segunda-feira, 5 de março de 2012

Existe inferno nas escrituras?

Muitas pessoas me questionam acerca da palavra inferno, pois como todos sabem, este conceito é mais um que não existe no judaismo. Vamos analisar:

A palavra inferno vem do latim inferii e significa lugar inferior. A idéia de inferno como um lugar de fogo para onde vão almas incorpóreas condenadas não se encontra nas Escrituras, apesar de aplicações que se fazem de textos simbólicos e parábolas.
Também a palavra inferno não faz parte do texto original Das Sagradas Escrituras como acontece com as palavras evangelho, batismo e outras que estão nas bíblias na nossa língua.

A palavra inferno foi colocada nas traduções em português para substituir quatro outras palavras com significado completamente diferente do conceito religioso popular de inferno. Isso ocorreu devido à crença que o tradutor nutria previamente e que o influenciou a colocar a palavra inferno nas traduções que fez.
Algumas Bíblias antigas trazem inferno em I Cor 15:55 mas algumas modernas como a Almeida Atualizada trás “morte”, que é o correto. O mesmo ocorre em Apoc 20:13 onde se lia “a morte e o inferno”, encontra-se agora, “a morte e o além”, mas a palavra lá é hades (grego) e significa “sepultura”.

A doutrina do inferno é de origem grega e romana e as pessoas são induzidas a crer nela pela formação religiosa anterior que receberem além das falhas das traduções que geralmente usam e fortalecem um pensamento anti-escritural.
As quatro palavras que foram erroneamente traduzidas por “inferno” são:

1. GEENA (hebraico) que é uma forma simplificada da expressão ge (vale) bem (filho) e Hinom (nome da família proprietária da área), ou seja, vale dos filhos de Hinom. Essa palavra se encontra no novo testametno como em Mateus 5:22, 29 e nada tem a ver com um inferno de fogo eterno. Era um vale onde, no passado, se fazia sacrifícios humanos e se queimavam os corpos de pessoas aos ídolos. O profeta Jeremias profetizou que ali seriam lançados os corpos dos desobedientes e que ali ficariam expostos (Jer. 7:31-34). Nos dias do Messias o local continuava a ser depósito de animais e lixo em putrefação e os moradores sempre ateavam fogo para consumir os restos ali deixados. Esse lugar ELE usou para simbolizar o fim trágico que aguarda os desobedientes. Apenas corpos físicos eram consumidos no GEENA por isso que havia bichos nos corpos podres, coisa que almas não têm. Não tem nada a ver com almas num fogo eterno.


2. HADES (grego) usada no NT juntamente com Sheol (hebraico) usada no AT significam “sepultura, lugar dos mortos, morada dos mortos”. Entre outros textos esta palavra (hades) encontra-se em Apoc. 20:13. Aqui o inferno (na verdade a sepultura) é o lugar onde estão os mortos, pois ele mesmo, o inferno=sepultura, é lançado no lago de fogo onde é destruído (Apoc. 20:14) pois a sepultura é o símbolo da morte que O Messias destruiu. Sheol, seu equivalente hebraico, também significa sepultura, sendo equivocadamente traduzida por “inferno”. Em Jó 17:16 declara-se que os mortos ficam no pó e em Isaias. 14:9-11 se declara que o inferno (sheol) é um lugar onde os bichos comem os cadáveres. Também nada a ver com lugar de fogo eterno. Aliás, ainda em Apoc. 20:10 se diz que o próprio Diabo somente será lançado no lago de fogo, que se forma quando O Messias volta no Juízo Final, quando O Altísimo derrama fogo do céu. No verso 14 diz que o próprio inferno (sepultura) também é lançado nesse final lago de fogo.

3. TANATO (grego). Esta palavra ocorre em vários lugares, mas é traduzida em I Cor. 15:55 como inferno. Na realidade a falha de tradução foi tão clara que nem os que crêem no inferno tradicional mantiveram o erro, e corrigiram na Almeida Atualizada. Lá diz “onde está ó morte (tanato) a tua vitória onde está ó inferno (tanato=morte) o teu aguilhão?” O verso 54, anterior, diz que a morte (inferno) perde a vitória e o aguilhão porque O Messias nos dá a imortalidade. Também não tem nada a ver com um lugar de fogo onde as pessoas ficam queimando.

4.TARTAROS. A quarta e última palavra é TÀRTAROS (lugar de trevas). Esta palavra ocorre no português apenas uma vez em II Pedro 2:4. O próprio texto declara que os anjos foram expulsos da presença do Eterno, ou seja, onde está a verdadeira luz, para o exterior que são as trevas, privados da luz do céu onde moravam e sem ela neles uma vez que pecaram. Conforme diz o texto esse “inferno” também não tem fogo, somente a escuridão da ausência do Eterno. Além do mais, em harmonia com Apoc, 20:9,10,14 eles estão aguardando o Juízo Final quando, somente então, serão lançados no Lago de Fogo produzido pelo fogo que desce do Céu e que os destrói juntamente com os que rejeitaram a salvação do Messias. Esta palavra, a última, também nada tem a ver com o inferno tradicional.


Surge então a pergunta: e o fogo eterno que diz Apoc. 20 se formará depois do milênio com o fogo e enxofre que desce do céu?

A expressão eterno é “aion” (grego) que significa uma duração relativa ao que se refere. Pode estar falando que é eterno sem fim ou que é eterno “enquanto dura” como disse certo poeta. Ou seja, precisamos examinar o contexto para saber se é eterno sem fim ou eterno até que acabe.

Em Apoc. 20:10 diz que serão atormentados pelos séculos dos séculos (“aion ton aion” em grego= para sempre, eternamente conforme algumas traduções). Mas esse “pelos séculos dos séculos é previamente explicado no verso anterior, o v. 9 que diz que o fogo que desceu “do céu os CONSUMIU”, logo, serão atormentados eternamente até que toda a substância seja consumida, e seu resultado, a destruição, será eterna, pois o fumo, ou fumaça que disso resultar estará no espaço “para sempre”, isto é, até que tudo que pode ser queimado, acabe.

Mas, além do significado gramatical de “eterno” e da explicação de Apoc. v. 9, há muitas passagens declarando que o fogo que destrói os maus nos últimos dias é um eterno até que consuma tudo e somente deixe as cinzas. Por exemplo, Judas 6,7 diz de forma clara que os anjos estão em trevas esperando o Juízo (igual diz Pedro como já vimos) em “algemas ETERNAS” (aion) . Ora, as algemas eternas serão tiradas quando chegar o Juízo e a condenação final, e a sentença for decretada., assim, a algema é eterna somente até que se cumpra o objetivo e sejam consumidos.

O verso 7 diz que o “exemplo do fogo eterno” é o da punição que caiu sobre Sodoma e Gomorra e as cidades vizinhas. Qual foi a punição de Sodoma e Gomorra? Estão queimando até hoje? A Bíblia diz que não, veja Gênesis 19:24-29. O apóstolo Pedro declara que Sodoma e Gomorra se tornaram em “cinzas” (II Pedro 2:6) para mostrar o exemplo do que acontecerá aos que vivem impiamente. Portanto, o fogo é eterno até consumir tudo neste planeta e Deus criar aqui um Novo céu e uma Nova Terra. Apoc. 21:1, 5 diz que Deus, então, fará novas todas as coisas.

Deus é amor, como deixaria alguém ficar por milênios, pela eternidade afora, se queimando em dores inimagináveis por pecados de uma vida passageira. Ele não prometeu isso, mas disse que o homem que pecasse, morreria. Se comesse da árvore da Ciência do Bem e do Mal morreria.
Para finalizar a Bíblia diz que TODOS os ímpios se tornarão cinzas no dia do Senhor. (Malaquias 4:1-3) o que concorda plenamente com o dizer de Apoc. 20:9; II Pedro 2:6 entre outras passagens.

Mas, e a parábola do rico e Lázaro? (Lucas 16:19-31). O nome do relato já diz é uma “parábola” onde não se vai para o céu, mas para o simbólico “seio Abraão”, também não se trata de “almas” no fogo mas de corpo físico com dedo, língua e que sente calor e pede água para matar a sede, fisiologia de corpo vivo que está sendo queimado, como ocorrerá no Juízo Final. Também deixa clara, a parábola que o mendigo morto e salvo foi levado “pelos anjos”, o que somente ocorrerá no futuro, na volta de Jesus (Veja I Tessalonicenses 4:13-17 entre outras passagens). E quanto a recompensa dos salvos (como no caso do mendigo da parábola) ou dos Perdidos (representado pelo rico da parábola) a mesma parábola declara que ambas as situações somente ocorrerão quando a chegar a ressurreição, que é a única forma (como vimos na passagem anterior) de se voltar de entre os mortos seja para a vida, seja para a morte eterna. (verso 32 e João 5:28, 29).

Finalmente, o apóstolo Paulo ensina que mesmo os que morreram em Cristo não estão salvos a não ser quando ocorrer a ressurreição. Eles não vão para o céu ou um lugar de tormento ao morrerem. Isso somente ocorrerá com a final destruição dos ímpios na volta de Jesus. Também não vão como almas sem corpo. A Bíblia ensina que se não houver ressurreição “naquele dia”, todos os que morreram em Cristo, mesmo eles, estarão perdidos. Leia I Coríntios 15:16-18.
Em Ezequiel 18:23, 32 Deus declara que não tem prazer na MORTE do ímpio, não se compraz em seu tormento eterno. “Porque não tomo prazer na morte do que morre, diz o Senhor Deus, convertei-vos, pois e vivei.”

Perder a salvação, sofrer “conforme as suas obras” e receber a morte e o esquecimento eterno é a maior punição que Deus pode dar a alguém. Sadismo é se deleitar na dor prolongada de alguém. Deus não se deleita nem mesmo no ato da morte quanto mais na contemplação eterna de alguém em infinitas agonias. Graças a Deus que sua Palavra nos informa: “não tenho prazer na morte do que morre” mesmo que seja ímpio. A extinção é a pena máxima.


Ao contrário do que muitos pensam, Satanás não manda no Inferno. Quem envia os ímpios para lá é o Senhor Jesus Cristo. Ele tem as chaves do Inferno.

Apocalipse 1: 18 E o que vivo; fui morto, mas eis aqui estou vivo pelos séculos dos séculos; e tenho as chaves da morte e do hades.

Obs.: A Palavra Inferno propriamente dita não existe na Bíblia Sagrada, interpretes utilizam esta palavra para separa Mundo dos Mortos do Lugar de Juízo e para identificar o lugar de tormentos, onde os impios sofreram o juízo após a morte.


O conceito sobre o inferno de fogo começou a ser adotado pelos cristãos principalmente a partir do 2.° século EC, bem depois da época dos primitivos cristãos, segundo a “Apocalypse of ‎Peter (Apocalipse de Pedro do 2.° século EC) foi a primeira obra cristã apócrifa a ‎descrever a punição e as torturas de pecadores no inferno”.
No entanto, os primeiros Pais da Igreja discordavam na questão do inferno. Justino, o ‎Mártir, Clemente de Alexandria, Tertuliano e Cipriano acreditavam que o inferno era um ‎lugar de fogo. Orígenes e o teólogo Gregório de Nissa achavam que o inferno era um ‎lugar de separação de Deus — de sofrimento espiritual. Agostinho de ‎Hipona, por outro lado, sustentava a idéia de que o sofrimento no inferno era tanto ‎espiritual como físico — conceito que passou a ser aceito. “Por volta do ‎quinto século a rigorosa doutrina de que os pecadores não terão uma segunda ‎oportunidade após a vida, e que o fogo que os devorará jamais se extinguirá, ‎prevalecia em toda a parte”.

No século XVI, reformadores protestantes tais como Martinho Lutero e João Calvino ‎entenderam que o tormento ardente do inferno simbolizava passar a eternidade ‎separado de Deus. No entanto, a idéia de o inferno ser um lugar de tormento ressurgiu ‎nos dois séculos seguintes. O pregador protestante Jonathan Edwards costumava ‎aterrorizar o coração dos colonos americanos no século XVIII com a descrição vívida do ‎inferno.‎
Pouco depois, porém, as chamas do inferno começaram a diminuir lentamente. “O ‎inferno quase morreu no século 20”

No Cristianismo existem diversas concepções a respeito do inferno, correspondentes às diferentes correntes cristãs. A idéia de que o inferno é um lugar de condenação eterna, tal como se apresenta hoje para diversas correntes cristãs, nem sempre foi e ainda não é consenso entre os cristãos. Nos primeiros séculos do cristianismo, houve quem defendesse que a permanência da alma no inferno era temporária, uma vez que inferno significa "sepultura", de onde, segundo os Evangelhos, a pessoa pode sair quando da ressurreição. Essa idéia é defendida hoje por várias correntes cristãs.



fontes para pesquisa: Jesus voltará  , wikipédiao inferno de dante
                                   

domingo, 4 de março de 2012

Jeremias, o profeta relutante

Belo texto extraido do blog Parabolas da verdade


Jeremias

O tempo datava a 627 a.C., atravessando o período do reinado do rei Josias. Jeremias era um jovem, com pouco mais de vinte anos e oferecendo a mesma resistência que Moisés ofereceu anos antes dele, ao ser chamado pelo SENHOR para ser a luz para seu povo em momentos necessitados. Mas de uma coisa ele nunca teve dúvidas: suas mensagens eram recebidas pelo próprio YHWH. "A mim veio a Palavra de YHWH" é uma frase repetida pelo profeta ao decorrer de todo o seu ministério. Jeremias viveu numa época em que o mapa mundial estava sendo atualizado. A Assíria estava em decadência, a Babilônia em ascendência, e o Egito extava pronto para afirmar a sua autoridade. O pequeno reino de Judá, encurralado no meio destas grandes potências, vivendo sempre em meio a ameaças constantes. Outra ameaça era a crença do povo em sua própria invencibilidade. Um século antes, Jerusalém sobrevivera milagrosamente à destruição; mostrando a firme mão do Eterno em ajudar o seu povo mais uma vez.

Como consequência decorrente disso, o povo passou a ter a idéia, por intermédio da fé, de que a cidade jamais cairía, e que a dinastia do rei Davi não teria fim !
Foi nesse contexto turbulento e com a obsessividade do seu povo em não enfrentar as realidades políticas daquele 'mundo' em transformação que foram moldados e adaptados a vida e todo o ministério do profeta Jeremias.

Jeremias nasceu em Anatote, povoado a nordeste de Jerusalém, onde seu pai era um sacerdote hereditário - Helcias, da casa de Eli - mas ao que sabemos, Jeremias jamais exerceu qualquer função sacerdotal. Ele era um dos filhos mais novos de uma família que muito provavelmente era feliz. Durante o decorrer da sua vida, Jeremias recorda-se das imagens e experiências vividas durante sua infância.

Durante toda a narração do seu livro, há vários trechos que demonstram o quanto ele apreciava a natureza e todo o mundo ambiental, e todo seu modo de escrever denota uma sensibilidade extraordinariamente visual. Observava a migração de pássaros em 8:7; conhecia os hábitos da perdiz em 17:11; e várias outras mensagens que transmitem ao leitor a sensação de não mais estar apenas lendo a Bíblia, mas fazendo parte dela.
Com tantas visões proféticas, as observações do profeta vão cada vez mais tomando lugar e alcançando proporções maiores, de modo que ao terminar de ler todo o capítulo 16, vemos que a coisa mais importante na vida de Jeremias se torna o mistério que DEUS tem com ele, passando a ser a razão completa da sua existência.

Foi encontrado em meio a essa situação, que Jeremias recebeu o chamado profético. E, ao contrário do que os outros profetas se demonstram ser, Jeremias não indica ser alguém tão firme, ou tão forte quanto se espera de um profeta. Desde o começo do seu chamado, ele sempre foi um profeta relutante - demonstrando a infinita responsabilidade que era ter um chamado naquela época - mas ao mesmo tempo sempre deixando prevalecer a vontade do seu DEUS.

Ele foi proibido pelo próprio DEUS de se casar e ter filhos, de ir em festas, comemorações, e até mesmo em funerais.
A vida solitária imposta involuntariamente na vida desse profeta é de uma importância vital para seu ministério, e embora essa idéia pareça um tanto paradoxal, a forma como as sensações contraditórias desse tipo são tratadas com uma certa naturalidade é repercutida por todo o livro, que à primeira vista, passa uma forte impressão pessimista do seu autor, mas com uma lida mais aprofundada e estudada, é inegável o quanto Jeremias também adota uma postura positiva em relação ao futuro do seu povo.

Sensível e com uma tendência especial a ser afetivo, recebeu a missão brutal de "arrancar e derrubar, destruir e arrasar..." (1:10) entre um povo que amava. Hoje se recebermos um chamado de DEUS nos sentimos agraciados, abençoados e amados; mas naqueles tempos, não era bem assim. Jeremias foi um dos profetas (junto com Urias) que mais chegou próximo a uma compreensão melhor a respeito de toda a opressão vivida pelo povo de Israel, e assim como fez Jó, chegou a amaldiçoar o dia em que nasceu. Foi perseguido, quiseram matá-lo em sua própria terra, segundo os trechos 11:19;12:6. Não é específico o motivo desse complô armado contra Jeremias por seus conterrâneos (11:21) e até por seus familiares (12:6).

Chega a acreditar que DEUS o enganou, pensando que YHWH tentou ele em ser profeta para depois o abandonar em sua penúria. Todos, sem exceção, queriam a sua queda e as tentativas de assassinato contra ele são vistas durante a maior parte do seu sofrido ministério. Porém, quando quis dar sua missão por encerrada, DEUS não permitiu, fazendo com que o próprio Jeremias não se esquivace do poder de YHWH - "Quando pensei: 'não me lembrarei dele'... isso me foi no coração como fogo ardente." - Jeremias 20:9
Ainda que sua missão consistisse em "arrancar e destruir", o profeta foi também grandemente usado para "construir e plantar", e não deixava de apontar para a promessa do DEUS Fiel à Sua Palavra: "Só eu conheço os planos que tenho para vocês: prosperidade, e não desgraça e um futuro cheio de esperança. Eu sou YHWH, quem está falando." - Jeremias 29:11

O livro traz também uma contraposição entre a antiga aliança - feita após o êxodo - e a nova aliança, a ser feita no futuro. Enquanto a antiga aliança precisava de intermediários, a nova não precisará, pois a Lei será gravada no íntimo ("nas tábuas do coração") do povo de Israel. Se a antiga aliança foi quebrada pelos pais de Israel, a nova não será jamais rompida, mas sim infinita, porque haverá perfeita sintonia entre YHWH e o povo d'Ele

"Quando anunciares a esse povo todas estas palavras e eles te disserem: 'Por que nos ameaça YHWH com todo esse mal ? Qual é a nossa iniquidade, qual é o nosso pecado que cometemos contra YHWH, nosso DEUS ?'; então, lhes responderás: 'Porque vossos pais me deixaram, diz YHWH, e se foram após outros deuses, e os serviram, e os adoraram, mas a mim me deixaram e a minha Lei não guardam.'." Jeremias 16:10-11

Nos versículos acima, observamos o quanto a dependência de Jeremias é refletida também no povo de Israel; e assim, fica claro o objetivo desta nova aliança: conhecer YHWH. É o repetido tema do conhecimento de DEUS que está em toda a Palavra.

E mesmo que estivesse em meio a apuros, DEUS deixou claro que estava e estaria sempre com ele, mesmo que em alguns momentos ele achasse o contrário. Isso nos transmite a sensação de abandono e de total dependência de DEUS que o profeta sentia; fazendo-o em diversos momentos se assemelhar a Yeshua, como no momento em que foi crucificado, dizendo que o Pai havia o abandonado; e na véspera da sua crucificação, cumpriu a profecia de Jeremias: "Este é o cálice da nova aliança no meu sangue.", no livro de Lucas.

fonte e mais textos: Parabolas da verdade
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