-lhe uma grande vitória sobre os opressores. Mais uma vez, vemos que isso não aconteceu no ano 70EC, quando “Judá” ou o povo judeu, foi derrotado por Roma.

Espanto¹, loucura² e cegueira³ são os três tipos de pragas que cairão sobre os opressores dos judeus naquele dia e também sobre os seus instrumentos de guerra, notoriamente os mesmos tipos de pragas com as quais os israelitas seriam feridos no caso de desobediência (Deu 28:28). Após ter bebido do cálice de atordoamento e de ter sido ferido com as punições descritas aqui, o povo judeu obterá vitória sobre os inimigos pois chega finalmente a hora da retribuição prometida aos seus opressores (cf. Isa 51:22-23).

Zac 12:5
"Então os chefes de Judá dirão no seu coração: Os habitantes de Jerusalém são a minha força no S-nhor dos exércitos, seu D-us"

Os chefes de Judá (os dirigentes do povo judeu) confiarão na eleição divina de Jerusalém, reconhecendo que sua força está justamente aí. Note que embora o termo “chefes de Judá” seja plural, a frase que dizem está no singular: “Os habitantes de Jerusalém são a minha força no S-nhor dos exércitos”. Isto será importante na seqüência de nossa análise.

NOSSA PERGUNTA:
Por que embora use a expressão plural “chefes de Judá”, o profeta usa o singular quando relata a frase que eles dizem?

Zac 12:6
"Naquele dia porei os chefes de Judá como um braseiro ardente no meio de lenha, e como um facho entre gavelas; e eles devorarão à direita e à esquerda a todos os povos em redor; e Jerusalém será habitada outra vez no seu próprio lugar, mesmo em Jerusalém"
Vemos nesse verso que o S-nhor os capacitará os chefes de Judá (os lideres do povo judeu) com poder e força militar sem precedentes, destruindo os povos ao redor que ameaçavam Jerusalém assegurando que a cidade permanecerá habitada em seu próprio lugar.

Zac 12:7
"Também o S-nhor salvará primeiro as tendas de Judá, para que a glória da casa de Davi e a glória dos habitantes de Jerusalém não se engrandeçam sobre Judá."

A declaração de que o S-nhor “salvará primeiramente as tendas de Judá, para que a glória da casa de Davi não se engrandeça sobre Judá” traduz o pensamento de que a salvação das mãos do opressor ocorrerá de tal forma que nenhuma parte da nação poderá se exaltar sobre a outra, e que essa redenção será trazida não pela mão do homem, nem pelo poder humano, mas sim, por virtude da intervenção objetiva de D-us na história do Seu povo. A expressão “as tendas de Judá” significa na verdade, a fragilidade da nação como um todo. Tendas ou cabanas são habitações temporárias, frágeis e que denotam fraqueza e coisas passageiras. As cidades de Judá, frágeis e incapazes de se defenderem, serão salvas primeiramente e Jerusalém logo em seguida.

Zac 12:8
"Naquele dia o S-nhor defenderá os habitantes de Jerusalém, de sorte que o mais fraco dentre eles naquele dia será como Davi, e a casa de Davi será como D-us, como o anjo do S-nhor diante deles"

No conflito com as nações, o S-nhor defenderá aos habitantes de Jerusalém por meio dos chefes de Judá como vimos anteriormente. Os fracos, designados em hebraico como hanikhshal, traduz a idéia de alguém que “tropeça” (cf. 1Sam 2:4), aquele que cai na batalha - estes se tornarão “como Davi”, o mais bravo herói de Israel (cf. 1Sam 17:34., 2Sam 17:8). Os fortes, designados aqui como “a casa de Davi”, serão como Elohim (D-us) diante dos habitantes da cidade.

Eles agirão como o anjo do S-nhor que no passado ia adiante das hostes de Israel, ferindo os egípcios e outros inimigos do povo de D-us (Exo 23:20; Jos 5:13). A idéia básica aqui é a coragem e a valentia que tomará conta de todos da nação, em especial de sua liderança. Ao dotar os habitantes da cidade de um poder extraordinário e sobrenatural, D-us destruirá assim a todas as nações que tentarem atacar Jerusalém.

Zac 12:9
"E naquele dia, tratarei de destruir todas as nações que vierem contra Jerusalem"
Isso já ocorreu, ou ainda vai acontecer? Será que D-us já tratou de destruir todas as nações que vieram contra Jerusalém? As nações já sofreram a pesada derrota profetizada aqui nos dias de Jesus? Será que algum dia no passado, especificamente no tempo de Jesus, todas as nações da terra tentaram invadir Israel ou destruir a cidade santa e o povo judeu? Gostaríamos que nos mostrassem isso com evidências bíblicas e históricas, se possível.

Zac 12:10
"Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o espírito de graça e de súplicas; e olharão para Mim a quem traspassaram, e prantearão por ele como quem pranteia pelo único filho; e haverá lamentação amarga por causa dele, como a lamentação amarga pelo primogênito"

Esta profecia já se cumpriu, ou está ainda para o futuro?
De acordo com Ezequiel, quando será derramado o espírito sobre Israel?
QUANDO EU TORNAR A TRAZER DE ENTRE OS POVOS e os houver ajuntado das terras de seus inimigos, e eu for santificado neles aos olhos de muitas nações, Então saberão que eu sou o S-nhor seu D-us, vendo que eu os fiz ir para o cativeiro entre os gentios, e os ajuntarei para voltarem a sua terra, e não mais deixarei lá nenhum deles. Nem lhes esconderei mais a minha face, pois DERRAMAREI O MEU ESPÍRITO SOBRE A CASA DE ISRAEL, diz o S-nhor D-us. (Eze 39:27-29)

O profeta Ezequiel afirma que primeiro, D-us tornará a trazer Israel dentre os povos e só depois derramará Seu espírito sobre Seu eleito. Ainda no próprio livro de Ezequiel vemos que o Eterno “ressuscita” Israel, retirando-o de seus “sepulcros” (símbolo do exílio), fazendo com que o povo se estabeleça e só depois vem sobre ele o espírito (Eze 37:8-10). Assim, o peso da evidência profética aponta para o fato de que Israel deve estar já congregado dentre os
povos para que só então o Eterno D-us envie sobre ele o Seu espírito. Logo, perguntamos:
Isto de fato ocorreu nos dias de Jesus? Será que Israel (as doze tribos, Judá e Israel) já estava congregado como povo nos dias do fundador do cristianismo? Sabemos que não, pois apenas parte da tribo de Judá estava presente naqueles dias. As outras tribos jamais estiveram congregadas por mais de 2700 anos. As
outras tribos, que constituíam o antigo reino do norte jamais retornaram e até hoje encontram-se na dispersão – sem esquecer que algumas décadas depois de Jesus, até mesmo o restante de Judá seria ainda disperso, quando da destruição da cidade santa no ano 70 EC. Em resumo, a profecia ainda não se concretizou.

“Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o espírito de graça e de súplicas” – Como vimos, isso só poderá ocorrer quando da restauração completa do reino de Israel, conforme Jer 31:8-9 abaixo:

"Eis que os trarei da terra do norte e os congregarei das extremidades da terra; e com eles os cegos e aleijados, as mulheres grávidas e as de parto juntamente; em grande companhia voltarão para cá. Virão com choro, e com súplicas os levarei; guiá-los-ei aos ribeiros de águas, por caminho direito em que não tropeçarão; porque sou um pai para Israel, e Efraim é o meu primogênito"

“Olharão para Mim, a quem traspassaram”

Para quem olharão, segundo a profecia?
O judaismo não encherga Yeshua nesta passagem, mas Israel. A versão judaica:

”...olharão para Mim” – A resposta é “para Mim”; Sabemos aqui que quem fala é o próprio D-us.

“a quem traspassaram”
– Naturalmente não poderíamos pensar no D-us Eterno como sendo “traspassado”, mas nosso texto parece aludir a isso. No entanto, isso soaria logicamente absurdo. Quanto a famosa frase, devemos entender que TODO AQUELE QUE TOCA EM ISRAEL é como se tivesse MALTRATADO E OFENDIDO o PRÓPRIO D-US (Zac 2:8/Deut 32:10). Os servos de D-us sempre agiram em Seu nome, como Seus representantes (Ex 4:15-17/Mal 2:7/Is 42:1/49:3e 6). Entendemos então o que a frase quer dizer.

O que ocorrerá com muitos dentre o povo judeu naquele dia? Temos aqui o contexto de uma batalha final, em que as nações buscarão eliminar Israel [Jerusalém como centro do mundo judaico]. O S-nhor, entretanto, defenderá o Seu povo (Zac 12:4-9) impondo uma pesada derrota às nações. Todavia, muitos dentre o povo perecerão como mártires na batalha antes da intervenção divina; perdas de vidas humanas são infelizmente normais numa grande guerra.

O que diz Zacarias dois versos antes? (Zac 12:8)

"Naquele dia o S-nhor protegerá os habitantes de Jerusalém; e o que dentre eles tropeçar será naquele dia como Davi, e a casa de Davi será COMO D-US, como o anjo do S-nhor diante deles"

“Tropeçar” no texto significa “cair na batalha” (cf. Lev 26:37/Jer 20:11)


Como então serão considerados aqueles que tropeçarem? – Como Davi;
E a casa de Davi será “como D-us”.

O povo, recebendo o “espírito de graça e de súplicas” pranteará por este SERVO COLETIVO que caiu na batalha, chorando amargamente por ele, e suplicando o favor divino para tirar-lhes do apuro e do aperto das nações. Assim, o Eterno interfere (Zac 13:1-2/14:3-9) e a Era Messiânica tem início.

De acordo com a profecia, olhar para aquele que foi traspassado, o judaismo atribui ao próprio Israel. Nós enchergamos Yeshua que foi transpassado, nesta profecia messiânica.

Todo esse cenário reflete outro episódio da história judaica, quando o justo e bom rei Josias acabou caindo na batalha contra o faraó Neco, em Hadad-Himmon, no vale de Megidom. Josias era justo (assim como inferimos dos chefes de Judá); todavia, Josias cometeu um deslize (assim como os chefes de Judá em questão irão cometer), e saiu à batalha contra o faraó Neco, no vale de Megidom (Ha megidom é o mesmo local descrito em apocalipse conhecido popularmente como armagedom). Ali, ele caiu traspassado pelas flechas inimigas. O povo enlutado chorou amargamente pelo seu rei, no mesmo vale onde futuramente se ouvirá o lamento fúnebre pelos valorosos líderes judeus (II Cro 35:20-25).

“como quem pranteia pelo único filho; e haverá lamentação amarga por causa dele, como a lamentação amarga pelo primogênito”

– Finalmente, o “único filho” e o “primogênito” em Zac 12:10 são mencionados no contexto de um filho único recém-falecido ou de um primogênito recém-falecido.

Não seria um choro de luto como atesta o original hebraico, mas sim, um choro de arrependimento. A referência aqui é a qualquer filho único, qualquer primogênito, e não temos nomes ou maiores detalhes ou especificações sobre ninguém.

A ênfase do profeta está na intensidade do clamor, do lamento e luto que se espalhará por todo o Israel – a dor será grande, como a dor daquele que perde um filho único ou como a dor daquele que perde um primogênito. A palavra em destaque aqui (“como”) indica comparação, ou seja, a ação de considerar a relação entre as pessoas ou coisas a fim de descobrir suas semelhanças ou diferenças.

¹ O termo misped (choro por luto) é usado com o mesmo sentido em Gen 50:10/Jer 48:38.

Zac 12:11
"Naquele dia será grande o pranto em Jerusalém, como o pranto de Hadad-Rimom no vale de Megidom"

Após a morte dos valentes líderes da casa de David que seriam “como D-us”, de acordo com a visão, os habitantes da terra de Israel chorarão amargamente, enlutados pelos seus valorosos que caíram na batalha. Aqui, Zacarias alude ao grande pranto e luto que ocorreu no passado quando da morte do rei Josias, ele também da casa de Davi (II Cron 35:20-25). Assim como o rei Josias tombou morto no vale de Megidom, também no futuro muitos guerreiros perecerão no mesmo vale, e os judeus olharão para os que tropeçaram no feroz combate como se fossem um só, e entenderão que os valentes da casa de Davi serão “como D-us” –

Hadad-Rimon era uma cidade ao norte de Israel, situada na região onde hoje localiza-se a Galiléia, entre as cidades de Megido e Taanach. A cidade manteve esse nome até a dominação romana, quando passou a chamar-se Maximianopolis, no campo de Megido onde o rei Josias foi abatido por ordem de Neco, faraó do Egito. O nome antigo da cidade foi entretanto preservado pelos habitantes árabes do local, desde os dias da invasão islâmica no séc. VII EC. Seus moradores chamam-na aldeia de Rumuni, que lembra o hebraico Rimon. O grande pranto dos enlutados pelos guerreiros caídos na futura grande batalha se assemelhará àquele em memória ao bom rei Josias e ocorrerá no mesmo local, em Hadad-Rimon, no vale de Megidom.

Zac 12:12
"E a terra pranteará, cada família à parte: a família da casa de Davi à parte, e suas mulheres à parte; e a família da casa de Natã à parte, e suas mulheres à parte"

Zac 12:13
"a familia da casa de Levi à parte, e suas mulheres à parte; a família de Simei à parte, e suas mulheres à parte"

Zac 12:14
"todas as demais famílias, cada família à parte, e suas mulheres à parte"

Cabe salientar mais uma vez e antes de mais nada, que o termo “prantear” usado pelo profeta é derivado da raiz saped que indica “choro por luto” –
Convém notar que os nomes mencionados nos versos citados acima: DAVID, NATÃ, LEVI e SIMEI. (versos 12-13) pretende demonstrar a abrangência do lamento e do luto pela morte dos heróis na grande batalha.

Davi representa a casa real;

Natã representa os profetas,

Levi é o pai da casa sacerdotal e

Simei alude aos guerreiros (ou aliados da casa de Davi). (II Sam 5:3/II Sam 7:2/Deu 21:5/IRs 1:8) – em resumo, todo o Israel lamentará por meio do luto a queda de seus heróis na grande batalha predita por Zacarias.

Resumo de Zac 13/14
Mas, apesar do tom melancólico e triste em que termina Zac 12, percebemos na seqüência uma mensagem de salvação e regeneração. A batalha anunciada no capitulo 12 será de fato grandiosa, e as nações sofrerão terríveis baixas em seus contingentes militares; os chefes de Judá atacarão o inimigo com ferocidade e heroísmo inimaginável, mas por depositarem sua confiança não primeiramente em D-us, eles cairão na batalha. O clamor que então se sucederá encherá de luto toda a terra de Israel.

No capítulo 13, a graça divina estabelece uma “fonte aberta” contra o “pecado e a impureza” para “a casa de Davi e para os habitantes de Jerusalém”. Serão extirpados num só dia os falsos profetas e o espírito de impureza e idolatria. E ninguém mais se vestirá ao estilo dos profetas antigos (com peles de animais) para mentir e enganar; e aquele que insistir na prática da falsa profecia será morto.

O capítulo 14 alude à última e maior das batalhas da grande guerra que se inicia no capítulo 12. As nações inimigas parecem marchar do norte (do vale de Megidom) até o sul, ao vale de Cedron (Kidron), em frente à cidade santa, no seu flanco oriental. Jerusalém é saqueada e parte da população é expulsa da cidade; é aí que então o Eterno D-us intervém na história de Seu povo, e infringe pesadas punições sobre os opressores de Israel. As nações são derrotadas e o seu remanescente reconhecendo a soberania messiânica trarão a Jerusalém toda sorte de tesouros e tributos, devendo subir de ano em ano para celebrarem a Festa das Cabanas (Sukkot). Assim, vemos todo o Israel congregado e reunificado e as nações remanescentes de uma extremidade a outra da Terra servindo ao único D-us vivo, vindo buscar em Jerusalém e em Sião o conhecimento das coisas eternas.

“Naquele dia” – diz o profeta, - “só um será o S-nhor, e só um será o Seu Nome”.
-
Fontes Bibliográficas (obras usadas neste estudo)

Tanach (Bíblia Hebraica), The London and Foreign Bible Society
Jewish Press Bible (Bíblia Judaica – edição americana)
Talmud da Babilônia, The Soncino Classics Collection, Soncino Press.
História de Israel, Martin Metzger (Ed. Sinodal)
Shalom!

3 comentários:

  1. o peso é contra israel.então as nações virão contra israel e não especificamente contra a cidade de jerusalém.como eu não tenho curso de teologia,não dá para afirmar da minha parte nem uma coisa ou nenhuma outra.

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  2. o peso é contra israel.então,quando se refere a jerusalém,não está se referindo exclusivamente a israel?todas as nações virão contra israel?

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  3. o assunto de zacarias 12 é volta de jesus?esse relato de zacarias 12 é sobre o retorno de jesus?

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