segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O que significa INIQUIDADE

Biblia de Gutemberg
Iniqüidade e a suposta abolição da lei

Iniqüidade vem do Grego: ανομια [anomia] (Substantivo feminino). De ανομος [anomos] (α [a] -como uma partícula negativa- "sem", e νομος [nomos] "lei" = "sem lei". Negação da lei. Ilegalidade, falta de conformidade com a lei, violação da lei, desacato à lei, iniqüidade, impiedade.

ανομια [anomia] aparece 15 vezes no NT:

(1) Mateus 7: 23
Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a negação da lei.

(2) Mateus 13: 41
Mandará o Filho do Homem os seus anjos, que ajuntarão do seu reino todos os escândalos e os que praticam a negação da lei.

(3) Mateus 23: 28
Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas, por dentro, estais cheios de hipocrisia e de negação da lei.

(4) Mateus 24: 12

E, por se multiplicar a negação da lei, o amor se esfriará de quase todos.

(5) Romanos 4: 7
Bem-aventurados aqueles cujas negação da lei são perdoadas, e cujos pecados são cobertos;

(6, 7) Romanos 6: 19
Falo como homem, por causa da fraqueza da vossa carne. Assim como oferecestes os vossos membros para a escravidão da impureza e da negação da lei para a negação da lei, assim oferecei, agora, os vossos membros para servirem à justiça para a santificação.

(8) 2 Coríntios 6: 14
Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a negação da lei? Ou que comunhão, da luz com as trevas?

(9) 2 Tessalonicenses 2: 3 [Variante]
Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da negação da lei, o filho da perdição.

(10) 2 Tessalonicenses 2: 7
Com efeito, o mistério da negação da lei já opera e aguarda somente que seja afastado aquele que agora o detém;

(11) Tito 2: 14
o qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda negação da lei e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras.

(12) Hebreus 1: 9
Amaste a justiça e odiaste a negação da lei; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com o óleo de alegria como a nenhum dos teus companheiros.

(13) Hebreus 10:17
acrescenta: Também de nenhum modo me lembrarei dos seus pecados e das suas negações da lei, para sempre.

(14, 15) 1 João 3: 4
Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei.

Isso aqui é pra provar que a Lei de Deus é eterna e perfeita e não foi abolida como muitos dizem, a própria bíblia afirma que nos últimos dias  iria se multiplicar a negação da lei, e é o que vemos hoje. A palavra Lei em hebraico é Torá, que significa instrução, ou seja, foi o que Deus instruiu ao homem para ele viver bem e melhor. Como o messias teria abolido isso? Ele mesmo citou a lei em várias passagens!  O messias prometido iria colocar a lei de Deus dentro dos nossos corações (Jr 31,33), se Jesus veio abolir a lei então como pode ter sido o messias? Como o messias veio tirar o pecado do mundo tirando a lei, sendo que pecado é a transgressão da lei?



DEVIDO AOS VERSÍCULOS QUE OS "PASTORES" VIVEM CITANDO PRINCIPALMENTE NOS COMENTÁRIOS, VOU POSTAR UM TRECHO AQUI DO MEU ESTUDO RECENTE: "COMO SER UM LAVADO CEREBRAL, A LEI QUE DIZEM QUE FOI ABOLIDA!" 


O FIM DA LEI É CRISTO Rm 10,4

Esse é campeão!  Faça o teste e o verá como inicial em debates. Em uma página no face recentemente, um seguidor de Jesus sem igrejas, disse ao debatedor ofendendo: Vamos Judeu, refute isso! – Como se Jesus não tivesse sido judeu e os apóstolos! Eles são engraçados! O versículo de Romanos utiliza, onde esta escirto FIM,  a mesma palavra que aparece na primeira  epístola de Pedro:

“Alcançando O FIM da vossa fé, a salvação das vossas almas” 1 pedro 1,9

Olha que interessante, então se eu perder a fé, se ela chegar no fim eu vou ter a salvação de minha alma!!! Não é estranho! Kkkk O que acontece ai, é que a palavra que é traduzida como FIM é telos em grego, que significa não simplesmente fim, mas no contexto em que estão ela significa FINALIDADE. (Obejetivo). Vamos ver como fica agora o texto de Pedro:

“Alcançando A FINALIDADE da vossa fé, a salvação das vossas almas” 1 pedro 1,9

Finalidade, objetivo! O Objetivo da fé é a salvação das almas! Não é bem mais coerente? Agora vamos ver o de Romanos:

“A FINALIDADE da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê” Rm 10,4

Além de muito mais coerente, harmoniza com que o mesmo Paulo disse: “A lei me serviu de Aio (tutor) para me conduzir a Cristo”. A lei, segundo Paulo, foi um tutor, instrutor para chegar ao messias, ou seja, seu objetivo/finalidade era o messias.

Até uma criança entende isso, mas para um lavado do sistema religioso não importa nem o que o apostolo preferido deles disse, é o fim e pronto e ainda vão utilizar esse mesmo versículo mal traduzido umas mil vezes. Façam o teste! Sou capaz até de apostar! A bíblia de Jerusalém, já corrigiu essa má tradução e na sua versão traz exatamente como esta ai. Algumas ferreiras de Almeida já corrigiram, mas a maioria ainda traz o fim da lei.


“O VELHO TESTAMENTO QUE FOI POR CRISTO ABOLIDO” 1 Corintios 3,14

Esse versículo até “teólogos” já me citaram em debates. Eles não lêem o contesto do capítulo e isolam este versículo. Outro mal que eu acho que os cristãos cometem, é não lerem o velho testamento. Eles acham que os apóstolos iam escrevendo tudo de cabeça, como se eles não se baseassem  na escritura. É o caso desse versículo. Ah, Paulo foi escrevendo de um véu e disse que Cristo aboliu o antigo testamento ! kkkk

Moisés, quando subia o monte para falar com o Eterno, cada vez que subia, seu rosto se enchia de brilho, da glória de Deus. Um brilho muito forte ficava em sua face, mesmo brilho que Jerônimo traduziu como chifres nas vulgata latina, fazendo com que Michelângelo colocasse dois chifres na cabeça de Moisés. O brilho em sua face, não podia ser visto pelos Israelitas pois eles achavam que se eles vissem eles morreriam. Então Moisés colocava um véu sobre seu rosto para que eles não vissem o brilho. Até aqui acho que não precisa ser um gênio para entender.

Esse é o véu que Moisés colocava em sua face. Paulo, explicando o porque os Judeus não haviam aceito Jesus como messias, faz uma analogia desta passagem, que ele, como judeu conhecia. Paulo diz que Jesus é a glória de Deus, a imagem visível. E que os judeus não podiam ver a glória de Deus (Cristo) da mesma forma que eles não puderam ver a glória de Deus (brilho) no rosto de Moisés. Que um véu estava sobre o coração deles, da mesma forma que um véu estava sobre o rosto de Moisés. E quando eles se converterem , então o véu seria por Cristo abolido. Veja bem, o véu seria abolido no texto, não o velho testamento:

E não somos como Moisés, que punha um véu sobre a sua face, para que os filhos de Israel não olhassem firmemente para o fim daquilo que era transitório.(O brilho era transitório)
Mas os seus sentidos foram endurecidos; porque até hoje  o mesmo véu está por levantar na lição do velho testamento, ;o qual foi por Cristo abolido
E até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles.
Mas, quando se converterem ao Senhor, então o véu se tirará.

2 Coríntios 3:13-16

Perceberam que quando lemos todo o contexto vemos claramente que é o véu que seria abolida e não o velho testamento ou a lei? Mas mesmo assim ainda irão postar esse versículo isolado umas 500 vezes ou para sempre, pode apostar!


“CRISTO NOS RESGATOU DA MALDIÇÂO DA LEI” Gl 3:13

Se eu digo que tem uma praga de insetos no supermercado, você pensaria que eu estou chamando o supermercado de praga? Ai eu digo assim, eu chamei um dedetizador e ele nos resgatou da praga do mercado. Estou mesmo dizendo que o mercado é uma praga? Ou estou dizendo que tinha uma praga nele? Pois é, é o mesmo que acontece nesse versículo. Eles lêem maldição da lei e entendem que a lei é uma maldição. Engraçado que nunca vi nenhum personagem da bíblia ser maldito por cumprir a lei, nem Moisés, nem Daniel, Nem Cristo etc....Como se Deus ficasse o tempo todo exortando seu povo a serem malditos. Olha, cumpra minha lei para serem malditos! Kkkk  Como eu digo, a lavagem cerebral que o sistema religoso faz impede as pessoas de pensarem!

No texto, não isolando um versículo, Paulo fala da “maldição da lei”

Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las.
Gálatas 3:10

Isso esta escrito em deuteronômio 27,26, Maldito todo aquele que não mantém as palavras de lei e não as põe em prática! Olha que interessante, Deus diz que é maldito quem não pratica a lei, e não quem prática. Perceberam a diferença? Deus não disse que quem segue a lei é maldito, mas quem não segue a lei é maldito! E mesmo estando exatamente assim em Gálatas, eles entendem que seguir a lei é uma maldição terrível! Por incrível que pareça. Mas vamos continuar analisando o que Paulo esta dizendo aqui:

Quando Deus deu a lei ao seu povo, ele determinou que eles cumprissem a lei, é óbvio! E como o povo era rebelde e duro de coração, Deus os ameaçou com uma maldição, caso não cumprissem a lei. No capítulo seguinte, deuteronômio 28, Deus prescreveu uma lista enorme de coisas que aconteceriam caso eles não seguissem a lei, e de fato, vemos na história que o povo judeu sofreu todas aquelas maldições, inclusive as mais cruéis. Isso aconteceu mais de uma vez, e é o que Paulo chama de maldição da lei. Se os judeus se convertessem a Cristo, segundo Paulo, eles já não seriam mais castigados caso violassem a lei, pois Jesus seria um advogado entre Deus e os homens. Na lei esta escrito:

Quando também em alguém houver pecado, digno do juízo de morte, e for morto, e o pendurares num madeiro, O seu cadáver não permanecerá no madeiro, mas certamente o enterrarás no mesmo dia; porquanto o pendurado é maldito de Deus; assim não contaminarás a tua terra, que o Senhor teu Deus te dá em herança. Deuteronômio 21:22,23

Isso é a maldição da lei. O próprio Paulo disse que o salário do pecado é a morte. Na lei dizia que se alguém cometesse um pecado grave, esse alguém deveria ser pendurado num madeiro, pois era digno de morte e maldito. Paulo diz que Cristo se fez maldição por nós, pois morrendo no madeiro se tornou maldito por nós, isto é, eliminando essa maldição de morte quando alguém comete um pecado.

Cada vez que o povo pecava no velho testamento,  Deus exigia um animal em sacrificio. Deus não comia aquele animal e esse ritual não era como os dos povos pagãos.  Era meramente simbólico. Vamos ver que interessante!

Se você pecasse, pela lei deveria ser morto! Puxa, eu pequei, agora vou morrer! O salário do pecado é a morte. Então você oferecia um animal em sacrifício, e Deus aceitava como forma de perdão, isto é, em vez de morrer você, morreria o animal. E cada vez que o pecador fazia isso, olhava aquele animal e pensava: “Puxa, era eu que era para ter morrido!” Era isso que simbolizava o sacrificio. Quando Jesus se fez sacrifício, foi a mesma coisa. Os cristãos olham e dizem, ele morreu no meu lugar. Fui eu quem pequei e em vez de eu morrer como dizia e lei, ele morreu no meu lugar, se oferecendo em sacrifício expiatório.

Após a queda de Jerusalém, de fato cessaram os sacrifícios e holocaustos, pois os judeus foram dispersos e o templo destruído. Portanto, era isso que Paulo dizia, que Cristo nos resgatou da maldição (ser morto num madeiro) da lei quando se fez maldito por nós , não que ele aboliu a lei, mas que ele fez uma nova aliança, onde não há mais a necessidade de se oferecer animais em sacrifícios e onde o pecador não é mais morto pelo seu pecado, mas tem uma chance de perdão. Isso que Paulo esta dizendo que eles entendem como se a lei fosse maldita!

Perceberam que quando a gente analisa e elimina os primeiros versículos que citam, não sobram muitos que dizem que a lei foi abolida? Em compensação sobram um monte no novo testamento que falam que a lei é boa e santa e esta em vigor:

"Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei. Rm 3,31

"Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor. Assim que eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado" Rm7

 Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus; Romanos 7:22

"E nisto sabemos que o conhecemos: se guardarmos os seus mandamentos
Aquele que diz: Eu conheço-o, e ]não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade]" 1Jo 2,3-4

"E nisto sabemos que o conhecemos: se guardarmos os seus mandamentos
Aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade" 1Jo 2,3-4

 "Porque os que ouvem a lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados" Rm 2,13


“MUDANDO O SACERDÓCIO FAZ-SE MUDANÇA NA LEI”  hebreus

A epístola de Hebreus, não se sabe quem a escreveu, e apesar de ter capítulos inteiros que foram adições posterior, não vou me ater a autenticidade da carta em si, mas ao que postam, independente do que for original ou não. Toda a epístola faz uma exegese sobre o novo sacerdócio de Cristo, onde Cristo é superior a Moisés, mediador de uma nova aliança, e ao mesmo tempo sacerdote e Rei. Sacerdote Eterno segundo a ordem de Melquisedeque. O autor diz que mudando o sacerdócio faz-se mudança na lei. Mudar não é abolir, mas entendem isso! E o que é esta mudança de sacerdócio? Vamos ver!

O sacerdócio, serviço religioso da época dos hebreus, era realizado pelos levitas. O Eterno dividiu seu povo em doze tribos, cada uma de acordo com os filhos de Jacó. Quando eles chegaram na terra prometida, Deus dividiu a terra em onze partes, deixando os levitas de fora, separados para morarem em todas as outras terras dos onze, exercendo o serviço sacerdotal. Os levitas cuidavam da manutenção do templo e de serviços religiosos como oferecer os holocaustos pelos pecados. Os levitas também recebiam os dízimos das demais tribos, pois, como não herdaram terra, tinham que se alimentar. Com a queda do templo, acabou todas as leis que giravam em torno do templo, como os sacrifícios. Os dízimos também , pois eram alimentos entregues ao sacerdote levita. Note que o autor de hebreus não faz menção alguma ao templo. Portanto, sem o templo, o autor descreve um novo sacerdócio, o de Cristo.

Os levitas foram dispersos pela terra e hoje não se sabe se ainda resta alguém desta tribo. O pastor que esta lá recebendo dízimos com certeza não é. Mas enfim, na época do Antigo testamento, nós vemos que Deus já estava cheio de sacrifícios. O povo pecava, oferecia um sacrifício e pronto, tava tudo bem. Essa hipocrisia foi cansando um Deus que queria mais misericórdia que sacrifícios. Com a nova aliança e o novo sacerdócio,  os sacrifícios cessaram, e então o pecador para ser perdoado não teria mais que oferecer um animal em sacrifício, mas fazer o que o novo sacerdote mandou, Cristo: Esta em desavença com seu irmão, reconcilia-te! Quando orardes diga, perdoai nossas ofensas como perdoamos a quem nos ofendeu, e assim por diante! Cristo nos Deus uma ligação mais direta com Deus sem a necessidade de um sacerdote levita como intermediário, sendo ele mesmo, o único intermediário entre Deus e os homens. João chama Cristo de cordeiro de Deus, analogando o fim dos sacrifícios com bodes e cordeiros.

QUAIS LEIS OS CRISTÃOS DEVEM SEGUIR:

Existem leis de aliança, especificas para o povo judeu. Leis cerimoniais exclusivas a sacerdotes. Leis do templo, que só podem ser feitas no templo. Leis temporais, que só tinham a necessidade na época que foram dadas. Leis alimentares, a maioria validas até hoje etc.... Para saber mais leia o estudo em quatro partes: "Como ser um lavado cerebral, a lei que dizem que foi abolida: http://exegeseoriginal.blogspot.com.br/2013/10/como-ser-um-lavado-2-lei-que-foi-abolida.html e você vai ver que tem muita lei que não é para gentio que estão seguindo até hoje, como o dizimo e muitas que são estão sendo ignoradas. "

Ronaldo
Shalom!

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

As semanas de Daniel ja foram cumpridas


As semanas de Daniel ja foram cumpridas:

Daniel no exílio
Daniel estava com seu povo no exílio babilônico. Ele estava estudando as profecias de Jeremias que previam que o exílio duraria 70 anos (Dn 9.2). Visto que o prazo dos 70 anos de exílio estava se cumprindo, Daniel, consciente de que o exílio havia sido uma punição de Deus por causa dos pecados de Israel, começa a interceder pedindo perdão a Deus em nome do seu povo, na esperança de que o castigo de Israel estava para acabar com o final dos 70 anos de cativeiro. A oração de Daniel é ouvida (Dn 9.20-23). Mas, para sua surpresa, ele recebe uma visão de 490 anos (70 Semanas), no final dos quais as bênçãos viriam sobre Israel na pessoa do Ungido (Messias).

Em Daniel 9.24, temos os seis propósitos da visão das 70 Semanas: 1. Para fazer cessar a transgressão; 2. Para dar fim aos pecados; 3. Para expiar a iniqüidade; 4. Para trazer a justiça eterna; 5. Para selar a visão e a profecia; e 6. Para ungir o Santo dos Santos. Todos estes propósitos tiveram seu cumprimento na pessoa de Cristo. Da cruz, Jesus bradou: “Está consumado!” (Jo 19.30).

O caráter da profecia:
Deve-se observar que a visão tem um caráter todo judaico: “70 semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade...” (v.24a). A visão vem em resposta a oração de Daniel por perdão e libertação do povo. Embora a profecia de Jeremias 25.12 tenha seu cumprimento no retorno do povo à Palestina e reconstrução da cidade e do templo, 70 semanas ainda estão determinadas para libertação espiritual, que só se dará mais tarde com o advento do Messias, que cumprirá todos os seis propósitos da visão. Depois dos dois primeiros períodos (v.26), ou seja, já na última semana, o Messias será morto, o que traz consigo dois resultados distintos: 1) justificação e salvação para os fiéis e 2) e traz para os infiéis o assolador que sitiará a cidade e destruirá o templo, trazendo muita desolação, tais atrocidades são o resultado da rejeição e da morte do Messias

Para quem são as profecias
"Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santo dos santos" Dn 9,24
Tempo determinado para Israel para expiação dos pecados. Os judeus ficaram cativos na babilônia por 70 anos. O santo dos santos é como era chamado o local sagrado do templo (1Rs6,16) aqui não esta se referindo a Yeshua. A profecia é clara ao dizer para o Teu povo e para tua santa cidade.

Sete semanas (49 anos)
"Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até um Príncipe ungido, haverá sete semanas" Dn 9,25
Restauração de Jerusalém. Iniciou-se em 457 a.C.

"CHEGANDO, pois, o sétimo mês, e estando os filhos de Israel já nas cidades, ajuntou-se o povo, como um só homem, em Jerusalém.E levantou-se Jesuá, filho de Jozadaque, e seus irmãos, os sacerdotes, e Zorobabel, filho de Sealtiel, e seus irmãos, e edificaram o altar do Deus de Israel, para oferecerem sobre ele holocaustos, como está escrito na lei de Moisés, o homem de Deus" Es3,1-2
Zorobabel foi este principe ungido, decendente de Salomão (Mt1,12-13) que o Eterno designou para edificar o templo (Zc 4,9-10) totalizando exatamente 49 anos. As primeiras sete semanas. Outros ainda indentificam Ciro como o Principe Ungido, porque Ciro também foi ungido por Deus e foi ele quem derrotou a Babilônia e permitiu o retorno dos Israelitas da diaspora e devolveu seus pertences. Também pode ser este o principe Ungido.

Sessenta e duas semanas (434 anos)
"e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos"
434 anos da reconstrução de Jerusalém embora Israel tivesse sido sub-julgado por diversos povos, Medo-persas, gregos e romanos.

O messias
"E depois das sessenta e duas semanas será eliminado um ungido (o messias), embora ele não tenha pecados" Dn9,26
a partir do ano 408a.C (data do principe ungido) se somarmos os 434 anos temos o ano 27dC, Levando em consideração que o calendario foi alterado e Yeshua nasceu seis anos antes da era cristã, então no ano 26 ele teria aproximadamente 32 anos. Yeshua iniciou seu ministério aproximadamente aos trinta anos:
"E o mesmo Yeshua começava a ser de quase trinta anos,(talvez 29) sendo (como se cuidava) filho de José, e José de Heli,"  (Lucas 3 : 23)
E pregou durante aproximadamente 3 anos, portanto ele foi crucificado com aproximadamente 33anos no ano 27d.C aproximadamente, exatamente como dizia a profecia.

O principe que virá

"e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas as assolações" Dn 9,26
Aqui diz que após o povo do principe que virá, os romanos destruirá a cidade e o santuario e até o fim estão decretadas guerras, como até hoje em Israel há guerras. O santuario mencionado aqui, não é o templo como muitos pensam, mas se refere a profanação do santuario. Note no versiculo seguinte que o principe fará cessar o sacrifico e a oblação, portanto, ainda não é o templo que se refere aqui.

A ultima semana (7 anos)
"E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação" dn 9,27
Ele firmará aliança com muitos por uma semana, ja encerra o periodo profético de setenta semanas. A metade da semana mencionada no mesmo versiculo é pós este periodo.
Note que na primeira metade da semana, aproximadamente 3 anos e meio, ele fará cessar o sacrificio. No ano 30d.C o imperador Adriano profanou o templo, oferecendo banquetes aos seus deuses romanos e colocando estatuas romanas no templo, o que desencadeou uma revolta judaica que ocasionau no massacre romano no ano 70d.C Isto é o assolador que se refere a profecia. Aqui também se refere ao fim de sacrificios com a destruição do templo neste mesmo ano. A outra metade da semana não é mencionada na profecia mas os acontecimentos que surgiriam depois. Roma fez aliança com muitos povos inclusive com altos sacerdotes judeus. Na época de Yeshua, ja é comum vermos essa proximidade dos fariseus e escribas com os romanos.

"E sobre a nave do templo, estará a abominação da desolação"
Aqui se refere a desolação de Jerusalém depois do massacre, mas ja não faz parte das setentas semanas. Aqui sim se refere após destruição do templo. No ano 138d.C. aproximadamente, o imperador Adriano constrói um templo para Zeus no lugar do templo. Ou seja, sobre a nave do templo (base) estará a abominação (templo pagão) da desolação (da destruição do templo) Isto ocasionou na revolta de Bar Kova que levou ao massacre desolador de Roma. O maior massacre na história de Israel.

"Até o fim, até o termo fixado para o desolador"
Ou seja, esta abominação da desolação foi determinada até o tempo do fim.

O que Yeshua falou sobre Daniel:
É assim que Jesus interpreta a visão das 70 Semanas de Daniel. Vejamos o registro de Mt 23: “Enchei vós, pois, a medida de vossos pais (comparar com Dn 9.24 e 1 Ts 2.16). Serpentes, raça de víboras como escapareis da condenação do inferno? Por isso eis que eu vos envio profetas, sábios e escribas. A uns matareis e crucificareis; a outros açoitareis de cidade em cidade; para que sobre vós recaia todo o sangue justo derramado sobre a terra, desde o sangue do justo Abel até ao sangue de Zacarias, filho de Baraquias, a quem matastes entre o santuário e altar. Em verdade vos digo que todas estas coisas hão de vir sobre a presente geração. Jerusalém, Jerusalém! Que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não quisestes! Eis que a vossa casa vos ficará deserta... Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra, que não seja derrubada... Quando, pois, virdes a abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê, entenda)... porque nesse tempo haverá grande tribulação...” (Mt 23.32-24.2, 15, 21). Jesus deixa claro que aquela geração (v.36) de judeus que o rejeitaram seria punida conforme profetizou Daniel, com a casa ficando deserta (v.38) e o templo destruído (24.2). Cumprimento da Profecia
O evangelho de João escrito aproximadamente no ano 90d.C não menciona o sermão profético, pois ja havia ocorrido a destruição, portanto ja era história e não mais profecia.

Paralelo com as outras profecias de Daniel
Daniel 10-12 e Daniel 7 também compartilham entre si da mesma preocupação em descrever a seqüência de reinos e poderes que estariam diretamente relacionados com o povo de Deus até o final dos tempos. A seqüência é a mesma, salvo pelo fato de Daniel 7 começar primeiro por Babilônia (leão), enquanto que Daniel 10-12 inicia-se com os Persas. Entretanto, não há contradição, porque em Daniel 7 o império babilônico ainda existia, e em Daniel 10-12 já havia sido conquistado pelos Medo-Persas. Assim, o “urso” de Daniel 7:5, 17 corresponde aos reis persas de Daniel 10:1, 13, 20 e 11:12. O leopardo com 4 asas e 4 cabeças (Dn 7:6, 17), a quem foi dado o domínio, corresponde ao poderoso rei da Grécia, cujo reino seria dividido aos quatro ventos dos céus (Dn 10:20; 11:3-13).
O “animal terrível” com dez chifres, dentre os quais aparece um chifre pequeno com boca e olhos de homem (Dn 7:7-8, 19-25), aparece em paralelo co “Rei do Norte” em Daniel 11:14-45. Ambos blasfemam contra o Altíssimo (Dn 7:8, 24-25; 11:36-39), perseguem os santos e tentam destruí-los (Dn 7:21, 25; 11:15, 33-35). O tempo em que os santos lhe serão entregues nas mãos é o mesmo, “um tempo, tempos e metade de um tempo” (Dn 7:25, 12:7; ver também Dn 11:33, 35).
Após esse período vem o Juízo, quando os livros serão inspecionados (Dn 7:10; 12:1). Esse Juízo traz destruição para os poderes que lutam contra Deus e os ímpios, e justificação e libertação ao perseguido povo do Altíssimo (Dn 7:9-12, 22, 26-27; 11:35, 45; 12:1-3). Em Daniel 7, esse Juízo está associado à figura do Filho do homem (Dn 7:13-14), enquanto que em Daniel 10-12 está associado com Miguel, o Grande Príncipe (Dn 12:1-3).

Implicações do paralelismo entre Daniel 10-12 e Daniel 7
Os períodos proféticos dos três tempos e meio, dos 1.290 dias e dos 1.335 dias são partes do grande período profético das 2300 tardes e manhãs. Portanto, estão no passado.
Finalmente, o paralelo entre Daniel 12:5-7 e 8:13-16 nos indica que foi esse mesmo Ser divino, vestido em vestes sacerdotais, quem declarou, de forma solene, o tempo que duraria a supremacia da “Abominação Assoladora”, e quando começaria o Juízo divino para julgar o Chifre Pequeno, para destruí-lo e para vindicar o santuário de Deus e os santos do Altíssimo. A descrição da cena em ambos os capítulos é idêntica: O Ser divino com aparência de um homem está sobre as águas de um rio (Dn 12:6; 8:16), um outro ser celestial que está às margens do rio faz a pergunta:Ad Matai(Até quando? Dn 12:6; 8:13). O Ser divino responde dando uma cifra de tempo (Dn 12:7, “tempo, tempos e metade de um tempo”; Dn 8:14, “até duas mil e trezentas tardes e manhãs”). Estes dois períodos estão ligados ao tempo de supremacia da “Transgressão Assoladora”, ou seja, do “Chifre Pequeno” (Dn 12:7; 8:13). O texto claramente expõe que o enfoque desses tempos proféticos é o final do tempo da destruição do povo santo. Esse tempo de destruição foi marcado pelo fato do “Contínuo” ter sido tirado e estabelecida a “Abominação Desoladora” (Dn 12:7, 11; 8:13).
Daniel 12:11 acrescentou um terceiro período aos dois mencionados acima: 1290 dias. Textualmente, todos esses períodos estão ligados entre si, e a interpretação de um determina a interpretação do outro. Quando o Ser divino, em Daniel 12:7, menciona o período de “tempo, tempos e metade de um tempo”, ele diretamente evoca o mesmo período de tempo que já havia sido referido em Daniel 7:25. Em Daniel 7 este tempo correspondia também ao tempo da supremacia do “Chifre Pequeno”, tempo em que os santos lhe seriam entregues nas mãos. Mas após esse período, seria estabelecido o Juízo divino para julgar especialmente o “Chifre Pequeno”, e trazer libertação ao povo de Deus (Dn 7:26-27).
Daniel 7, assim, nos provê um lado básico: após os três tempos e meio de supremacia do “Chifre Pequeno” seria estabelecido o juízo descrito em Daniel 7:9-14. Mas quando ocorreria esse juízo? Daniel 8:14 responde: após “duas mil e trezentas tardes e manhãs”. A partir de quando se começaria a contar este período de “tardes e manhãs”? A resposta aparece em Daniel 9 com as 70 Semanas. Na profecia das 70 Semanas, o livro de Daniel nos dá o marco inicial para o longo período profético das “tardes e manhãs”. Fala da vinda do Messias e especifica que no mesmo tempo do seu aparecimento surgiria também o poder assolador descrito em Daniel 7 e 8.
Assim, temos firmados no texto de Daniel dois lados básicos quanto aos limites históricos dentro dos quais se inserem os tempos proféticos de Daniel: o início das 70 Semanas marcam o limite inicial, enquanto que o fim das “duas mil e trezentas tardes e manhãs” o seu limite final. Entre esse início e fim estão os períodos dos três tempos e meio (1.260 dias) e 1290 dias, referindo-se ao período da supremacia da “Abominação Desoladora”, que deveriam terminar um pouco antes do início do tempo do juízo (Dn 7:25-26).
Por último, o livro de Daniel adiciona mais um período de tempo, os 1335 dias, dizendo: “Bem-aventurado o que espera e chega até mil trezentos e trinta e cinco dias” (Dn 12:12). A que período o anjo se refere aqui? É importante notar que essa última declaração cronológica em Daniel está intimamente ligada à anterior, ao período de 1290 dias (Dn 12:11), e é apresentada como uma prolongação, uma extensão desse período anterior (Dn 12:11-12). O livro de Daniel nos dá assim mais um dado cronológico, indicando o tempo que separaria o fim do período da supremacia da “Abominação Desoladora” e o início do tempo do juízo (ou seja: 1335 menos 1290 dias, igual a 45 dias), dado que não tinha sido precisado em Daniel 7:26-27. Assim, o livro de Daniel fecha o ciclo: o capítulo 12 de Daniel complementa os dados fornecidos no capítulo 7. Enquanto Daniel 8 informa sobre o marco final dos tempos cronológicos (igual ao Juízo de Deus, após “duas mil e trezentas tardes e manhãs”), Daniel 9 informa ao leitor o seu marco inicial, as 70 Semanas. Qualquer interpretação séria desses períodos cronológicos de Daniel deve tomar em conta essas informações do texto e suas implicações. A interpretação tradicional adventista do sétimo dia tem tentado ser fiel a estes dados textuais e tem podido verificar na história a precisão da palavra profética:
1) Marco inicial (Setenta Semanas): 457 a.C. – Decreto de Artaxerxes (Esdras 7). “Desde a saída da ordem para restaurar e edificar Jerusalém…” (Dn 9:25).
2) Período de supremacia da “Assolação Desoladora”:
a) Início dos 1290 dias/anos em 508 d. C.: Vitória dos Francos sobre os Visigodos (arianos). Clóvis, rei dos Francos, envia a Roma uma coroa para ser colocada sobre a cabeça do Papa.
b) Início dos 1260 dias/anos em 538 d. C.: Roma é liberta das mãos dos ostrogodos, última potência ariana na Europa, o Papa se estabelece como a autoridade e governante supremo sobre toda a Europa.
c) Fim dos 1290 e 1260 dias/anos em 1798 d. C.: O Papa foi deposto, aprisionado e exilado pelo exército francês.
3) Período de intervalo entre o final da supremacia da “Assolação Desoladora” e o Início do Juízo: 45 dias/anos (45 anos), ou seja, de 1798 a 1843/1844.
4) Marco final (o fim da “2300 tardes e manhãs”): 1844 d. C., 2300 anos após o decreto de Artaxerxes.

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