terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Bíblia de 1500 anos descoberta na Turquia


Uma bíblia de 1500 anos foi descoberta na Turquia, após a prisão de uma quadrilha que comercializava antiguidades de forma ilegal. O livro, feito em couro tratado e escrito em um dialeto do aramaico, língua falada por Jesus, tem as páginas negras, por causa da ação do tempo.

Segundo informações do site Notícias Cristãs, peritos avaliaram o livro e garantiram que o artefato é original. A descoberta do livro se deu em 2000, e desde então, vinha sendo mantido em segredo, guardado em um cofre-forte na cidade de Ancara.

Estima-se que o valor do livro chegue a 20 milhões de euros, dada sua importância histórica. Após a divulgação da descoberta, o livro foi considerado patrimônio cultural e após a restauração que será feita, o livro será exposto no Museu Etnográfico de Ancara.

Há informações de que o Vaticano demonstrou preocupação com a descoberta do livro, e pediu às autoridades turcas que permitissem que especialistas da Igreja Católica pudessem avaliar o livro e seu conteúdo, que se suspeita, contenha o “Evangelho de Barnabé”, escrito no século XIV e considerado controverso, por descrever Jesus de maneira semelhante à pregada pela religião islâmica.

Uma fotocópia de uma única página do manuscrito antigo é pensado para ser 1.5million R pena.


O ministério da Cultura turca e ministro do Turismo Ertugrul Gunay disse que o livro poderia ser uma versão autêntica do Evangelho, que foi suprimida pela Igreja Cristã por suas fortes paralelos com a visão islâmica de Jesus.
Ele também disse que o Vaticano tinha feito um pedido oficial para ver a escritura - um texto polêmico que os muçulmanos afirmam ser um complemento para os evangelhos originais de Marcos, Mateus, Lucas e João.De acordo com a crença islâmica, o Evangelho trata Jesus como um ser humano e não um Deus.

Ele rejeita as idéias da Santíssima Trindade e da Crucificação e revela que Jesus predisse a vinda do profeta Maomé. Em uma versão do evangelho, ele disse disse: "Como será o Messias ser chamado? Muhammad é o seu nome abençoado '.

QUEM FOI Barnabé?
Nascido em Chipre como José, Barnabé foi um dos primeiros cristãos mais tarde chamado de apóstolo.
Sua história aparece nos Atos dos Apóstolos, e Paulo menciona-o em algumas de suas epístolas.
A data, lugar e circunstâncias de sua morte são historicamente verificável.Mas os Estados tradição cristã que ele foi martirizado em Salamis, Chipre.Ele é tradicionalmente identificado como o fundador da Igreja de Chipre, com o seu dia de festa em 11 de junho.

E em outro Jesus negou ser o Messias, alegando que ele ou ela seria ismaelita, o termo usado para um árabe. Apesar do interesse no livro recém re-descoberto, alguns acreditam que é uma data falsa e só volta para o século 16. As cópias mais antigas da data de livro de volta a esse tempo, e são escritos em espanhol e italiano.
Protestante pastor Ihsan Ozbek disse que era improvável de ser autêntico.
Isto porque Barnabé viveu no primeiro século e foi um dos Apóstolos de Jesus, em contraste com esta versão que é dito para vir a partir do século V ou VI.

Ele disse ao jornal Hoje Zaman: "A cópia em Ancara poderia ter sido escrito por um dos seguidores de Barnabé.
"Desde há cerca de 500 anos entre Barnabé e a escrita da cópia da Bíblia, os muçulmanos podem se decepcionar ao ver que esta cópia não inclui coisas que eles gostariam de ver.
"Pode não ter nenhuma relação com o conteúdo do Evangelho de Barnabé.
Professor de teologia Ömer Faruk Harman disse uma verificação científica da Bíblia pode ser a única maneira de revelar quantos anos ela realmente tem.




Turquia nega pedido do Vaticano de examinar a bíblia

O Ministério da Cultura da Turquia negou hoje que o Vaticano pediu para examinar uma Bíblia antiga, que de acordo com a imprensa local, poderia conter um evangelho apócrifo. A assessoria da
pasta disse à ANSA que ontem à noite o ministro Ertugrul Gunay desmentiu informações publicadas na imprensa sobre o interesse da Santa Sé pelo antigo volume. Uma fonte do Museu de Etnografia de Ancara, 
instituição que teria sob seu poder a Bíblia citada, informou à ANSA que o texto ainda precisa ser examinado e que qualquer suposição sobre o seu conteúdo é prematura. De acordo com o Ministério, a imprensa turca 
fez "sensacionalismo" sobre o caso, já que a única informação confirmada por Gunay é de que foi confiada a seu Ministério uma Bíblia de 1.500 anos, "que provavelmente foi escrita em aramaico, em linguagem semelhante à falada por Jesus", e que após sua restauração será exposta ao público.

fontes: mail online
          Gnoticias
          euronews
          noticias




segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Como a fofoca e a calunia podem causar Lepra


O apótolo Tiago nos diz em sua epístola acerca de um pecado que parece tão banal mas é tão grave quanto a idolatria, o adultério ou assassinato e pode levar até a morte de quem o comete. É a fofoca, o falar mal dos outros, o que é chamado no judaísmo de Lashom hará. 

"A língua também é um fogo; como mundo de iniqüidade, a língua está posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno. Porque toda a natureza, tanto de bestas feras como de aves, tanto de répteis como de animais do mar, se amansa e foi domada pela natureza humana; Mas nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal. Com ela bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma mesma boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não convém que isto se faça assim".Tg 3,6-10

Lashon Hará (em hebraico לשון הרע) é um termo judaico para 'fofoca', 'calúnia' ou mesmo difamação para com alguma pessoa seja contra um judeu ou contra um não-judeu. Maimônides, em seu comentário sobre Pirkei Avot (Ética dos Pais) Condena tanto o lashon hará como qualquer outro ato que venha a quebrar uma lei da halachá, a lei judaica.

Lashon hará é uma observação negativa verdadeira sobre outra pessoa. A Torá nos proíbe de fazer tal declaração ou de dar ouvidos a ela. Nossos sábios nos ensinam que um judeu que fala lashon hará peca tão gravemente como um assassino, um adúltero ou um idólatra. Na época do Bet Hamicdash um judeu que falasse lashon hará era punido com tsaráat.

É fácil entendermos porque um judeu que cometeu assassinato ou roubo ficou com tsaráat. São crimes graves. Mas por que um judeu que profere umas poucas palavras proibidas também recebe tsaraát?

Eis algumas das razões pelas quais lashon hará é considerado uma falha tão séria.

É muito difícil, e às vezes quase impossível, fazer teshuvá por haver falado lashon hará. Para fazer teshuvá, a pessoa deve sentir-se arrependida por haver falado lashon hará e decidir nunca mais repetir este falha. Mas não é suficiente. Ela deve também dirigir-se à pessoa sobre a qual falou e desculpar-se. É muito difícil procurar um parente ou amigo e dizer: "Falei lashon hará sobre você; por favor, perdoe-me!" Isto é tão constrangedor que a maioria das pessoas não o fará. Mesmo se uma pessoa deseja pedir o perdão de outra, pode acontecer de ter falado lashon hará sobre um grupo de pessoas e não pode desculpar-se com todas elas. Ou pode ter falado lashon hará sobre alguém que viajou ou faleceu.

A teshuvá completa pela grave falha de lashon hará é muito difícil. Por isso, devemos ser cuidadosos para evitar este pecado.

Lashon hará frequentemente é cometido mais de uma vez. Quando se trata de roubo ou assassinato, um judeu entende que deve fazer teshuvá e nunca cometer o ato novamente. Mas quando trata-se de lashon hará, a pessoa erroneamente pode pensar: "Que diferença faz umas poucas palavras?"
D’us quer que todos os judeus vivam em paz uns com os outros.

O lashon hará causa ressentimentos e brigas entre o ouvinte e aquele de quem se falou. Frequentemente alguém pode recusar-se a ser amigo de outro, apenas porque certa vez escutou algo de negativo sobre ele.
O metsorá era obrigado a sair do acampamento e ficar isolado, pois foi ele quem causou rompimento de amizades. Mesmo fora do acampamento ninguém tinha permissão de aproximar-se dele. Ficava separado da família, amigos e vizinhos.

A lashom hara, fofoca, malidicencia, poderia também causar um sério dano a quem cometia tal ato, a tsaraat, o que nós chamamos de lepra vulgarmente. A Tsaráat aflige, progressivamente, a casa, as roupas e a pele da pessoa, a menos que purifique a sua forma de falar.Uma terrivel maldição espiritual toma conta da vida da pessoa que cometeu lashom hara.

A lepra
A palavra “lepra”, no original hebraico, é “tsaráat”. Ela significa mais coisas do que apenas uma doença física. Se você observar em Levítico 13: 2-28, verá a Bíblia lidando com o diagnóstico de, pelo menos, 21 aflições da pele, que são expressas por um termo que inclui tudo, o termo lepra.
Se falasse de uma doença caracterizada pela brancura, conforme Êxodo 4:6, caracterizada por inchações, tumores ou manchas que desfigurassem a pele, provavelmente, seria lepra. Então, é claro que a descrição desses dois capítulos, provavelmente, incluía outras doenças da pele, além da lepra ou da hanseníase, conhecida hoje.

Por exemplo, se você observar em Levítico 13:47-59; 14:33-57, verá que até um tipo de mofo seria chamado de lepra. Então era assim: a palavra lepra denotava uma variedade de doenças da pele, incluindo psoríase, favo, leucodermia e, também e principalmente, a terrível hanseníase. Terrível hoje, mas muito pior naquela época. Abra sua Bíblia em Levítico 13-14 você verá as instruções bíblicas sobre como os israelitas deviam tratar-se ou como deviam tratar alguém quando tivesse lepra.

Hoje, podemos ver em muitos cartazes em instituições de saúde, dizeres do tipo: “Hanseníase tem cura”. Graças a Deus! Mas você já pensou, no tempo que a medicina não sabia lidar com essa moléstia, que praga que não era? Se a pessoa pegasse lepra, além de não ser curada nunca mais, ia morrendo aos poucos. A pessoa parava de ter sensibilidade na pele, em partes extremas como as pontas dos dedos, nariz, etc. Depois, essas partes iam apodrecendo, fedendo, caindo, e a pessoa nem sentia. Que coisa terrível!
Aí, os leprosos eram forçados a morar longe das outras pessoas, porque a lepra era uma doença contagiosa, e eles não sabiam como evitar isso. Então, os leprosos se isolavam da sociedade, da família, amigos, todo mundo. Já pensou? Se acontecesse de um leproso se aproximar das outras pessoas, tinha a obrigação de gritar: "Imundo, Eu sou o imundo!" para as pessoas fugirem dele!

Mas acho que existe uma parte mais bonita. Relacione sua leitura de hoje com Mateus 8:2-4; Lucas 17:11-19 e você entrará um grande exemplo. É Jesus! Ele não correu da lepra e ainda curou os leprosos.

Hoje, pouco se fala sobre este pecado, porque parece banal e a lepra mais rara do que nos tempos bíblicos, hoje conhecida como hanseniase. Por isso existem sempre no meio do povo de Deus, pessoas que clamam e oram e depois saem difamando os outros e falando mal. Porque este pecado tornou-se superfulo na mente das pessoas, mas vemos na escritura que era talvez um dos mais graves e podia contaminar a vida do pecador com lepra e obriga-lo a se isolar até a morte.

Aliás, algumas igrejas falam tanto da idolatria católica, dos espiritas, dos homosexuais e nada sobre calunia, difamação, fofoca, que é considerado tão grave dentro da bíblia, podendo acometer o caluniador de uma maldição terrível e um enorme pertubação espiritual. Mas quase não se fala disso. O lashom hara esta presente no oitavo mandamento, "não levantarás falso testemunho contra teu próximo" e vemos também que Jesus nos ensinou a não fazermos ao próximo o que não queremos que façam a nós, e ainda nos disse que da mesma forma que perdoamos, somos perdoados. Mas devido a pouca importância que se da a este pecado, ele parece superfulo, banal.

Portanto, como disse Tiago, a lingua é como o leme de um navio, que pode levar a um destino ou a perdição, apesar de ser um membro pequeno. Cuidado irmãos para não falarem palaras torpes, nem ofensas ou difamações contra o seu próximo, para sua vida espiritual não se tornar amaldiçoada e impura. Falai sempre a verdade, e coisas boas, e sempre clamando em nome do senhor, para que o espírito do senhor esteja sempre presente em vossas vidas.

Shalom!
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