domingo, 4 de março de 2012

Falsos judeus e a sinagoga de satanás


Hoje no meio religioso, existe um movimento bonito de retorno as raizes judaicas do cristianismo conhecido como judaismo messianico. Nada mais é, literalmente que judeus que creem que Jesus foi o messias. O judaismo, aliás, tem uma excelente interpretação bíblica, coerente, e quando aceitam que Jesus foi o messias prometido, analisam o novo testamento sob uma ótica mais judaica e mais excelente.
judeu ortodoxo

Mas como em todo meio religioso, existem os joios e os trigos e no judaismo messianico não seria diferente. É comum vermos alguns que se dizem judeus e na verdade não são. Isto não tem nada de mais a principio, pois o judeu não é superior e nem inferior a ninguém. Somos todos iguais e Deus não faz acepção de pessoas. Mas o problema é que quando alguém que não é judeu e diz ser, o que esta pessoa prega, os seguidores começam a achar que aquilo é judaismo e muitas vezes não é. É comum nos debates que eu participo este tipo de argumento e conflitos de idéias, quando alguém aborda um tema, sempre outro diz: "Ah, mas fulano disse isso, e ele é judeu" .E muitas vezes este não é de fato judeu.

Alguns são ex-adventistas ou simplismente simpatizantes do judaismo. Outros se envolveram tanto nos estudos judaicos que acabaram se convertendo ao judaismo tradicional. Outros, chegaram a falsificar o titulo de Rabino, como se tivessem sido ordenados em Nova Yorque e Jerusalém e acabaram tendo problemas legais. E a maioria das pessoas, leigas no que diz respeito ao judaismo acabam se deixando levar por pessoas que estão fingindo serem o que não são.

E o maior problema, é acima de tudo, a questão teologica. Tem muitas coisas que o cristianismo prega que não existe no judaismo. Tem coisas que os cristãos defendem que no judaismo é até proibido. Existe de fato um abismo enorme entre judaismo e cristianismo. Judaismo é uma coisa e cristianismo é outra. Mas muitos que tem surgido se dizendo judeus messianicos estão pregando justamente estas coisas que o judaismo nunca teve e nunca aceitou.

O maior foco dos que fingem serem judeus, é a questão da lei. Mas só impòr a lei e ignorar pontos importantes da teologia, é tornar-se legalista apenas. Como os fariseus na época de Jesus. E mesmo a lei, nunca foi obrigatória ao gentio. O judaismo tradicional nunca fez proselitismo e nunca achou prudente impor a lei aos gentios, criando inclusive as leis noéticas, como unicas mitsvots que os gentios deveriam observar.

Certos pontos, são tão óbvios, que ambas as religiões tradicionais condenam pois pode levar a pessoa a perdição. O próprio Jesus disse aos fariseus que percorriam céu e terra para fazerem um prosélito e o tornavam mais digno de réu do inferno que eles (Mt 23,15). Porque o judaismo nunca pregou proselitismo, porque o que faz parte da aliança entre Deus e seu povo, é entre Deus e seu povo e não ao gentio. Um exemplo, a circuncisão. O judaismo pratica a circuncisão como um mandamento da aliança. Nunca para o gentio. O cristianismo também nunca aceitou a circuncisão, sendo inclusive combatida por Paulo veementemente.

"Eis que eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará."  (Gálatas 5 : 2)

E mesmo assim, algumas congregações messianicas tem praticado a circuncisão, mesmo sendo contra ambas as religiões. O sabado, outro exemplo, é assessivel ao gentio que quiser guardar este mandamento dado por Deus, e repousar neste dia santo. Mas nunca foi obrigatório ao gentio. Nunca foi uma lei para o gentio, e mais um caso, condenado tanto pelos rabinos quanto pelos teologos cristãos. Escritos rabinicos chegam a considerar isto uma heresia.

Algumas congregações na pascoa, estão celebrando ceiando um cordeiro. Mas isto vai contra ambas as religiões. Na lei judaica é proibido a um gentio comer da ceia de Pascoa. No cristianismo, Jesus é o nosso cordeiro que se fez sacrificio por nós. Então celebrar a ceia com um cordeiro é negar o sacrificio de Jesus, e violar a lei de Moisés ao mesmo tempo. 

Fora que o judaismo prega essencialmente estudo. Muitas sinagogas são na verdade casas de estudo, beit midrash. É comum também vermos em algumas, uma total falta de escatologia e exegese, e pregadores que ignoram completamente o contexto histórico e o preterismo e pregam as mesmas coisas que já aconteceram; como alguns protestantes já o fazem há anos. E iludem as pessoas que ficam esperando uma besta que já veio e uma tribulação que nunca foi destinada para nós, mas para Jerusalém. E alguns até sabem disso, mas pregam porque é conveniente. É uma coi$a boa para ele$$ ! Se é que da para entender!

Independente de conceitos teológicos distintos, como preterismo ou futurismo, o judaismo se baseia em treze principios de fé. Isto tem sido a base do judaismo e de seus conceitos de fé há anos. Mesmo que um judeu seja ateu ou se afaste do judaismo, dificilmente ele vai seguir conceitos distintos de seus principios de fé, porque na sua formação ele já aprende tais conceitos e pelo raciocionio lógico, é dificil fugir de certos conceitos. Esta é a única maneira maneira de distinguir um judeu verdadeiro de alguém que finge ser judeu.

O conceito mais importante, que é o pilar da fé judaica e sempre distinguiu os judeus dos outros povos, é o monoteismo. O judeu acredita em apenas UM Deus. No judaismo Deus é UM como disse o próprio Jesus citando o shemá: "O principal mandamento é, o senhor vosso Deus é UM" (Mc 12,29) . Portanto, Deus é UM. Ele não é dois, não é três, não é quatro etc... Ele é UM. Se alguém se diz judeu, e foge desta regra, prega que Deus é três em um ou Um que é três ou conceitos semelhantes que fogem do monoteismo, esse alguém con certeza ou esta equivocado ou esta fingindo ser judeu. Em Isaias 45,7 Deus disse claramente que faz tanto o bem quanto o mal. Ele é UM. Portanto o que foge disso, foge das escrituras e não esta fazendo retorno algum. Andar em circulos não é retornar e nem avançar!

A palavra trindade não existe na bíblia. Não tem um versiculo sequer que fale da trindade. Existem interpretações que tentam ver uma trindade em toda a bíblia, desde o gênesis. Mas a bíblia toda fala somente de UM Deus, não de três. "A minha glória não darei a outrem"(Is 48,2) Deus jamais disse que faria outro Deus ou daria sua glória a outro como Deus. Portanto, isso não existe no judaismo.

O judaísmo acredita em UM Deus invisivel, que não tem forma, não tem uma imagem, não tem um ídolo e não tem sequer um nome. O nome de Deus, apesar dele o ter revelado a Moisés, é considerado indizivel, pois não se diz seu nome para não toma-lo em vão e incorrer em pecado. O tomar o nome de Deus em vão ou blasfema-lo, é um pecado tão grave quanto a lashon hara, a mentira, a calunia e pode causar as mesmas consequências, como a lepra ou uma pertubação espiritual por ter blasfemado do nome santo. Por isso, um judeu não diz e não ensina o nome indizivel. Qualquer um que tenta decifrar o nome, ou os arqueologos do nome e os que ensinam o nome em vídeos ou sites publicos, não podem ser judeus de verdade. Porque o judaismo entende as consequências disso e evita incorrer neste erro. A prórpia septuaginta, que diz a lenda que foi traduzida pos sábios judeus, eles verteram o tetragrama para Senhor e Zeus, conceitos gregos, para evitarem que o nome sagrado fosse blasfemado pelos gentios. Mesmo se a septuaginta foi uma farsa feita pelos gentios com sua péssima tradução, vemos que eles não descobriram o nome sagrado senão teriam colocado.

A interpretação judaica das escrituras, costuma ser bem clara. O judaismo prega que Deus não faz as coisas as escuras ou com confusão, pois Deus é claro e sua palavra também é. Portanto, o judaismo tenta não ultrapassar o que esta escrito, apesar do Talmud e da tradição judaica, eles tentam interpretar sem ultrapassar. Até porque Deus não mente, e se ele revelou sua palavra através dos seus servos, os profetas, não cabe a nós transcedermos isto por interpretações pessoais e contradizermos o que Deus disse.

Um exemplo claro disso é sobre as setentas semanas de Daniel e as profecias do seu livro. O anjo foi claro ao dizer que setenta semanas foram fixadas para o seu povo e sua cidade. Mas a teologia cristã criou a teologia da lacuna, onde eles entendem que a ultima semana de Daniel se refere a outro povo, os gentios, e a uma outra época, a nossa, e a uma outra cidade santa, isto é, um evento global. Mas o texto não diz isso em momento algum. O texto não separa a semana 69 da 70. Isso é ultrapassar a escritura. E ainda usam esse mesmo texto para dizerem que Israel fará um acordo de paz com o Anti-Cristo por sete anos. O texto não diz absolutamente nada disso.

O judaismo jamais interpretou este texto com essa lacuna, por que não existe tal lacuna no texto. Se alguém diz que é judeu e prega isto, esta sendo influenciado provavelmente pela teologia protestante ou se passando por judeu.

Outro exemplo é o texto de Daniel sobre as quatro feras onde o anjo lhe explica claramente que a quarta fera seria o quarto reino da terra, seguindo a ordem, Babilônia, medo-presa, grego e portanto roma. Então porque interpretar este quarto reino como a nova ordem mundial, ou a união da europa, ou um bloco econômico, iluminati etc...? O anjo não foi claro ao dizer o quarto reino? Não veio o quarto reino, os romanos? Isso é ultrapassar o que esta escrito.

Em Ezequiel 28, vemos outro exemplo. Deus foi muito claro ao dizer: "Filho do homem, levanta uma lamentação sobre o rei de Tiro" (Ez28,12)Mas muitos atribuem esta profecia a Lucifer, um deus grego romano criado por homens séculos depois, ou ao diabo. Ou seja, Deus disse: profetiza para o rei, mas a tradição diz, a profecia foi para o diabo. Isto se deve ao desconhecimento bíblico. O texto menciona o Édem, jardim de Deus. Edém era uma cidade, basta ver no capitulo anterior. Jardim de deus, na verdade é plural, jardim dos deuses, que era comum em toda cidade do mundo antigo. A mesma expressão o mesmo profeta utilizou no capitulo trinta um contra o faraó do Egito. E mesmo o jardim do édem de gênesis também era na terra.

O texto menciona o monte santo de Deus. Também é na terra, é o monte Sião. Menciona as pedras que o rei usava, seus comércios, seus filhos, seu reino, outros reis etc... É claro que foi para um rei, mas mesmo assim, alguns que se dizem judeus, atribuem este texto ao diabo, como a teologia protestante o faz. Onde esta o midrash e a interpretação coerente? Isso não é judaismo. Parece mesmo catolicismo messianico.
P.Quevedo

Estes são apenas três pontos interessantes que podemos notar na diferença entre o que prega o judaismo e o que prega o falso judaismo. No judaismo não existe nem trindade e nem dualidade, mas Monoteismo. E a interpretação judaica das escrituras tenta ser coerente e não ultrapassar o que esta escrito. Independente dos judeus não acreditarem que Jesus foi o messias, eles não distorcem os textos messianicos ou os ignoram, eles só não entendem que Jesus cumpriu as profecias, mas não ultrapassam o que foi escrito.

Portanto, é nescessario também ao fiel, saber distinguir pela lógica certas coisas. O falso judaismo não é nenhuma novidade, já havia na época de João e só não sobreviveu devido ao anti-semitismo histórico. Quem quer ser judeu durante uma inquisição, cruzada ou holocausto? Ninguém né. Mas agora que o anti-semitismo é combatido, todo mundo quer ser judeu, mesmo que seja de qualqeur jeito. Mas na época de João, ele já advertiu sobre isso:

"Eis que eu farei aos da sinagoga de Satanás, aos que se dizem judeus, e não são, mas mentem: eis que eu farei que venham, e adorem prostrados a teus pés, e saibam que eu te amo."  (Apocalipse 3 : 9)

São a sinagoga de Satanás, isto é, da oposição. Nem pregam a verdade e ainda prejudicam os que pregam. Muitos pecados considerados graves no judaismo, são ignorados, como a lashon hará, a avareza, e a arrogância por exemplo, porque o judaismo prega que todo ser humano é a imagem de Deus. Do presidente da republica ao mendigo da sua rua. Que um mendigo as vezes pode ter um espirito mais evoluido que de um rico até. Por isso as leis para com o próximo, são mais importantes, como a caridade, a justiça, o amor e o respeito ao próximo. O judaismo diz inclusive que a caridade salva da morte, por isso que os judeus geralmente são generosos. Lembrando que Jesus que também foi judeu disse: "Dai a todo que pede"


Há uma diferença enorme entre fazer retorno ao judaismo bíblico e fazer retorno ao judaismo tradicional. Bíblico é o da bíblia, isto é, judeus que seguem aquilo que Deus mandou. Tradicional é o que segue as tradições dos rabinos, isto é, o que não esta na bíblia, e que Jesus tanto condenava:

"E assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus."  (Mateus 15 : 6)

Seguir o judaismo tradicional, é fazer exatamente o oposto do que Jesus pregou. Muitas coisas que alguns tem usado e pregado não estão de fato nas escrituras, pois são apenas a tradição dos judeus. Não se pode servir a dois senhores, ou se segue o que esta na bíblia ou se segue o que não esta. Quem segue estas tradições, se passando por judeus, e dizendo que é bíblico deveriam responder então com a bíblia algumas indagações:

Onde na bíblia se ordena acender velas no shabat? Onde na bíblia se ordena o uso da Quipá? Onde na bíblia se ordena a celebração de festas tradicionais como o Purim ou o Chanuká? Onde na bíblia se ordena vestir preto, sendo que Deus determinou até as cores das vestes dos sacerdotes? Onde na bíblia Deus instituiu as parashás? e por ai vai...

Sabe porque estas coisas não estão na bíblia? Porque todas estas coisas foram criadas pelos Rabinos. faz parte da tradição judaica, de um povo, de sua cultura. Mas não são mandamentos de Deus. Isso não é judaismo bíblico!É vontade de se parecer com judeu.



Portanto, que todos analisem tudo com muita cautela, e tenham um bom discernimento. Pregar somente o cumprimento da lei e ignorar todo o resto é legalismo apenas. Usurpar a tradição de um povo, mesmo sendo contra o que seu próprio Messias disse é errado! Façam um bom retorno as raizes judaicas, bíblicas, mas cuidado com os que se dizem judeus e não são de verdade, pois como disse João, são na verdade, a sinagoga de Satanás.

E é claro que existem verdadeiros judeus messiânicos, judeus que acreditam que jesus foi o messias e estudam o novo testamento. esta postagem não é para generalizar, mas para exortar o leitor ao bom discernimento, não a a aversão.
Paz a todos!
Ronaldo

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sábado, 3 de março de 2012

A prova de que o Êxodo existiu e EL já era falado pelos hebreus


Todos conhecemos a história de Moisés, o homem levantado por Deus para libertar o Seu povo da escravidão imposta pelos egípcios. Conhecemos mais ainda o que Moisés, segundo autoridade dada por Deus, fez no Egito: As 10 pragas, a abertura do Mar Vermelho, os dez mandamentos, etc.

A arqueologia tem sido a maior amiga dos historiadores e estudiosos bíblicos na procura de locais e objetos que possam evidenciar o trajeto dos hebreus. Já são muitas as evidências encontradas no Egito e na Arábia Saudita.

No último século arqueólogos redescobriram evidências sobre a escravidão dos hebreus, as pragas e a fuga do Egito. A pintura abaixo é uma entre outras encontradas nas paredes da tumba de um comandante chamado Khnumhotep II (século XIX A.C.) onde estão registradas a entrada de um grupo de cerca de 37 palestinos (de barbas) trazendo suas mulheres, crianças, arcos, flechas, lanças, harpas, jumentos e cabras caracterizando que não se tratava de uma invasão, por causa da submissão aos egípcios (mulatos).

A figura abaixo, da publicação The Ancient Near East in Pictures (Pritchard) mostra inscrições no Egito sobre o trabalho escravo (século XV A.C.) na fabricação de tijolos e na construção (Êxodo 1.11-14). Alguns textos egípcios mencionam cotas de tijolo e uma falta de palha, como em Êxodo 5.6-19.



Há sinais das pragas nas ruínas da antiga cidade de Avaris e no chamado "papiro de Ipuwer" encontrado no Egito no início do último século, levado para o Museu Arqueológico Nacional em Leiden na Holanda sendo decifrado por A.H. Gardiner em 1909. O papiro completo está no Livro das Advertências de um egípcio chamado Ipuwer. Este descreve motins violentos no Egito, fome, seca, fuga de escravos com as riquezas dos egípcios e morte ao longo da sua terra. Pela descrição ele foi testemunha de pragas como as do Êxodo.

Outra evidência da passagem dos hebreus pelo Egito foi a descoberta do Vale das Inscrições (Wadi Mukattab) na Península do Sinai.



Uma das inscrições feitas por hebreus descreve com detalhes a fuga pelo Mar Vermelho. As inscrições foram feitas em hebraico antigo em pedras e arqueólogos e pesquisadores ainda não sabem dizer quem são seus autores. Há também hieróglifos egípcios a respeito das minas de turquesa da região de Serabit El Khadim, inscrições de mineiros Canaãnitas e Nabateanos, em grego, latim e árabe ao longo do vale.

O explorador Charles Forster publicou estes achados em seu livro "Sinai Photographed" em 1862. Ele concluiu que estas inscrições eram uma combinação de alfabetos hebreus e egípcios que descrevem o Êxodo. A foto abaixo foi tirada em 1857 por Francis Frith.



A mais recente descoberta sobre a passagem dos hebreus no Egito foi apresentada em 2003 quando 2 arqueólogos israelitas concluíram estudos dos anos 30 na parte ocidental do Nilo onde a Universidade do Instituto Oriental de Chicago estava fazendo escavações em Medinet Habu, área do sul da necrópole de Tebas. Arqueólogos descobriram evidências de algumas cabanas semelhantes às casas de 4 quartos predominantes na Palestina durante toda a Idade do Ferro (1200-586 A.C.).

Historiadores antigos e famosos também relataram a passagem dos hebreus no Egito:

Flavio Josefo, historiador judeu do 1° século D.C., em sua obra Josefo Contra Apion - I, 26, 27, 32 menciona dois sacerdotes egípcios: Maneto e Queremon que em suas histórias sobre o Egito nomearam José e Moisés como líderes dos hebreus. Também confirmaram que migraram para a "Síria sulista", nome egípcio da Palestina.

Diodoro Siculo, historiador grego da Sicília (aproximadamente 80 a 15A.C.) escreveu que "antigamente ocorreu uma grande pestilência no Egito, e muitos designaram a causa disto a Deus que estava ofendido com eles porque havia muitos estranhos na terra, por quem foram empregados rito estrangeiros e cerimônias de adoração ao seu Deus. Os egípcios concluíram então, que a menos que todos os estranhos se retirassem do país, nunca se livrariam das misérias".

Herodoto, historiador grego intitulado o Pai da História, escreveu o livro "Polymnia". Na seção c.89 escreve: "Essas pessoas (hebreus), por conta própria, habitaram as costas do Mar Vermelho, mas migraram para as partes marítimas da Síria, tudo que é distrito, até onde o Egito, é denominado Palestina". São localizadas as costas do Mar Vermelho, em parte, hoje o Egito, enquanto são localizadas as partes marítimas da Síria antiga, em parte, o atual Estado de Israel.

O documentário êxodo decifrado de James Camerom, explora diversas provas que confirmariam a ocorrência do evento bíblico conhecido por Êxodo, ou seja, a saída dos judeus do Egito, liderados por Moisés.
Jacobovici sugere que o evento do Êxodo teria ocorrido por volta de 1.500 A.C, durante o reinado do faraó Amósis I ou Amés da 18ª dinastia, época em que ocorreu a erupção vulcânica do Santorini, a maior da História. No documentário, as dez pragas do Egito citadas na Bíblia são explicadas como resultado da citada erupção e seus efeitos na região do Delta do Nilo. As provas arqueológicas reunidas por Jacobovici foram encontradas no Egito, algumas em Micenas na Grécia, onde existe um ornamento de ouro que poderia representar um desenho da Arca da Aliança.

As provas no Egito
-A expulsão dos Hicsos foi registrada pelos egípcios. Jacobovici sugere que os Hicsos e os Hebreus eram o mesmo povo, uma tese defendida pelas descobertas da capital desse povo, conhecida por Avaris (30°47'14.71"N, 31°49'16.92"E) que se pronuncia "Yakov/Yakub" (de Yaqub-her), similar ao nome hebreu do patriarca bíblico Jacó (Ya'aqov).

-As estelas de Amoses, fragmentos monolíticos com inscrições e que foram descobertos na cidade de Karnak por Henri Chevalier em 1947. Neste monolito é descrito uma grande tempestade ou escuridão que assolou o Egito, o que seria raro naquela região desértica.
Amoses I. Jacobovici sugere que o significado hebreu para o nome do faraó seria "Irmão de Moisés". O documentário mostra a mumia do filho de Amoses, Sapair, que teria morrido com doze anos de idade. No relato bíblico, o faraó perdeu o seu filho primogênito por causa da décima praga (a praga dos primogênitos).

-A mina de turquesas de Serabit el-Khadim , um campo de mineração no Sinai onde foi encontrada uma inscrição em alfabeto hebreu na qual se lê "Ó EL, salve-me dessas minas" . Foi argumentado que o uso do "El" era como os hebreus chamavam Deus antes da revelação do Sinai, o que comprovaria o fato dos hebreus terem sido escravizados no Egito. A inscrição não foi datada, todavia.

-O historiador da Antiga Judéia Flavius Josephus sugeriu em seu trabalho Contra Apion que os Hicsos foram os antigos hebreus. Muitas das teorias exploradas por Jacobovici foram publicadas anteriormente no livro de 1998 Act of God, escrito pelo historiador britânico Graham Phillips.


As provas em Micenas
-Tumbas. Jacobovici sugere que os desenhos em três das pedras que ornamentavam tumbas em Micenas ("O círculo de tumbas de Micenas") relatam a travessia do Mar Vermelho. Segundo Jacobovici, as pedras contam como um homem em cima de uma carruagem ataca outro a pé com um cajado, e como esse é alcançado por grandes ondas. Para Jacobovici, seria a história do encontro de Amoses com Moisés, no episódio da divisão das águas do Mar Vermelho. Mas ele admite que os especialistas interpretam a cena como uma corrida de carruagens ou mesmo uma cena de guerra comum.

-Um ornamento de ouro escavado de uma das tumbas de Micenas mostra o que Jacobovici acredita ser o desenho da Arca da Aliança, colocada em um altar. Entretanto, quando ele compara a foto do ornamento com a história bíblica sobre a construção da Arca, há muitas divergências. Jacobovici sugere que os membros da Tribo de Dã emigraram para Micenas após o Êxodo. Ele alega que Homero chamou o povo enterrado em Miscenas de "Danaoi" (Aqueus). O mito grego, entretanto, conta que Danaoi eram os descendentes do povo de Argos, filhos de Dânae.

Segundo o documentário, muitos historiadores consideram o Êxodo como um "conto de fadas" e outros rejeitam as explicações científicas para milagres. Jacobovici alega que Deus, segundo a descrição cristã-judaíca, manipula a Natureza. O documentário finaliza com a questão dos eventos naturais ou da "mão de Deus", que levaram ao Êxodo.

Seja como for, o fato é que existem unumeras evidências arqueológicas de que os Hebreus estiveram no Egito e que DEUS os tirou de lá.

E que os hebreus mesmo nessa época antiga já conheciam a seu Deus pelo titulo EL ou Elohim, Provando o que dizem os teologos sobre a tradição Eloinista, que depois virou a tradição Javista após a revelação do nome sagrado no monte para Moisés.

Algumas fontes para pesquisa: forte fundamento
                                              wikipédia
Vídeo: Prova dos hebreus no egito tecle aqui

Êxodo decodificado



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