domingo, 20 de fevereiro de 2011

Gálatas na versão peshita (aramaico)

Sefer HaGalutyah (O Livro da Dispersão de YHWH)
Traduzido por Sha’ul Bentsion a partir da Peshitta Aramaica
Capítulo 1
1 Sha'ul, emissário não de filhos dos homens nem apontado por filho do homem, mas enviado por
Yeshua HaMashiach e Elohim o Pai, que o ressuscitou da habitação dos mortos.
2 A todos os irmãos do meu povo nas kehilot da Galut
3 Graça e shalom estejam convosco de Elohim o Pai e do nosso Adon Yeshua HaMashiach
4 O qual deu a sua alma para que fôssemos livrados de nossos pecados e deste mundo maligno,
conforme a vontade de Elohim Avinu
5 A quem seja a glória, para sempre e eternamente, amen.
6 Estou sem palavras quanto a quão rapidamente vós vos voltastes do Mashiach, o qual vos chamou por sua graça, para outra mensagem
7 a qual não existe. Porém, há homens que vos confundem e desejam distorcer a mensagem do Mashiach.
8 Mesmo se nós, ou até um anjo dos céus, anunciar algo diferente do que vos fora anunciado, que seja amaldiçoado.
9 Como disse antes, assim digo novamente: Qualquer homem que vos anunciar algo diferente do que recebeste seja amaldiçoado.
10 Agora, portanto, acaso são os homens persuadidos por mim ou por Elohim? Acaso busco agradar aos filhos dos homens? Se até agora tivesse buscado agradar aos filhos dos homens, então eu não seria um servo do Mashiach.
11 Faço conhecer a vós, irmãos, que a mensagem que proclamei a vós não veio de filho do homem.
12 Nem de filho do homem recebi este ensinamento, mas pela revelação de Yeshua HaMashiach.
13 Pois vós ouvistes do meu comportamento anterior no Judaismo, principalmente sobre como eu
perseguia grandemente à kehilá de Elohim e a destruía.
14 E como eu era excelente no Judaismo, melhor do que muitos dos meus compatriotas que eram
meus parentes, e particularmente zeloso quanto à tradição dos meus pais,
15 quando julgou ser da Sua vontade, Aquele que me separou desde o ventre de minha mãe, me
chamou para a Sua graça
16 para manifestar a mim o Seu Filho, a fim de que eu O anunciasse às nações, mas isto não revelei
a carne e sangue.
17 E eu não fui a Yerushalayim até os emissários que lá estavam antes de mim. Ao invés disso, fui
para a Arábia e retornei a Darm’suk.
18 E depois de três anos fui até Yerushalayim para ver a Kefá e lá permaneci por quinze dias.
19 E ainda não havia visto a nenhum dos outros emissários, exceto por Ya’akov, irmão do nosso Adon.
20 Eis que vos escrevo estas coisas perante Elohim, e não minto.
21 Depois dessas coisas, fui à Síria e à Cilícia.
22 E não era conhecido em pessoa pelas kehilot da região de Yehudá que estão no Mashiach.
23 Mas a isto eles haviam apenas ouvido, que aquele que anteriormente os havia perseguido agora anunciava a fé que em tempos anteriores subjugava.
24 E eles glorificaram a Elohim por mim.

Capítulo 2
1 Então depois de quatorze anos, subi a Yerushalayim, com Bar Nabá e também tomei comigo a Tito.
2 Subi por causa de uma revelação, e fiz saber a eles a mensagem que eu proclamava entre as nações, e a mostrei àqueles que eram considerados entre eles, para que minha obra não fosse em vão.
3 Mesmo Tito, que estava comigo, e que é arameu, não foi forçado a ser circuncisado.
4 Porém, como havia irmãos mentirosos que entraram em nosso meio, utilizando da nossa liberdade em Yeshua HaMashiach para nos escravizar,
5 nem mesmo por uma hora nós nos permitimos nos sujeitarmos a eles, para que a verdade da mensagem habitasse em vós.
6 Quanto àqueles se consideram alguma coisa, o que eles são para mim não importa, pois Elohim não discrimina homem. Assim, nada recebi deles, nem eles aumentaram meu conhecimento.
7 Pelo contrário, eles é que viram que a mim foi confiada a mensagem aos que ainda não são circuncisos, tal como a Kefá foi confiada a mensagem para aqueles que já são circuncisos.
8 Pois Aquele que levou Kefá ao emissariado para os que já são circuncisos também me levou às nações.
9 E quando eles reconheceram a graça que me fora confiada, Ya’akov, Kefá e Yochanan, os quais
são considerados pilares, estenderam a mão direita da amizade, para proclamarmos às nações o que
eles proclamavam aos que já eram circuncisados.
10 Eles somente nos pediram para lembrarmos dos pobres, e isto também era preocupação minha,
que eu trabalhasse nisso.
11 E quando Kefá veio a Antioquia, eu o repreendi em sua face, pois ele os fazia tropeçar.
12 Antes que homems viessem de perante Ya’akov, ele comia em meio ao povo, mas quando vieram, ele se separou, pois temia àqueles que já eram circuncisos.
13 E todo o resto dos judeus decidiu fazer isto juntamente com ele, de modo que até mesmo BarNabá se deixou levar pela hipocrisia deles.
14 E eis que quando eu vi que eles não agiam corretamente conforme a verdade das Boas Novas, eu disse a Kefá, aos olhos de todos: “Se vós que sois judeus viveis como arameus, por que compelem os que vieram das nações a viverem como judeus?”
15 Pois nós somos judeus por natureza, e não transgressores vindos das nações,
16 por nós sabermos que um filho do homem não é aprovado por meio de preceitos rabínicos, mas pela fé em Yeshua HaMashiach. Também nós que cremos em Yeshua HaMashiach somos aprovados através da fé no Mashiach. Pois nenhuma carne é aprovada por meio de preceitos rabínicos.
17 Mas e se enquanto buscamos sermos aprovados pelo Mashiach continuamos pecadores? Acaso então Yeshua HaMashiach é servo do pecado? [Elohim] não permita!
18 Pois se as coisas que eu quebrei, eu novamente construir, então demonstro em minha alma que sou transgressor da mitsvá.
19 Pois eu estou na Torá. Portanto eu, que pela Torá estava morto, vivo para Elohim.
20 E estou executado com Mashiach, e portanto não sou eu quem vivo, mas o Mashiach vive em mim. E esta vida que vivo na carne, vivo pela fé no Filho de Elohim, que nos amou e deu Sua alma por nós.
21 Não nego a graça de Elohim: Pois se pela Torá Ele é a Justiça, então o Mashiach morreu voluntariamente.

Capítulo 3
1 Oh como são insensatos vós da Galut! Quem os tornou invejosos? Pois Yeshua HaMashiach
executado foi mostrado como um quadro perante os vossos olhos!
2 Desejo saber somente isto de vós: Foi por meio de preceitos rabínicos que recebestes a Ruach ou
foi pela fé obediente?
3 Sois tão tolos que, tendo começado na Ruach, agora estejais entregues à carne?
4 Acaso suportastes todas estas coisas em vão? Quem dera tivesse sido em vão!
5 Portanto, Aquele que vos concede a Ruach e opera grande poder entre vós age por preceitos
rabínicos ou pela fé obediente?
6 Assim Avraham confiou em Elohim e isto lhe foi imputado por justiça.
7 Sabei, pois, que aqueles que confiam são filhos de Avraham.
8 Pois como Elohim sabia anteriormente que pela fé as nações seriam aprovadas, Ele primeiro o proclamou a Avraham, conforme dizem as Sagradas Escrituras: “Em ti serão benditas todas as nações.”
9 Assim, os que confiam são benditos por Avraham, o fiel.
10 E aqueles que estão sob jugo rabínico estão debaixo de maldição, pois está escrito: Maldito é todo aquele que não fizer tudo o que está escrito nesta Torá.
11 Mas é revelado que o homem não é aprovado perante Elohim através de legalismo, pois está escrito: O justo viverá pela fé.
12 Pois o legalismo não vem da fé, mas distorce o que está escrito: O que fizer estas coisas, por elas viverá.
13 Mas o Mashiach nos redimiu da maldição descrita na Torá, fazendo-se maldito por nós. Porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro.
14 Para que as nações pudessem se tornar a bênção de Avraham em Yeshua HaMashiach, e para que recebêssemos a promessa da Ruach pela fé.
15 Irmãos, falo como um dentre os filhos dos homens, que se a aliança de um filho do homem é estabelecida, nenhum homem pode rejeitá-la ou alterá-la.
16 Mas a promessa foi dada a Avraham e à sua semente. E não foi dito ‘às suas sementes’, como
sendo muitas, mas ‘à sua semente’, como sendo uma, que é o Mashiach.
17 E isto digo, que a aliança que foi previamente estabelecida por Elohim no Mashiach, não poderia
ser repudiada ou anulada pela Torá, que veio quatrocentos e trinta anos depois.
18 Agora, se a herança viesse da Torá, então não seria da promessa, mas Elohim a deu a Avraham
pela promessa.
19 Para que então a Torá? Por causa da apostasia que aumentaria até a vinda da semente a quem foi
dada a promessa. E a Torá foi dada através de anjos e através de um mediador.
20 Um mediador, portanto, não está sozinho, mas Elohim é único.
21 Acaso a Torá é contrária à promessa de Elohim? [Elohim] não permita! Porque se a Torá tivesse
sido dada por ser capaz de dar vida, então verdadeiramente a justiça viria do legalismo.
22 Mas, segundo as Escrituras, tudo está confinado sob o pecado, de modo que a promessa pela fé em Yeshua HaMashiach seja dada àqueles que confiam.
23 Antes porém da vinda da fé, estávamos presos ao legalismo, confinados até que a fé se revelasse.
24 Portanto, a Torá é um tutor para nos conduzir ao Mashiach, para que sejamos aprovados pela fé.
25 Mas quando a fé vem, não estamos mais sob tutores [rabínicos].
26 Pois todos vós sois filhos de Elohim pela fé em Yeshua HaMashiach.
27 Pois aqueles que se imergiram no Mashiach, se revestiram do Mashiach.
28 Não há judeu nem arameu. Não há servo nem filho da liberdade. Não há macho, nem fêmea.
Todos vós são um em Yeshua HaMashiach.
29 E se vós sois do Mashiach, então vós sois a semente de Avraham, e herdeiros na promessa.

Capítulo 4
1 Eu digo que enquanto o herdeiro é criança, ele não é diferente dos servos, apesar de ser Adon
sobre todos.
2 Mas ele também está sob guardiões e mestres da casa até o tempo apontado pelo Pai.
3 Assim também conosco, quando éramos infantes, estávamos sujeitos aos elementos deste mundo.
4 Quando, portanto, chegou a plenitude do tempo, Elohim enviou o Seu filho, e Ele nasceu de uma
mulher numa sociedade sob o jugo rabínico,
5 a fim de comprar os que estão sob o jugo rabínico, para que pudéssemos receber o tesouro dos
filhos.
6 E porque vós ainda sois filhos, Elohim enviou a Ruach do Seu Filho ao coração de vós que chamais o Pai de Avinu.
7 Porque vós não sois servos, mas sim filhos, e se filhos, também herdeiros de Elohim através de
Yeshua HaMashiach.
8 Então, quando não conhecíeis a Elohim, vós servíeis às coisas que são da natureza, e não a Elohim.
9 Agora, porém, tendo conhecimento de Elohim e, principalmente, sendo conhecidos de Elohim,
retornastes a elementos pobres e frágeis, e novamente desejais sujeitar-vos a elas.
10 Dias e meses e tempos e anos vós observais.
11 Temo que minha obra entre vós tenha sido em vão.
12 Rogo-vos: Sede como eu sou, porque também me tornei como vós, meus irmãos. Em nada me ofendestes.
13 Sabeis que na fraqueza de minha carne, preguei a vós anteriormente.
14 E pelas tentações da minha carne, vós não me desprezastes, mas me recebestes como a um anjo de Elohim, mesmo como a Yeshua HaMashiach.
15 Onde está, portanto, a vossa bondade? Acerca de vós testifico que se fosse possível, teríeis removido vossos olhos e os dado a mim.
16 Acaso tornei-me Ba’al Zevuv por proclamar a verdade?
17 O zelo deles por vós não é bom, mas eles desejam vos confinar para que sejais zelosos deles.
18 Bom é que sejais zelosos do bem a todo momento, e não somente quando estou convosco.
19 Vós sois meus filhos, por quem novamente trabalho arduamente até que o Mashiach seja
representado em vós.
20 Desejava estar agora convosco, ser transformado por uma voz celestial, porque estou perplexo
convosco.
21 Dizei-me, vós que desejais estar sob jugo rabínico, por que não obedeceis à Torá?
22 Porque está escrito que Avraham tinha dois filhos – um da escrava e outro da livre.
23 Porque o que era da escrava nasceu da carnalidade, e o que era da livre era da promessa.
24 Porque estas parábolas são de duas alianças: Uma é a do monte Sinai, e gerou servidão, que é Hagar.
25 Pois Hagar é o monte Sinai, que está na Arábia, e obedece a Yerushalayim, e para ela trabalha
em servidão, ela e seus filhos.
26 Mas esta, Yerushalayim, é a mulher livre e exaltada, que é a nossa mãe.
27 Pois está escrito: Deleita-te, estéril. Regozija e chora, tu que não deste à luz, porque os filhos da
desamparada serão mais numerosos do que os da casada.
28 Mas nós, irmãos, como Yitschak, somos filhos da promessa.
29 E assim como aquele que nasceu da carnalidade perseguiu ao que era da Ruach, assim também o
é agora.
30 Mas o que dizem as Escrituras? Expulsa a escrava e o seu filho, porque o filho da escrava nãoherdará com o filho da livre.
31 Nós, portanto, irmãos, não somos filhos da escrava, mas filhos da livre.

Capítulo 5
1 Permanecei portanto na liberdade para a qual Mashiach nos libertou, não volteis a vos subjugardes ao jugo da servidão.
2 Eis que eu, Sha’ul, vos digo que se fostes circuncisados [por legalismo], então Mashiach não vos
foi de proveito para nada.
3 Eu vos testifico ainda que todo filho do homem que é circuncisado deve cumprir toda a Torá.
4 Vós que buscais serdes aprovados pelo legalismo deixastes de ser do Mashiach, e caístes da graça.
5 Mas nós, através da Ruach que vem pela fé, permanecemos na esperança da justiça.
6 Porque no Mashiach Yeshua a circuncisão e a incircuncisão nada são sem a fé, que é tornada plena no amor.
7 Estivestes progredindo bem. Quem vos perturbou para que não fossem persuadidos pela verdade?
8 Vossa persuasão não vem dAquele que vos chamou!
9 Um pouco de hamets fermenta a massa toda.
10 Confio em nosso Adon acerca de vós, de que não mudareis vossa forma de pensar, e que aquele
que vos confundiu suportará em si o juízo, seja ele quem for.
11 Porém, irmãos, se eu ainda proclamo a circuncisão, por que vós me perseguis? Acaso cessou a
ofensa do madeiro?
12 Queria que aqueles que vos confundem fossem expulsos!
13 E ainda, vós fostes chamados para a liberdade. Porém, não se torne a vossa liberdade uma razão
para a carnalidade, mas servi uns aos outros em amor.
14 Pois a Torá se torna plena em um dizer: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.
15 Mas se mordeis e devorais uns aos outros, cuideis para que não sejais consumidos!
16 Porém, eu vos digo: Andeis na Ruach, e nunca vos sujeiteis ao desejo carnal.
17 Porque a carne deseja algo que é contrário à Ruach, e a Ruach deseja algo que é contrário à
carne, e os dois se opõem um ao outro. Portanto, não façais o que vós desejais!
18 Se vós ainda andais na Ruach, não vos coloqueis sob jugo rabínico,
19 porque ele é conhecido por suas obras da carne, que são: prostituição, impureza, imundícia,
20 idolatria, bruxaria, contradição, excesso de zelo, ira, insolência, sectarismo,
21 inveja, homicídio, bebedeira e folia, e todas as coisas semelhantes a essas. Aqueles que fazem
coisas semelhantes a essas não herdarão o Reino de Elohim.
22 Mas os frutos da Ruach são: amor, alegria, shalom, longanimidade, gentileza de espírito,bondade, fé,
23 humildade, perseverança, contra os quais a Torá não se coloca.
24 E ainda, quem é do Mashiach pôs no madeiro sua carnalidade, com todas as suas doenças e desejos.
25 Se vivemos pela Ruach, obedeçamos à Ruach!
26 E não sejamos desejosos de glória vazia, para não diminuirmos um ao outro, nem trazermos
inveja um sobre o outro.

Capítulo 6
1 Meus irmãos, se um homem anda em transgressão, vós que estais na Ruach devem restaurá-lo, através da Ruach da humildade. Porém, sede cautelosos para que também vós não sejais tentados.
2 E suportai vós o fardo uns dos outros, para que cumprais vós a Torá do Mashiach.
3 Pois se um homem se considera algo que não é, engana a si mesmo. 1
4 Ao invés disso, que [cada] homem examine sua obra, e então se glorificará por si próprio2, e não através de outros.
5 Pois cada homem é responsável pela conduta 3 de sua alma.
6 Portanto, que aquele que ouve a Palavra compartilhe todos os seus bens com aquele
de quem a ouve.
7 Não vos enganeis: Elohim não será escarnecido. Pois aquilo que plantar o homem, isso colherá.
8 Aquele que semear carnalidade, colherá da carnalidade a corrupção. 4 Aquele que
semear na Ruach, colherá da Ruach a vida eterna. 5
9 E enquanto fazemos o bem, não nos cansemos. 6 Pois virá o tempo em que colheremos,
se não nos cansarmos.7
10 E agora, enquanto o tempo nos permite, façamos o bem a todo homem, especialmente
aos filhos da casa da fé.8
11 Vede, estas letras que vos escrevi foram escritas por minhas [próprias] mãos.
12 Estes são os que se orgulham na carnalidade: Aqueles que vos pressionam para 9


13 Pois nem eles que já foram circuncisados guardam a Torá. Mesmo assim, desejam vos circuncisar, para se glorificarem em vossa carne. 10
14 Mas que eu não me glorie senão no madeiro do nosso Adon Yeshua HaMashiach, em quem o mundo11 foi para mim executado,12 e eu fui executado13 para o mundo.14
15 Pois a circuncisão nada é, nem a incircuncisão, se não formos novas criaturas.
16 E àqueles que seguirem15 este caminho, que o shalom e a graça estejam sobre eles, e
sobre todo o Israel de Elohim.
17 E que, de agora em diante, nenhum homem lance peso sobre mim, pois [já] carrego as marcas de nosso Adon Yeshua HaMashiach em meu corpo.
18 Que a graça de nosso Adon Yeshua HaMashiach esteja com vossos espíritos, meus irmãos. Amen!

1 6:3 – Ou “engana/faz desviar sua alma” (aramaico: “mate napshe”) . No aramaico, a expressão “alma” é também usada idiomaticamente como expressão de ação reflexiva. Já o termo “mate” pode significar enganar, ou fazer desviar.
2 6:4 – Ou “em sua alma”. Vide explicação do 6:3.
3 6:5 – Há um jogo de palavras aqui que só é possível no aramaico. A palavra “mob'la” pode significar tanto “fardo”quanto “conduta”. O jogo de palavras com o passuk (versículo) 6:2 se estabelece da seguinte forma: Os homens devem suportar os fardos uns dos outros, mas isso não significa que devem responsabilizar os outros por suas próprias condutas, nem se gloriar naquilo que um grupo faz. Esse jogo de palavras se perde por completo no grego,que inclusive não compreendeu que no passuk (versícuo) 6:5 claramente o termo “mob'la” se refere à conduta, e não a um fardo. Assim sendo, acidentalmente a tradução grega introduz uma contradição entre o 6:2 e o 6:5.
4 6:8 – Ou “sofrimento”. Aramaico: “heb'le”
5 6:8 – Ou “no mundo [vindouro]”. Aramaico: “d'al'alam”
6 6:9 – Ou “não sejamos negligentes”. O termo aramaico “ma'na” pode significar cansaço ou negligência.
7 6:9 – Ou “se não formos negligentes”. Vide nota anterior.
8 6:10 – Victor Alexander aponta que a expressão “b'nai baita d'haimanuwta” significaria algo como “filhos da fé”. É possível, todavia, que isto se refira ainda à Casa de Israel, ou que ainda signifique algo como “os filhos da Casa pela fé”, isto é, àqueles que se achegaram à Casa de Israel através da fé. As possibilidades de significado desta expressão são inúmeras, e todas igualmente ricas.serem circuncisados somente para que eles não sejam perseguidos por causa do madeiro do Mashiach.
9 6:12 – Pode-se perceber claramente que a mensagem de Sha'ul (Paulo) não é contra a circuncisão, mas sim contra a realização da mesma pelos motivos errados. Vide Ruhomayah/Romanos 2:25
10 6:13 – O termo “b'besra” pode ser traduzido como “na carne” ou “na carnalidade”, dependendo do contexto. No geral, Sha'ul (Paulo) o utiliza mais para se referir à segunda forma. Todavia, aqui a primeira parece ser mais adequada, e indica um jogo de palavras.
11 6:14 – Ou “este século”. O termo aramaico “alma” pode ter uma conotação de tempo, ou ser uma referência ao mundo.
12 6:14 – Expressão idiomática. O aramaico traz literalmente “z'kip”, que significa “erguido”, numa referência a ser erguido no madeiro.
13 6:14 – Vide nota anterior.
14 6:14 – Ou “para este século”, ou ainda “pelo mundo/por este século”. Aramaico: “l'alma”. Vide ainda nota do 6:14.
15 6:16 – O termo aramaico “shalmin” empregado neste contexto dá idéia de seguir em obediência. Pode ser traduzido ainda como “concluírem este caminho”.

A História do paganismo, da idolatria e do natal

NATAL: A HISTORIA QUE NÃO FOI CONTADA!
Pr. Ricardo Guimarães
Fonte: site da Videira: www.videirario.com.br

Dizem os historiadores, que “quem não conhece a história corre o risco de cometer os mesmos erros do passado”. Por isso, é que devemos nos reportar ao passado, para conhecermos a verdade acerca de um tema tão importante como é o NATAL.

Quando o vidente João, na ilha de Pátimos, teve essa revelação, possivelmente ele não imaginava que a igreja chegaria ao ponto de contaminação que chegou. Hoje nós vivemos um cristianismo mesclado com a falsa religiosidade babilônica. E a comemoração do Natal é uma prova nítida dessa influência pagã no seio da igreja.
Eu oro para que você receba esse estudo com a mente e o coração abertos, pedindo ao Espírito Santo que o ajude a andar de conformidade com as Sagradas Escrituras.Eu tenho plena certeza de que, quando a verdade entrar no seu coração, você receberá a testificação dos céus e desfrutará de paz e alegria no seu espírito.

Parte 1
COMO TUDO COMEÇOU...

Em Gênesis 11.2 está escrito que logo após o dilúvio, quando os homens começaram a se espalhar novamente, acharam um vale na terra de Sinar, onde habitaram. Foi justamente nesta terra de Sinar, que uma cidade foi edificada e recebeu o nome de Babilônia, onde depois ficou conhecida também como Mesopotâmia.

NIMROD(ou Ninrode) - TAMUZ E SEMÍRAMIS: A Origem da Idolatria
O local onde foi edificada a cidade da Babilônia era uma terra muito produtiva, mas havia um sério problema, entre outros, que ameaçava os seus moradores. Constantemente, animais selvagens atacavam os habitantes, espalhando medo e insegurança na cidade. De forma, que o maior anseio do povo, era obter segurança e proteção. Mas quem poderia oferecer?
Em Gênesis 10.8,9. a Bíblia diz que Ninrode se tornou poderoso sobre a terra, e era um poderoso caçador diante do Senhor. E foi justamente ele quem se propôs a suprir a necessidade de proteção daquele povo, ganhando cada vez mais respeito e devoção de todos.

Muito inteligente e corajoso. Ninrode foi se tornando cada vez mais famoso no meio daquela civilização. E com tanto prestígio que tinha, montou um novo sistema de proteção: ao invés de lutar contra os animais selvagens, organizou as pessoas em cidades e circundou as cidades com muros de proteção. E quanto mais atuava entre o povo mais respeito ganhava, até que resolveu transformar as cidades organizadas em um reino. E foi o que fez. Ninrode organizou o primeiro reino mencionado na Bíblia, que se chamava Babel conforme podemos constatar em Gênesis 10.10: “O principio do seu reino foi Babel, Ereque, Acade e Calné, na terra de Sinear”.

Ninrode era neto de Cão, filho de Noé, e foi o verdadeiro fundador do sistema babilônico que até hoje domina o mundo - Sistema de Competição Organizado - de impérios e governos pelo homem, baseado no sistema econômico de competição e de lucro. Ninrode não apenas construiu a Torre de Babel, a Babilônia primitiva, como a antiga Nínive e muitas outras cidades.
Conforme escreveu Ralph Woodrow, em sua obra Babilônia a Religião dos Mistérios, «sejam quais forem os melhoramentos que tenham sido feitos por Ninrode, devem ter sido bons e corretos, mas Ninrode foi um governante iníquo. O nome Nimrod vem de marad e significa “ele se rebelou”, A expressão de que ele foi um poderoso “diante” do Senhor pode trazer um significado hostil da palavra “diante”, sendo algumas vezes utilizada como significando “contra” o Senhor. A Jewish Encyclopedia diz que Ninrode foi “aquele que fez todo o povo rebelar-se contra Deus”.

Ninrode era tão perverso que se diz que ele casou-se com a própria mãe Semíramis.

O notável historiador Josefo escreveu: “Agora, foi Ninrode que excitou a tal afronta e contenda contra Deus... Ele também gradualmente mudou o governo, levando-o à tirania, não vendo qualquer outra maneira de desviar homens do temor de Deus... as multidões estavam muito prontas a seguir as determinações de Ninrode... eles construíram uma torre, não medindo sofrimentos, nem sendo em nenhum grau negligentes a respeito da obra: e, por causa da multidão de mãos empregadas nela, ela cresceu, ficando muito alta... O lugar onde eles edificaram a torre é agora chamado Babilônia”.

Alexandre Hislop, autor de “As Duas Babilônias” baseado em pesquisas e diversas informações históricas, descreve com detalhes como a religião babilônica se desenvolveu em torno das tradições concernentes a NIMROD, sua esposa SEMIRAMIS, e seu filho, TAMUZ.

“Quando Ninrode morreu, de acordo com as antigas narrativas, seu corpo foi cortado em pedaços, queimado e enviado a várias áreas. Após a sua morte, que foi grandemente pranteada pelo povo babilônico, sua esposa Semíramis reivindicou que ele agora era o deus-sol. Mais tarde, quando deu à luz a seu filho Tamuz reivindicou que este filho Tamuz era seu herói Ninrode renascido. A mãe de Tamuz havia provavelmente escutado a profecia do messias que viria a ser nascido de uma mulher, pois esta verdade era conhecida desde os tempos de Adão. Ela reivindicou que seu filho fora concebido de maneira sobrenatural, e que era a semente prometida, ou “salvador”. Na religião que se originou daí, contudo, não somente o filho foi adorado, mas a mãe também passou a ser adorada”.

Por meio de suas artimanhas e de sua astúcia, Semíramis converteu-se na “Rainha do Céu” dos Babilônicos, e Ninrode sob vários nomes, converteu-se no “Divino Filho do Céu”. Por gerações neste culto idólatra, Ninrode passou a ser o falso Messias, filho de Baal: o deus-Sol. Nesse falso sistema babilônico, “a mãe e a criança” ou mais tarde, a “Virgem e o menino”(isto é, Semíramis e Ninrode redivivo), transformaram-se em objetos principais de adoração. Esta veneração da “virgem e o menino” espalhou-se pelo mundo afora, mudando de nome em cada país e língua. No Egito chamava-se Isis e Osiris, na Ásia Cibele e Deois, na Roma pagã Fortuna e Júpiter, até mesmo na Grécia, China, Japão e Tibete encontra-se o equivalente da Madona (minha dona ou_minha_senhora), muito antes do nascimento de Jesus Cristo!

Este sistema de idolatria espalhou-se da Babilônia para as nações, pois foi desta localização que os homens foram espalhados por sobre a face da terra, conforme a descrição de Gênesis 11.9: “chamou-se-lhe, por isso, o nome de Babel, porque ali confundiu o Senhor a linguagem de toda a terra e dali o Senhor os dispersou por toda a superfície dela”.

Só que para onde iam os moradores da Babilônia, levavam consigo as práticas do culto pagão de adoração a Semíramis e a Tamuz.

Citado por Rralph Woodrow, Layard em sua obra Nínive e seus Remanescentes declara que temos o testemunho conjunto da história sacra e profana que a idolatria originou-se na área da Babilônia — o mais antigo dos sistemas religiosos.

Quando Roma tornou-se império mundial, é fato conhecido que ela assimilou dentro do seu sistema os deuses e religiões dos vários paises pagãos que dominava. Desde que a Babilônia era a fonte de paganismo desses paises, podemos ver como a religião primitiva da Roma Pagã não era outra senão o culto babilônico que havia se desenvolvido e tomado várias formas e nomes diferentes nos países para os quais foram.
Yeshua HaMashiac, o verdadeiro filho de Deus, veio ao mundo fisicamente, no período em que Roma dominava o mundo. Ele nasceu, viveu, morreu e ressuscitou, instaurando uma nova era, a era da graça de Deus, e deixando-nos seus ensinos que mais tarde foram escritos por seus discípulos e apóstolos. Mas por causa da conveniência de homens que estavam mais preocupados em agradar aos homens do que a Deus, muitos dos ensinos de Jesus foram contaminados pelo paganismo babilônico.

Mesmo nos tempos do Apóstolo Paulo, já havia tentativas de se fundir o cristianismo com o paganismo, pois o Apóstolo escreve em Tessalonicenses 2.3,7, que já naquele tempo “o mistério da iniqüidade” estava operando.

Infelizmente, foi isso que aconteceu. O cristianismo nasceu em Jerusalém, mas Roma, catalisadora das religiões pagãs, que têm origem na Babilônia como vimos, foi aos poucos mesclando a mensagem pura com práticas religiosas antigas.

O Cristianismo viveu dois momentos distintos. O primeiro foi o período da perseguição, quando imperadores romanos ordenaram que os cristãos fossem presos, lançados às feras, queimados vivos, crucificados e sujeitos a todo tipo de tortura, conforme podemos ver no livro de Atos dos Apóstolos. E sabe qual era o principal motivo dessa perseguição? A determinação dos cristãos em não aceitar os costumes e crenças idólatras adotadas pelos romanos. O segundo momento aconteceu no século IV, quando o então Imperador romano Constantino, professou sua conversão ao cristianismo.. Ele deu ordens para que cessassem todas as perseguições. E “cristianizou” todo o império, a começar por seu exército.

A partir daquele momento, os bispos receberam honrarias. A igreja começou a receber reconhecimento e poderes políticos. Mas por tudo isso, um grande preço teve que ser pago! Muitos compromissos foram feitos com o paganismo. Em lugar da igreja ser separada do sistema que operava, ela se tornou parte do sistema. O imperador mostrando favor, exigiu um lugar de liderança na igreja; pois no paganismo os imperadores eram tidos como deuses. Daí em diante, misturas por atacado foram feitas do paganismo com o cristianismo, especialmente em Roma.

Todo esse pano de fundo, é para nos ajudar a entender como a celebração do natal, em 25 de dezembro entrou em cena com costumes e formas adotadas do paganismo babilônico, onde Roma, foi apenas uma ponte para a propagação.

Parte 2
A Origem do Natal
Jesus Nasceu Mesmo no Dia 25 de Dezembro?

De onde veio a idéia de 25 de dezembro como a data do nascimento de Jesus Cristo? Será que essa data era observada pelos cristãos primitivos? Vejamos o que nos diz Ralph Woodrow:

“Uma análise da palavra “Christimas” (Natal em Inglês), indica que ela é uma mistura. Embora ela inclua o nome de Cristo, também menciona a “Missa”. Quando consideramos todas as elaboradas cerimônias, orações pelos mortos, rituais de transubstanciação, e complicados rituais da Missa Católica Romana, pode alguém realmente ligar isto com o Jesus histórico dos Evangelhos? Como Paulo, tememos que alguns tenham sido corrompidos “da simplicidade que está em Cristo” (II Co. 11.3) por causa da influência pagã sobre tais coisas como a Missa. Olhando desta maneira, a palavra, “Christimas”(Missa de Natal) se contradiz a si mesma.

Quanto à verdadeira data do nascimento de Cristo, é de se duvidar de 25 de dezembro. Quando Jesus nasceu, “havia naquela mesma região pastores que estavam no campo, e guardavam durante as vigílias da noite seu rebanho” (Lc.2.8). Os pastores na Palestina não ficavam nos campos durante a metade do inverno! Adam Clarke tem escrito, “Como esses pastores ainda não haviam trazido seus rebanhos para casa, é um argumento presumível que outubro ainda não havia começado, e que, conseqüentemente, nosso Senhor não nasceu em 25 de dezembro, quando não havia qualquer rebanho nos campos... Neste mesmo sentido a natividade em dezembro deveria ser descartada.”

Os pastores recolhiam os rebanhos das montanhas e dos campos e colocavam-nos no curral no mais tardar até o dia 15 de outubro, para protegê-los do frio e da estação chuvosa que se seguia.

Veja que a própria Bíblia fornece provas, em Cantares de Salomão 2:11 e em Esdras 10:9-13, de que o inverno era uma estação chuvosa, não permitindo aos pastores permanecerem ao ar livre nos campos durante a noite.

“Durante a época da Páscoa (começo da primavera) era costume antigo dos judeus daqueles dias levarem as ovelhas aos campos e desertos, e recolhê-las ao começo das primeiras chuvas”, afirma Adam Clarke no seu Commentary, (vol. 5, pág. 370, edição de New York).

A seguir esta mesma autoridade declara: “Os pastores cuidavam dos seus rebanhos dia e noite durante todo o tempo que permaneciam fora...” as primeiras chuvas começavam no princípio do mês de “Marchesvan”, que corresponde a parte dos meses de outubro e novembro do nosso calendário (começa às vezes em outubro). Descobrimos, que as ovelhas estavam nos campos ao ar livre durante todo o verão. Assim, para que haja coerência com o texto bíblico, temos que aceitar que em 25 de dezembro jamais poderia ser a data do nascimento físico do nosso Salvador.

Qualquer enciclopédia ou outra autoridade, poderá lhe dizer que Cristo não nasceu no dia 25 de dezembro. A enciclopédia Católica francamente testifica este fato.
Enquanto a Bíblia não fala expressamente da data do nascimento de Jesus, existem outras indicações de que foi provavelmente no Outono que isto aconteceu.

Analisemos os seguintes fatos: Sabemos que Jesus foi crucificado na Primavera, no tempo da Páscoa (João 18.39). Figurando seu ministério como tendo durado três anos e meio, isto coloca o inicio do seu ministério no Outono. Naquele tempo, ele estava com quase 30 anos de idade (Lc.3.23), a idade reconhecida para um homem tomar-se um ministro oficial de acordo com o Velho Testamento, conforme Números 4.23. Se ele completasse trinta anos no Outono, então, seu dia natalício era no Outono, trinta anos antes.

Há ainda outras indicações que sustentam o nascimento do Messias no outono. Ao tempo do nascimento, José e Maria tinham ido a Belém para serem recenseados (Lc.2.1-5).

Não existem registros para indicar que a metade do inverno era o tempo de recenseamento. Um tempo mais lógico do ano teria sido no Outono, no fim da colheita. Se fosse este o caso, teria sido o período para a Festa dos Tabernáculos em Jerusalém o que poderia explicar porque Maria foi com José (Lc.2.4 1). Isto também explicaria porque até mesmo em Belém “Não havia lugar na hospedaria” (Lc.2.7). De acordo com o historiador Josefo, Jerusalém era normalmente uma cidade de 120.000 habitantes, mas durante as festas, algumas vezes chegava a ter 2.000.000 de judeus reunidos. Tais vastas multidões não somente enchiam Jerusalém, mas as cidades circunvizinhas também, incluindo Belém, que ficava somente a cinco milhas do Sul. Se a viagem de Maria e José fosse na realidade para estar na festa, como também para serem recenseados, isto colocaria o nascimento de Jesus no Outono do ano.

Não é essencial que saibamos a data exata na qual Cristo nasceu — sendo uma coisa principal, é claro que ele nasceu! Os cristãos primitivos comemoravam a morte de Cristo (1 Co. 11.26), não seu nascimento. A Enciclopédia Católica diz:

“O Natal não estava entre os mais primitivos festivais da igreja. Irineu e Tertuliano omitiram isto de suas listas de festas”.

Mais tarde, quando as igrejas em vários lugares começaram a celebrar o nascimento de Cristo, havia muita diferença de opinião quanto à data correta. Somente, na última parte do quarto século, é que a igreja Romana começou a observar o 25 de dezembro. Ainda assim, em torno do quinto século, estava sendo ordenado que o nascimento de Cristo fosse para sempre observado nesta data, muito embora este fosse o dia da antiga festa pagã romana do nascimento do Sol, um dos nomes do deus adorado.

Diz Frazer, “O maior culto pagão religioso que colocava a celebração em 25 de dezembro como um feriado tanto no mundo romano como grego, era a adoração do sol, que era pagã - o Mitraísmo.... Este Festival de Inverno era chamado “a Natividade”.

A “Natividade do SOL”. Será que este festival pagão foi responsável pelo dia 25 de dezembro ter sido escolhido pela igreja Romana? Deixemos a Enciclopédia Católica responder:

“A bem conhecida festa solar do Natalis Invicti”- a Natividade do Sol Inconquistado - celebrada no dia 25 de dezembro, tem uma forte indicação sobre a responsabilidade em relação à nossa data de dezembro”!

Como os costumes pagãos solares estavam sendo “cristianizados” em Roma, compreende-se que confusão resultaria. Alguns pensaram que Jesus era o Sol, o deus solar! Tertuliano, segundo a enciclopédia Católica, teve que assegurar que o Sol não era o Deus dos cristãos; Agostinho denunciou a identificação herética de Cristo com o Sol. O papa Leão I amargamente reprovou os ressurgimentos solares — cristãos, nas próprias escadarias da basílica dos apóstolos, virando-se para adorar o sol nascente.

"E levou-me para o átrio interior da casa do SENHOR, e eis que estavam à entrada do templo do SENHOR, entre o pórtico e o altar, cerca de vinte e cinco homens, de costas para o templo do SENHOR, e com os rostos para o oriente; e eles, virados para o oriente adoravam o sol. Então me disse: Vês isto, filho do homem? Há porventura coisa mais leviana para a casa de Judá, do que tais abominações, que fazem aqui? Havendo enchido a terra de violência, tornam a irritar-me; e ei-los a chegar o ramo ao seu nariz" Ez8,16-17

O festival de inverno era muito popular nos tempos antigos. Na Roma e Grécia pagãs, nos dias dos bárbaros teutônicos, nos remotos tempos da antiga civilização egípcia, na infância da raça, a Leste, Oeste, Norte e Sul, o período do solstício de inverno era sempre um período de júbilo e de festas. Desde que esta estação era tão popular, ela foi adotada como o tempo do nascimento de Cristo pela igreja romana.

A Enciclopédia Britânica sustenta o argumento da influência pagã sobre o cristianismo: “A partir do ano 354, alguns latinos, possivelmente, transferiram o dia de nascimento de Cristo, de 6 de janeiro para 25 de dezembro, quando se realizava uma festa mitraísta... ou nascimento do Sol invicto... Os sírios e os armênios, que se prenderam a data de 06 de janeiro, acusavam os romanos de idólatras e adoradores do Sol, alegando... que a festa de 25 de dezembro tinha sido inventada pelos discípulos de Corinto”.

Vejamos o que diz a Enciclopédia Católica, edição inglesa, sob o título “Natal”.

“O Natal não era considerado entre as primeiras festas da Igreja... Os primeiros indícios da festa provém do Egito. Os costumes pagãos ocorridos durante o início de Janeiro lentamente modificaram-se na festa do Natal”.

A Enciclopédia Britânica edição de 1946, afirma: “O Natal não era contado nas primeiras festas da Igreja...” “Não foi Instituída por Cristo, nem pelos apóstolos, nem por autoridades bíblicas. Foi adquirida mais tarde do paganismo.

Observe agora o que diz a Enciclopédia Americana, edição 1944: “O Natal...não foi, de acordo com muitas autoridades no assunto, celebrado nos primeiros séculos da Igreja Cristã, porque o costume cristão, em geral era celebrar a morte de pessoas importantes em vez do nascimento. A “comunhão’, instituída por autoridade bíblica no Novo Testamento, é o memorial desse acontecimento (Isto é, o nascimento de Cristo). No século V, a Igreja Ocidental deu ordem, para que fosse celebrada para sempre no dia da antiga festividade romana em honra ao nascimento do Sol, porque não se conhecia ao certo o dia do nascimento de Cristo.”

Agora veja! Estas reconhecidas autoridades históricas mostram que o Natal não foi observado pelos primeiros cristãos, durante os primeiros duzentos ou trezentos anos desta era - um período maior do que a história inteira do Brasil como uma República independente! Essa celebração foi absorvida na Igreja Ocidental, ou Romana, durante o século IV da era cristã e mais ainda a partir do século V quando a Igreja Romana ordenou que se comemorasse oficialmente como uma festividade cristã!

A New Schaff-herzog Enciclopédia of Religious Knowledge (Enciclopédia de conhecimentos religiosos) explica-o claramente no seu artigo sobre o “Natal”: “Não se pode determinar com precisão até que ponto a data da festividade dependia da brumária pagã (25 de dezembro), que seguia a Saturnália (17-24 de dezembro) celebrando o dia mais curto do ano e o Novo Sol”... As festividades pagãs, Saturnália( Festival de Inverno, no qual os romanos durante sete dias em culto de adoração ao deus Sol, se despedia do inverno) e Brumária (comemoração da chegada do primeiro verão) estavam profundamente arraigadas nos costumes populares para serem abandonadas pela influência cristã... A festividade paga acompanhada de bebedices e orgias, agradavam tanto que os cristãos viram com agrado uma desculpa para continuar a celebrá-la em grandes alterações no espírito e na forma. Pregadores cristãos do Ocidente e do Oriente próximo protestaram contra a frivolidade indecorosa com que se celebrava o nascimento de Cristo, enquanto os cristãos da Mesopotâmia acusavam os irmãos ocidentais de idolatria e de culto ao Sol, por aceitarem como Cristã a festividade pagã.

Este mesmo artigo da enciclopédia Shaff-Herzog de conhecimentos religiosos, explica como a aprovação dada por Constantino do domingo, dia em que os pagãos adoravam o Sol, e como a influência do maniqueísmo pagão que identificava o filho de Deus como o Sol físico, proporcionou a esses pagãos do século IV, agora “convertidos” em massa ao “cristianismo” o pretexto necessário para chamar a festa de 25 de dezembro (dia do nascimento do deus-Sol) de dia do nascimento do filho de Deus.

No Egito sempre se acreditava que o filho de Isis (nome egípcio da “Rainha do Céu”) nascera em 25 de dezembro. O mundo pagão celebrava essa famosa data de nascimento, na maior parte do mundo conhecido de então, muitos séculos antes do nascimento de Cristo. O próprio Jesus, os apóstolos e a igreja nunca celebraram o nascimento de Cristo em nenhuma época. Na Bíblia não há mandamento ou instrução alguma para celebrar, todavia somos ordenados a lembrar sim de sua morte e ressurreição que nos proporcionou a vida (I Co. 11:24-26; Jo. 13:14-17).

Portanto os antigos “Mistérios Caldeus” idólatras iniciados pela esposa de Ninrode, têm sido transmitidos de geração em geração pelas religiões pagãs e continua sob novos nomes de aparência Cristã.

A festa do Natal foi instituída oficialmente pelo bispo romano Libério no ano 354. Na verdade, a data de 25 de dezembro, diz a Enciclopédia Britânica do Brasil, não se deve a um estrito aniversário cronológico, mas sim à substituição, como motivos cristãos, das antigas festas pagãs. As alusões dos padres da igreja ao simbolismo de Cristo como sol de justiça (Ml. 4.2) e luz do mundo (Jo. 8.12), e as primeiras celebrações da festa na colina vaticana — onde os pagãos tributavam homenagem às divindades do Oriente — expressam o sincretismo da festividade, de acordo com as medidas de assimilação religiosa adotadas por Constantino.

A verdadeira origem do Natal encontra-se na antiga Babilônia. Está ligado à apostasia organizada que mantém preso um mundo enganado por todos esses séculos. E hora de sair da idolatria, de tamanho engano e astuta cilada de satanás. O Natal (25 de dezembro) é uma mentira! Os espírito que se manifestam nessa época são os mesmos que se manifestavam durante a saturnália, a saber: é o espírito de orgia, glutonaria, bebedice e consumismo. Todos eles reprovados pela Bíblia e condenados por Jesus.

PARTE 3
Os Símbolos Natalinos e Seus Significados!

Assim como a data de 25 de dezembro teve sua origem na comemoração pagã da Saturnália, Festival de Inverno romano, onde se prestava culto a “Ninrode redivivo», muitos dos símbolos natalinos, que são usados hoje sem nenhuma avaliação crítica, tiveram suas origens no paganismo babilônico. O conhecimento das crenças e significados desses símbolos nos ajudarão a eliminar praticas pagãs que vêm sendo perpetuadas através dos séculos, inclusive com a aprovação da igreja.

1. A Árvore de Natal e a Coroa de Azevinho
O que diz a Bíblia sobre a árvore de Natal?

Semíramis, a esposa-mãe de Ninrode, após a morte prematura de Ninrode. se encarregou de propagar a sobrevivência de Ninrode como um ser espiritual. Ela alegava que um grande pinheiro havia crescido da noite para o dia, de um pedaço de árvore morta, que simbolizava o desabrochar da morte de Ninrode para uma nova vida.

Todo ano, no dia de seu aniversário de nascimento ela alegava que Ninrode visitava a árvore “sempre viva” e deixava presentes nela. O dia de aniversário de Ninrode era 25 de dezembro esta é a verdadeira origem da ‘Árvore de Natal” e da troca de presentes nesta época do ano!

Se a Bíblia nada diz sobre a comemoração do Natal, nem mesmo registra tal observância da parte dos apóstolos ou da verdadeira Igreja primitiva, ela tem algo a dizer sobre a árvore de Natal! Isto será uma surpresa real para muitos, mas aqui está.

Jeremias 10:2-4 “Assim diz o Senhor: Não aprendais o caminho das nações, nem vos espanteis com os sinais do céu; porque deles se espantam as nações, pois os costumes dos povos são vaidade; corta-se do bosque um madeiro e se lavra com machado pelas mãos do artífice. Com prata e com ouro o enfeitam, com pregos e com martelos o firmam, para que não se mova.”

Deus nos ordena não imitar esse caminho nem seguí-lo! Certas pessoas se enganam ao pensar que não faz mal ter uma árvore de Natal. Com ela nos associamos à festividade gentílica. As idéias referentes as árvores sagradas são muito antigas. Entre os druidas, o carvalho era sagrado, entre os egípcios as palmeiras, em Roma era o Abeto, que era decorado com cerejas negras durante a Saturnália (Walsh Curiosities of popular customs, pág. 242).

O deus escandinavo Odim era crido como um que dava presentes especiais na época de Natal a quem se aproximava do seu Abeto Sagrado. Sabemos que as pessoas, na sua maioria, não adoram árvores, contudo vemos claramente que adquiriram a idéia gentílica por ignorância.

Outros costumes pagãos, além dos costumes tradicionais de Natal que observamos, foram importados do paganismo como: “a coroa de azevinho” às vezes conhecida por “coroa de Natal”, o qual se enfeita a porta de muitos lares “cristãos”, e o madeiro que se queima em lareira durante o Natal, às vezes chamados de “acha de Natal’ são relíquias de eras pré-cristãs (isto é, pagãs), segundo a Enciclopédia Americana.

Frederick J. Haskins no seu livro Answers to Questions (Respostas a indagações), refere-se à coroa e a árvore de Natal. As autoridades no assunto acreditam poder identificar o uso da coroa de azevinho com os “costumes pagãos de decorar as residências, os edifícios e os lugares de culto religioso, na festa em que ocorria durante o tempo em que se comemora o Natal. A árvore «de Natal» vem do Egito, e sua origem data de um período muito antes da era natalina”.

Até mesmo acender lenhas em fogueiras e velas como cerimônia cristã é meramente perpetuação de um costume pagão de estimular o deus-Sol em declínio quando ele atinge o ponto mais baixo ao Sul da abóboda celeste!

2. Quem é Papai Noel?

Quem traz os presentes de natal? Para quem vive na Grã-Betanha, será FATHER CHISTMAS (Pai Natal). Ele atravessa o céu em um trenó puxado por renas e desce pelas chaminés das casas para deixar presentes enquanto as crianças dormem. Nos Estados Unidos da América e no Canadá, os presentes são trazidos por SANTA CLAUS (São Nicolau). Como Father Chistmas, ele se veste de vermelho, enfeita seus arminhos e tem barba branca. Na França, ele é conhecido pro PÈRE NOEL (PAI Noel) , e no Brasil é chamado de Papai Noel. Quem traz os presentes na Bélgica e na Holanda chega em um cavalo branco. Em toda parte, as crianças esperam que os presentes sejam colocados nos sapatos ou junto à árvore de Natal.

Alguém dirá: Certamente que o velhinho tão querido, “Papai Noel”, não é uma criação pagã. Porém ele é, e o seu caráter verdadeiro não é tão bondoso e santo quanto muitos pensam!

O nome “Papai Noel” é uma corruptela do nome “São Nicolau” um bispo romano que viveu no século V. Leia na Enciclopédia Britânica, vol. 19 páginas 648-649, 11ª edição inglesa, o seguinte: “São Nicolau, bispo de Mira, um santo venerado pelos gregos e latinos no dia 6 de dezembro... A lenda de sua dádiva oferecida às escondidas, de dotes, às três filhas de um cidadão empobrecido...” diz se ter originado o costume de dar presentes às escondidas no dia de São Nicolau (6 de dezembro), o que mais tarde foi transferido para o dia de Natal. Daí a associação do Natal com São Nicolau (Papai Noel), que sorrateiramente a idéia é fazê-lo substituir Papai do Céu. A generosidade a ele atribuída granjeou-lhe a reputação de milagreiro e distribuidor de presentes.

Durante o ano os pais castigam suas crianças por falarem mentira. Então na época de Natal, contam-lhes esta tamanha mentira do Papai Noel! Será demais pensar então que muitos deles ao crescerem e conhecerem a verdade, comecem a acreditar também que Deus é um mito?

Sem dúvida alguma, a figura de papai Noel, é uma tentativa satânica, de substituir a figura de Papai do Céu.

Como filhos de Deus devemos lembrar, que não temos outro pai além do Senhor nosso Deus.

A Bíblia nos ensina a chamar a Deus de Abba, que quer dizer, papai, ou paizinho. E este é definitivamente o nosso verdadeiro Pai (Rm.8.15-17).

Querido leitor, vamos deixar o cristianismo de Roma e voltar para as nossas origens em Jerusalém. E que nunca mais, alimentemos em nossas crianças mentiras, com capa de bondade e verdade, uma vez que já conhecemos a verdadeira história.

O “velhinho” de barba branca é sempre alguém que se disfarça para parecer bonzinho! Satanás também se mostra como “anjo de luz” para enganar! (veja II Co 13:14; Ap. 12:9) Haverá uma conexão?!

E assim, quando examinamos os fatos, ficamos surpreendidos grandemente ao saber que a prática da observância do Natal não é, afinal, uma prática cristã verdadeira, porém um costume pagão - um dos caminhos de babilônia que o mundo continua seguindo!

3. Por que as pessoas dão presente no Natal?"

E a troca de presentes, não será bíblica?

O ponto culminante de toda esta observância natalina - a época de fazer compras de Natal - De comprar e trocar presentes com familiares e amigos - muitos exclamarão em triunfo “Bem, pelo menos a Bíblia assim nos diz para proceder! Não deram presentes os reis magos do Oriente quando Cristo nasceu?”

Novamente encontraremos mais surpresas ao conhecermos a pura verdade. Antes porém vamos examinar a origem histórica dos costumes de dar e receber presentes para depois ver o que a Bíblia nos diz a esse respeito.

Da biblioteca sacra vol. 12, páginas 153-155, citamos o seguinte: “A troca de presentes entre amigos é característica tanto do Natal quanto da Saturnália” e deve ter sido adotada do mundo pagão pelos cristãos.

A Enciclopédia Britânica do Brasil, em sua edição Especial de 1999, assim nos diz: “No mundo romano, a Saturnália, comemorada em 17 de dezembro, era um período de alegria e troca de presentes". O dia 25 de dezembro era tido também como o do nascimento do misterioso deus iraniano Mitra, o Sol da Virtude. No Ano Novo romano, comemorado em 10 de janeiro, havia o hábito de enfeitar as casas com folhagens e dar presentes às crianças pobres. Acrescentaram-se a esses costumes os ritos natalinos germânicos e célticos, quando as tribos teutônicas penetraram na Gália, na Grã-Bretanha e na Europa central. A acha de lenha, o bolo de Natal, as folhagens, o pinheiro, os presentes e as saudações comemoram diferentes aspectos dessa festividade. Os fogos e as luzes são símbolos de ternura e vida longa”.

Ainda podemos encontrar nessa mesma Enciclopédia a seguinte declaração: “mesmo em tempos anteriores ao cristianismo, as pessoas, no Hemisfério Norte, se davam presentes para celebrar o meio inverno. Saturnália era uma festa romana que durava sete dias. Havia banquetes e muita alegria (aqui está a verdadeira origem da ceia de natal, pois nesses dias de culto ao Sol Invictus, algo que caracterizava as comemorações era a comida em excesso). As casas eram decoradas e se davam presentes”

O fato é que este costume de trocar presentes com familiares e amigos, que se apegou ao povo durante a época de Natal, não tem nada de cristianismo, ainda que pareça estranho! Isto não comemora o nascimento de Cristo, nem honra o nascimento nem a pessoa dele!

Suponha que sua mãe esteja fazendo aniversário e por isso deseja honrá-la neste dia, você compraria presente para todos, trocaria presentes com um e com outro de seus amigos e familiares, e ignoraria qualquer presente para aquela cujo nascimento deseja honrar? Bastante absurdo quando visto desta forma, não é?

No entanto é precisamente isto que fazem as pessoas por todas as partes do mundo! Honram um dia no qual Cristo não nasceu, gastando todo dinheiro que conseguem juntar para comprar presentes, para trocar com um e com outro de seus amigos e familiares. Por isso, no mês de dezembro, mesmo com o décimo terceiro salário, muitos sonegam os seus dízimos ao Senhor, para dar vazão ao seu instinto consumista. Sem falar, no que acontece em muitas igrejas nos primeiros meses do ano seguinte, de pessoas que até se afastam da igreja temporariamente, para se livrar do compromisso de contribuir, numa maneira desesperada de conseguir equilibrar as contas de dívidas feitas durante o natal. Será que Cristo é glorificado quando as pessoas deixam de dizimar e ofertar para cumprir essa exigência social pagã? Será que Cristo está sendo honrado quando a sua obra é prejudicada, porque deixou de ser prioridade na lista de investimento de muitos cristãos?

Agora considere o que a Bíblia diz a respeito das ofertas que os Reis magos deram quando Cristo nasceu. Está em Mateus 2.1-11: “Tendo, pois, nascido Jesus em Belém da Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que vieram do oriente a Jerusalém uns magos que perguntavam: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? pois do oriente vimos a sua estrela e viemos adorá-lo. O rei Herodes, ouvindo isso, perturbou-se, e com ele toda a Jerusalém; e, reunindo todos os principais sacerdotes e os escribas do povo, perguntava-lhes onde havia de nascer o Cristo. Responderam-lhe eles: Em Belém da Judéia; pois assim está escrito pelo profeta: E tu, Belém, terra de Judá, de modo nenhum és a menor entre as principais cidades de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar o meu povo de Israel. Então Herodes chamou secretamente os magos, e deles inquiriu com precisão acerca do tempo em que a estrela aparecera; e enviando-os a Belém, disse-lhes: Ide, e perguntai diligentemente pelo menino; e, quando o achardes, participai-mo, para que também eu vá e o adore.

Tendo eles, pois, ouvido o rei, partiram; e eis que a estrela que tinham visto quando no oriente ia adiante deles, até que, chegando, se deteve sobre o lugar onde estava o menino. Ao verem eles a estrela, regozijaram-se com grande alegria. E entrando na casa, viram o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro incenso e mirra”.

Dádivas oferecidas a Cristo? Note o que eles inquiriram acerca do menino Jesus: “Onde nasceu o rei dos judeus?” Então por que lhe ofereceram dádivas? Por ser dia do seu aniversário? De maneira alguma, pois chegaram muitos dias ou semanas depois da data de seu nascimento: Seria para deixar-nos um exemplo, para trocarmos presentes uns com os outros? Não. Note cuidadosamente! Eles deram as ofertas a Cristo, não para os amigos e parentes deles, ou qualquer outro!

Por que? Permita-me transcrever o que diz Adam Clarke, em seu Adam Clarke Commentary, vol. V pág. 46 , vers. 11 (oferta-lhe dádivas).

“Os povos do Oriente nunca chegam na presença de Reis ou de grandes personagens sem um presente nas mãos.”

O costume é freqüentemente encontrado no Velho Testamento, e está em vigor no Oriente, inclusive em algumas ilhas descobertas recentemente nos mares do Sul.

Eis o motivo! Os reis magos, (que a bíblia não diz que eram três, visto que era costume oriental os sábios andarem em caravanas de cerca de 30 a 45 pessoas) não estavam instituindo um novo sistema cristão de permuta de ofertas com amigos para honrar o nascimento de Cristo! Agiam conforme ao antigo costume Oriental de levar ofertas ao apresentar-se diante de um rei. Eles compareciam perante a presença do Rei dos Judeus em pessoa. Portanto o costume ditava que ofertassem alguma dádiva, da mesma forma que a Rainha de Sabá trouxe ofertas a Salomão, assim como hoje muitos que visitam um Chefe de Estado levam consigo um presente.

O costume de dar e receber presentes de Natal não tem nada a ver com esse incidente registrado nas Escrituras, porém, de fato, é a continuação de um antigo costume pagão. Em vez de honrar a Cristo, tal costume invariavelmente retarda a sua obra, freqüentemente dificultando-a cada ano na época do Natal.

Há um argumento utilizado com freqüência para justificar a observância do Natal. Muitos ainda insistem: “mesmo assim, muito embora o Natal foi um costume pagão honrando o falso deus-Sol, não mais se observa o Natal para honrar o falso deus, mas sim para honrar a Cristo”. Porém, como responde Deus em sua Palavra?

Deuteronômio 12:1-2 - “São estes os estatutos e os preceitos que tereis cuidado em observar na terra que o Senhor Deus de vossos pais vos deu para a possuirdes por todos os dias que viverdes sobre a terra. Certamente destruireis todos os lugares em que as nações que haveis de subjugar serviram aos seus deuses, sobre as altas montanhas, sobre os outeiros, e debaixo de toda árvore frondosa;” Deuteronômio 12:30-32 - “ Guarda-te para que não te enlaces para as seguires, depois que elas forem destruídas diante de ti; e que não perguntes acerca dos seus deuses, dizendo: De que modo serviam estas nações os seus deuses? Pois do mesmo modo também farei eu. Não farás assim para com o Senhor teu Deus; porque tudo o que é abominável ao Senhor, e que ele detesta, fizeram elas para com os seus deuses; pois até seus filhos e suas filhas queimam no fogo aos seus deuses. Tudo o que eu te ordeno, observarás; nada lhe acrescentarás nem diminuirás”.

Deus afirma plenamente em seu livro de instruções para nós, que não vai aceitar esse tipo de culto, muito embora feito com a intenção de honrá-lo. Para Ele você está usando o que lhe é abominável, e assim honra não a Ele, mas aos falsos deuses pagãos.

Yeshua disse plenamente: “Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.” (João 4:24). E o que é a verdade? A Palavra de Deus - AS ESCRITURAS SAGRADAS - Deus não aceitará quando alguém usar de costume ou maneira pagã de culto para tentar honrar, com isso, a Cristo.

Ter uma árvore de Natal em casa é o mesmo que ter uma imagem ou ídolo “santo”. Certamente você deve questionar! “Eu tenho, mas não adoro”. Mas Deus diz “ NÃO TERÁS OUTROS DEUSES ALÉM DE MIM”

Êxodo 20:1-6 - “Então falou Deus todas estas palavras, dizendo: Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam e uso de misericórdia com milhares dos que me amam e guardam os meus mandamentos” .

Em João 17:17 Jesus ora ao Pai para que fôssemos santificados na verdade e reforça, “a tua Palavra é verdade”. A Bíblia diz que Deus não aceitará quando alguém usar de costume ou maneira gentílica de culto para tentar honrar a Cristo.

Novamente Jesus disse: “Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homem.” (Mateus 15:9). A OBSERVANCIA DO NATAL E PRECEITO DE HOMENS e isto foi proibido por Deus como já vimos.

Além disso, Jesus disse: “ E assim por causa da vossa tradição invalidastes a palavra de Deus.” (Mateus 15:6).

É precisamente isto o que, hoje, milhões de pessoas estão fazendo. IGNORAM O MANDAMENTO DE DEUS! Ele ordena com respeito ao uso de costumes pagãos para honrar ou adorar a Deus “Não farás assim com o Eterno teu Deus”. Mesmo assim a maioria não leva a sério este mandamento, antes considera-o sem valor e segue a tradição dos homens em observar o Natal.

Não se enganem! Deus não vai permitir que O desafiem e O desobedeçam. Jesus é a palavra de Deus viva em pessoa, e a Bíblia é a Palavra de Deus em forma de Escrita. E assim por causa da vossa tradição invalidastes a palavra de Deus.

A Palavra de Deus não pode ser desprezada ou ignorada. Estamos em Babilônia (confusão) e não sabemos, o Natal tornou-se uma festa comercial patrocinada e explorada pela mais forte campanha publicitária do ano. Em muitas lojas encontra-se alguém mascarado de “Papai Noel”. A propaganda nos mantém iludidos e enganados com a “beleza do espírito do Natal”.

Os jornais que publicam esses anúncios, também imprimem editoriais em linguagem colorida, exaltando e elogiando a época pagã e o seu “espírito”.

O público crédulo e simples já se encontra tão inoculado com esta falsidade, que muitos ficam ofendidos quando se lhes diz a verdade. Porém o “espírito do Natal” é revivido cada ano, não para honrar a Cristo, mas para vender mercadorias! Igual a todos os enganos de satanás, o qual aparece como um “anjo de luz” “E não é de admirar, porquanto o próprio satanás se disfarça de anjo de luz” (II Co. 11:14).

O Natal mostra-se sobre um falso aspecto de bondade. Milhões de Reais são gastos nesses desperdícios de mercadoria a cada ano, enquanto a causa de Cristo deve sofrer! Isto faz parte do sistema econômico de Babilônia!

Nós alegamos que somos nações cristãs, porém sem o saber, estamos em Babilônia.

Parte 4
Conclusão

A Bíblia diz que Deus não leva em consideração o nosso tempo de ignorância: Atos 17:30 "Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam”.

Mas depois que recebemos o conhecimento da verdade, uma grande responsabilidade passa a pesar sobre os nossos ombros. Pois de acordo com o Apóstolo Paulo cada um deve andar na luz em que tem recebido.

Não sou eu quem vai determinar o que você irá fazer, mas você deve conferir os textos bíblicos e permitir que o próprio Espírito Santo o convença acerca da verdade de Deus. Eu tenho certeza que se você estiver preocupado em realmente fazer a vontade de Deus e agradá-lo acima de todas as coisas, Ele não o deixará confuso, pois o Espírito Santo de Deus não é Deus de confusão.

É possível que a essa altura você esteja se perguntando: “Se a minha igreja parar de celebrar o Natal no dia 25 de dezembro, como já tem deixado outras comemorações mundanas o que então vamos celebrar?

O povo de Deus é um povo festivo e com certeza não faltarão motivos para celebrar. Celebre as vitórias alcançadas. Celebre a conquista das vidas, celebre a conquista dos alvos. Aproveite as oportunidades para celebrar o Deus verdadeiro da forma que a Bíblia nos ensina. Use a sua criatividade e Deus usará para impactr a sua geração.

Temos que admitir, o cristianismo foi contaminado com o paganismo babilônico praticado pelos romanos e pelos gregos, e nós não podemos aceitar tudo isso pacificamente.

Meu desafio a você agora é: Ore ao Senhor, busque a testificação para essas verdades e ouça ao apelo do Senhor: “sai da Babilônia, povo meu”
“E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12:2)




FIM

A confisssão de São Jerônimo

Responsavel pela tradução da versão vulgata da biblia, "popular", Jerônimo traduziu as escrituras do grego para o Latim, mesmo não sendo perito em grego. A pedido do Papa Jerônimo fez uma versão mais helenista das escrituras e menos judaicas, afastando assim o judaismo do cristianismo. Em seu diario, Jerônimo confessa seu pesar por tal atitude. Erros de traduções propositais são encontradas na versão vulgata da biblia, pois Jerônimo substitiu palavras judaicas, por palavras grego-romanas. A seguir, alguns trechos acerca de seus atos:
São Jerônimo sentiu o peso da responsabilidade, escrevendo ao papa sobre suas preocupações acerca da tradução. Eis o seu desabafo:

"Da velha obra me obrigais a fazer obra nova. Quereis que, de alguma sorte, me coloque como árbitro entre os exemplares das Escrituras que estão dispersos por todo o mundo e, como diferem entre si, que eu distinga os que estão de acordo com o verdadeiro texto grego. É um piedoso trabalho, mas é também um perigoso arrojo, da parte de quem deve ser por todos julgado, julgar ele mesmo os outros, querer mudar a língua de um velho e conduzir à infância o mundo já envelhecido."

"Qual de fato, o sábio e mesmo o ignorante que, desde que tiver nas mãos um exemplar novo, depois de o haver percorrido apenas uma vez, vendo que se acha em desacordo com o que está habituado a ler, não se ponha imediatamente a clamar que eu sou um sacrílego, um falsário, porque terei tido a audácia de acrescentar, substituir, corrigir alguma coisa nos antigos livros ?"

"Um duplo motivo me consola desta acusação. O primeiro é que vós, que sois o soberanos pontífice, me ordenais que o faça; o segundo é que a verdade não poderia existir em coisas que divergem, mesmo quanto tivessem elas por si a aprovação dos maus."

Santo Agostinho, bispo de Hipona, escreve a São Jerônimo no ano 395, demonstrando sua preocupação com relação à sua tradução e testificando a inexistência de exatidão nas traduções bíblicas. Vejamos sua carta:

"A meu ver, eu preferiria que tu antes nos interpretasse as Escrituras gregas canônicas que são atribuídas aos setenta intérpretes, pois se há dissonância entre o latim das antigas versões e o grego da Setenta, pode-se ir verificar, mas se há dissonância entre o latim da nova versão e o texto conhecido do público, como dar a prova da sua exatidão ?"

Lucifer e a estrela da manhã

Baseado em estudos próprios e alguns estudos de Bruno Silva
Muitos religiosos, dizem que Lucifer é um anjo caído que se rebelou contra Deus e que levou consigo um terço dos anjos. Esta istória é retirada de um relato apócrifo de origem desconhecida, chamado a queda de Lucifer. Na verdade, a palavra lucifer, não aparece na biblia. Lucifer significa o portador de luz, é na verdade um deus mitológico da mitologia grego-romana. Mas como ele foi na parar na biblia no antigo testamento, milênios antes? vamos ver.
O antigo testamento foi escrito em hebraico, lingua original do povo judeu. O novo testamento, ainda que alguns desconheçam, também foi escrito em hebraico originalmente e também em aramaico, dialeto usado na época de Jesus Cristo. Como na época de Jesus, o grego era a lingua predominante na época, como o inglês hoje em dia, as cópias dos evangelhos eram feitas em grego, afim de levar o evangelho ao maior numero de pessoas possivel. Até hoje existem códices originais dos evangelhos, como o códex vaticanus, todos em grego.

Entre o primeiro e o segundo século do cristianismo, Irineu, vendo muitos cristãos morrendo e sendo
persseguido pela sua fé, achou importante os cristãos terem um livro sagrado, que contasse a istória de por quem eles estavam sendo martirizados. Irineu escolheu alguns evangelhos, ou conês, como eram na época, que achou aprorpiado para os cristãos. Mas os cristãos aumentavam surpreendentemente naquela época,
e começaram a surgir grupos cristãos com suas próprias doutrinas e seus próprios evangelhos, alguns misturando a verdade com gnosticismo e misticismo.

No século IV aproximadamente, com a expansão e rebelião do cristianismo, O imperador pagão constantino, realizou um concilio, onde oficializou o cristianismo como religião oficial do imperio romano. Neste conciio, reuniu representantes de varias religiões da época, sobretudo cristãos, e decidiram quais livros e quais evangelhos deveriam entrar ou não na biblia sagrada. O conciio manteve o antigo testamento como os Judeus o tinham.E o novo testamento foi analisado livro por livro para entrar na bibia.

A pedido do papa, São Jerônimo traduziu toda a biblia então formada, para o latim, é o que nós conhecemos como a biblia vulgata. Umas das primeiras traduções da biblia e base para outras traduções.

São Jerônimo, não era perito em grego, e como ocorre em muitos idiomas, algumas palavras tem diversos significados. Em Isaias 14, vemos uma profecia contra o Rei da babilônia, e por não ser perito em hebraico também, São Jerônimo traduziu esta passagem em particular como se o Rei da Babiônia fosse lucifer. No versiculo 12, vemos uma profecia contra um rei orgulhoso que diz

"Como caíste do céu, ó estrela d´alva, filho da aurora! Como foste atirado a terra,
vencedor das nações"

São Jerônimo traduziu na vulgata, esta passagem assim:

"Como caíste do céu, ó Lucifer, filho da perdição! Como foste atirado a terra,
vencedor das nações"

A estrela d´alva, também conhecida como estrela da manhã, ou seja, o planeta vênus, era conhecido por seu brilho e luminosidade, por isso era chamado estrela d´alva. Quando São Jerônimo fez a tradução, ele entedeu que se referia a algo cheio de luz, então utilizou a palavra grega lucifer. Mas se lemos todo o capitulo, vemos que a profecia de Isaias 14 se refere a um rei tirano e orgulhoso, não a um ser caido do céu. Nos versiculos anteriores, vemos que ele diz que o xeol se agita por causa dele. Xeol é onde iam os mortos segundo a biblia, que algumas traduzem como inferno,mas significa literalmente sepultura. Esse erro de São Jerônimo, na
tradução, criou toda uma mitologia em torno de si, e até nos dias de hoje é dificil explicar a verdade. Há estudos inteiros de religiosos na internet provando por A mais B que essa passagem se refere a Lucifer sim e quem fala o contrario é chamado de herege e Satanista.

Mas se a estrela d´alva é Lucifer, como insistem alguns, vamos comparar com as
outras passagens biblicas que esta palavra aparece. na segunda epistola de Pedro
cap 1, versiculo 19 diz:

"Temos, também, por mais firme a palavra dos profetas, a qual fazeis bem em recorrer como a uma luz que brilha em lugar escuro, até que raie o dia e surga a estrela d´alva em nossos corações."

Se a estrela d´alva é Lucifer, estaria o apostolo Pedro nos desejando termos lucifer em nossos corações?
Claro que não. pedro se referia a Jesus quando disse isso. Podemos notar isso em
apocalipse 22,16

"Eu, Jesus, enviei meu anjo para vos atestar estas coisas a respeito das igrejas.Eu sou o rebento da estirpe de Davi, a brilhante estrela da manhã."

Alguns dizem, que esta estrela da manhã não é a mesma da estrela d´alva. Outros, separam a frase e dizem que a estrela da manhã é o anjo que Jesus enviou para testificar as igrejas. Mesmo se fosse assim, então significa que lucifer é um anjo de Jesus. Mas se lermos bem, vemos que jesus diz claramente que ele é a estrela da manhã, o que, arrogântemente o rei da babilõnia pretendia ser em Isaias 14.
E por fim, também temos a menção da estrela da manhã em apocalipse 2, 26-28

"E ao que vencer, e guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei poder sobre as nações, E com vara de ferro as regerá; e serão quebradas como vasos de oleiro; como também recebi de meu Pai. E dar-lhe-ei a estrela da manhã"
Jesus diz a igreja de tiatira, que ao que vencer dará a estrela da manhã, que ele recebeu do Pai. Ou seja, a estrela da manhã é uma dadiva, e não se refere a lucifer nesta passagem.
Alguns também citam jó 38,7

 "Quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus jubilavam?"


Nesta passagem, Deus diz que as estrelas d´alvas cantavam juntas no céu, mas a passagem não se refere a queda. Na verdade, a queda de Satanás é mencionada em apocalipse 12, 7-10
O objetivo é esclarecer alguns erros de interpretação, onde em algumas passagens que realmente não se referem a Lucifer, religiosos insistem em dizer que se trata dele, cometendo assim heresia.


A única menção em todo o Antigo Testamento à personagem que mais tarde os cristãos interpretarão como Lucifer surge no "Livro de Isaías", quando o profeta descreve a queda do rei da Babilónia: "Então proferirás este canto contra o rei da Babilónia, e dirás: Como cessou o opressor! A opressão acabou (…) Eis-te caído do céu, Astro brilhante, filho da aurora! Foste lançado por terra, tu , o que derrubou das nações!" (14: 4,12).
Na versão hebraica, a expressão utilizada para se referir ao rei como " brilhante, filho da aurora" é: רחש־ןב לליה ou: “Hellel ben Shahar" (helel = estrela, ou aquele que brilha + ben = filho(ou nascido de) + shahar = aurora).

PARA COMPARAR
Alguns oráculos utilizam uma linguagem metafórica parecida e vemos que não se referem a seres, mas a homens. Dois exemplos:

"Filho do homem, dize a Faraó, rei do Egito, e à sua multidão: A quem és semelhante na tua grandeza?...Por isso se elevou a sua estatura sobre todas as árvores do campo, e se multiplicaram os seus ramos, e se alongaram as suas varas, por causa das muitas águas quando brotava. Todas as aves do céu se aninhavam nos seus ramos, e todos os animais do campo geravam debaixo dos seus ramos, e todas as grandes nações habitavam à sua sombra...Os cedros, no jardim de Deus, não o podiam obscurecer; as faias não igualavam os seus ramos, e os castanheiros não eram como os seus renovos; nenhuma árvore no jardim de Deus se assemelhou a ele na sua formosura. Formoso o fiz com a multidão dos seus ramos; e todas as árvores do Éden, que estavam no jardim de Deus, tiveram inveja dele" Ez 31, 2-9


Esse oraculo de ezequiel é contra o faraó do egito e ele nunca esteve no Éden mas a linguagem é a mesma.

"E de um deles saiu um chifre muito pequeno, o qual cresceu muito para o sul, e para o oriente, e para a terra formosa. E se engrandeceu até contra o exército do céu; e a alguns do exército, e das estrelas, lançou por terra, e os pisou" Dn 8,9-10

Esse oraculo de daniel também é contra um homem, um rei, e diz que ele se engrandeceria até mesmo contra o exército dos céus e derrubaria as estrelas, mas é apenas simbolico.

Edén mencionado em Ezequiel 28 era uma cidade:


 "Harã, e Cane e Éden, os mercadores de Sabá, Assur e Quilmade negociavam contigo" Ez27,23

A palavra querubim em hebraico significa parcerias. As pedras mencionadas em Ezequiel 28 são as pedras que o principe de Tiro costumava se vestir. E o jardim de Deus é um erro de tradução, no original em hebraico diz "jardim dos deuses". E o contexto é claro ao mostrar que era um homem:

"Filho do homem, dize ao príncipe de Tiro: Assim diz o Senhor DEUS: Porquanto o teu coração se elevou e disseste: Eu sou Deus, sobre a cadeira de Deus me assento no meio dos mares; e não passas de homem, e não és Deus, ainda que estimas o teu coração como se fora o coração de Deus" Ez28,2


O ponto de vista histórico
Quando no séc. III a.C. se realiza a versão grega da Torah encomendada por Ptolomeu Philadelphus, conhecida como Septuaginta, a expressão hebraica é traduzida como "heosphoros" (heos = da manhã + phoros = o que transporta ou o que é transportado). Apesar de não ser uma tradução exata, manteve o significado de “portador da aurora”, equivalente a "aquele que brilha", ou seja, foi uma tradução baseada em uma interpretação, e não uma tradução exata da palavra.
No séc. IV, Dâmaso I - aliás, nascido na antiga Lusitânia - ordena ao seu secretário S. Jerónimo que traduza a Bíblia para latim. Nessa versão da Vulgata a expressão de Isaías é traduzida como "lucifer" (lux, lucis = luz + ferre = transportar, trazer), isto é, "o portador da luz", cuja correspondente em grego é "phosphoros", significa "o portador do archote" ou "o portador da luz", fazendo dele mesmo, como indica o seu nome, aquele que traz a luz onde ela se faz necessária. Na Nova Vulgata, realizada por determinação do Papa Paulo VI e aprovada por João Paulo II, alterou-se para "lucifer, fili aurorae". Em qualquer dos casos manteve-se o sentido do texto hebraico “filho da aurora” e aumentou o sentido: “de luz” para “portador da luz” , como na Septuaginta.
Procurando em todas as passagens do Novo Testamento onde se refere à queda de satanás, não vamos encontrar uma só referência a satanás como “Lúcifer ” ou “de Luz” ou “brilhante” (palavras ditas em Isaías 14:12), existe um registro em 2Co.11:14 que diz: - "E não é de admirar, porquanto o próprio Satanás se(TRANSFIGURA, TRANSFORMA, DISFARSA) em anjo de luz... mas está claro que o texto NÃO afirma que satanás É Anjo de luz.
Então como nenhum dos Apóstolos deixou registrado que Isaías 14 está falando(veladamente) da queda de satanás chamando-o de “estrela” ou “lucifer”, quem foi o primeiro a ter este entendimento, deixando escrito, registrado?
Helena Blavatsk, escreveu uma crítica na introdução da revista "Lúcifer" [Vol. I, No 1, Setembro, 1887] informando que "foi Gregório Magno(540-603) quem aplicou pela primeira vez a seguinte passagem de Isaías, 'Como caíste do céu, ó Lúcifer, filho da manhã'... à Satã e que, desde então, a ousada metáfora do profeta, que se referia, afinal, a um rei assírio inimigo dos israelitas, tem sido aplicada ao Diabo"...
Porém, se você for procurar em todos os “comentários Bíblicos” que falam a respeito de “Anjos” caídos ou não, dos cristãos (que dirigiram as igrejas após a morte dos Apóstolos), ou mesmo dos próprios Judeus, o mais antigo registro encontrado, que se fala a referencia de Ezequiel 28 foi escrito logo em finais do séc. I d. C. / inícios séc. II d.C. no texto "Vita Adae et Evae", um dos Pseudepigrapha de tradição judaica, que narra o exílio do Paraíso e faz intervir Satan como seu interlocutor (http://www.sacred-texts.com/chr/apo/adamnev.htm ), Baseando-se nomeadamente em:
- Ezequiel 28:14, 16, que é uma lamantação ao rei de Tiro ("Estavas no Éden, no jardim de Deus (…) Eras um querubim protector, de asas abertas (…) Precipitei-te da montanha de Deus e fiz-te desaparecer, querubim protector, do meio das pedras de fogo"),
- E no texto do Apocalipe 12:9 ("E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo e Satanás, que engana todo o mundo...

Anos depois, comentaristas cristãos como Tertuliano e Orígenes também vieram (no séc. II/III) a interpretar Isaías 14:12 como o anjo caído que se revoltara contra Deus e fora expulso pelo arcanjo Miguel, identificando-o com a expressão hebraica "ha-satan", o acusador. Tertuliano, por exemplo, nomeia claramente o querubim de Ezequiel como Satan ("Adversus Marcionem", Livro II, cap. 10) e Orígenes(que viveu em 183-254) nomeia-o como “a estrela da manha” de Isaías 14:12 ("Ezekiel Opera", iii, 356), no qual escreveu: "Satanás, príncipe dos demônios, e que era a coroa da beleza do Paraíso, a estrela da manhã, é agora o príncipe deste mundo, cuja liberdade Deus respeita. Não pode exercer nenhum poder sobre aqueles que o rechassam."

Orígenes (183-254), apresentou inúmeras contribuições para a devoção aos anjos, embora sua doutrina em outros pontos tenha merecido reparos e até condenações por parte da Igreja. Veja outras passagens escritas por ele:
"Os demônios são Anjos que pecaram por orgulho. Pecaram voluntariamente e agora são habitantes do inferno."
"Satanás, príncipe dos demônios, e que era a coroa da beleza do Paraíso, a estrela da manhã, é agora o príncipe deste mundo, cuja liberdade Deus respeita. Não pode exercer nenhum poder sobre aqueles que o rechassam."
"Conforme o grau de iluminação que receberam, os Anjos possuem funções diversas na administração do Universo. As Dominações, Virtudes e Potestades são destinadas a dirigir os outros Anjos. Os Anjos têm portanto uma certa subordinação entre si".
"Onde quer que exista uma Igreja dos homens, ali haverá também uma Igreja de Anjos".
"O culto que se deve aos Anjos é de veneração e não de adoração".
"Cada diocese é dirigida por dois bispos, um secular e um Anjo".
"Cada assembléia eclesiástica compreende também uma parte celestial formada por Anjos, os mensageiros de Deus, que habitam entre nós, que rezam com os homens(?)

Como já disse, Fato é que em nenhum registro do Novo Testamento (que fala da queda de Satan) são usadas as palavras ditas em Isaías 14:12 “de luz”, mas somente no século II foi Orígenes quem trouxe esta “interpretação” baseado no texto "Vita Adae et Evae", com o texto de Lucas 10:18 “vi satanás cair do céu COMO uma bola de fogo” ou “COMO um raio” e mais uma vez o texto NÃO está dizendo que satã É uma bola de fogo, nem raio, mas que ele caiu como tal. E de lá para cá muitos homens tem reforçado a teoria de Origenes, fazendo assim “uma bola de neve” com tantas interpretações, vejamos:
- Depois da tradução do Latin reforçaram a teoria dizendo que “ Já que Isaías 14:12 está falando de Satanás, então Lucifer(do Latin) é o nome dele antes da queda”...
Quando descobriram a técnica de verificar o contexto, inventaram que satanás estava na terra antes da queda, por causa do contexto de isaías 14:12 que diz: "E, no entanto, dizias no teu coração: Hei de subir até o céu, acima das estrelas de Deus colocarei o meu trono...
E muitas outras teorias surgiram baseadas (crendo como verdadeira) na teoria de Origenes.
Mas uma coisa temos que levar a sério nesta teoria de Origenes:
- Uma teoria que teve como resultado, chamar Satanás de “Lucifer” que quer dizer “portador de Luz”? não foi um resultado bom.
Quando descobriram a técnica de verificar o contexto, inventaram que satanás estava na terra antes da queda, por causa do contexto de isaías 14:12 que diz: E, no entanto, dizias no teu coração:
'Hei de subir até o céu, acima das estrelas de Deus colocarei o meu trono...
E muitas outras teorias surgiram baseadas (crendo como verdadeira) na teoria de Origenes.
Mas uma coisa temos que levar a sério nesta teoria de Origenes:

1.Contexto imediato: verificar todas as palavras descritas na mesma frase.
2.Uso natural das palavras: Os autores da Escritura dizem aquilo que pensam(pelo Espírito Santo) e escrevem aquilo que dizem. Não há significado oculto em uma frase de ensino. Pois o próprio nome diz “Ensino”.
3.Da Bíblia como um todo:
4.Das verdades fundamentais de uma doutrina sã:
Já na primeira verificação podemos concluir que o texto de Isaías 14 não pode ser um relado da queda de satanás descrita em Lucas 10:18. Pois no mesmo versículo temos o contexto imediato, dizendo que caiu do céu quem “derrubava as nações”, e não foi por isto que satanás caíu do céu pois ainda não existiam nações, e nem pode se aplicar nações aos anjos que Satanás levou consigo, pois os anjos pecaram deliberadamente, e não foi esta a causa da queda de Satanás, veja: Judas 1:6 -aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, ele os tem reservado em prisões eternas na escuridão para o juízo do grande dia...
Mas vamos ao texto de Isaías 14:12
"Como caíste do céu, ó estrela, filho da aurora!
Como foste atirado por terra, VOCÊ QUE DERRUBOU AS NAÇÕES!
SE porventura satanás caiu NÃO FOI POR ISSO!!!

Vamos ao dicionário Hebraico Antigo:
שלוח Strong’s: uma raiz primitiva; de prostrar; por implicação, para derrubar, decay: - desconcertar, resíduos de fora, enfraquecem.
על־גוים Strong’s: On – Goim rarely (reduzido) Goy (go'-ee); aparentemente, a partir da mesma raiz como "gevah '(1465) (no sentido de massa); uma nação estrangeira, daí, uma Gentile; também (figurativamente) uma tropa de animais, ou um vôo de gafanhotos: - Gentile, pagão, nação, povo.
Está claro que o texto está falando de nação, povo.
Outrosim fala que foi atirado na terra “você que derribava as nações”, como poderia estar falando da queda de satanás se isto foi antes das nações existirem?, pois lá no édem satanás já era mal, em sua forma caída. Em Lucas 10:18 fala que satanás caiu do céu, isto pode se dizer que foi relato literal, mas não podemos fazer a junção dos textos somente por causa das palavras iguais:”caiu do céu”, pois um é fato literal e outro não. Senão teremos que reportar a Satanás o fato de quando o terceiro anjo tocou a trombeta em Apocalipce 8: 10 E o terceiro anjo tocou a sua trombeta, e CAIU DO CÉU uma grande ESTRELA ardendo como uma tocha, e caiu sobre a terça parte dos rios, e sobre as fontes das águas..., e também Apocalipse9:1 E o quinto anjo tocou a sua trombeta, e vi uma estrela que CAIU DO CÉU na terra; e foi-lhe dada a chave do poço do abismo..., pois são também as mesmas palavras!!

OUTRA INTERPRETAÇÃO ERRADA:
Alguns historiadores dizem que originalmente o texto de Isaías fora um designativo do planeta Vénus/estrela da manhã. Segundo diversos autrores, na mitologia babilónia-cananita Helel(palavra usada em Is.14:12 para ”estrela”), era um deus associado à estrela da manhã, filho de outra divindade, Shahar, ou Shachar, deus da aurora, e que Lúcifer foi um nome dado pelos latinos ao planeta Vênus. (Nesta acepção leva inicial maiúscula.) a explicação deles é de que todos sabem que Vênus, por sua proximidade ao sol, "aparece" quando este se encontra ao horizonte, durante os crepúsculos, seja esse matutino ou vespertino e dai ele ser conhecido como a estrela da manhã, e também a estrela vespertina, e que durante o amanhecer, a "estrela" Vênus aparece ao horizonte antes do "nascimento" do sol, e que Na observação dos antigos, é como se fizesse o papel de arauto do sol, puxando o astro rei de seu sono nas regiões abissais, e Ele, nas manhãs, anunciava a chegada do sol, como se o carregasse. No entardecer, Vênus "empurrava" o Sol de volta para as regiões obscuras, Dai surgiu a idéia de que Vênus ou Lúcifer, estrela da manhã "porta" o archote, ou, o sol... Veja o que diz em http://pt.wikipedia.org/wiki/V%C3%A9nus_(planeta) 
Da Terra pode ser visto somente algumas horas antes da alvorada (o que vem antes não é filho de)ou depois do ocaso. Apesar disso, quando Vénus está mais brilhante pode ser visto durante o dia, sendo um dos dois únicos corpos celestes que podem ser vistos tanto de dia como de noite (sendo o outro a Lua). Vénus é normalmente conhecido como a estrela da manhã, Estrela d'Alva(conhecido por quem?uma interpretação não é conhecimento) ou estrela da tarde “vésper” ou ainda Estrela do Pastor. Quando visível no céu noturno, é o objeto mais brilhante do firmamento, além da Lua, devido ao seu grande brilho, cuja magnitude pode chegar a -4,4 (costuma-se ser da magnitude de -3,8). Por este motivo, Vénus era conhecido como o planeta desde os tempos pré-históricos.
Mas dizer que foi isto que o texto de Isaías 14:12 se referia é mera especulação, uma história convinscente, serve de argumento para qualquer interpretação do texto, de que era isto que Isaías tinha em mente quando profetizou, mas sabemos que uma palavra fora de seu contexto leva o homem a imaginar muuuuitos sentidos baseado em histórias... Pois se por causa das palavras “brilhante filho da aurora” e o fato de Venus aparecer antes da aurora, dissermos que um quer dizer o outro, então todas as vezes que fizer referência a estas palavras “brilhante filho da aurora” ou “estrela da manha” ou “estrela da alva” quer dizer que estará se referindo ao planeta Venus? Pois em 2ª Espístola de Pedro, 1:19 na mesma tradução onde se trouxe a palavra “Lucifer” para a Bíblia, temos:
"E temos por muito firme a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em atentar, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça e lucifer se erga nos vossos corações" ("et lucifer oriatur in cordibus vestris") (2Pe 1:19).
Mas sabemos que o contexto diz claramente sobre a atenciosidade às parlavras dos profetas COMO a luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça e a luz da aurora (lucifer) se erga nos vossos corações. Ou seja, até que sejam “esclarecidas” em vossos coreções as palavras dos profetas que vocês atentam. Veja: "19 E temos por muito firme a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em atentar, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça e a estrela da manhã (ou estrela da aurora ou lucifer na Latin) erga nos vossos corações. 20 Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação.
21 Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo." (2Pe 1:19-21).

5 razões para que Isaías14:12 não esteja falando da queda de satanás:
1ª. O contexto imediato diz que caiu do céu você que “derrubava as nações” על־גוים שלוח , e não foi por isso que satanás caiu, pois ainda não existiam as nações quando ele caiu, quando ele tentou Eva ele já estava caído.
2ª. Caiu do céu, estrela da manhã, filho da aurora... no original é: רחש־ןב לליה : estrela filho ou nascido da aurora, por isso, antes da tradução Latin era entendido como “estrela da manhã” pois estrela nascida na aurora é estrela da manhã, foi esta palavra que foi traduzido para o latim “Lucifer”. Sabendo disso o texto não pode estar se referindo a satanás em sua forma antes de cair, pois o termo “estrela da manhã”, só é aplicado DEPOIS que foi criado o nosso sistema solar e só se aplica a Cristo simbolizando que em nosso estado de trevas(noite) Jesus nos transportou para a Luz(amanhecer)quando amanhece as trevas desaparecem "Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo." (II Coríntios 4 : 6) e (Colossences1:13)
Satanás (em seu estado antes da queda) de maneira alguma teria sido “estrela da manhã” nem “estrela nascido na aurora”, lá no céu NÃO TEM AURORA, nem tão pouco AMANHECER, pois Deus é a luz, veja: E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus que ilumina(Apocalipse22:5)

3 ª. Somente depois de 400 anos dc(séculoIV) que traduziram Isaías14:12 incluindo a palavra “Lucifer” no texto. Então este NÃO foi nem é o “nome” de Satanás.
4ª. A palavra “Lucifer” é uma palavra Latim que quer dizer: lux, lucis = luz + ferre = transportar, trazer. Ou seja, aquele que transporta luz para onde se faz necescário. Chamar Satanás de “portador de Luz” é muito grave, pois o sentido e significado da palavra Lucifer NÃO É: “desfarsador de luz” ou “falsa luz” mas sim “Portador de Luz”! e Satanás não é isto! Se fosse a palavra(também do latin) “Fictioluci” que é “Luz fictícia ou falsa”, tudo bem ser aplicado a satanás, mas não a palabra “Lucifer”, pois é o equivalente a chamá-lo de “oh iluminador!”. Que tal?
5ª. O problema todo se originou da palavra “caiu do céu”, esta é a unica palavra (em Isaías 14) que já tinha nos escritos sagrados referindo à queda de satanás(Lucas 10:18), pois o restante: “estrela da manhã”, “subirei aos céus”, etc, só virou referência a satã após a junção dos textos de Is.14:12 com Lc.10:18 , Origenes teve a interpretação de que era um texto falando figuradamente da queda de satanás (Há quem argumenta: ––Quem caiu do céu senão satanás como diz em Lucas10:18 “vi satanás cair do céu como uma bola de fogo ”?).

Como depois da frase “caiu do céu” ainda tem a colocação “estrela” e ainda “que nasce na aurora”, logo ele subentendeu que o termo “estrela” se referia também a satanás, e daquela época em diante muitos acreditaram em sua teoria. Mas curiosamente, em Apocalipse 8:10 e Ap. 9:1 também trazem as MESMAS palavras “caiu do céu, uma estrela” se fosse assim, então estes textos também estariam falando da queda de satanás(mas sabemos que não).

Refutando dentro do contexto:
1. A profecia foi encaminhada para o Rei da Babilônia. vs.4
2. O rei era alguém que feria e perseguia os povos. VS.5
3. O juízo dele está chegando. VS.6
4. Ate as árvores são gratas pela queda do rei. VS.8
5. O inferno (sheol) já existia. VS.9
6. Haviam reis sobre a terra. VS.9
7. Os reis haviam adoecido antes dele. VS.10
8. Ele foi derrubado depois. VS.12
9. Ele reinava sobre as nações e depois foi derrubado. VS.12
Obs: Quando o diabo reinou sobre as nações e depois foi derrubado antes de Adão, ou entre Adão e Cristo?
10. Ele disse que subiria. VS. 13-14. Ué, se subiria, isto significa que o diabo estava aqui na terra reinando sobre as nações?
11. O inferno já existia. vs.15.
12. O texto diz homem e não anjo. VS. 16
13. Tinha cativos. VS.17. Onde o diabo tinha escravos antes da queda?
14. O diabo tinha um povo? VS.20
15. Tinha filhos? VS.21
Portanto, o texto não dá apoio nenhum a uma interpretação de que se trata da queda do diabo
mais sobre o tema :  Por que Deus não destruiu satanás?
Yetser hará, a nossa inclinação para o mau




Professor Fábio sábino da USP,formado e graduado em teologia perito em grego e hebraico!




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