domingo, 6 de maio de 2012

9 de Av : Como o ódio é pior que a idolatria e demais pecados


9 de av: Rompendo Muralhas
Jane Bichmacher de Glasman
Queda do primeiro templo

Rupturas e angústias
O período de 3 semanas de 17 de Tamuz a 9 de Av é conhecido como bein há-meitzarim que significa entre angústias, aflições ou literalmente, estreitezas[1].

Em 17 de tamuz recordamos muitas rupturas: das tábuas por Moisés; das muralhas de Jerusalém; do santuário do Templo profanado; da oferenda diária interrompida; dos rolos de Torá queimados por Apóstomo... Não foi à toa que Sadam Hussein “batizou” seu reator nuclear de Tamuz 17!

Já 9 de av é a data mais sombria do calendário judaico.

O Talmud (Taanit 29-a) nos conta que tudo começou um ano e meio após o êxodo do Egito: antes de o povo judeu entrar e conquistar a Terra Prometida, Moisés enviou para lá doze espiões. Ao voltarem, disseram ao povo que os habitantes eram muito fortes e que os judeus tinham poucas chances de vencê-los. Segundo a Torá, "Naquela noite, o povo chorou" (Nm 14:1). D’us puniu os israelitas por essa falta de fé, decretando que iriam errar pelo deserto durante 40 anos até morrer. Somente seus filhos iriam entrar na Terra Prometida. E acrescentou: "Esta noite choraram em vão; Proclamarei este dia como dia de luto para as gerações vindouras". Era dia 9 de Av...

E é longa a lista de fatos trágicos que nele se registram:

586 a.e.c. - Destruição do Primeiro Templo pelos babilônios;

70 e.c. - Destruição do Segundo Templo pelos romanos e o início do Exílio;

135 - Queda de Betar, último reduto da Revolta de Bar Kochba, com milhares de judeus mortos ou exilados e a última esperança de reconquistar a independência dos romanos destruída;

136 - Jerusalém foi destruída e a romana de Aelia Capitolina estabelecida em seu lugar;

1290 - Assinatura do édito de expulsão dos judeus da Inglaterra;

1492 - Os judeus foram expulsos da Espanha;

1555 - O Papa Paulo IV força todos os judeus de Roma a se mudarem para uma área malcheirosa próxima ao Rio Tiber e a pagar pelo muro que cercava o Gueto;

1914 - Início da Primeira Guerra Mundial (e a Alemanha derrotada foi o solo fértil da Shoá);

1942 - Começo da deportação dos judeus do Gueto de Varsóvia.

No ciclo de vida judaico, que continua e se repete, foram inseridas tradições para lembrar que a alegria não está completa sem Jerusalém e o Templo:

- um prato é quebrado na assinatura de um contrato de noivado;
- o noivo quebra um copo debaixo da hupá após a cerimônia de casamento;
- uma pequena parte de parede em toda casa nova é deixada sem gesso ou sem pintura

Como o ódio pode ser pior que a idolatria, perversão, paganismo e demais pecados
 O Talmud (Yomah 9b) explica que o Primeiro Templo foi destruído por causa de idolatria, homicídios e imoralidade sexual.

Durante a época do Segundo Templo, os judeus estudavam a Torá e respeitavam suas leis; todavia, se odiavam.


Não vemos por exemplo Jesus acusando os judeus de idolatria, mas de serem maus e perversos: (Mt 11,16/12,39/12,41/12,42/12/45)


Ele foi destruído por uma só razão: sinat hinam ou ódio gratuito: as pessoas se odiavam sem nenhuma razão, não havia compaixão e falavam mal uns dos outros (lashon hará).

Nossos sábios ensinam que esses atos são equivalentes (ou piores) do que idolatria, imoralidade e assassinato. Tanto que o Primeiro Templo foi reconstruído 70 anos após sua destruição, e o segundo, quase 2000 anos depois, ainda não...

O Talmud (Guitin 55-57a) conta uma estória que simboliza este ódio: no meio de um banquete dado por um homem rico, este descobre que Bar Kamtsa, seu inimigo, tinha sido convidado em vez de Kamtsa, seu amigo, e se recusa a ouvir a súplica de Bar Kamtsa para não ser humilhado em público ou mesmo sua oferta para pagar as despesas. Pôs Bar Kamtsa para fora à força, o qual, em represália, incitou Roma contra o povo judeu.

O anfitrião não aceitou Bar Kamtsa de jeito algum. Qualquer reconhecimento seria admitir que existisse um intrínseco relacionamento. Permitir que Bar Kamtsa ficasse significaria haver uma conexão, e, portanto, em algum nível, um compromisso - e isso, para o anfitrião, era impensável.
E esta é a essência do Sinat hinam, ódio gratuito: a recusa em reconhecer um relacionamento, uma conexão, um compromisso com o outro, não por causa de algo que a pessoa fez, mas tão somente por causa da pessoa, sua presença, intruso no “espaço pessoal”. Sinat hinam significa que o simples fato de a outra pessoa existir é uma ofensa.

Uma lenda (Midrash Eicha Raba) narra, com fins educativos, que na noite de Tisha beAv, a alma do patriarca Abrahão entrou no Kodesh há-Kodashim[2] e perguntou: D´us, onde estão meus filhos? D´us respondeu: Eles pecaram, portanto os exilei entre as nações. Abrahão insiste: Mas não havia nenhum virtuoso? D’us explicou: Cada um se regozijou com a ruína do outro...

As muralhas
E qual a relação disto com as muralhas de Jerusalém?
Uma muralha protege os que estão dentro de invasores indesejáveis e une os que estão dentro de seus limites, forçando o reconhecimento de um vínculo entre as pessoas. Quando ela é rompida, ambas as funções são perturbadas - inimigos podem penetrar na cidade e as pessoas podem ignorar suas obrigações, abandonar a cidade, romper sua unidade.

A muralha que cercava Jerusalém unia os judeus numa existência comum através de Ahavat Israel, amor fraterno, porque dentro do muro localizava-se o Templo, representando a mais elevada conexão e o mais profundo compromisso. Sinat hinam, a falta de união, de consciência da conexão essencial entre o povo judeu, provocou o exílio. Para trazermos a Redenção, precisamos praticar Ahavat chinam, amor gratuito e incondicional. Para reconstruir a muralha, precisamos reconhecer e validar nossos relacionamentos, exprimir nossa unidade essencial.

Um só coração...
 “Nada mais inteiro do que um coração partido[3]”...

Conta-se que, certa vez, Napoleão Bonaparte ouviu lamentos e choros vindos de uma sinagoga. Querendo saber o motivo, vieram lhe informar que aquele era o dia de Tisha beAv e que os judeus estavam chorando pela destruição de seu Templo em Jerusalém. “Como eu não ouvi falar? Quando aconteceu?”, perguntou Napoleão. Quando descobriu que o fato havia ocorrido quase 2.000 anos atrás, Napoleão disse: “Uma nação que recorda seu Templo destruído e lamenta tão profundamente e por tanto tempo sua perda, certamente terá o mérito de vê-lo reconstruído!”

É hora de unirmos nossos corações. Parafraseando Napoleão, não há outro povo no mundo cuja vida tenha sido tão influenciada por acontecimentos tão antigos. Apenas quem sabe lembrar e sofrer as dores do passado é capaz de reconstruir o seu futuro.

[1] Esta seria a origem judaica da expressão “agosto, mês de desgosto”, introduzida por cristãos-novos, pois o mês de Av costuma cair nesta época. Ver “9 de Av e Sefarad” Visão Judaica nº 70, julho de 2008 www.visaojudaica.com.br/Julho2008/artigos/4.html
[2] O lugar mais sagrado do Templo em que apenas o Sumo Sacerdote podia entrar em Iom Kipur
[3] Frase de Rabi Menachem Mendel de Kotzk (Polônia, 1787-1859)

fonte: rio total

O que o mundo deve aos judeus


O QUE O MUNDO DEVE AO POVO JUDEU?

“Caberia um pedido de perdão ao povo judeu pela Inquisição?”
Por Marcelo Miranda Guimarães

Inquisição
Alguns anos atrás o falecido Papa João Paulo II fez um gesto digno de humildade e amor quando reiterou, publicamente, seu pedido de perdão feito em 2000 pelos erros do passado em relação à intolerância religiosa, por ocasião da publicação de um livro de autoria de um professor da Universidade Católica de Sapienza-Itália sobre o tema Inquisição.  Antes, porém, ele já havia também pedido perdão aos judeus, por ter o Vaticano se calado no período do Holocausto que ocorreu na 2ª guerra mundial.

Tal honroso gesto deveria também ter sido feito pelas Entidades que representam a Comunidade Cristã Evangélica mundial, oriundas da Reforma Protestante iniciadas no século XVI. Pois, afinal, trata-se de uma atitude do cristianismo em geral em relação ao judaísmo, no qual se encontram as raízes da fé cristã.

Mas, o que tem o Brasil haver com isto? Houve Inquisição no Brasil?
A Inquisição que teve seus primórdios nos séculos XII e XIII na Europa sob o comando de Roma, chegou à Espanha no dia 1º de novembro de 1478 através do pedido dos reis católicos quando receberam do Papa Sisto IV a Bula intitulada “Exigit sincerae devotionis affectus (O amor da sincera devoção exige...) que a princípio combatia toda a heresia daquele tempo, destacando os feiticeiros, as bruxas, as prostitutas e homossexuais, filósofos e cientistas (que divergissem da sã doutrina católica) e, principalmente, os judeus.

Mas, por que os judeus?
Como os réus judeus representaram mais de 80%, segundo a historiadora da USP, Dra. Ana Novinsky, centralizarei na pergunta: Por que os judeus? Antes de responder a esta pergunta temos que relembrar um pouco da história. No século XII e XIII, época da Renascença Judaica, a Espanha havia se tornado o maior pólo judaico do mundo, chegando o povo hebreu representar 25% da população da Península Ibérica.  Para se ter uma idéia desta grande concentração de judeus naquela região, desde  a época do Rei Salomão que mandava buscar mármores e madeiras para a construção do 1o. Templo de Jerusalém, os judeus começaram para lá imigrar. Após o exílio da Babilônia muitos judeus foram morar nas terras ibéricas. Quando o Imperador Tito de Roma, expulsou os judeus de Israel no ano 69 d.C. muitos e muitos judeus foram também para a Terra de Sefarad ( Espanha) juntar-se aos compatriotas que lá já moravam. Por que perseguir os judeus, então?

Primeiro, este povo representava um risco para o país, pois ¼ da população era demasiadamente alto; Segundo, os judeus detinham o sistema financeiro (primeiro sistema bancário da Europa), além de muitos trabalharem na ciência, na astronomia, nas navegações, muitos eram médicos, oficiais do governo, policiais, etc. Tal população exercia de certa maneira um monopólio em assuntos estratégicos da Coroa; Terceiro, a mistura de povos (vários foram os estatutos de pureza de sangue) nesta época). Por exemplo, no ano 1215, o Concílio de Latrão determinou que os judeus andassem com distintivos para não serem confundidos com os cristãos); Quarto, os judeus, praticantes do judaísmo, viviam em guetos (juderias) isolados devido às suas tradições e práticas religiosas, como casar-se entre si, a guarda dos mandamentos, destacando o sábado, dia no qual descansavam; não praticar a idolatria e crer em um só D'us,etc. Tudo isto era um tanto estranho, divergindo da cultura e dos costumes locais, principalmente, no que tange à idolatria tão praticada pelos chamados cristãos da época; Quinto, por não serem proselitistas, o crescimento se dava entre eles, não recebendo na maioria das vezes os chamados gentios (goyim), salvo quando uma minoria inexpressiva deles se convertia ao judaísmo. Mas, o grande e principal motivo não dito pelos historiadores, segundo minha opinião, foi o antissemitismo que começou a ser mais acentuado na Igreja Cristã após o domínio de Roma no ano 312 D.C., quando o Imperador Constantino decretou o cristianismo (mais tarde sob a forma de catolicismo) fosse à religião do império.

A grande verdade é que desde que o sistema de Roma se desligou de suas raízes judaicas, o povo judeu passou a ser perseguido pelos líderes cristãos, como Crisóstomo, Marcião e outros que acusaram os judeus de “deicídio”, ou seja, assassinato de Deus, pois mataram a Jesus Cristo, o divino filho de Pai. Todos estes motivos se tornaram ameaças para a difusão e o crescimento do então cristianismo. Aquele velho e antigo princípio de que minha religião é certa e a de todo mundo é errada e herege, contribuiu para que a intolerância religiosa da época não aceitasse mais os judeus em seu meio, mesmo que se pagasse um alto preço pela sua expulsão ou pelo seu próprio aniquilamento. A antipatia generalizada pelo puritanismo judeu e todos os motivos enumerados acima fizeram com que os reis católicos Ferdinando Aragão e Isabel decretassem a expulsão de todo povo hebreu daquele país no dia 30 de março de 1492, salvo aqueles que desejassem se converter ao catolicismo, sendo então, batizados. Incluía também todo o confisco de bens daquele povo. O resultado disto foi que mais 280 mil judeus deixaram aquele país. A história mostra que 100 mil judeus cruzaram a fronteira com Portugal e lá passaram a residir em busca de sua liberdade religiosa.

Em Portugal, os judeus se instalaram juntando-se aos outros que lá já moravam. Portugal nunca havia recebido tanta riqueza e conhecimento científico de uma só vez trazidos pelos os judeus. Por exemplo, o judeu, Gaspar Lemos, ajudou Vasco da Gama a descobrir o caminho para a Índia. Portugal aceitou os judeus sob uma condição tributária, pois deviam pagar uma pesada taxa de imigração e impostos que chegavam até 25% dos bens e rendas auferidas pelos judeus. Mas, mesmo assim, a maioria aceitou tal condição em troca da moradia em terras lusitanas. Os judeus mais pobres, sem alternativa, se convertiam ao catolicismo, enquanto outros tinham sua liberdade em troca dos pesados impostos. Em 1496, D. Manoel I casa-se com a filha dos reis católicos de Espanha, os reinos se ajuntam e as Leis da Inquisição da Espanha passam a valer em Portugal. Os judeus, então, ou se convertiam ao catolicismo ou seriam processados, julgados e condenados a morrerem nas fogueiras da Inquisição de Lisboa. Sem alternativas, milhares e milhares de judeus portugueses morreram. Suas crianças foram tiradas de seus pais e levadas para as ilhas vizinhas e lá eram comidas por feras e crocodilos. Precisa-se de um milagre, uma “abertura do mar” para um novo continente para que os judeus fugissem daquela opressão.

Foi, então, que Pedro Álvares Cabral, com suas 13 naus, cujos capitães eram na sua maioria de descendência judaica, passaram pelo batismo e eram chamados de cristãos-novos, descobriram o Brasil em abril de 1500. Com tanto capitães de descendência judaica como Sancho de Tovar, Gaspar Lemos, Nicolau Coelho, Simão de Miranda, Simão de Pinha, Diogo Dias e outros abrindo os mares e rotas para a Índia acabam “abrindo o segundo mar vermelho”e descobrindo o Brasil, que a partir do judeu Fernando de Noronha, amigo do rei, passou a trazer milhares e milhares de cristãos-novos ( judeus católicos, marranos ou criptojudeus para às Terras de Santa Cruz  a fim de plantarem cana de açúcar e exportar seu produto para a Europa, enriquecendo ainda mais a coroa portuguesa.

Mas, não demorou muito a Lei da Inquisição chegou ao Brasil e em 1591 quando o rei português envia para o Brasil o primeiro Inquisidor do Santo Ofício, o Senhor Furtado de Mendonça que aqui começa a caça aos cristãos-novos, marranos, criptojudeus mesmo que não praticassem o judaísmo pp. dito, mas que observassem ou guardassem alguma simples tradição judaica já se enquadrava na condição de herege, implicando um processo, julgamento e até mesmo a condenação. Bastava uma denúncia ao Santo Ofício para que se abrisse um processo, cabendo ao réu o dever de sua própria defesa.

Segundo dezenas de livros escritos por historiadores brasileiros de renomes, e estrangeiros, foram encontrados na Torre de Tombo em Lisboa milhares de brasileiros processados e condenados a prisão perpétua, sendo que mais da metade  foram condenados a morte, passando pelas fogueiras na Praça Rossio de Lisboa. A Inquisição no Brasil só acabou, oficialmente, no ano de 1821. Na prática a discriminação e perseguição só começaram a reduzir após a Proclamação da República.  Mas, podemos ver ainda seus resquícios até nos dias de hoje. Por quê? E onde?

Os aspectos espirituais da perseguição ao povo judeu e a Israel, fatos que estão fora do alcance para a maioria dos historiadores, da mídia e de muitos religiosos, tanto judeus como cristãos.

"E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao remanescente da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo" Ap 12,17

A intolerância religiosa sempre levou a humanidade a grandes e terríveis conflitos, extermínios e morte; No caso da Inquisição brasileira, pergunta-se: Se os feiticeiros, bruxas, magos, prostitutas e outros que foram também queimados nas fogueiras representaram menos de 10% dos réus, será que não houve um abuso na condenação e exterminação dos outros 90%, os judeus? Será que somente as causas de pureza de sangue, a intolerância religiosa e o grande patrimônio dos judeus foram as reais e verdadeiras causas da Inquisição Luso-brasileira ter durado 3 séculos e meio? Será que nós sob o prisma da fé não vemos alguma força maligna que sempre quis destruir Israel e seu povo? Basta ler a Bíblia, principalmente a Torá, onde os Amalequitas, os Medianitas, os Cananitas, os Heveus, os Heteus, os Perizeus, os Amorreus e os Jebuzeus eram inimigos ferrenhos do povo de Israel durante e após a travessia do deserto e a conquista da Terra de Canaã, a Terra prometida.

A intenção do espírito do inimigo sempre foi à mesma, não deixar Israel se estabelecer na terra prometida e exterminá-los. Não será que ao longo da história este mesmo espírito das trevas tem atuado até os dias de hoje em relação a Israel e seu povo? Será que os chamados cristãos não podem entender os aspectos espirituais desta interminável perseguição? Se os cristãos realmente estudam e praticam os ensinamentos da Bíblia, por que não vêem os versículos que falam que D'us não rejeitou seu povo (ex. Jr 31:35; Rm 11:1-2) e outros) e o mesmo tem um propósito e um chamado irrevogável e eterno para com os casa de Israel? ( Jr 31:35-37; Rm 11:29;Ez 36:24-28; Zc 2:8, etc.).

Por que não podem ver também outros versículos que falam da restauração do povo e da terra de Israel, ambas necessárias para a vinda do Messias, Jesus (Yeshua)? ( Ez 36:24-28 ;Ez37:12-28, Rm11:15 e 26 ,etc.) Será que Yeshua volta para Nova Iorque, Paris, Roma, ou a Bíblia diz que ele volta para Jerusalém Israel ?( Zc12:10; Rm11:26 e outros). Será que os cristãos não conseguem ver que há uma série de profecias que precisam ser cumpridas pelo povo judeu e pela a nação de Israel para que Yeshua volte, julgue e reine sobre as nações? Será que os cristãos historiadores, a mídia cristã não podem ver Israel como o “relógio de D'us” para a volta do Messias? Será que eles não leram na bíblia versículos que afirmam a salvação dos judeus implica na volta eminente do Messias. Bastam ler os profetas Jeremias, Isaias, Oséas, Ezequiel, Zacarias, e outros, ou mesmo o comentário de Yeshua escrito por Mateus (cap.24) ou mesmo a carta do Apóstolo Paulo aos Romanos ( cap. 11, p. ex.)?   Será que é muito difícil entender o versículo de Apocalipse que diz que pouco tempo resta para o Diabo nesta terra?( Ap12:12) E que é difícil entender que estas forças malignas não querem ver a identidade judaica e nem o Estado de Israel em nossos dias? Se eles não existem ou mesmo não são importantes no contexto da fé, então, as profecias não se cumprirão e o messias também não voltará! Não trará o Messias com Ele um reino de Paz? Claro que sim, pois o Reino está próximo ( Mt3:2)

A Inquisição ainda existe no nosso meio?
Sim, infelizmente, o que mais vemos no meio chamado cristão é a própria heresia de dizer: ...”minha denominação é certa e a sua errada”...só a minha salva...Vocês não são meus irmãos, são primos...etc. Esta mesma intolerância religiosa é que foi a mola mestra da Inquisição. Talvez hoje não existam “fogueiras” para queimar os hereges e os judeus, mas existem tantas intolerâncias religiosas nos livros, na TV, nas Rádios que estão “queimando” e produzindo brigas entre irmãos e até mortes através de atos terroristas entre povos e nações.

Será que o terrorismo mata só por petróleo, terra, dinheiro, ou há algo espiritual atrás deste movimento, onde impera o fanatismo e a intolerância religiosa?

Mas, que lições nós podemos tirar da trágica e cruel Inquisição?
Podemos extrair muitas lições para a geração de nossos dias e para o futuro. Primeiro, precisamos ser tolerantes e respeitar o direito de crença. Não que vamos concordar com todas as religiões e crenças e pregar o ecumenismo irrestrito, absolutamente, não! Mas, pensar e interpretar a bíblia segundo a revelação de cada um é um direito legal. Cada denominação autenticamente cristã precisa ser respeitada, por mais que se distanciem entre si. Mas, quando esta interpretação fere os princípios divinos do amor e da tolerância entre irmãos, então, teremos mais divisões entre os que se dizem crentes e mais fracos estarão.

Segundo, os cristãos não podem cometer os mesmos erros do passado; Terceiro, se os chamados cristãos tivessem   preservados os princípios bíblicos vividos integralmente pelos os apóstolos e discípulos de Yeshua no primeiro século, não teriam caído com certeza nas armadilhas da ganância, da ambição e do domínio imperialista.

É tempo de reflexão, é tempo de oração, é tempo de advento  para um novo Reino, o Reino de D'us, onde o Rei dos reis estará chegando à glória. Baruch Habá ( seja bem-vindo)!

fontes: http://www.geocities.com/lbi_br/rmr0011.html
portal do infinito


Leiam deuteronômio 28, 15-43 e entenderão o porque o judeu vive sob a lei e não pode viola-la!


Shalom!
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