sábado, 4 de junho de 2011

Jesus e Deus são a mesma pessoa? Trindade existe?

Yeshua HaMashiach
Estudo original do Grupo Torah lagoym 
Torá Lagoyn 
 

A origem das controvérsias
Todos sabem que os idiomas utilizados nos escritos são o hebraico, o aramaico e o grego, porém as pessoas não se importam com isso e há diversas religiões que se fundamentaram em traduções.Todavia não há Hermenêutica sem exegese, e nem exegese sem os idiomas bíblicos. Sendo assim não há verdadeira interpretação baseada em traduções.Se a Hermenêutica e exegese não fossem necessárias, então não existiria tal estudo, bastariam as traduções.Sabemos que os textos hebreus sempre estiveram sob o domínio dos judeus e não há como terem sofrido influência politeísta nesses textos.Porém, não podemos dizer o mesmo do chamado Novo Testamento.As traduções do Novo testamento são de um manuscrito muito conhecido, chamado de Textus Receptus (Texto Recebido), Texto Tradicional, ou mesmo Texto Majoritário.

Esse texto foi copiado e recopiado por diversas vezes pelos chamados pais da igreja, melhor dizendo, papas/padres da igreja. O Textus Receptus data do século XII e.c., e é o mais recente de todos os textos.Com a descoberta do Codex Sinaiticus em 1859 e devido ser semelhante ao Codex Vaticanus, e por esses dois Codex divergirem muito do Textus Receptus , surgiram nos séculos XIX e XX um novo conceito de se interpretar às escrituras do Novo Testamento.

O Sinaiticus data do século IV e.c. e o Vaticanus é um pouco mais antigo, esses textos são chamados de Textos Neutros ou Textos Críticos. Creio que estes são chamados de Neutros, devido não terem influências causadas por consecutivas cópias. Esses textos são muito mais antigos do que o Receptus, diferença de aproximadamente 800 anos. Há um outro texto chamado de Codex Ephraemi Rescriptus que data do século V , mas algumas de suas páginas foram perdidas, Efraim Siro apagou o texto originalmente escrito para escrever os seus sermões, inutilizando algumas folhas e por jogar fora outras folhas deste precioso texto. O Codex Sinaiticus é o único que contém o chamado Novo Testamento completo.

Esses textos foram examinados por dois estudiosos, chamados Brooke Foss Westcott e Fenton John Anthony Hort. Eles dedicaram vinte e oito (28 ) anos de suas vidas na pesquisa desses textos, e realizaram uma obra magnífica levantando críticas sobre o texto Majoritário, e em 1881 é publicada a obra O Novo Testamento no Grego Original.

“O texto grego de Westcott-Hort veio a tornar-se a obra que mais tem influenciado a crítica textual moderna do Novo Testamento. Alexander Souter a considera "a maior edição já publicada".(8 ) Bruce Metzger, chama-a de "a mais notável edição crítica do Testamento grego já produzida pela erudição britânica".(9) Kirsopp Lake diz que "este trabalho é o fundamento de quase toda a crítica moderna’’(10) Kenyon afirma ser esta uma obra "que tem feito época, no sentido literal da palavra, na história do Criticismo do Novo Testamento, ... tem colorido tudo o que tem sido escrito sobre o assunto ... e suprido a base de todo o trabalho feito hoje neste campo".(11) Com o que concorda Greenlee, afirmando que com o trabalho desses autores nós chegamos ao "clímax deste terceiro período", e que "a influência de Westcott-Hort sobre todo o trabalho subseqüente na história do texto nunca foi igualada".(12)
O Textus Receptus que data do século XII e.c. em diante, possui 3455 divergências quando comparado ao Codex Sinaiticus que data do século IV e.c. Muitos textos que são utilizados pelos trinitarianos e triunicistas, não se acham nos textos mais antigos, mas são encontrados no Textus Receptus.Hoje em dia, as edições mais recentes das traduções já se baseiam nos textos críticos e de pouco em pouco estão excluindo o texto Majoritário, todavia, ainda há tendências nas traduções.Uma dentre essas traduções que se baseiam no Sinaiticus é a Revista e Atualizada. Não é perfeita, assim como qualquer tradução, mas é a que pode te mostrar mais claramente as diferenças entre os Textos Críticos e o Texto Majoritário.

Algumas controvérsias
Receptus: (Lucas 2:33) - E José, e sua mãe, se maravilharam das coisas que dele se diziam.

Sinaiticus: (Lucas 2:33) - E seu pai e sua mãe estavam admirados das coisas que se diziam a respeito dele.

Rev. e Atualizada: Lucas 2:33 Enquanto isso, seu pai e sua mãe se admiravam das coisas que dele se diziam.
Ed. Contemporânea: Lucas 2:33 O pai e mãe do menino admiraram-se das coisas que dele se diziam.

No Receptus tentam dizer que Yosef não é o pai legítimo de Yeshua.

Receptus: (I Timóteo 3:16) - E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Deus se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória.
Sinaiticus: (I Timóteo 3:16) – E indubitavelmente grande é o mistério da piedade, o qual se manifestou em carne, foi justificado no espírito, visto pelos anjos, apregoado entre os gentios, crido no mundo e tomado acima na glória.

Rev. e Atualizada: I Timóteo 3:16 E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Aquele que se manifestou em carne, foi justificado em espírito, visto dos anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, e recebido acima na glória.
Ed. Contemporânea: I Timóteo 3:16 E, sem dúvida alguma grande é o mistério da piedade: Aquele que se manifestou em carne, foi justificado em espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, e recebido acima na glória.


Onde foi parar o texto “D-us se manifestou em carne” ? (A peshita concorda com o Sinaiticus)

Corrigida: (Romanos 14:10) - Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo.
(Romanos 14:11) - Porque está escrito: Como eu vivo, diz o Senhor, que todo o joelho se dobrará a mim, E toda a língua confessará a Deus.
(Romanos 14:12) - De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.
Atualizada: (Romanos 14:10) - Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Deus.
(Romanos 14:11) - Porque está escrito: Por minha vida, diz o Senhor, diante de mim se dobrará todo joelho, e toda língua louvará a Deus.
(Romanos 14:12) - Assim, pois, cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.


No Receptus o texto diz que “havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo” e continua “Como eu vivo, diz o Senhor, que todo o joelho se dobrará a mim”.A modificação do texto quer que acreditemos que Jesus é o Juiz Eterno e que todo o joelho se dobrará diante do deus Jesus.

Corrigida (Efésios 3:9) - E demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério, que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou por meio de Jesus Cristo;
Atualizada (Efésios 3 :9) e demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou


As traduções tendenciosas
Além do que já sabemos acerca dos manuscritos, ainda temos uma grande muralha para saltar, que são as traduções tendenciosas, que já estão impregnadas na mente das pessoas.Um exemplo de tradução que podemos citar é:

(Colossenses 2:9) - Porque nele habita corporalmente toda a plenitude (perfeição) da divindade;
Pleroma: perfeição; (Vide o verso 10)
(Colossenses 2:10) - E estais “perfeitos” nele, que é a cabeça de todo o principado e potestade;
Pepleromenoi – perfeitos;


Pepleromenoi é verbo da da mesma raiz de Pleroma. O termo “Pleroma” é o particípio do verbo, enquanto “Pepleromenoi” é a segunda pessoa do plural. Em hebraico utilizamos a palavra shalem para se referir a “estar completo, ser perfeito” , por isso dizemos “emunah shlemah” que é “fé completa/perfeita”.A palavra “shalem” descreve bem o sentido de “pleroma”, que é “estar completo, ser perfeito”.Por que traduzem o mesmo verbo por “plenitude” e logo após “perfeitos” ?

Porque se dissermos “a plenitude da divindade” , dá a entender que “toda a essência de D-us habitava em Jesus”, quando o texto quer dizer que “toda a perfeição de D-us habitava em Jesus”.Pois sabemos que Yeshua era o templo de D-us, como foi dito: Derrubai este templo, e em três dias eu tornareia a reedificá-lo (isso falando de seu corpo).Ou seja, a perfeição de D-us (Shechinah) estava em Yeshua (o templo).Como eu disse antes, "pleroma" é particípio , que na verdade se traduziria como "cheio", todavia, em português ficaria estranha a frase.O verdadeiro sentido é de que Yeshua estava "cheio de D-us" , "cheio da divindade". Isso confirma o texto que diz: "E D-us não lhe dá o espírito em medida".Traduzem tendenciosamente para se acreditar que Jesus é o próprio D-us.

Outro texto é:
(Filipenses 2:6) - Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus,
Esse mesmo texto no grego tem o verbo “hegesato” , que significa “liderar, comandar”.
ὅς ἐν μορφή θεός ὑπάρχω οὐ ἁρπαγμός ἡγέομαι ὁ εἰμί ἴσος θεός
Hegesato é a conjugação na terceira pessoa do singular do verbo “Hegeomai”.

Então a tradução seria:
(Filipenses 2:6) - Aquele que existe em forma de elohim não desejou aproveitar-se em comandar como elohim.
Por que omitiram o verbo “liderar/comandar” ? Então: “liderar como D-us” não é o mesmo que “ser como D-us”?Assim o texto fica claro e de maneira alguma apóia qualquer afirmação de divindade.

Algumas inclusões
Além do que já comentamos, ainda temos as inclusões de textos. Algumas bíblias de estudo hoje possuem comentários nos rodapés falando de inclusão de fragmentos de manuscritos ou mesmo de inclusões os quais não há nem mesmo manuscrito algum. Bíblias como A Bíblia de Estudo de Genebra e a Bíblia de Jerusalém, entre outras, contam com comentários de rodapé que contém tais comentários.Nessas bíblias é comentado sobre os textos no Evangelho de João, do capítulo 7:49 até 8:11, que fala sobre a tal mulher adúltera.









É afirmado que esse texto trata-se de um fragmento que foi incluso no Evangelho de João, todavia o

É afirmado que esse texto trata-se de um fragmento que foi incluso no Evangelho de João, todavia o mesmo não pertence a João e também não sabem quem foi o autor do mesmo.Além disso, quem conhece sobre as leis da Torah consegue perceber nitidamente aos erros contidos nesse texto.Um grande versículo para apoio da trindade no qual não existe em manuscritos, e nem mesmo das versões mais antigas da vulgada, é o texto de I João 5:7.Esse texto em I João 5:7 nem mesmo chega ser um fragmento de manuscrito.

Revista e Corrigida: (I João 5:7) - Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um.

Westcott/Hort (I João 5:7) – Pois são três os que testemunham.
Westcott/Hort (I João 5:8 ) - o espírito, e a água, e o sangue; e estes três concordam.


Onde foi parar o texto que apóia a trindade? 

O início da idolatria - Trindade e triunidade

A trindade no início da “igreja” (Arianismo, Sabelismo e Trinitarismo)

No princípio da chamada “igreja” , já existiam pensamentos diferentes sobre a unicidade de D-us , que são : O arianismo, o sabelismo e o trinitarismo.O Arianismo foi a doutrina de Arius de Alexandria, que acreditava em um único D-us e que Jesus fazia parte de sua criação assim como o espírito santo.O Sabelismo nasceu através de Sabelius, cuja interpretação era de que Jesus seria o próprio D-us, sendo assim, o próprio Pai teria sido crucificado no madeiro.E a mais famosa de todas, a Trindade, que foi estabelecida no concílio de Nicéia em 325e.c. , o qual foi convocado por Constantino I , a fim de unificar o cristianismo e torná-lo uma única religião e uma única doutrina.Nesse concílio foram taxados como hereges tanto Arius com Sabelius, e foi estabelecido o dogma da trindade como verdade absoluta.


O chamado “Antigo Testamento” e a Trindade/Triunidade
Antes de falarmos desses textos, teremos que estudar sobre a palavra “Elohim e El” para fazermos a Hermenêutica dos textos.

As palavras Elohim e El
Os cristãos afirmam uma trindade ou triunidade devido a palavra “Elohim” estar no plural, portanto são “deuses” e não apenas “D-us”.A palavra “elohim” assim com a palavra “El” vêem de uma mesma raiz e se entende como “poder, potestade, força, autoridade e etc.”.Os antigos que não conheciam à unicidade de D-us acreditavam que “forças” regiam as leis da natureza, e chamavam a essas “forças” de “Elohim”.Mas na Torah D-us esclarece “essas forças são um”, ou seja, apenas um ser único ser retém todas essas forças, que é o todo poderoso (aquele que retém a todas as forças do universo).Os poderes, potestades, forças e autoridades, pertencem a esse único ser que é H’.A justificativa de que o plural de “elohim” se refere à trindade é contraditória quando utiliza-se o termo “El”.Se “elohim” refere-se a uma trindade , então por que não está escrito “Elim Shaday” em vez de “El Shaday”.

Não deveria a palavra “El” ficar no plural “Elim” já que se trata de uma trindade? O termo “elohim” foi utilizado na Torah para se referir aos “juízes” de Israel, isso não significa que são “deuses” mas que são homens com poderes sobre os demais.

(Êxodo 21:6) - Então seu senhor o levará aos juízes(elohim), e o fará chegar à porta, ou ao umbral da porta, e seu senhor lhe furará a orelha com uma sovela; e ele o servirá para sempre.

(Êxodo 22:8 na torah v. 7) - Se o ladrão não for achado, então o dono da casa será levado diante dos juízes (elohim), a ver se não pôs a sua mão nos bens do seu próximo.

(Êxodo 22:9 na torah v. 8 ) - Sobre todo o negócio fraudulento, sobre boi, sobre jumento, sobre gado miúdo, sobre roupa, sobre toda a coisa perdida, de que alguém disser que é sua, a causa de ambos será levada perante os juízes (elohim); aquele a quem condenarem os juízes pagará em dobro ao seu próximo.

(I Samuel 2:25) - Pecando homem contra homem, os juízes (elohim) o julgarão; pecando, porém, o homem contra o SENHOR, quem rogará por ele? Mas não ouviram a voz de seu pai, porque o SENHOR os queria matar.

(Salmos 82:6) - Eu disse: Vós sois deuses(elohim), e todos vós filhos do Altíssimo.


Nesse texto de Tehilim que utiliza a palavra “elohim” , para se referir ao juízes de Israel, foi traduzida por “deuses”. A tradução afirma que há outros “deuses” e que esses são filhos do Altíssimo.Se isso fosse verdade a própria escritura estaria afirmando que há outros “deuses” e que esses são filhos de “D-us”.

A verdade é que não há a palavra “D-us” em hebraico, e por esse motivo traduzem “elohim” por “D-us”, pois como “elohim” é utilizado para o Criador e em grego o criador é “Theós”, traduziram por “Theós” que mais adiante chega a nós por “D-us”.Os trinitaristas/triunitaristas afirmam que Jesus é deus baseados na referência que Jesus faz a esse Salmo 82:6. O interessante é que eles não querem enxergar que Yeshua disse, “Ana Bar Elahah” que é “sou filho de D-us”.



O que Yeshua quer dizer com isso? O texto diz: “quereis me apedrejar porque eu disse ani ben elohim (sou filho de D-us)”.

Pois se a escritura chama aos juízes de “elohim” (que seria mais grave) e não somente “filhos de elohim” , qual o problema em dizer “sou filho de elohim” ? Onde é nesse texto que Jesus alude ser um deus? Onde enxergam isso? Mas Jesus é Imanuel. Mas desde quando “El” significa “D-us”? Ou desde quando os nomes com o termo “el” se referem a própria pessoa que os recebe?

Avshalom = Pai da Paz, e era o filho de David. E quem é o Pai da Paz se não D-us?
E por isso Avshalom é um deus?
Elkana traduzem como “D-us Zeloso”, e por acoso Elkana pai de Samuel era um deus?
Eliú ou Elihu traduzem como “Ele é D-us”, acaso Elihu avô de Samuel era um deus?
A verdade é que o termo “elohim” é intraduzível em nosso idioma, e não só no nosso.

Textos utilizados para se apoiar à trindade no chamado “Antigo Testamento”
(Gênesis 1:26) - E disse D-us: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança;

O verbo está no plural “façamos (naase)” , através desse texto os trinitarianos afirmam que se trata da trindade, mas é impossível afirmar que se trata de “três” pessoas, já que o plural é de duas até N pessoas.
Se eu disser no plural “façamos uma reunião”, eu posso falar para milhões de pessoas e o verbo continua igual. Como afirmar que esse plural se trata de apenas três pessoas?

É certo que a palavra de H’ estava com ele na formação do homem, mas isso não implica que a palavra seja um deus ou um co-criador. Quem “faz” não é necessariamente o “Criador”, mas é Criador aquele que “Cria.Sabemos que D-us criou a tudo, e formou a tudo através de sua Palavra. Façamos não é Criemos, pois um só é o Criador.Pela(por intermédio) palavra, H' formou aos céus. O verbo é "Naase" que é façamos e não "Nivrah" que é criemos.Quem cria é H'.Tudo o que existe foi formado através da palavra de H', mas quem criou a tudo antes de ser formado foi H'.

Se você utiliza um instrumento para criar algo, o instrumento não será o criador
desse algo.Por intermédio desse instrumento, você formou o que já em sua mente havia criado.Isso é nítido quando se lê a Torah em Bereshit no ato da criação do homem.Três verbos são usados no ato da criação do homem, "façamos (Naase)", "criou (barah)" e "formar (Litzor)".Mas no que isso difere?

O texto diz "Elohim Barah" , o verbo é conjugado no singular, pois quem cria é apenas UM. Não está escritu "Baru (criaram)" e sim "Barah (criou)".Há um único criador.Quando é utilizado o verbo "Fazer (L'asot)" , então é usado no plural do tempo futuro "Naase (façamos/faremos)", pois tudo o que existe foi formado através da Palavra do Eterno, mas, isso não faz da Palavra o Criador.

Fazer algo que outro criou, não te dá o título de Criador. Se eu disser "façamos", significa que o que quero fazer ainda não foi feito.Ou seja, "foi criado" , mas, ainda "não foi feito".Se dissermos: "Façamos uma reunião"; isso significa que a reunião ainda será feita.Então, se D-us convoca à Palavra para "fazer", não significa que a Palavra "criou" aquilo que será feito.
Há ainda o terceiro verbo que entra no texto sobre a criação do homem, que é o verbo "Litzor (formar)".
Esse terceiro verbo é o ato definitivo, é o momento no qual o homem é formado.O termo "Litzor" dá um entendimento de "manufatura", ou seja, é o momento de "pôr a mão da massa".Como sabemos, o Verbo é a ação de H', é aquele que por seu intermédio todas as coisas foram formadas.

Corrigida (Hebreus 11:3) - Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram “criados”; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente.

O texto no grego para o verbo traduzido como “criados” é “katertistai” : formados, completados, ajustados.Então, “os mundos pela (por intermédio) da palavra de D-us foram formados”.Quem cria é o Criador, e há um só Criador , que é o Pai.Há um texto nas traduções baseadas no Receptus, que tenta induzir às pessoas a crerem que D-us "criou" a tudo por intermédio da Palavra, sendo que D-us não precisa de ninguém para criar.

(Efésios 3:9) - ...que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou por meio de Jesus Cristo;

Veja o que diz as traduções baseadas nos textos críticos:

(Efésios 3:9) e demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou

Fica claro que D-us apenas é o Criador e não depende de ninguém para Criar.Mas,ainda que tenham tentado alterar o texto para um entendimento idólatra, ainda assim o texto estaria dizendo que "D-us criou a tudo", ainda que usando um instrumento para tal.Ainda assim isso não faria do instrumento um criador. Na criação do homem diz:

(Gênesis 1:27) - E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.

“Homem e mulher os criou”.

D-us já havia criado ao homem e à mulher. Por que então após a criação do homem e da mulher D-us os forma?Vejam os versículos que seguem:

(Gênesis 2:7) - E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.
(Gênesis 2:22) - E da costela que o SENHOR Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a Adão.


D-us já havia criado ao homem e à mulher, porém após tê-los criado os formou através de sua Palavra, pois a palavra é a ação, o verbo.Por exemplo, Thomas Edison criou à Lâmpada Incandescente, mas, até hoje ela é produzida.Alexander Graham Bell criou o telefone, mas, não é necessariamente Alexander o fabricante do telefone.O mérito é do criador, os feitores não são criadores, apesar de fabricar aquilo que alguém criou.



J
João 5:19 ... na verdade vos digo que o Filho por si mesmo não pode fazer coisa alguma, se o não vir fazer o Pai...

Outro texto muito utilizado é:
(Gênesis 11:7) - Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua, para que não entenda um a língua do outro.

Da mesma maneira como em Gn 1:27 não se pode afirmar à trindade, também por esse texto não há como afirmar que são três pessoas.D-us não poderia estar falando com seus anjos? Será que os anjos que são “elohim” (seres poderosos) não poderiam confundir à língua dos homens?

As Aparições de Elohim/El no chamado “Antigo Testamento”

A Moisés
(Êxodo 3:2) - E apareceu-lhe o anjo do Eterno em uma chama de fogo do meio duma sarça;
(Êxodo 3:6) ...E Moisés encobriu o seu rosto, porque temeu olhar para elohim.


O texto diz claramenteo mensageiro do Eterno apareceu a Moisés no meio da sarça. É esse anjo um deus?Assim como os juízes, os anjos também são chamados de elohim, pois são seres poderosos.

Revista e Atualizada: Salmos 8: 5 Contudo, pouco abaixo de Deus (elohim) o fizeste; de glória e de honra o coroaste.

Vejam que o termo “elohim” nesse texto é traduzido como sendo D-us.O escritor de “Aos Hebreus” na mesma tradução cita esse texto:

Hebreus 2: 7 Fizeste-o um pouco menor que os anjos(elohim), de glória e de honra o coroaste...

O escritor de Aos Hebreus conhecendo o significado do termo “elohim” traduz o texto como sendo “anjos”.Portanto, em Êxodo não foi D-us quem apareceu a Moisés, mas um anjo.Mas o mensageiro utiliza a primeira pessoa do singular para falar a Moisés.Os profetas que anunciaram a palavra do Eterno também utilizaram a primeira pessoa do singular, isso não indica que eles eram o Eterno, da mesma maneira que esse mensageiro fala a Moisés utilizando a primeira pessoa, como se fosse o próprio Eterno falando.

A Abraão
(Gênesis 18:1) - DEPOIS apareceu-lhe o Eterno nos carvalhais de Mamre, estando ele assentado à porta da tenda, no calor do dia.

Os trinitarianos/triunicistas também utilizam esse texto. Afirmam que os três homens (anashim) que aparece a Abraão são a trindade, e outros dizem que apenas um deles é o próprio D-us.O problema é que o texto utiliza a palavra “Adonai” , mas o que é “Adonai” ? O hebraico bíblico é como o árabe que possui contrações. Hoje em dia diríamos “adonim sheli (meus senhores)” , assim como usamos hoje para nos dirigirmos a alguém com o termo “adoní (meu senhor)”, que é normalmente usado em Israel.A palavra “Adonai” é a contração de “Adon+ai” , “adon(senhor)”+ “ai, o “a” define o plural de “Adon” e o “i” é o pronome possessivo da primeira pessoa no singular .

Ex: ain = olho, einai = meus olhos; Regel = pé, raglai = meus pés.

Mas então “Adonai” pode ser usado para afirmar a trindade? Não, pois assim como a palavra “Elohay” não é entendida como “meus deuses” e sim como “meu D-us” lembrando o que diz o “Shma” , “eloheicha echad” que encerra a todos os poderes e senhoris a um único ser.O texto chama àqueles três de homens (anashim), e no capítulo seguinte o texto chama a esses homens de anjos (mensageiros).Mas esses “anjos” que foram até Lot eram apenas dois dentre os três, então um deles pode ser o próprio H’, certo?

Errado, pois quando os três homens aparecem a Abraão o texto diz que Abraão prostrou-se diante deles “Vayishtachu”.Esse mesmo verbo foi traduzido como “adorar” no texto em que um anjo aparece a Josué, só que aqui eles traduzem “inclinou-se ou prostrou-se”. Veremos isso mais adiante.Mas se Abraão se prostra diante deles é sinal de adoração? Não. E por que não?

Porque quando alguém se prostra no sentido de adoração o verbo assume a forma de “Vayishtachaveh” e a forma “Vayishtachu” é utilizada até para os reis em sinal de respeito e não de adoração.Portando Abraão não se prostra em adoração a nenhum desses seres, mas sim em sinal de respeito e não de adoração.


A Jacó
(Gênesis 32:24) - Jacó, porém, ficou só; e lutou com ele um homem, até que a alva subiu.
(Gênesis 32:25) - E vendo este que não prevalecia contra ele, tocou a juntura de sua coxa, e se deslocou a juntura da coxa de Jacó, lutando com ele.


Jacó chamou ao lugar de Peniel, pois ali viu a “elohim” face a face.O texto diz que um homem (ish) lutou com Jacó, e não prevalecia contra ele.Imagine o D-us supremo lutar com um homem e não prevalecer.Pelo texto está claro que Jacó lutar com um anjo (el) e novamente o termo “elohim” é entendido como “D-us”.Como eu disse, o escritor de hebreus traduz “elohim” como “anjos”, pois sabia o que significa “elohim”.Pelo contexto nós sabemos que esse não era “D-us”, mas sim um “anjo”.

A Manoá
(Juízes 13:21) - E nunca mais apareceu o anjo do Eterno a Manoá, nem a sua mulher; então compreendeu Manoá que era o anjo do Eterno.
(Juízes 13:22) - E disse Manoá à sua mulher: Certamente morreremos, porquanto temos visto a Deus.


O mesmo caso dos outros. O texto diz que era um anjo, ou seja, um elohim. Traduziram “elohim” por D-us, mas é o anjo “D-us” ? Mas como diz: “Se a escritura chama de “deuses” aqueles a quem a palavra foi dirigida”. Então são deuses?Claro que não. Pois a escritura os chama de “elohim” e não “deuses”, como o próprio escritor de Hebreus que traduz “elohim” por “anjos”.

Um anjo aparece a Josué
(Josué 5:14) - E disse ele: Não, mas venho agora como príncipe do exército do SENHOR. Então Josué se prostrou com o seu rosto em terra e o adorou, e disse-lhe: Que diz meu senhor ao seu servo?

Um anjo recebendo adoração? E Josué iria adorar a um anjo? Seria esse anjo o próprio D-us? Há cristãos que dizem ser Jesus, será? Não, ele não é nem um deus e nem Jesus. E também não recebeu adoração alguma e assim como Jesus, pois Jesus também não aceitava adoração.Essa tradução é idólatra assim como o resto dela. A palavra traduzida como “prostrou” é o verbo “vaipol (e caiu)”, e o verbo traduzido como “adorou” é o verbo “vayistachu (e prostrou)”.

“E caiu com seu rosto em terra e prostrou-se”.

É o mesmo caso do texto de Abraão, quando lhe aparecem os três homens, novamente vemos o verbo “vayishtachu” que é traduzido como “e inclinou-se”, pois se prostrar em sinal de adoração é “vayishtachaveh”.Por que em Gênesis 18:2 traduziram o verbo “vayishtachu” como “inclinou-se” , e agora traduziram como “adorou” ?Infelizmente não temos essa diferença no grego, mas mesmo que o verbo “proskineu” também signifique “ajoelhar-se, prostrar-se” traduzem como “adorar”.Ainda que Yeshua tenha dito que só buscava a glória daquele que o enviou insistem em idolatrá-lo.

(João 7:18 ) ...mas o que busca a glória daquele que o enviou, esse é verdadeiro, e não há nele injustiça.

Além de tudo isso, no texto hebraico, em Josué 5:14 o texto diz :
Mah adoni medaber el avdo = O que meu senhor fala ao servo d'Ele?
Para quem não conhece o hebraico, a frase, mesmo traduzida, parece não esclarecer a nada. Mas, o que diz no texto hebraico? O s.m.+pronome possessivo "adoni" é utilizado normalmente para qualquer pessoa, o termo já esclarece que não se trata de "Adonay", que é o termo utilizado para D-us.

Mah adoni Medaber = o que meu senhor (senhor com "s" minúsculo, pois ele utiliza "adoni") fala ...
El avdo = ao servo d'Ele (dEle D-us).

Se Josué estivesse se referindo ao "anjo" ele diria "avdecha", que é , "teu servo". Mas ele utiliza "avdo" que é o servo de um terceiro. Josué não diz ser servo do anjo, senão utilizaria "avdecha" em vez de "avdo".

Alguém viu literalmente a D-us?
Todos os casos de aparições de “El” ou “Elohim” citados acima afirmam que alguém viu a D-us? Yochanan sabendo disso, diz claramente em sua epístola: (I João 4:12) - Ninguém jamais viu a Deus; João está errado? Se por inspiração divina ele diz que ninguém jamais viu a D-us, ele estava errado? Ou mesmo Jesus estava errado? A escritura não se contradiz.

“Quem vê a mim vê ao Pai”, mas ninguém viu a D-us.

Nós vemos a D-us por intermédio, pois as próprias obras de Yeshua manifestavam a um D-us invisível. Yeshua diz, “se não crêem em mim, creiam nas obras que eu faço”, pois suas obras testificavam que era enviado de D-us.Vemos a D-us através da própria criação:

(Romanos 1:19) - Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou.
(Romanos 1:20) - Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis;

(Salmos 19:1) - OS céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.

Como diz: “claramente se vêem pelas coisas que estão criadas” e nisso vemos a D-us.



Hermenêutica Cristã
Os teólogos cristãos afirmam que não se pode utilizar um versículo isolado em um estudo de hermenêutica, e inclusive utilizam um chavão que diz : “Texto sem Contexto é Pretexto”.É curioso como a teologia cristã mesmo dizendo tal coisa comete esse erro e não percebe. Segundo a teologia cristã Jesus é literalmente um com o Pai. O versículo utilizado segue abaixo:

(João 10:30) - Eu e o Pai somos um.

É interessante como apenas um único versículo já é o bastante para afirmarem um conceito.Esse versículo já é o suficiente para se afirmar que Jesus é literalmente “um” com o Pai.Mas e os demais textos, não devem ser considerados?

(João 17:11) -...guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós.
(João 17:21) - Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.
(João 17:22) - E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um.


Por que o contexto não é considerado? Os apóstolos são feitos deuses por serem feitos um com o Pai?
Está escrito “deixará o homem seus pais e unir-se-á com sua mulher e ambos serão uma só carne”. Deve-se entender que o homem e a mulher são literalmente “uma carne” ? Por que então dizem que Jesus e o Pai são literalmente “um” e negam os demais textos onde os discípulos são feitos “um” com D-us e o homem e a mulher feitos “uma só carne”?Textos isolados sem contexto, isso sim é pretexto.

Jesus era um com o Pai ou era o próprio Pai, não sei, é tão confuso que nem os que afirmam sabem.

(João 14:11) - "Crede-me que estou no Pai, e o Pai, em mim”;
(João 17:21) - ...como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós...

Quantos deuses!!! Até os apóstolos estavam no Pai.

Jesus faz o que quer ou faz a vontade Daquele que o enviou?
Jesus como sendo o próprio deus faz diretamente o que ele mesmo desejou fazer, certo?
(João 5:30) - Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma. Como ouço, assim julgo; e o meu juízo é justo, porque não busco a minha vontade, mas a vontade do Pai que me enviou.

Jesus não pode de si mesmo fazer nada?
(João 6:38 ) - Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.
(João 7:16) - Jesus lhes respondeu, e disse: A minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou.


Mas ele não é o mesmo D-us?
(João 7:28 ) - ... e eu não vim de mim mesmo, mas aquele que me enviou é verdadeiro, o qual vós não conheceis.

Mas se ele é o D-us como pode não ter vindo de si próprio?
(João 8:26) - Muito tenho que dizer e julgar de vós, mas aquele que me enviou é verdadeiro; e o que dele tenho ouvido, isso falo ao mundo.

Mas Jesus precisava ouvir algo do Pai se ele mesmo é o próprio Pai ?
(João 8:29) - E aquele que me enviou está comigo. O Pai não me tem deixado só, porque eu faço sempre o que lhe agrada.

Mas o Pai está com ele ou ele é o próprio Pai, não são UM ? Pode alguém se deixar, pois está escrito “o Pai não me tem deixado só”Mas por que o Pai não o deixa? “porque eu faço sempre o que lhe agrada”.
(João 12:49) - Porque eu não tenho falado de mim mesmo; mas o Pai, que me enviou, ele me deu mandamento sobre o que hei de dizer e sobre o que hei de falar.

Ele me deu mandamento sobre o que hei de dizer”.
Mas Jesus foi mandado sobre o que haveria de dizer?

Jesus é igual a D-us?
(João 14:28 ) ... Se me amásseis, certamente exultaríeis porque eu disse: Vou para o Pai; porque meu Pai é maior do que eu.

Jesus foi ungido pelo Pai, foi enviado pelo Pai, é menor do que o Pai, e ainda assim é igual ao Pai?
(Lucas 3:22) - E o espírito santo desceu sobre ele em forma corpórea, como pomba...

É interessante alguém nascer deus e sem o espírito de D-us e só receber o espírito de D-us após o batismo de João o Batizador.

Se Jesus é o próprio D-us como pode receber o espírito de D-us só depois do batismo? Sendo D-us não era para ter o seu espírito de D-us ?
Lembremos também da tradução tendenciosa de Filipenses 2:6 que tentam fazer de Jesus a D-us.

Jesus é conhecedor de tudo?
Bem, os cristãos dizem que Jesus é 100% homem e 100% deus, se ele é 100% deus enquanto homem, então não deveria ser limitado a nada.Como poderia não saber daquele dia e hora sendo 100% deus?

(Marcos 13:32) - Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai.
Mas a desculpa é de que ele estava como um servo então se sujeitou a sua posição.E a dúvida é, então ele sabia, mas não quis falar por estar se humilhando como um servo ou ele verdadeiramente não sabia? Pois se ele é 100% deus, então ele sabia sim, só que mentiu em dizer que não sabia ou será que ele realmente não sabia porque era limitado e não é 100% deus?Já que a desculpa é porque estava em posição de servo, então creio que após a sua morte e ressurreição ele já deveria saber de tudo.Mas e quanto ao texto:

(Apocalipse 1:1) - Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou, e as notificou a João seu servo;

O texto diz: “Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu...” Mesmo depois de ser feito novamente um deus ele tem que receber de D-us a revelação?Estranho.Os cristãos afirmam que Jesus sabe de tudo, ou seja, que é onisciente, baseados no texto:

(João 21:17) - ... Amas-me? E disse-lhe: senhor, tu sabes tudo;...

Mas tudo o que? Será que o texto citado é o suficiente para afirmar onisciência? Sabe tudo, menos isto: (Marcos 13:32) - Mas daquele dia e hora ninguém sabe,... nem o Filho, senão o Pai.

Jesus estava mentindo ou ele realmente não sabe o dia e a hora? Alguém pode discordar do que Jesus disse?
Mas se é suficiente a frase "sabes tudo" para afirmar uma onisciência, então os discípulos eram deuses oniscientes, como diz:

1JO 2:20 - " E vós tendes a unção do Santo, e sabeis tudo. "

"E sabeis tudo".

Os cristãos utilizam o versículo abaixo para dizer que Jesus é o deus bendito.
(Romanos 9:5) - Dos quais são os pais, e dos quais é Cristo segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente. Amém.

E o que diz realmente o texto grego?A tradução diz:
Rm 9:5 - os quais são israelitas, de quem é a adoção, e a glória, e os pactos, e a promulgação da lei, e o culto, e as promessas;
Rm 9:6 - de quem são os patriarcas; e de quem descende o Cristo segundo a carne, o qual é sobre todas as coisas, Deus bendito eternamente. Amém.


O sujeito da frase é “Israelitas”. O texto é claro, e fala sobre tudo que pertence aos Israelitas : adoção, glória, pactos, promulgação da lei, culto, promessas, patriarcas, o Messias, e também YHVH o D-us de Israel.Mas, as traduções cristãs traduzem tendenciosamente para parecer que o Messias é o D-us bendito.

(Romanos 9:5) - Dos quais são os pais, e dos quais é Cristo segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente. Amém.
Analisando ao texto grego, nós temos outra visão:

οἵτινες εἰσιν Ἰσραηλῖται, ὧν ἡ υἱοθεσία καὶ ἡ δόξα καὶ αἱ διαθῆκαι καὶ ἡ νομοθεσία καὶ ἡ λατρεία καὶ αἱ ἐπαγγελίαι,

O termo ὧν é traduzido no texto como de quem é (de quem são/de quem)”. (dependendo do contexto)
O “ὧν” é um pronome relativo ” ou quem”, que está no genitivo” , ou seja, que dá o entendimento de posse de quem.os quais são israelitas(οἵτινες εἰσιν Ἰσραηλῖται), de quem (ὧν) é a adoção, e a glória, e os pactos, e a promulgação da lei, e o culto, e as promessas;

ὧν οἱ πατέρες καὶ ἐξ ὧν ὁ Χριστὸς τὸ κατὰ σάρκα, ὁ ὧν ἐπὶ πάντων θεὸς εὐλογητὸς εἰς τοὺς αἰῶνας, ἀμήν.

de quem são (ὢν) os patriarcas; e de quem (ὢν) descende o Cristo segundo a carne, de quem é (ὢν) o D-us o qual é sobre todas as coisas bendito eternamente. Amém. Percebam no texto o pronome ὢν (de quem) , que não é traduzido como nas outras partes do texto como sendo “de quem é”.

ὢν ἐπὶ πάντων θεὸς εὐλογητὸς εἰς τοὺς αἰῶνας, ἀμήν.

Percebam o artigo ” ὁ “ que define “ o D-us”, todavia esse artigo fica em oculto em nosso idioma.“De quem (ὢν) é o D-us sobre todas as coisas bendido eternamente.Amen.”Esse “De quem” é o pronome relativo que refere-se ao sujeito “Israelitas” .Perceberam como muda a coisa quando aparece "De quem" no texto? A omissão e tendenciosidade é nítida no texto. Onde foi parar o "De quem (ὢν)" sempre traduzido nas outras partes do mesmo texto?

 

A ressurreição de Jesus
Creio eu que Jesus como um deus não precisa de ninguém para o ressuscitar, pois ele ressuscita a si próprio. Mas o que diz as escrituras?

(Atos 13:30) - Mas Deus o ressuscitou dentre os mortos.
(Romanos 10:9) - ...e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos...
(Colossenses 2:12) - Sepultados com ele no batismo, nele também ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos.
(Colossenses 2:12) - ...nele também ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos.
(I Pedro 1:21) - E por ele credes em Deus, que o ressuscitou dentre os mortos...


Quem é D-us? Há mais de um D-us? A unicidade de D-us
Os cristãos seguem ao que Jesus disse? Crêem que apenas o Pai é D-us e não há outro além Dele?

(João 17:3) - E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.
(I Timóteo 2:5) - Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.

Os apóstolos criam em um só D-us. Mas o Filho e o espírito também são deuses, os três são um único deus. Será mesmo?Quem os apóstolos diziam ser o único D-us?

(I Corintios 8:6) - Todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só senhor, Jesus Cristo, pelo qual existem todas as coisas, e por ele nós.

A confissão da vida eterna pelos apóstolos é : “para nós há um só D-us, o Pai”.Por que os cristãos não querem seguir ao que Jesus e os apóstolos ensinam?

(I Tessalonicenses 1:1) - PAULO, e Silvano, e Timóteo, à igreja dos tessalonicenses em Deus, o Pai, e no Senhor Jesus Cristo: Graça e paz tenhais de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo.

Fazem questão de frisar “em D-us, o Pai”.Ah sim, não posso me esquecer.

Os cristãos costumam dizer que só D-us é o Senhor, então se há apenas um “senhor”, certo é que esse “Senhor” só pode ser D-us. Por ignorância ou por falta de atenção, os cristãos não percebem que o termo “SENHOR” ,traduzido nas escrituras , é utilizado em lugar do tetragrama “YHVH”.Então os textos que dizem ...

(Deuteronômio 4:39) - ...só o SENHOR é Deus, em cima no céu e em baixo na terra; nenhum outro há.
(I Reis 18:39) - ... Só o SENHOR é Deus! Só o SENHOR é Deus!


Na verdade estão dizendo : Só YHVH é D-us"

O verbo é deus
Um dos versículos chave para dizer que Jesus é um deus é o de João 1:1. Mas o interessante é como o versículo é traduzido tendenciosamente para parecer que o “verbo” é outro deus.No grego está escrito:

João 1: 1 Ἐν ἀρχῇ ἦν ὁ λόγος, καὶ ὁ λόγος ἦν πρὸς τὸν θεόν, καὶ θεὸς ἦν ὁ λόγος.

En arché en ho logos, kai ho logos en pros ton theon, kai theós en ho logos.

No princípio era o verbo, e o verbo era para D-us, e D-us era o verbo.

Há uma grande diferença entre “o verbo era deus” e “D-us era o verbo”.Mas não vejo nada de diferente! Pode ser que para quem tem a mente já voltada à tendenciosidade da tradução realmente não enxergue diferença.Se eu disser que “o verbo era deus” dá a entender um outro deus além de H’.Mas quando eu digo que "D-us era o verbo", isso dá a entender o que todos os outros textos já dizem, que D-us era Jesus, que é diferente de Jesus era D-us. D-us era Moisés, D-us era Elias, D-us era David. Através de todos os profetas D-us se manifestou, e se manifestou através de seu Filho Yeshua.

(II Corintios 5:19) - Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo...

O messias não estava reconciliando consigo o mundo, mas D-us estava no messias reconciliando consigo o mundo.Por intermédio do messias, por isso Yeshua é o único intermediador entre D-us (o Pai) e os homens.
Os teólogos discordam desse conceito, e dizem que o texto deve ser entendidoe o verbo era deus.Isso devido o artigo hoestar diante do “logos” , então ho logos se torna o sujeito da oração.Mas qual é o problema? Segundo o que eles mesmos dizem, a tradução deles está errada, pois está escrito:

En arché en ho logos, que deveria ser:O verbo era/estava no princípio".

Então ficaria:

O verbo era no princío, e o verbo era para D-us, e o verbo era deus.

Fica estranho, não?O verbo “estin(é)” significa “ser/estar”, e “en” é o passado , e significa “era/estava”.
É interessante que o verbo “ser/estar” está no passado, então o que “era” já não é mais.Se o “verbo era deus”, então agora já não é, visto que o verbo no presente é “estin”.D-us não deixa de ser D-us, D-us é D-us.Bem, é tanta confusão que quanto mais tentam se explicar mais se complicam.Ou será que ele era um deus e se fez 100% homem e não ficou nem com 1% de sua divindade e por isso se diz que era deus?

E já pensou por vossas mentes de que a palavra “theós” que o escritor utiliza, na verdade se refere ao conceito de “elohim” no hebraico?Mas é claro que não aceitariam tal suposição, pois preferem se enrolar a crer que não há trindade.

Jesus é D-us ou Jesus tem um D-us?
O que pensar? Jesus era o próprio D-us e o próprio Pai ou tinha a um D-us e Pai?Bem, talvez venham novamente com a desculpa de que Jesus só tinha um D-us quando estava em forma humana como estando ele como o servo obediente.Mas o deus dos cristãos também tem um D-us?

(João 20:17) - ... e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus.

Meu D-us e vosso D-us”.

(Apocalipse 3:12) - A quem vencer, eu o farei coluna no templo do MEU D-US, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do MEU D-US, e o nome da cidade do MEU D-US, a nova Jerusalém, que desce do céu, do MEU D-US, e também o meu novo nome.

Quatro vezes vemos em Apocalipse Jesus dizer dizer “meu D-us”.Segundo ele mesmo a vida eterna é crer que “o Pai é o único D-us” , e também segundo os apóstolos “Todavia para nós há um só D-us, o Pai”.
Última edição por Mashmid em Qui Set 03, 2009 5:01 pm, editado 1 vez(es)

O D-us de Jesus e Pai de Jesus
(Romanos 15:6) - Para que concordes, a uma boca, glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.
(II Corintios 1:3) - Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação;
(II Corintios 11:31) - O Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que é eternamente bendito, sabe que não minto.
(Efésios 1:3) - Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo;
(Colossenses 1:3) - Graças damos a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, orando sempre por vós,


Os atributos de um deus
O mar e o vento lhe obedecem
(Mateus 8:27) - E aqueles homens se maravilharam, dizendo: Que homem é este, que até os ventos e o mar lhe obedecem?

É um deus! Pois o mar e o vento lhe obedecem. Diz a Torah que quando Moisés tocou nas águas do Yam Suf um grande vento oriental soprou por toda aquela noite e as águas se fenderam e Israel passou a pés enxutos.Quem é esse Moisés, que o mar e o vento lhe obedecem? Um deus?

(II Reis 2:8 ) - Então Elias tomou a sua capa e a dobrou, e feriu as águas, as quais se dividiram para os dois lados; e passaram ambos em seco.
(II Reis 2:14) - E tomou a capa de Elias, que dele caíra, e feriu as águas, e disse: Onde está o Eterno D-us de Elias? Quando feriu as águas elas se dividiram de um ao outro lado; e Eliseu passou.

Elias e Eliseu, quem são esses que as águas lhes obedecem?

Só D-us perdoa pecados
O interessante é que os cristãos acreditam no que os fariseus e escribas diziam.Os fariseus diziam que Jesus quebrou ao sábado e os cristãos acreditam nos fariseus, mas não acreditam nas escrituras e apregoam o fermento dos fariseus não percebendo que são discípulos dos hipócritas.

Um messias que transgride os mandamentos não é Messias, então assim dão o aval para dizer que realmente Jesus não é o Messias. A vida é maior do que o mandamento de Shabat, por isso os médicos, enfermeiros, bombeiros, policiais, soldados e etc trabalham no sábado e são livres de culpa.O Talmud atesta que uma pessoa que não tem o que comer em shabat pode colher algo para comer, só não pode colher para armazenar. Onde diz na Torah que curar no sábado é transgressão? Mas eles continuam dizendo que o messias transgrediu contra H’. Da mesma maneira eles acreditam na mentira dos fariseus e escribas, dizendo que “só D-us pode perdoar pecados”.

(Mateus 18:21) - Então Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete?
(Mateus 18:22) - Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete.


Não posso então perdoar o pecado do meu irmão contra mim, pois só D-us perdoa pecados.

(João 20:23) - Àqueles a quem perdoardes os pecados lhes são perdoados; e àqueles a quem os retiverdes lhes são retidos.
(Lucas 17:3) - Olhai por vós mesmos. E, se teu irmão pecar contra ti, repreende-o e, se ele se arrepender, perdoa-lhe.
(Lucas 17:4) - E, se pecar contra ti sete vezes no dia, e sete vezes no dia vier ter contigo, dizendo: Arrependo-me; perdoa-lhe.
(Mateus 6:14) - Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós;
(João 20:23) - Àqueles a quem perdoardes os pecados lhes são perdoados; e àqueles a quem os retiverdes lhes são retidos.
(Mateus 6:12) - E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores;


Somos deuses porque perdoamos o pecado de um irmão?

A “afirmação” de que Jesus é um deus

(João 20:28 ) - E Tomé respondeu, e disse-lhe: Senhor meu, e Deus meu!

Acho que a vontade de idolatrar é tanta que não perceberam que há um ponto de exclamação (!) no final da frase.O sinal de exclamação representa: espanto, admiração, surpresa, raiva, emoção forte,etc...
A oração não é uma confissão de que Jesus é um deus, mas é uma oração que exprime a surpresa de Tomé por ver que realmente o que disseram era real. Mas os cristãos têm dificuldade de achar o sujeito da oração, como vão perceber então os demais detalhes?

(II Reis 6:15) ...Ai, meu senhor! Que faremos?

A exclamação de Gehazi ao se espantar. Estava confessando que Elias era seu Senhor?

A afirmação triunicista
Os triunicistas afirma que Yeshua é o mesmo YHVH, semelhante aos sabelianos crucificam o próprio Pai na cruz no Gulgolet e fazem-no nascer de um mulher.

(Zacarias 12:4) - Naquele dia, diz o Eterno...
(Zacarias 12:10) - ...e olharão para mim, a quem traspassaram;


Afirmam que Eterno é o próprio “traspassado” apoiados nos versos anteriores ao verso 10. Mas a Palavra de H’ assim como os profetas utiliza a primeira pessoa igualmente.E quando a própria Palavra expressa “olharão para mim” , então acreditam que se trata do próprio Eterno.
Só que desconsideram o resto do versículo, pois a vontade de querer acreditar no triunicismo é maior do que o bom senso.Rejeitam a continuação do texto que diz:

...e pranteá-lo-ão sobre ele, como quem pranteia pelo filho unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito.

Agora o mesmo verso 10 refere-se a uma terceira pessoa : “pranteá-lo-ão sobre ele”, “chorarão por ele”.
Esse é o versículo chave para se afirmar outro tipo de idolatria mais enrustida. Todavia pisam em todo o resto das escrituras por causa de um versículo.Os demais versículos são os mesmos que os trinitarianos utilizam, ou seja, insuficientes.

O conceito de Echad e Yachid. Unidade Composta
Assim como em português, as palavras "Echad" e "Yachid" , tanto podem ser unidades compostas como absolutas.Quando dizemos "um povo" ou "único povo" estamos falando de um coletivo, que é composto por diversos elementos.Não existe unidade composta ou absoluta sem um contexto dizendo que é ou não é absoluto ou composto.É incoerente dizer que se trata de "unidade composta" quando falamos de "pessoa".
As pessoas são singulares, pessoais, personais, individuais.Quando falamos de pessoas não estamos falando de coisas ou coletivos, mas de um ser "individual".Há duas famosas frases que dizem : "eu sou o que eu penso" e "penso logo existo".Isso define o "ser".

H' é uma pessoa e não um coletivo ou um objeto composto.O homem não é formado por três seres, as pessoas não são formadas por três seres.Corpo, alma e espírito não são três seres.O que é o corpo se não a carcaça que me cobre? E que é o espírito se não a força que me faz viver? Somos o que define bem a palavra grega "psique". Está escrito: (Eclesiastes 3:21) - Quem sabe que o espírito do homem vai para cima, e que o espírito dos animais vai para baixo da terra?Como pode alguém comparar "corpo, alma e espírito" com "três individualidades/personalidades" ? A definição de "pessoa" no dicionário de língua portuguesa é:

Pessoa: Filos. Cada ser humano considerado na sua individualidade física ou espiritual, portador de qualidades que se atribuem exclusivamente à espécie humana, quais sejam, a racionalidade, a consciência de si, a capacidade de agir conforme fins determinados e o discernimento de valores.

"Cada ser humano considerado na sua individualidade física ou espiritual".

Isso é pessoa.É muita ignorância alguém fazer tal comparação para afirmar uma trindade ou triunidade.

Interpretação de Paulo sobre o Salmo 110:1
(Salmos 110:1) - DISSE o Eterno ao meu senhor: Assenta-te à minha mão direita, até que ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés.
(I Corintios 15:25) - Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés.
(I Corintios 15:26) - Ora, o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte.
(I Corintios 15:27) – Porque (D-us) todas as coisas sujeitou debaixo de seus pés (de Jesus). Mas, quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, claro está que se excetua aquele (o Pai) que lhe sujeitou todas as coisas.
(I Corintios 15:28 ) - E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então também o mesmo Filho (Jesus) se sujeitará àquele (o Pai) que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos.


Assenta-te à minha mão direita até... : “Até” Indica um limite de tempo, no espaço ou nas ações.
Porque convém que reine até...: Reinará até que se cumpra o que foi dito
O mesmo Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou: e depois de tudo cumprindo, Jesus se sujeitará ao seu único D-us, o Pai.É difícil de acreditar em igualdade, é difícil acreditar em trindade.

CONCLUSÃO
Conclui-se então que o trinitarianismo e o triunicismo baseiam-se em:
- Textos adulterados do Textus Receptus
- Hermenêutica de Traduções Tendenciosas
- Versículos inexistentes nos manuscritos
- Falta de coerência e coesão utilizando versículos isolados


Estudo original do grupo Torá Lagoym
Torá Lagoym

D'us nunca prometeu que enviaria um D'us. Não prometeu que ele mesmo viria e yeshua nunca se disse D'us.

Video para reflexão:

 Shalom!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

O rei messias na história do império romano

A presente reflexão quer ser uma contribuição ao estudo, sobretudo, do messias-rei em Israel, no contexto do império romano. Jesus será analisado no conjunto dos movimentos e lideranças messiânicas. Primeiro, procura-se conceituar a terminologia messias na história de Israel e povos circunvizinhos. Em seguida, é apresentado o contexto do império romano. Por fim, grupos religiosos, movimentos e lideranças messiânicas que atuaram no interior do império romano, são analisados detalhadamente. A conclusão parece inevitável: o sonho rei-messias continua vivo, alimentando a esperança de tempos melhores.

1 - O messias na história de Israel tem poder de rei, sacerdote e profeta
Hammasiah é o termo hebraico usado para designar o Messias, isto é, o “ungido”, aquele que, por ter recibo a unção com óleo, está revestido de poder divino. Mitologias extrabíblicas falam de um rei do início do mundo que voltaria no fim dos tempos. No entanto, não se pode afirmar com certeza que textos do Egito ou Mesopotâmia tratem de rei salvador escatológico. Os persas acreditavam que um salvador vira para purificar o mundo, destruir o mal e ressuscitar os mortos. Davi foi um rei justo, piedoso, iluminado por Deus e, por isso, vitorioso. Com ele Israel expandiu os seus territórios. Sua realeza devia permanecer para sempre, o que foi justificado pela promessa da perpetuação da dinastia davídica. O messias esperado devia ser um rei, descendente da casa de Davi. E essa foi a idéia predominante na época de Jesus.

Profetas

Isaías apresenta o messias na linha real davídica. Ficou famoso o texto: “Eis que uma jovem concebeu e dará à luz um filho e por-lhe-á o nome de Emanuel” (Is 7,14). Miquéias segue a reflexão da comunidade de Isaías e acrescenta: “Mas tu (Belém), Éfrata, embora a menor dos clãs de Judá, de ti sairá para mim aquele que será o dominador de Israel. Suas origens são de tempos antigos, de dias imemoráveis... Ele se erguerá e apascentará o rebanho pela força de Javé, pela glória do nome de Deus” (Miq 5,1-3). Jeremias diz que o Messias será da casa de Davi (Jr 23,5; 33,15-27). Ezequiel fala de um Messias apocalíptico e escatológico que apascentará Judá e Israel, novamente unificados, e será príncipe para sempre (34,23; 17,22-24).

Salmos
Nos Salmos reais, Davi aparece como rei messias que vai concretizar as esperanças dos pobres. Ele o protótipo do Messias. A oração nos Salmos projeta o rei ideal: descendente de Davi (Sl 45); escolhido e ungido por Deus (Sl 2; Sl 45); representante de Deus (Sl 72); protegido de Deus (Sl 18); tem a função de governar e defender o povo (Sl 18; 72); a sua vitória nas guerras é mérito de Deus (Sl 18); é presença visível da santidade de Deus perante os súditos (Sl 101); sinal e penhor do reino que todos esperam (Sl 2; 72); rei e sacerdote (Sl 101); vencedor de guerras e do mal (Sl 2); seu aniversário e casamento são sagrados e fontes de fecundidade para todo o país e povo (Sl 45). Os Salmos rezam a esperança messiânica de modo a criar uma estrutura de oração baseada na teologia da corte, ou seja, a ideologia da corte vem justificada com o poder libertador e divino do rei. Cria-se com isso a ideologia da corte baseada no tripé: Trono: ordem sagrada da sociedade; Estado: instituição sagrada; Rei: encarnação sagrada da instituição e detentor dos poderes social, militar e econômico. A autoridade do rei, rezada nos salmos, dá a certeza ao povo que ele participa do governo de Deus. Os salmos reais justificam a ação do Estado. Eles não são, portanto, críticos ao poder dos reis. Quando rezam, pedem a proteção do reinado de Davi como garantia da permanência da monarquia. As festas reais funcionam como elementos legitimadores da ação do rei. Ao celebrar a vida do rei, celebra-se a presença de Deus. Desse modo, o culto passa a ser expressão da realeza de Deus e do poder divino dos reis. E a chegada do Messias é a garantia da realização plena do reino. O Sl 72 é um bom exemplo para podermos compreender a libertação dos pobres, sonhada e depositada na pessoa de um rei que tem uma plataforma de governo justo, benéfico, forte, salvador e abençoado por Deus. Na releitura do Sl 72, os cristãos identificaram Jesus como rei-messias, esperança dos pobres, aquele que está sentado à direita de Deus e que recebe o reino universal. Basta vermos alguns exemplos para entender a afirmação anterior. Lc 1,33: ele reinará na casa de Jacó para sempre, e o seu reinado não terá fim. Mt 2,2: “onde está o rei dos judeus recém-nascido? Com efeito, vimos a sua estrela no seu surgir e viemos homenageá-lo”. Ap 15,4: “todas as nações virão se prostrar diante de ti, porque tuas justas sentenças foram promulgadas”. Fl 2, 10: “ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e no abismo, e toda boca proclame que Jesus, o messias, é Senhor” .

Exílio da Babilônia
Os exilados judeus na Babilônia, alimentaram a esperança em um messias, nascido no cativeiro da Babilônia ou depois dele, traria a salvação para o mundo, o que coincidia com pensamento persa a respeito do messias. Os exilados judeus alimentaram a esperança de um “Salvador da pátria”. Chegaram até mesmo a identificá-lo com Ciro, rei da Pérsia, que permitiu a volta do exílio.

Rabinismo

Os rabinos consideravam o messias como “rei ungido” e “filho de Davi”, agiria com poder para defender Israel e fazê-lo grande, submetendo-lhe todos os povos. Menahem (o ‘consolador’ em hebraico) é o nome citado pelos rabinos como o messias que nasceria em Belém durante uma noite em que Jerusalém estivesse sendo destruída (TJ Ber. 5 a). O messias seria da descendência de Ezequias (TB Sanh, 98b). O período que antecede a vinda do Messias seria marcado por “miséria material e moral”. Elias, acompanhado de Moisés, viriam dois anos antes para anunciar a sua chegada e ungi-lo (Midraxe Rabbot Ex 10,1; Targ Jon. Ex 12,42). O Messias virá como profeta. Ele será um segundo Moisés (Midraxe Qon 1,9; Midraxe Ruth 56). O “Servo de Javé” de Zc 12,10 e Sl 22 é visto pelos por alguns rabinos como Messias davídico e, por outros, como Messias “filho de José” ou “filho de Efraim”. Sendo o último um Messias de menor valor, o qual precederia o verdadeiro Messias. O monte das Oliveiras seria o lugar da manifestação do Messias (Targum de Jônatas e Talmud). Rabbi Akiba, a quem é devedor o judaísmo a sua continuidade no mundo pós-guerra de 70 E.C., reconheceu o líder revolucionário nacionalista Simão Bar Kokhba como o rei messias que Israel tanto esperava.

Apócrifos

No escritos apócrifos, o messias tem um caráter transcendental. Oráculos sibilinos 3,46-62 fala de um Messias que reinaria sobre o mundo todo, depois da submissão do Egito a Roma. Ele traria felicidade para Jerusalém. 4 Esdras apresenta o messias como leão de Judá que destrói, com a sua palavra, a águia, símbolo do império romano. Depois trazer a bênção para a terra nos seus 400 anos de reinado, o messias morre e um mundo novo e imperecível surge (11,37-12.1.31-34; 7,28). Testamento dos doze Patriarcas diz que de Judá nascerá um rebento, pelo qual o seu tronco recuperará a realeza, fará justiça para todos que invocam o Senhor. Outros textos apócrifos falam de um messias sacerdote e “filho de Levi” (Testamento de Levi 18,5 e de Judá 24). No apocalipse de Baruc o messias virá para a consumação dos tempos, passará pelas “dores do messias” e voltará uma segunda vez. Os mortos ressuscitarão para participar de um mundo novo.

Qumran
A comunidade de Qumran fala de dois messias, um ungido de Aarão e outro de Israel (1Qs 9,11; CDC 12,23ss;14,19;19,10s;20,1). O primeiro tem o poder sacerdotal e segundo, régio. O Messias sacerdotal tem primazia sobre o régio, embora o Messias tenha um papel político e guerreiro. O Messias virá para colocar um fim ao “tempo da impiedade” e vencerá Magog. Um profeta virá para anunciar a vinda do Messias.

A vasta utilização do termo Messias para designar o rei, o sumo sacerdote e sacerdotes judeus, bem como os patriarcas israelitas e o salvador prometido por Deus e esperado pelos judeus , deixa claro que o messianismo foi e é a esperança de um messias dotado de poderes divinos para trazer a salvação para toda a humanidade e o cosmo. Esperar o messias é um ato de fé, que alimentou e alimenta o povo judeu na sua caminhada com Deus. A vinda do messias é esperada num tempo futuro, escatológico, na pessoa de um messias rei, profeta e filho do homem. Deus, ao revelar a Torá no Sinai e feito uma aliança com Israel, deixou previsto uma intervenção futura sua na pessoa de um Messias, ao qual o povo obedeceria. E foi essa esperança que impulsionou o surgimento de várias lideranças messiânicas no período da dominação romana na Palestina do tempo de Jesus.

2 – Império romano: a opressão gera esperança messiânica
A dominação romana na Palestina deu seqüência à grega, iniciada por Alexandre Magno, homem de rara inteligência, que criou, nos poucos anos de seu reinado, um grande império. Ele morreu com apenas 33 anos de idade. Três de seus generais disputaram entre si o poder, o que resultou na divisão do império em três territórios políticos: África e Palestina, governada pelos Lágidas, Síria e Ásia Menor, pelos Selêucidas e Macedônia e Europa, pelos gregos. No entanto, a cultura grega se manteve. O governo lágida na Palestina entrou em decadência em 221. Antíoco III assumiu o poder na Síria em 225 e venceu os egípcios. Mais tarde, os judeus facilitaram o domínio sírio na Palestina. No entanto, quando Antíoco IV (175-164) reinava na Palestina, os romanos exigiram mais impostos dos sírios. Antioco IV saqueou os templos, proibiu a observância da Torá, dedicou o templo de Jerusalém ao deus grego Olimpus. Tudo isso provocou uma luta armada, desencadeada pela família de Matatias e continuada por Judas Macabeus. Daí o nome: “Revolta dos Macabeus”. Esse movimento libertário acabou vitorioso. Em 164 a.E.C., o culto a Javé foi restabelecido no templo. Como nos tempos áureos de Davi, a Terra prometida voltou a viver um período de independência. No entanto, a dinastia asmoneia, criada após vitória dos macabeus, não durou muito. Altas taxas de impostos, brigas internas, corrupção, dentre outros fatos, propiciaram a chegada, no ano 63 a.E.C, de um outro dominador na terra de Jesus, os romanos. A chegada deles foi um alívio para o povo sofrido e explorado na guerra civil iniciada no ano 104 a.E.C. Muitos camponeses tinham sido expulsos de suas terras. Os piedosos queriam observar a Torá, mas piratas estrangeiros haviam invadido o país. Roma logo percebeu que ocupar a Palestina seria ideal para fortalecer o oriente do império. E além disso, ela estaria criando uma nova fonte abastecimento agrário. Galiléia transformou em grande produtor agrícola. Os romanos exigiam ¼ da produção como imposto. Os judeus estavam isentos de impostos desde o ano 142 a.E.C.

Os romanos ocuparam a Palestina. Algumas décadas se passaram e o povo percebeu que eles não eram os salvadores da pátria. Em 57 E.C. explodiu na Palestina uma revolta popular contra Roma. Lideranças e grupos religiosos se organizaram nessa luta. A Galiléia, onde se concentravam a melhores terras, tornou-se um barril de pólvora. O sonho da retomada da dinastia davídica foi interrompido pela dominação, também cruel, dos romanos.

Jesus nasceu nesse contexto de revolta contra Roma. Sua pregação incluiu a resistência a Roma. Na parábola do semeador, Jesus denuncia: “tem gente sem terra”. Não teria sido Jesus um dos revoltosos? A sua pregação não teria sido também anti-romana? Os textos canônicos não foram remodelados para amenizar essas questões e defender o império romano? São questões que permanecem no rol das discussões.

2.1 – Situação político-econômica do império romano
O modo de produção no império romano era o tributário-escravagista. Havia escravos por toda parte. Dois terços da população de Corinto era formada por escravos, cerca de 400 mil pessoas. Por não conseguir pagar uma dívida, alguém poderia tornar-se escravo. Ademais, a corte romana obrigava a população a pagar impostos.

A sociedade romana estava organizada de forma piramidal:

No ápice, estavam os senhores da terra, os senadores, os homens livres e os cidadãos ricos.
No meio, se encontravam o exército, os governadores e os sacerdotes.
Na base, sustentando a situação econômica de dominação, se encontravam os agricultores, carpinteiros, pastores, escravos e mulheres.

No período anterior e posterior ao nascimento e vida pública de Jesus, destacaram-se a atuação de imperadores e governadores romanos, tais como:

• Herodes, o Grande. Chamado assim por sua astúcia e grandes obras. Ele acabou com a dinastia dos asmoneus e reinou como tetrarca da Judéia (37 a.E.C - 4 E.C). Foi o responsável pela perseguição aos inocentes, na época do nascimento de Jesus.

• Herodes Arquelau, filhos de Herodes, o grande. Reinou como etnarca (governador) da Judéia, Samaria e Iduméia (4 E.C - 6 E.C.). Cruel como o pai, foi deposto e exilado pelo imperador Augusto.

• Herodes Antipas, filho mais novo de Herodes, o grande. Foi tetrarca da Galiléia e Peréia (4 E.C- 39 E.C.). Mandou executar João Batista. Pretendia ser Imperador, mas antes foi exilado em Lyon pelo Imperador Galígula.

• Herodes Agripa (41-44 E.C.). Neto de Herodes, o Grande. Agraciado com os favores de Roma, teve um vasto território para reinar.

• Augusto (30 a.E.C - 14 E.C), foi o primeiro imperador do império romano. O seu nome era Otávio César. Augusto era um título honorífico, que significa “abençoado, sublime”. Jesus nasceu no seu governo.

• Tibério (14 – 37 E.C.). Filho adotivo e sucessor de Augusto, Tibério foi imperador na época da vida pública de Jesus.

• Pilatos, procurador romano na Palestina (26 E.C - 36 E.C), na época de Tibério. Criou inimizade com os samaritanos e judeus. Tem papel decisivo na crucifixão de Jesus. A literatura apócrifa alternativa mostra-o como cristão penitente. Uma tradição diz que ele morreu executado pelo imperador Nero e outra, que ele cometeu suicídio.

• Caio Calígula (37-41 E.C.).
• Cláudio (41-54 E.C.)
• Nero (54-68 E.C). Perseguiu as comunidades cristãs em Roma .
• Vespasiano (69 -79 E.C). Ainda como general, iniciou a guerra judaica.
• Domiciniano (79 - 96 E.C) Pregava a reencarnação de Nero.

O império romano e suas atrocidades com o povo judeu possibilitaram o surgimento de vários messias, dentre os quais encontramos Jesus. E não foram poucas as lideranças populares que se apresentaram como tal. É o que veremos a seguir.

2.2 – Messianismo e profetismo, apoio e resistência ao império romano
O período que vai do governo de Herodes (37 a.E.C. a 4 E.C.) ao início do segundo século da nossa era é marcado por movimentos, grupos políticos de inspiração messiânica ou profética que resistem ao império romano. Houve também grupos pró Roma, nos quais o messianismo é menos evidente. O projeto político-religioso desses movimentos e sua ralação com o messianismo no império romano é que veremos a seguir. Vamos considerar no nosso estudo não somente os movimentos messiânicos de libertação da Palestina em prol de novo reino davídico, mas também os grupos religiosos tradicionais, como saduceus, fariseus, etc., os quais também conviviam a situação de dominação romana.

1) SADUCEUS
a) Origem

A origem dos saduceus remonta a Sadoc, chefe dos sacerdotes de Jerusalém, no tempo de Davi (1010-970 a.E.C.) e Salomão. Saduceus deriva de Saddiq, justiça. Como partido, os saduceus aparecem com mais força quando o asmoneu Jônatas (163 a.E.C.) uniu os poderes religioso e político, declarando-se sumo sacerdote e passando a ter o controle do templo e do sacerdócio.

b) Membros
Faziam parte do grupo dos saduceus, a elite sacerdotal de Jerusalém, os proprietários de terras, os anciãos (burocratas) e os ricos em geral.
c) Projeto e messianismo
Apoiar o império romano, com o qual deve-se procurar viver em harmonia, evitando conflito com o povo. Não acreditar na ressurreição e nem esperar pelo messias. Não valorizar a tradição oral judaica (tradição dos antepassados). O que vale é Lei e não a sua interpretação. O sacerdote deve pautar a sua vida segundo a Lei de Moisés, sentir defensor da ortodoxia judaica e ser rigoroso na liturgia.
d) Área de influência
Os saduceus formavam um grupo poderoso na condução do Sinédrio. Em questões litúrgicas tinham a palavra final. O poder religioso fazia com eles se mantivessem longe do povo.

2) HERODIANOS
a) Origem
Entre os estudiosos, a opinião se divide em torno à origem dos herodianos. Uns dizem que eles eram cortesãos de Herodes Antipas. Alguns Santos Padres falam de um grupo que consideravam Herodes Magno (4 a.E.C - 39 E.C.) como Messias. Seriam esses os herodianos?Herodes Magno.
b) Membros
Funcionários e soldados da corte herodiana, proprietários de terra e “grandes” comerciantes.
c) Projeto e messianismo
Defender o império romano na pessoa de Herodes Antipas (ou Magno?). Os herodianos eram chamados de “os amigos de Roma”. Como os Saduceus, não acreditavam na ressurreição e nem se preocupavam com a libertação de Israel.
d) Área de influência
Os herodianos tinham o poder civil na Galiléia e não eram populares.

3) FARISEUS

a) Origem
Os fariseus nasceram no período do governo asmoneu de João Hircano (135-104 a.E.C.).
b) Membros
O grupo dos fariseus era composto por doutores leigos, mas também faziam parte do partido, os escribas, sacerdotes do terceiro escalão, pequenos comerciantes e artesãos.
c) Projeto e messianismo
Fortalecer a Torá oral, a tradição. Negar o monopólio dos sacerdotes na interpretação da Torá. Combater a política profana dos sacerdotes-príncipes hasmoneus. Interpretar de forma popular a Torá para o povo. Fariseu significa “separado” dos impuros, portanto, eles pretendiam fazer de Israel um povo santo, isto é, puro, na observância radical da Lei. Esperar do Messias, filho de Davi, não subordinado ao filho de Aarão. Ele viria para restaurar o poder político e levar Israel ao cumprimento da Torá. O Messias chegaria no momento definido por Deus. Até que isso acontecesse, o povo devia se preparar, não seguindo o caminho indicado pelos asmoneus. Em relação ao império romano, os fariseus faziam uma aparente oposição, embora acreditasse na libertação do domínio dos estrangeiros. Os fariseus também acreditavam na ressurreição dos mortos.
d) Área de influência
Com pouca influência no campo da política, os fariseus, por outro lado, controlavam as sinagogas, lugares de estudo, oração e reunião do povo. Durante o período de Alexandra no poder asmoneu, os fariseus ocuparam cargos políticos importantes. Por serem fieis observadores da Lei mosaica, os fariseus eram respeitados e amados pelo povo. No entanto, foi esse mesmo rigorismo que os distanciou das classes populares, fazendo com que eles não percebessem as necessidades e sofrimentos do povo diante do império romano. Os pobres não eram capazes de seguir o rigorismo proposto por eles e, por isso, foram deixados de lado.

O famoso texto de Mt 24 que coloca negativamente os fariseus, parece não ter sua origem na fala de Jesus, mas em brigas posteriores entre judeus e cristãos. Jesus tinha amigos fariseus.

Com a guerra judaica (67-70 E.C.), o farisaísmo foi o único grupo judaico que permaneceu.

4) ZELOTAS

a) Origem
Os Zelotas têm origem no grupo dos fariseus e macabeus. A facção político-religiosa que leva esse nome se organizou como entre 66-70 da E. C. e atuou em Jerusalém.
b) Membros
Revolucionários e zelosos pelos dos costumes judaicos. É discutível se Simão, um dos seguidores de Jesus, era zelota. A terminologia zelota, na época de Jesus, tinha somente a conotação religiosa.
c) Projeto e messianismo
Zelo pelas coisas de Deus, daí o nome zelota. Combater o sacrifício em prol do imperador que era feito no templo de Jerusalém, o que configurou em uma afronta ao império romano. O messianismo dos zelotas pode ser visto no modo como eles agiam para purificar o país da ação dos pagãos romanos. Essa atitude zelota garantiria a vinda o messias. Nesse sentido, o grupo configurado como Zelota agiu na época da guerra judaica como verdadeiros revolucionários. O messias para eles era um guerrilheiro.
d) Área de influência
Os seguidores de Judas Galileu e João de Giscala receberam influência ou influenciaram os Zelotas. Lideranças messiânicas de inspiração zelota surgiram no período da guerra judaica.

5) ESSÊNIOS
a) Origem
A briga com o sacerdócio de Jerusalém, no que se refere à interpretação de textos bíblicos sobre a pureza cultual no templo, tempo das festas religiosas, resultou na criação desse grupo religioso, fundado por um tal “Mestre da Justiça”, sacerdote iluminado por Deus. Eles foram viver no deserto, em Qumran, perto do mar morto. A atuação dos essênios foi forte marcante na época de Jesus. No entanto, podemos falar também um outro tipo de essênios, diferente do ramo de Qumran, que teve sua origem por volta do ano 200 a.E.C., em meio ao movimento apocalíptico .
b) Membros
Levitas, sacerdotes dissidentes e leigos.
c) Projeto e messianismo
Levar uma vida monástica austera e separada, preparando-se para a consumação dos tempos, a luta entre o bem e o mal. Considerar-se povo da Nova Aliança. Interpretar de modo próprio a Lei. Ter o seu próprio calendário litúrgico. Praticar a purificação, conversão dos pecados, oração matinal ao sol, observar o Sábado. Não freqüentar os cultos em Jerusalém e nem sacrificar animais. Todas essas práticas apressariam a vinda do Messias. Eles acreditavam em dois Messias, um sacerdotal e outro davídico, subordinado ao primeiro .
Segundo Flávio Josefo , eles tinham uma visão fatalista da providência, e pregavam, sobre a alma, uma doutrina alheia ao judaísmo. Além disso possuíam uma doutrina secreta, reservada aos iniciados.
d) Área de influência
Viviam separados do povo, mas eram respeitados como monges ascéticos. Os essênios se uniram aos outros grupos judeus na luta contra Roma (67-70 E.C.).

6) JUDAS GALILEU
a) Época
Líder de um grupo revolucionário e originário de Gâmala, na Gaulanítide, Judas Galileu conseguiu iniciar uma revolução popular contra Roma, nos anos 4 a.E.C. e 6 E.C., a qual foi retomada nos anos da guerra judaica e resistiu até o ano 73 da E.C. O movimento de Judas teve sua inspiração em uma outra liderança popular que o antecedeu na luta contra Roma, o seu pai Ezequias, assassinado por Herodes.
b) Membros
Lideranças populares rebeldes.
c) Projeto e messianismo
Insurreição política contra Roma, visto que o povo estava caminhando para uma submissão total ao império. Como atesta Flávio Josefo, Judas pregava que eles, os judeus, não podiam aceitar mortais como mestres, depois de ter Deus como Senhor (Ant. XVII, 271-2). Lutar contra a decisão romana de fazer um o senso demográfico, o que era proibido pela lei judaica. Reagir contra as altas taxas do impostas pelo império romano. Garantir a terra como dom e promessa de Deus. Pagar impostos da terra significava perder esse direito sagrado. Nesse sentido, é que podemos falar de messianismo no projeto de Judas Galileu. Ele resgata o ideal messiânico davídico. Deus seria o único rei do povo de Israel.
d) Área de influência
Judas Galileu era muito respeitado no meio do povo. Os camponeses da Galiléia aderiram em massa a sua proposta. Os romanos conseguiram destruir o movimento de Judas, mas ele renasceu mais tarde no grupo dos Zelotas.

7) ATRONGES
a) Ëpoca
Camponês de notória estatura e força, Atronges liderou o movimento nacionalista contra Roma, no período do reinado a Arquelau, propriamente nos anos 4 a.E.C. a 6 E.C. Astronges tinha quatro irmãos, os quais, sob sua liderança, dirigiam grupos rebeldes.
b) Membros
Rebeldes armados, camponeses e pastores.
c) Projeto e messianismo
Retomar o reino de Israel. Matar as milícias romanas. Atronges chegou a ser designado rei e, portanto, usava um diadema real, o que configura o seu movimento como o messiânico, isto é, esperança de um rei-messias (ungido) que libertaria Israel do domínio romano.
d) Área de influência
O povo, com Atronges, viu fortalecida a esperança escatológica de um rei que restauraria Israel. O diadema usado por ele simbolizava a resistência aos romanos. Arquelau perseguiu Atronges e pôs fim ao seu movimento.

8) JOÀO BATISTA

a) Época
O movimento batista surgiu por volta do ano 20 E.C., no deserto da Judéia e à beira do rio Jordão. João Batista era filho do sacerdote Zacarias.
b) Membros
Populares que se empolgavam com a sua pregação.
c) Projeto e messianismo
Anunciar o batismo e a conversão dos pecados para obter o perdão. O batismo na água colocava as pessoas em relação direta com Deus. Não eram mais necessárias as práticas rituais do templo de Jerusalém. Assim, os batistas se tornaram perigosos para ordem judaica estabelecida a partir do templo, bem como para o império romano. João conclamava o povo a ir ao deserto, o que, simbolicamente retomava a figura de Moisés e o êxodo. E do deserto, de novo, o povo entraria na terra da promessa. Para tanto, era necessária a preparação prévia com o batismo na água e de conversão dos pecados. Os evangelhos sinóticos apresentam a pregação escatológica de João sobre o juízo e a vinda do reino de Deus e do messias.
d) Área de influência
Povo simples que não tinha como oferecer sacrifícios no templo de Jerusalém. Herodes Antipas, prevendo uma rebelião de João contra Roma, mandou decapitá-lo.

9) JESUS

a) Época
A vida pública de Jesus durou apenas três anos, entre 30 a 33 da Era Comum.
b) Membros
Pescadores, mulheres, doentes. Povo pobre, mais também gente influente na sociedade, como os fariseus e publicanos.
c) Projeto e messianismo
Por meio de uma pregação objetiva e popular, contando parábolas e fazendo denúncias, Jesus tinha como projeto despertar a consciência do povo em relação à opressão romana. Anunciando o Reino de Deus, ele priorizava o contato com o povo nas suas casas. Não são poucas as passagens dos evangelhos que falam de Jesus na casa de Zaqueu, de Marta e Maria, de Pedro, de um Fariseu, dos discípulos de Emaús, etc. No seu projeto missionário, a cruz não foi prevista, mas acabou sendo conseqüência de sua atuação missionária. A história conservou a memória da cruz vazia como anuncio de certeza de que Jesus continua vivo, ele ressuscitou, o que configurava como afronta e negação do império romano, o qual não foi capaz de impedir a eficácia da pregação missionária de Jesus. O nascimento de Jesus em Belém, terra de Davi, atestado nos evangelhos, mesmo que seja somente um dado de fé, provou que ele era o messias esperado pelos profetas.
d) Área de influência
Multidões seguiram os ensinamentos de Jesus. Jerusalém o acolheu como messias. O império romano, tendo percebido a força de sua atuação político-revolucionária, mandou crucificá-lo e iniciou um processo de perseguição aos seus seguidores. Três séculos depois, o império romano acabou assimilando o cristianismo no “seu projeto”. A romanização do cristianismo possibilitou a sua expansão no mundo ocidental. Hoje, um terço da população é cristã.

10) TEÚDAS
a) Época
Teúdas surgiu no cenário político revolucionário da Palestina por volta do ano 44 da Era Comum.
b) Membros
Pessoas simples do povo. At 5,36 fala de 400 homens que o seguiram.
c) Projeto messiânico
O povo devia ajuntar seus pertences e acompanhar Teúdas até o rio Jordão, onde se cumpriria a sua proposta profética escatológica, de inspiração messiânica. O historiador Flávio Josefo assim escreve sobre Teúdas: “Ele se dizia profeta, e que à sua ordem o ri o Jordão se separaria em dois abrindo fácil passagem para eles, de modo que o povo aí reunido poderia cruzá-lo a pé enxuto” . Esse gesto proposto por Téudas relembra a mesma atitude em relação às águas realizadas pelos profetas Moisés e Elias. A abertura do rio Jordão simbolizava o desejo de retomada da Palestina como terra da promessa. Teúdas seria o líder messiânico que levaria o povo a um novo tempo. Ele mesmo teria se proclamado como messias ou profeta . Ademais, entre o povo circulava a idéia da volta de Moisés como precursor da figura do messias . E Teúdas seria o “novo Moisés”.
d) Área de influência
Os judeus, que sofriam com a exploração político-econômico de Roma, aderiram ao projeto de Teúdas. Por outro lado, o império romano logo também intuiu o perigo que Teúdas representava para ele. Assim, Fado mandou uma cavalaria que perseguiu, matou a muitos, e dispersou o movimento. Teúdas foi preso e levado decapitado a Jerusalém.

11) O EGÍPICIO
a) Época
Nunca saberemos o nome desse egípcio que nos anos 52-54 E.C. organizou uma revolta contra Roma.
b) Membros
O historiador Josefo fala que cerca de trinta mil pessoas seguiram o Egípcio. Já Atos dos Apóstolos mencionam quatro mil ‘bandidos’ (Sicários?) adeptos.
c) Projeto e messianismo
Com voz profética e escatológica, o Egípcio convocou os seus seguidores a passarem pelo deserto e ir até o monte das Oliveiras, onde sob suas ordens os muros de Jerusalém cairiam e a cidade seria tomada por eles. Inspirado nas figuras históricas de Moisés e Josué (deserto e tomada de Jericó), o movimento do Egípcio acreditava numa redenção messiânica de Israel. A entrada (tomada) de Jerusalém teria uma conotação messiânica. Entre o povo havia a idéia que o messias se revelaria no monte das Oliveiras.
d) Área de influência
Roma, no comando de Félix, conseguiu atacar o Egípcio e seus seguidores, matando a uns, prendendo outros. O egípcio conseguiu fugir. O povo e até mesmo os romanos acreditavam que ele voltaria (At 21,38).

12) SIMÀO BAR GIORA
e) Época
Natural de Gerasa, zona rural da Iduméia, pastor e líder carismático, Simão bar Giora iniciou um movimento revolucionário contra Roma, no ano 66 da Era Comum.
f) Membros
Populares revoltosos, pessoas influentes da sociedade, escravos e salteadores.
d) Projeto e messianismo
Justiça para os pobres. Organizar uma revolta popular em vista da libertação da Palestina do poderio romano. Josefo informa, com desdenho, que Simão bar Giora saqueava as casas dos ricos, maltratava as pessoas (Guerras II, 652-3). Nas cavernas e depositava tesouros e pilhagens de guerra. Seus seguidores o consideravam rei (Guerras IV, 507-13). O movimento de Simão bar Giora esperava um libertador da casa real de Davi que viria para libertar o povo da dominação estrangeira, libertar os escravos e melhorar as condições de vida da população. Como Davi, Simão também era um simples pastor.
e) Área de influência
Os camponeses miseráveis e a população de Jerusalém aderiram ao movimento de Simão, por acreditarem que a independência nacional teria chegado. Quando entrou em Jerusalém, na páscoa de 69 E.C., ele foi aclamado pelo povo como rei-messias. Ele esteve unido na luta de libertação ao movimento de João de Giscala e Zelotas. Capturado pelos romanos, em 70 E.C., Simão foi levado para a Roma como trunfo de vitória e morto pelo General Tito.

13) JOÃO DE GISCALA
a) Época
João de Giscala, filho de Levi, atuou na Galiléia nos anos 66 a 70 da E.C., época da guerra judaica contra Roma. João de Giscala era um pobre camponês que ‘usava uma foice para ceifar’, mas que se tornou, mais tarde, um revolucionário. Na sua época, a situação de revolta popular contra Roma tinha tomado proporções sem precedentes. No início de seu movimento, João de Giscala defendia um acordo pacífico com os romanos.
b) Membros
Habitantes da cidade de Giscala e agricultores.
c) Projeto e messianismo
Resistir contra os altos tributos impostos por Roma aos camponeses. Luta armada contra as milícias romanas instaladas na Galiléia. Josefo conta que “no momento da entrada de João de Giscala em Jerusalém, toda a população se lançou à sua frente e cada um dos fugitivos estava cercado por uma vasta multidão” (Guerra Judaica IV,121). Esse fato demonstra o caráter messiânico dado pelo povo de Jerusalém a João de Giscala, quem acabou liderando a guerra contra Roma. Um futuro promissor de redenção de Israel estava próximo.
d) Área de influência
A atuação de João de Giscala despertou no povo o ideal messiânico, adormecido no inconsciente coletivo . A sua presença em Jerusalém uniu as forças populares messiânicas contra Roma. O historiador Rapapport admite que o movimento de João recebeu influência dos Zelotas . Para liderar a revolução contra Roma, João de Giscala fez aliança com outros grupos revolucionários.

14) MENAHEM
a) Época
Filho de Judas Galileu, Menahem, nome que significa ‘o Consolador’, catalisava esperança messiânica judaica. Segundo a crença judaica, Menahem designava simbolicamente a esperança de um messias da linhagem de Davi que deveria nascer em Belém. Menahem atuou como líder revolucionário, nos anos da Guerra Judaica (66-70 E.C.).
b) Membros
Guerrilheiros e campesinos.
c) Projeto e messianismo
Revolução armada, de inspiração messiânica, contra Roma. Um futuro triunfante para a Palestina estava próximo. Para expressar o seu projeto de realeza, Menahem entrou na esplanada do templo trajando uma túnica real. Organizou sua entrada messiânica em Jerusalém, como rei de Israel (Guerras II, 434). Os ideais monárquicos de Menahem eram inspirados no seu pai Judas Galileu, Ezequias e Davi.
d) Área de influência
Menahem conseguiu mobilizar as massas para atacar o palácio de Herodes, em Masada, e organizou o cerco do palácio, em Jerusalém. Mehahem era um dos lideres dos ‘sicários’. Muitos do povo viram em Menahem o esperado ‘redentor’ da Palestina, embora a sua luta não obteve o esperado sucesso. Menahem foi assassinado, quando disputava com Eleazar ben Hananiah a liderança dos revoltosos de Jerusalém.

15) JÔNATAS
a) Época
Tecelão e comerciante, Jônatas atou na região de Cirene, onde havia se estabelecido, quando Vespasiano era o imperador romano (69-79 E.C.)
b) Membros
Pobres da região de Cirene.
c) Projeto e messianismo
Jônatas convocava o povo para ao deserto, onde ele realizaria sinais e prodígios. Um novo êxodo aconteceria com eles. O deserto era associado à expectativa profética messiânica.
d) Área de influência
Roma conseguiu minar o movimento de Jônatas, prendendo-o em 72 E.C.

16) ANDREAS LUKAS
a) Época
Judeu da diáspora, de Cirene, Andreas Lukas organizou os judeus da diáspora para lutar contra Roma, nos anos 114-117 E.C., quando Trajano era o imperador romano.
b) Membros
Judeus da diáspora.
c) Projeto e messianismo
Luta armada contra Roma. Fortalecer o ideal messiânico dos judeus da diáspora, levando-os a crer que seria possível retornar à pátria, reconquistando Jerusalém das mãos dos pa’gàso romanos. Implantar o reino do messias com uma grande guerra escatológica.
d) Área de influência
Andreas Lukuas liderou a guerra dos judeus contra Roma no Egito, em Chipre e Pentápolis. Multidões o seguiam nos campos de batalha. Roma, com muito custo, destruiu o movimento nacionalista messiânico de Andreas Lukuas.

17) SIMÀO BAR KOCKHBA
a) Época
Ultimo líder judeu de ideal messiânico na resistência contra Roma, Simão bar Kokhba liderou, nos 132-135 E.C., a segunda grande guerra judaica, quando Adriano era o imperador romano.
b) Membros
Populares e camponeses desejos de retomar o anseio de libertação nacional, destruído pelos romanos na rebelião de 114-117 liderada por Andreas Lukuas.
c) Projeto e messianismo
Redenção de Israel através de uma luta armada de caráter escatológico-messiânico-revolucionária. O nome Kokhab significa estrela,o que levava o povo a se recordar de Nm 24,17: “Uma estrela de Jacó se torna rei, um cetro se levanta , procedente de Israel”. O reino messiânico seria instalado definitivamente com a sua luta.
d) Área de influência
Bar Kokhoba gozava de muita popularidade na Judéia. Restos arqueológicos encontrados nas cavernas da Judéia trazem inscrições que intitulam Bar Kokhoba como “Presidente de Israel”. Simão Bar Kokhoba foi vencido pelos romanos e com ele terminou o ciclo de movimentos messiânicos de libertação nacional, que começara no tempo dos Macabeus (167 a.E.C.). Simão bar Kokhoba foi reconhecido como messias pelo sábio e notável Rabbi Akiba ben Yosef, o qual o abençoou com as palavras “Este é o rei messias” (TJ Ta’anit IV.8). Já um dos Padres da Igreja, Eusébio, chamou Bar Kokhoba de “bandido sanguinário que sob a força e impacto de seu nome, como se ele tivesse escravos com que lidar, exibiu-se como uma luz cintilante que desceu dos céus a fim de iluminar seus miseráveis” (Eusébio, História Ecclesiastica,IV, 6).

3 – Conclusão: o rei-messias resgata o nacionalismo e a esperança

A análise do perfil dos movimentos acima apresentados e de suas respectivas lideranças nos leva, inevitavelmente, a concluir o seguinte:

- Em perspectiva política, podemos classificar os movimentos acima apresentados em grupos favoráveis à ordem social estabelecida (judaica e romana) e os de oposição às injustiças cometidas pelo império romano.
- Os romanos trataram com desdenho e humilhação as lideranças messiânicas da Palestina. Simão de bar Giaro foi humilhado publicamente até à morte.

- O sentimento nacionalista do povo judeu e a reconquista da terra prometida funcionaram como gasolina na condução da maioria dos movimentos messiânicos.

- Muitos movimentos de resistência tinham, na origem, um caráter meramente social, mas ganharam, depois, a dimensão religiosa messiânica, própria do período intertestamentário.

- Muitos líderes revoltosos eram sicário ou zelota. O historiador Flávio Josefo enquadra no termo zelota todos os revolucionários.

- Se o império romano foi duramente criticado pelos messias e profetas, há de se considerar que Jerusalém, o templo e o povo judeu não ficaram imunes às denuncias dessas lideranças. Nesse sentido, notória é a figura de um camponês chamado Jesus, filho de Ananias, que passou sete anos andando pelas ruas de Jerusalém gritando sem cessar: “uma voz do leste, uma voz do oeste, uma voz dos quatro ventos, uma voz sobre Jerusalém e o templo, uma voz sobre o noivo e a noiva, uma voz sobre todo o povo” (Josefo, Bell 6,300-306). O procurador romano, Albino, após açoitá-lo, o considerou louco, libertando-o.

- A maioria dos movimentos messiânicos atuava fora do espaço sagrado do templo, o que lhes garantiam a condição de movimentos alternativos de resistência ao pensamento oficial judeu e ao império romano.

- O deserto, o rio Jordão e mar Vermelho fizeram parte do imaginário coletivo messiânico de libertação do povo. Assim, muitas lideranças convidaram o povo para ir ao deserto, passar a pé enxuto pelo rio Jordão para retomar a Palestina, a terra prometida ocupando pelos pagãos e opressores romanos. Com João Batista, por exemplo, quem se deixava batizar estava assumindo o compromisso de reconquistar a terra.

- Embora múltipla no entendimento do termo messias, a tradição da fé judaica se encarregou de definir que Jesus não foi o messias esperado por eles. Vários motivos concorrem para essa afirmação, dentre eles: o messias não podia ser Deus, pois Deus é UM; Ele nasceria de uma mulher e homem normais; Poria fim ao sofrimento e guerra no mundo; Faria com que o povo judeu voltasse a viver em paz, em Israel; O messias jamais morreria pregado numa cruz. Como Jesus não preencheu esses e outros critérios de identificação do messias, ele não o foi o salvador enviado por Deus.

- Mesmo que afirmemos que os judeus não aceitaram Jesus como messias, vale lembrar que a questão não é essa. Jesus é o messias porque os seus seguidores creram nele e difundiram a fé na messianeidade.

- A fé em Jesus-messias alimentou a esperança de muitos judeu-cristãos e não judeus que se aderiram aos ideais libertários de Jesus. E tudo isso foi possível porque Jesus se reconheceu como presença de Deus. Ademais, o ambiente da exploração romana foi propício para o surgimento de messias.

- Após a famosa guerra de 70, o ideal messiânico continuou no imaginário coletivo dos judeus da diáspora. Roma destruiu a pátria, mas não o sonho de libertação. Outros líderes messiânicos continuaram a surgir, mesmo na diáspora. Andreas Lukuas, nos anos 114-117, foi um deles. Mais tarde, entre 132-135, Simão bar Kokhba, na Palestina, ressuscitou o movimento de Andreas. Ele foi proclamado messias pelo Rabino Akibba e derrotado pelos romanos. Encerrando, assim, um ciclo do período messiânico de Israel, mas a esperança do rei-messias não morreu nas terras do povo da Bíblia.
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