domingo, 6 de maio de 2012

O que o mundo deve aos judeus


O QUE O MUNDO DEVE AO POVO JUDEU?

“Caberia um pedido de perdão ao povo judeu pela Inquisição?”
Por Marcelo Miranda Guimarães

Inquisição
Alguns anos atrás o falecido Papa João Paulo II fez um gesto digno de humildade e amor quando reiterou, publicamente, seu pedido de perdão feito em 2000 pelos erros do passado em relação à intolerância religiosa, por ocasião da publicação de um livro de autoria de um professor da Universidade Católica de Sapienza-Itália sobre o tema Inquisição.  Antes, porém, ele já havia também pedido perdão aos judeus, por ter o Vaticano se calado no período do Holocausto que ocorreu na 2ª guerra mundial.

Tal honroso gesto deveria também ter sido feito pelas Entidades que representam a Comunidade Cristã Evangélica mundial, oriundas da Reforma Protestante iniciadas no século XVI. Pois, afinal, trata-se de uma atitude do cristianismo em geral em relação ao judaísmo, no qual se encontram as raízes da fé cristã.

Mas, o que tem o Brasil haver com isto? Houve Inquisição no Brasil?
A Inquisição que teve seus primórdios nos séculos XII e XIII na Europa sob o comando de Roma, chegou à Espanha no dia 1º de novembro de 1478 através do pedido dos reis católicos quando receberam do Papa Sisto IV a Bula intitulada “Exigit sincerae devotionis affectus (O amor da sincera devoção exige...) que a princípio combatia toda a heresia daquele tempo, destacando os feiticeiros, as bruxas, as prostitutas e homossexuais, filósofos e cientistas (que divergissem da sã doutrina católica) e, principalmente, os judeus.

Mas, por que os judeus?
Como os réus judeus representaram mais de 80%, segundo a historiadora da USP, Dra. Ana Novinsky, centralizarei na pergunta: Por que os judeus? Antes de responder a esta pergunta temos que relembrar um pouco da história. No século XII e XIII, época da Renascença Judaica, a Espanha havia se tornado o maior pólo judaico do mundo, chegando o povo hebreu representar 25% da população da Península Ibérica.  Para se ter uma idéia desta grande concentração de judeus naquela região, desde  a época do Rei Salomão que mandava buscar mármores e madeiras para a construção do 1o. Templo de Jerusalém, os judeus começaram para lá imigrar. Após o exílio da Babilônia muitos judeus foram morar nas terras ibéricas. Quando o Imperador Tito de Roma, expulsou os judeus de Israel no ano 69 d.C. muitos e muitos judeus foram também para a Terra de Sefarad ( Espanha) juntar-se aos compatriotas que lá já moravam. Por que perseguir os judeus, então?

Primeiro, este povo representava um risco para o país, pois ¼ da população era demasiadamente alto; Segundo, os judeus detinham o sistema financeiro (primeiro sistema bancário da Europa), além de muitos trabalharem na ciência, na astronomia, nas navegações, muitos eram médicos, oficiais do governo, policiais, etc. Tal população exercia de certa maneira um monopólio em assuntos estratégicos da Coroa; Terceiro, a mistura de povos (vários foram os estatutos de pureza de sangue) nesta época). Por exemplo, no ano 1215, o Concílio de Latrão determinou que os judeus andassem com distintivos para não serem confundidos com os cristãos); Quarto, os judeus, praticantes do judaísmo, viviam em guetos (juderias) isolados devido às suas tradições e práticas religiosas, como casar-se entre si, a guarda dos mandamentos, destacando o sábado, dia no qual descansavam; não praticar a idolatria e crer em um só D'us,etc. Tudo isto era um tanto estranho, divergindo da cultura e dos costumes locais, principalmente, no que tange à idolatria tão praticada pelos chamados cristãos da época; Quinto, por não serem proselitistas, o crescimento se dava entre eles, não recebendo na maioria das vezes os chamados gentios (goyim), salvo quando uma minoria inexpressiva deles se convertia ao judaísmo. Mas, o grande e principal motivo não dito pelos historiadores, segundo minha opinião, foi o antissemitismo que começou a ser mais acentuado na Igreja Cristã após o domínio de Roma no ano 312 D.C., quando o Imperador Constantino decretou o cristianismo (mais tarde sob a forma de catolicismo) fosse à religião do império.

A grande verdade é que desde que o sistema de Roma se desligou de suas raízes judaicas, o povo judeu passou a ser perseguido pelos líderes cristãos, como Crisóstomo, Marcião e outros que acusaram os judeus de “deicídio”, ou seja, assassinato de Deus, pois mataram a Jesus Cristo, o divino filho de Pai. Todos estes motivos se tornaram ameaças para a difusão e o crescimento do então cristianismo. Aquele velho e antigo princípio de que minha religião é certa e a de todo mundo é errada e herege, contribuiu para que a intolerância religiosa da época não aceitasse mais os judeus em seu meio, mesmo que se pagasse um alto preço pela sua expulsão ou pelo seu próprio aniquilamento. A antipatia generalizada pelo puritanismo judeu e todos os motivos enumerados acima fizeram com que os reis católicos Ferdinando Aragão e Isabel decretassem a expulsão de todo povo hebreu daquele país no dia 30 de março de 1492, salvo aqueles que desejassem se converter ao catolicismo, sendo então, batizados. Incluía também todo o confisco de bens daquele povo. O resultado disto foi que mais 280 mil judeus deixaram aquele país. A história mostra que 100 mil judeus cruzaram a fronteira com Portugal e lá passaram a residir em busca de sua liberdade religiosa.

Em Portugal, os judeus se instalaram juntando-se aos outros que lá já moravam. Portugal nunca havia recebido tanta riqueza e conhecimento científico de uma só vez trazidos pelos os judeus. Por exemplo, o judeu, Gaspar Lemos, ajudou Vasco da Gama a descobrir o caminho para a Índia. Portugal aceitou os judeus sob uma condição tributária, pois deviam pagar uma pesada taxa de imigração e impostos que chegavam até 25% dos bens e rendas auferidas pelos judeus. Mas, mesmo assim, a maioria aceitou tal condição em troca da moradia em terras lusitanas. Os judeus mais pobres, sem alternativa, se convertiam ao catolicismo, enquanto outros tinham sua liberdade em troca dos pesados impostos. Em 1496, D. Manoel I casa-se com a filha dos reis católicos de Espanha, os reinos se ajuntam e as Leis da Inquisição da Espanha passam a valer em Portugal. Os judeus, então, ou se convertiam ao catolicismo ou seriam processados, julgados e condenados a morrerem nas fogueiras da Inquisição de Lisboa. Sem alternativas, milhares e milhares de judeus portugueses morreram. Suas crianças foram tiradas de seus pais e levadas para as ilhas vizinhas e lá eram comidas por feras e crocodilos. Precisa-se de um milagre, uma “abertura do mar” para um novo continente para que os judeus fugissem daquela opressão.

Foi, então, que Pedro Álvares Cabral, com suas 13 naus, cujos capitães eram na sua maioria de descendência judaica, passaram pelo batismo e eram chamados de cristãos-novos, descobriram o Brasil em abril de 1500. Com tanto capitães de descendência judaica como Sancho de Tovar, Gaspar Lemos, Nicolau Coelho, Simão de Miranda, Simão de Pinha, Diogo Dias e outros abrindo os mares e rotas para a Índia acabam “abrindo o segundo mar vermelho”e descobrindo o Brasil, que a partir do judeu Fernando de Noronha, amigo do rei, passou a trazer milhares e milhares de cristãos-novos ( judeus católicos, marranos ou criptojudeus para às Terras de Santa Cruz  a fim de plantarem cana de açúcar e exportar seu produto para a Europa, enriquecendo ainda mais a coroa portuguesa.

Mas, não demorou muito a Lei da Inquisição chegou ao Brasil e em 1591 quando o rei português envia para o Brasil o primeiro Inquisidor do Santo Ofício, o Senhor Furtado de Mendonça que aqui começa a caça aos cristãos-novos, marranos, criptojudeus mesmo que não praticassem o judaísmo pp. dito, mas que observassem ou guardassem alguma simples tradição judaica já se enquadrava na condição de herege, implicando um processo, julgamento e até mesmo a condenação. Bastava uma denúncia ao Santo Ofício para que se abrisse um processo, cabendo ao réu o dever de sua própria defesa.

Segundo dezenas de livros escritos por historiadores brasileiros de renomes, e estrangeiros, foram encontrados na Torre de Tombo em Lisboa milhares de brasileiros processados e condenados a prisão perpétua, sendo que mais da metade  foram condenados a morte, passando pelas fogueiras na Praça Rossio de Lisboa. A Inquisição no Brasil só acabou, oficialmente, no ano de 1821. Na prática a discriminação e perseguição só começaram a reduzir após a Proclamação da República.  Mas, podemos ver ainda seus resquícios até nos dias de hoje. Por quê? E onde?

Os aspectos espirituais da perseguição ao povo judeu e a Israel, fatos que estão fora do alcance para a maioria dos historiadores, da mídia e de muitos religiosos, tanto judeus como cristãos.

"E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao remanescente da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo" Ap 12,17

A intolerância religiosa sempre levou a humanidade a grandes e terríveis conflitos, extermínios e morte; No caso da Inquisição brasileira, pergunta-se: Se os feiticeiros, bruxas, magos, prostitutas e outros que foram também queimados nas fogueiras representaram menos de 10% dos réus, será que não houve um abuso na condenação e exterminação dos outros 90%, os judeus? Será que somente as causas de pureza de sangue, a intolerância religiosa e o grande patrimônio dos judeus foram as reais e verdadeiras causas da Inquisição Luso-brasileira ter durado 3 séculos e meio? Será que nós sob o prisma da fé não vemos alguma força maligna que sempre quis destruir Israel e seu povo? Basta ler a Bíblia, principalmente a Torá, onde os Amalequitas, os Medianitas, os Cananitas, os Heveus, os Heteus, os Perizeus, os Amorreus e os Jebuzeus eram inimigos ferrenhos do povo de Israel durante e após a travessia do deserto e a conquista da Terra de Canaã, a Terra prometida.

A intenção do espírito do inimigo sempre foi à mesma, não deixar Israel se estabelecer na terra prometida e exterminá-los. Não será que ao longo da história este mesmo espírito das trevas tem atuado até os dias de hoje em relação a Israel e seu povo? Será que os chamados cristãos não podem entender os aspectos espirituais desta interminável perseguição? Se os cristãos realmente estudam e praticam os ensinamentos da Bíblia, por que não vêem os versículos que falam que D'us não rejeitou seu povo (ex. Jr 31:35; Rm 11:1-2) e outros) e o mesmo tem um propósito e um chamado irrevogável e eterno para com os casa de Israel? ( Jr 31:35-37; Rm 11:29;Ez 36:24-28; Zc 2:8, etc.).

Por que não podem ver também outros versículos que falam da restauração do povo e da terra de Israel, ambas necessárias para a vinda do Messias, Jesus (Yeshua)? ( Ez 36:24-28 ;Ez37:12-28, Rm11:15 e 26 ,etc.) Será que Yeshua volta para Nova Iorque, Paris, Roma, ou a Bíblia diz que ele volta para Jerusalém Israel ?( Zc12:10; Rm11:26 e outros). Será que os cristãos não conseguem ver que há uma série de profecias que precisam ser cumpridas pelo povo judeu e pela a nação de Israel para que Yeshua volte, julgue e reine sobre as nações? Será que os cristãos historiadores, a mídia cristã não podem ver Israel como o “relógio de D'us” para a volta do Messias? Será que eles não leram na bíblia versículos que afirmam a salvação dos judeus implica na volta eminente do Messias. Bastam ler os profetas Jeremias, Isaias, Oséas, Ezequiel, Zacarias, e outros, ou mesmo o comentário de Yeshua escrito por Mateus (cap.24) ou mesmo a carta do Apóstolo Paulo aos Romanos ( cap. 11, p. ex.)?   Será que é muito difícil entender o versículo de Apocalipse que diz que pouco tempo resta para o Diabo nesta terra?( Ap12:12) E que é difícil entender que estas forças malignas não querem ver a identidade judaica e nem o Estado de Israel em nossos dias? Se eles não existem ou mesmo não são importantes no contexto da fé, então, as profecias não se cumprirão e o messias também não voltará! Não trará o Messias com Ele um reino de Paz? Claro que sim, pois o Reino está próximo ( Mt3:2)

A Inquisição ainda existe no nosso meio?
Sim, infelizmente, o que mais vemos no meio chamado cristão é a própria heresia de dizer: ...”minha denominação é certa e a sua errada”...só a minha salva...Vocês não são meus irmãos, são primos...etc. Esta mesma intolerância religiosa é que foi a mola mestra da Inquisição. Talvez hoje não existam “fogueiras” para queimar os hereges e os judeus, mas existem tantas intolerâncias religiosas nos livros, na TV, nas Rádios que estão “queimando” e produzindo brigas entre irmãos e até mortes através de atos terroristas entre povos e nações.

Será que o terrorismo mata só por petróleo, terra, dinheiro, ou há algo espiritual atrás deste movimento, onde impera o fanatismo e a intolerância religiosa?

Mas, que lições nós podemos tirar da trágica e cruel Inquisição?
Podemos extrair muitas lições para a geração de nossos dias e para o futuro. Primeiro, precisamos ser tolerantes e respeitar o direito de crença. Não que vamos concordar com todas as religiões e crenças e pregar o ecumenismo irrestrito, absolutamente, não! Mas, pensar e interpretar a bíblia segundo a revelação de cada um é um direito legal. Cada denominação autenticamente cristã precisa ser respeitada, por mais que se distanciem entre si. Mas, quando esta interpretação fere os princípios divinos do amor e da tolerância entre irmãos, então, teremos mais divisões entre os que se dizem crentes e mais fracos estarão.

Segundo, os cristãos não podem cometer os mesmos erros do passado; Terceiro, se os chamados cristãos tivessem   preservados os princípios bíblicos vividos integralmente pelos os apóstolos e discípulos de Yeshua no primeiro século, não teriam caído com certeza nas armadilhas da ganância, da ambição e do domínio imperialista.

É tempo de reflexão, é tempo de oração, é tempo de advento  para um novo Reino, o Reino de D'us, onde o Rei dos reis estará chegando à glória. Baruch Habá ( seja bem-vindo)!

fontes: http://www.geocities.com/lbi_br/rmr0011.html
portal do infinito


Leiam deuteronômio 28, 15-43 e entenderão o porque o judeu vive sob a lei e não pode viola-la!


Shalom!

sábado, 5 de maio de 2012

Como persuadir e alienar as pessoas


Técnicas de persuasão utilizadas por seitas
dominado
Muitas vezes, somos surpreendidos por notícias de que adeptos de determinada seita religiosa cometeram suicídio coletivo ou que são conduzidos a desfazer-se de seus bens, renegarem suas famílias, odiar minorias e perseguir membros de outras denominações religiosas. Ou ainda, eleger um credo religioso como inimigo de suas crenças - em geral, o catolicismo. Em todos esses doentios desvios de comportamento está um componente perigoso quando usado para subjugar a consciência individual: a doutrinação religiosa, que é o primeiro degrau do fanatismo.

Todo o processo de doutrinação dessas seitas é, em grande parte, dirigido por técnicas de persuasão que já estão diretamente ligadas à forma de conquistar as pessoas alcançadas por sua mensagem e, principalmente, manter sob controle os seus adeptos, de tal forma que, mesmo inconscientemente, tais técnicas já fazem parte da identidade dessas organizações.

Em se tratando do Brasil, que se tornou um verdadeiro paraíso para a disseminação de novas seitas a cada dia, os fundadores dessas seitas levam para suas denominações toda a ideologia persuasiva dos credos dos quais se desligaram, formando um ciclo vicioso de persuasão e fanatismo. São fanáticos que geram mais fanáticos, que por sua vez produzem mais e mais fanáticos.

Entre as técnicas existentes, as mais comuns são:

1. Uso de Estereótipos (generalizações)

2. Substituição de Nomes

3. Seleção e Indução

4. Distorções e Falsidade

5. Repetição

6. Escolha de Um Inimigo

7. A Doutrina do Medo

Cada um destes tópicos está explicado abaixo:

1.       Uso de Estereótipos 
O doutrinador utiliza estereótipos para criar impressões fixas sobre determinado grupo de pessoas ou povos. Os indivíduos que compõem estes povos não recebem julgamento em base individual, suas ações são interpretadas de acordo com as expectativas da imagem estereotipada aplicada sobre eles. A propaganda incentiva o estereótipo, seja com conotações positivas ou negativas, para angariar simpatia à mensagem propagada e criar ou aprofundar a hostilidade a outras idéias. Como exemplos de povos quase sempre estereotipados podemos citar os judeus (sovinas), os japoneses (só pensam em trabalho), os árabes - em geral os muçulmanos - (terroristas), os católicos em geral (papistas, mariólatras, idólatras) entre outros.

A mais poderosa arma psicológica usada pelas seitas para incrementar o preconceito é criar estereótipos tanto para si mesma, e seus adeptos, quanto para seus rivais. Os líderes das seitas costumam apresentar as outras organizações religiosas cristãs sob a pior luz possível, de acordo com sua própria interpretação particular da Bíblia, além de uma seletiva interpretação de fatos históricos. Esmera-se em criar estereótipos desfavoráveis com o objetivo de degradar o cristianismo praticado por outras religiões, selecionando aspectos negativos de determinados grupos cristãos durante a história, tal como o conflito entre católicos e protestantes na Irlanda e as Cruzadas. E generaliza suas conclusões aplicando ao todo das religiões cristãs – no presente e no passado – as características negativas específicas de grupos locais ou de determinada época. Devido ao estereótipo das demais religiões cristãs, cultivado com imagens negativas selecionadas.

Não há surpresa em verificar que os líderes dessas seitas minimizam e desprezam qualquer boa ação da parte de cristãos individuais de outros grupos religiosos. Para essas seitas, as demais denominações cristãs são todas igualmente más e fazem parte de “Babilônia, a grande”, o império mundial da religião falsa, nome extraído do livro bíblico de Revelação 18:2. Somente elas possuem a verdade “verdadeira” e devem divulgá-la aos falsos cristãos das outras denominações religiosas, para encontrar entre eles as ovelhas perdidas, os que “amam a Deus”, livrá-los da idolatria, da infidelidade literal à Bíblia, da veneração aos santos e a Maria.

Ainda conforme os estereótipos criados por essas seitas na mente de seus adeptos, o ensinamento e as publicações da seita são os verdadeiros alimentos espirituais providos por Deus. Todas as demais fontes de informação resumem-se a filosofias e pensamentos de homens, devendo ser tratadas como tal. Estes estereótipos inseridos nas mentes dos seus seguidores são baseados exclusivamente em informações tendenciosas, preparadas de maneira a justificar a ascendência da seita sobre eles e assim conduzi-los a compartilhar das mesmas conclusões propostas pelos seus líderes. Dando a impressão de que existem “provas” apontando que sua seita e, por conseguinte, que seus membros são os únicos “portadores da verdade”.

2. Substituição de Nomes 
A substituição de nomes é uma prática comum do doutrinador. Ao criar a mensagem, o doutrinador substituirá algumas palavras por outras, que produzirão uma impressão diversa do sentido original, com objetivo de realçar ou diminuir emoções e assim conquistar a aceitação da mensagem pelo público-alvo. Exemplificando, para os defensores da legalização do aborto, o bebê que a mulher grávida carrega na barriga torna-se um “feto”, pois é evidente que a morte de alguma coisa chamada feto choca muito menos que a de um bebê. Da mesma forma, para seus defensores, o capitalismo feroz transforma-se num singelo “livre empreendimento”.

Essas seitas fazem exatamente o mesmo em suas abordagens de forma a conseguir a aceitação de seus ensinamentos por parte daqueles que são alcançados por sua mensagem. Desta maneira, as demais religiões são reunidas em designações depreciativas que as designe: Os católicos são tratados por “papistas ou idólatras”; os adeptos do candomblé ou espíritas, por “feiticeiros”. A depender da linha protestante, os estereótipos podem ser ainda mais abrangentes: “os pentecostais”, os “neo-pentecostais”, os “renovados”, os “conservadores” e etc. Mais interessante é o fato dessas seitas estarem inclusas, em sua maioria, entre os últimos quatro grupos citados, e ainda assim criarem substituições entre si.

A forma pejorativa visa, naturalmente, diminuir ou eliminar qualquer base de respeitabilidade de tais denominações religiosas. Qualquer que não seja membro da seita é chamado simplesmente de “mundano” e aqueles que abandonam a denominação recebem o rótulo negativo de “apóstata”. Similarmente, porém com sentido positivo, os integrantes da seita são chamados constantemente de “cristãos”, “ungidos”, “povo de Deus”, “escolhidos”, “rebanho”, “crentes”, “escravo fiel e discreto”, identificando-os com passagens bíblicas. Estes termos, que são definidos como linguagem descritiva, provocam reações emocionais instantâneas, com julgamentos positivos ou negativos, cada vez que as palavras ou frases são verbalizadas ou lidas.

3 Seleção e Indução 
Na técnica de “Seleção”, o doutrinador seleciona cuidadosamente a informação para que os pontos destacados estimulem os leitores ou ouvintes para as conclusões que, espera-se, eles atinjam. Informações são cuidadosamente omitidas quando são inúteis para influenciar a conclusão final, pois do “fiel” é esperado um julgamento baseado única e exclusivamente nas indicações e dados fornecidos. Freqüentemente, o “fiel” não tem conhecimento da existência de outras informações que possam contradizer a conclusão que dele se espera. A seleção cuidadosa das evidências limita a possibilidade do leitor questionar as afirmações e conclusões do doutrinador, isto é deliberadamente planejado para evitar ou desestimular raciocínios pessoais e avaliações independentes.

Similar a esta é a técnica de “indução”. Indução é uma forma de argumentação onde toda a evidência (verdadeira ou falsa) é simbolicamente empilhada, em ordem, de modo que sejam lidas ou ditas uma a uma, em seqüência, fazendo com que no final a única conclusão, possível, seja aquela que o doutrinador quer ver aceita. É freqüente nesta técnica a comparação das idéias do doutrinador com as idéias dos opositores, porém é feita de tal maneira que o ponto de vista do primeiro parece ser sempre a idéia correta.

Não raro ao sermos abordados por um membro de uma seita, o mesmo utiliza desse recurso (mesmo que inconscientemente, já que sua formação nele se baseou), habitualmente faz perguntas fechadas, por sinal, perguntam muito e respondem muito pouco, e tentam conduzir as conclusões do interlocutor aos seus objetivos.

1.       Por exemplo: 

- Você crê na Bíblia, crê que ela seja a palavra de Deus? – pergunta o adepto da seita.
- Sim, claro que creio – responde o desinformado.
- Bem, se você crê na Bíblia, crê que ela seja a palavra de Deus, logo, você crê que tudo o que esteja fora dela não vem de Deus.
- É né... Parece que é isso mesmo. – responde o fiel que desconhece os pilares da sua própria doutrina, nada sabe da Bíblia e foi fisgado por uma argumentação “indutiva” das mais fajutas.

Uma pessoa desinformada, bombardeada por esta saraivada de informações e evidências apresentadas por essas seitas, provavelmente concordará com o ponto de vista das mesmas. Contudo, assim como em toda informação prestada por essas seitas, existe sempre um outro lado que está ausente, que não foi apresentado ou foi apresentado fora do contexto, deslocado do objetivo original, mutilado e editado. O destinatário da mensagem dessa seita é induzido a concluir que a opinião dela (da seita) é a única solução viável. De uma coisa é preciso estar bem ciente: a seita e seus doutrinadores usarão somente informações - mesmo sendo questionada no contexto original - que apontem na direção de suas conclusões e ignorará ou desconsiderará qualquer outra informação que possa levar alguém a uma outra conclusão diferente.

4. Distorções e Falsidade
A falsidade é um método comumente usado pelos doutrinadores. Fabricando, torcendo, esticando ou omitindo evidências utilizadas na doutrinação obtendo resultados eficazes. Histórias falsas de atrocidades têm sido usadas nas Cruzadas, na inquisição e em todos os períodos negros da história da Igreja, isso sem considerar que os fatos reais ocorridos nesses períodos falam por si. Mas, é necessário para essas seitas dramatizar situações, ressaltar ou inventar fatos tendo em vista a despertar a ira e o desprezo de seus adeptos pela Igreja Católica e seus fiéis, e demais religiões, e isso tem sido feito com grande eficácia. Exemplo:

´A 500 anos atrás o Papa mandou ´matar´ Galileu só porque ele disse que a terra é redonda. A 2.700 anos atrás a Bíblia já dizia que a terra é redonda (Isaías 40:22)´.

Fonte: Do livro "Será Mesmo Cristão o Catolicismo Romano?" - Hough P. Jeter.

Estas frases contêm várias imprecisões, próprias de quem fala sem saber ao certo o que diz:

· Galileu faleceu em 1642, portanto há pouco mais de 350 anos - e não há 500 anos; faleceu de morte natural, não foi assassinado a mando de nenhum papa. Foi perseguido pela inquisição? Sim foi, mas por defender o heliocentrismo - o sol como centro do universo - e não que a terra era redonda. E Isaías (Is 40´55) profetizou durante o exílio (587´538 aC), ou seja, há 2.500 anos aproximadamente; ao falor do ´ciclo da terra´, não se pode dizer que tinha em vista a esfericidade da terra, já que ciclo refere-se a conjunto de tudo o que havia no mundo conhecido, e não necessariamente a forma arredondada do globo.

Ou seja, quem vier a ler esse texto tomará uma mentira por uma verdade, pior, o autor cita fontes em seu livro, entre elas, documentos da própria Igreja Católica que não cita em nenhuma de suas linhas qualquer referência à mentira descrita. Ou seja, não há a intenção de informar, mas confundir.

Em suma, não há limite ético ou moral nesse recurso, deseja-se apenas que o membro da seita acredite na mentira que lhe é passada, afinal, não dispondo de informações que contradigam os argumentos da seita, fatalmente o adepto não discutirá as fontes e nem a procedência da informação, principalmente quando vê citadas tantas fontes aparentemente fidedignas como enciclopédias e documentos da própria Igreja Católica. Ademais, qualquer mínima contestação coloca o adepto e não a seita sob suspeição, o adepto passará a ser visto como uma "ovelha negra" no meio do rebanho, e passará a ser coagido e vigiado de todas as formas. O objetivo final não é passar uma informação, mas desenvolver no adepto uma atitude hostil frente as outras Igrejas e seus fiéis, se o caminho para isso é lícito ou não, pelo exemplo acima é bastante fácil chegar a uma conclusão.

5. Repetição
O doutrinador usa a repetição para gravar a mensagem nas mentes da audiência. Joseph Goebbles, ministro da propaganda de Adolf Hitler, sustentava: "Se uma mentira for repetida mil vezes, sempre com convicção, tornar-se-á uma verdade". Portanto, se uma palavra ou frase for usada repetidas vezes, depois de algum tempo será aceita, tendo significado verdadeiro ou não.

As seitas usam muito esta técnica e repetem exaustivamente muitas palavras, e tais palavras ganham a conotação mental de um estigma. Ao referir-se a católicos dizem exaustivamente palavras como "idólatras", "papistas" ou ainda "romanistas".A utilização repetitiva desses termos automaticamente remontam às substituições de nomes que tratamos neste artigo, provocam a imediata associação de tais termos a negatividades, a coisas que devem ser combatidas, coisas que devem ser evitadas ou subjugadas.

Por outro lado, utilizam da mesma técnica quando desejam atribuir a si próprios uma conotação diferente quando se referem ao universo de religiões. Habitualmente chamam a si próprios de "cristãos" numa referência exclusivista, ou ainda atribuem à palavra "irmão" apenas àqueles que compartilham de seu credo, colocando inclusive laços consangüíneos apartados dessa definição. Atribuem a todos os demais seres humanos da terra a definição "do mundo", como se estivessem à parte do necessário bom convívio humano. Enfim, repetem, repetem e repetem, até que essas palavras repetidas ganhem uma conotação automática. Os adeptos não são apenas doutrinados com a repetição de palavras, mas com o uso repetido das mesmas associadas ao estigma aplicado a elas, ora positivo, ora negativo.

6. Escolha de um Inimigo
O doutrinador terá sempre um inimigo. A mensagem "não é somente PARA algo mas também CONTRA algo, um inimigo real ou imaginário que tenta frustrar a suposta vontade de sua audiência" . Dois efeitos são observados:

1. A agressividade é direcionada para outros e não para as causas defendidas pelo doutrinador;

2. Ajuda consolidar a lealdade dos que estão dentro do grupo. O doutrinador descreve com imagens estereotipadas e diabólicas o inimigo identificado. Quanto mais forte o inimigo, mais forte será a unificação do grupo à causa, uma unificação que é baseada no medo e no ódio.

As seitas, em geral, sempre foram bem sucedidas em criar imagens temíveis de inimigos maléficos para incutir medo e suspeita nos seus adeptos. Instilou também a imagem de que Deus protege aqueles que mantêm a obediência dentro da organização e os que estão fora dela serão fatalmente destruídos por Deus. Toda e qualquer crítica dirigida à seita, ou mesmo ao que ela acredita, será maximizado como uma perseguição declarada, e como crêem ser os únicos detentores da verdade, essa imaginária perseguição afeta diretamente o estabelecimento do Reino de Deus, e todos os seus adeptos têm por obrigação assumir a defesa desse "reino" personificado nessa seita. Ou seja, a seita será sempre uma vítima e todos os demais são inimigos em potencial quando se contrapõem a ela.

Da mesma forma, eleger um inimigo facilita bastante as coisas. É com base nesse inimigo que a doutrinação encontrará seu ápice. Não são poucas as denominações religiosas que fazem da Igreja Católica o centro de sua existência. "Se há algo a combater, vamos combater aquela a quem todas as outras seitas combatem", pensa o doutrinador. Esse é o único pensamento no qual há consenso entre as diversas seitas existentes. Se há algo a comparar negativamente, compara-se com a Igreja Católica. Se houve uma reforma nas instalações do templo, o doutrinador dirá: "Vejam como ficou belo o nosso templo... e sem precisar de qualquer imagem". Se houvesse a mínima possibilidade da Igreja Católica sucumbir, certamente que futuro dessas seitas seria muito curto.

7. A Doutrina do Medo
Por fim, temos o mais terrível estágio da doutrinação: o medo que a própria seita infunde no indivíduo, e que tem graves desdobramentos e, não raro, conduz a graves danos psicológicos e morais.

O adepto é conduzido a ter medo da própria seita, não de forma direta, mas através de vários conceitos que lhe são impostos. A seita, a todo o tempo, se ocupa de manter sob seu controle os membros já conquistados. Para isso, utiliza de todos os recursos de persuasão antes citados, mas aplica-os de forma perspicaz entre seus adeptos.

Não raro, vários membros dessas seitas são conduzidos a ver naqueles que não professam a sua crença um oponente. Pouco importando se esse oponente imaginário seja alguém de seu convívio mais próximo ou um parente que não comungue da mesma crença. Famílias são destruídas por conta dessa linha doutrinária, casamentos são desfeitos, filhos são abandonados, relações estáveis de amizade são rompidas. A seita incutiu no adepto a noção de que ele faz parte da "luz", é um "filho da luz" pelo fato de integrar a seita, e todos os demais são "trevas", e a luz não se deve misturar com as trevas. Incute, ainda, outro temor que impede o livre pensar do adepto: o de que ele - o adepto - caso se desligue da seita passará a fazer parte desse reino de trevas. Muitas vezes o adepto sente-se motivado a abandonar a seita, mas permanece fiel por medo de ver-se segregado pelos amigos e parentes.

Um outro aspecto da doutrina do medo se reflete nos graves danos psicológicos provocados naqueles que se desligam da seita. Perdem o convívio dos amigos e da família, perdem suas casas, sua identidade social, muitas vezes perdem seus empregos ou oportunidades de trabalho, além de não mais conseguirem se ajustar socialmente a qualquer outro grupo.

Não raro, sentimentos de culpa passam a permear a vida do ex-adepto, ele passa a sentir-se culpado pela ruptura familiar, tem sobre si a impressão de falência existencial. Tudo isso somado ao pior dos frutos: o ceticismo. A religião e a fé se tornaram fonte de sofrimento, ou seja, a seita que não escraviza; indiferentiza. Cria um ser humano onde a fé, antes fecunda, se verteu em indiferentismo e ceticismo. Isso é facilmente explicável: o deus de uma seita, é ela mesma.


fonte: http://www.universocatolico.com.br/index.php?/religiao-e-lavagem-cerebral-tecnicas-de-persuasao-utilizadas-por-seitas-religiosas.html

As igrejas utilizam estas técnicas, sobretudo a teologia do medo como meio de escravizar seus fiéis. Você é proibido de pensar, de questionar e de analisar. Se você fizer isso, vai perder sua salvação, vai para o inferno por que esta sendo usado pelo satanás.

Saia da prisão! Pense! "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" Jo 8,32

Não se deixe escravizar por medos e dogmas!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...