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| Semita |
Depois de mais de cinco mil anos de história, perseguições e provações, atualmente o povo judeu ainda não tem paz e cada vez surgem mais teorias malucas que seduzem os incautos e os empurram ao anti-semitismo. Dizem que o holocausto não existiu, que os judeus são satanistas, que corromperam o idioma hebraico e agora, mais uma, que os judeus não são os verdadeiros Israelitas, mas impostores. Que eles não são de fato semitas, mas decendentes de jafé. Engraçado que as promessas de restauração feita aos judeus tem se cumprido, mas se eles não são judeus, então Deus esta cumrpindo no povo errado!! este artigo tem por objetivo refutar e analisar isso.
Esta teoria surgiu principalmente por falsos judeus que foram rejeitados pelos judeus, não aceitos e nem reconhecidos como judeus. Alguém diz que é judeu e começa a ensinar como se fosse. Ai o judaismo não reconhesse que este alguém é judeu. Então para se defender, este alguém diz que é judeu e que os judeus mesmos é que não são! Irônico não. É o mesmo que eu me passar por japonês. Ai um japones diz: "Ele não é japonês, não tem os olhos puxados!" Ai de raiva eu digo: "Na verdade, os japoneses é que não são japoneses, nipônicos, são americanos que ficaram morando no japão pós guerra e abraçaram a cultura japonesa!". É claro que não estou me referindo ao movimento judaísmo messiânico em sí, mas à algumas pessoas que ficaram com magoas dos judeus.
Uma das táticas utilizadas por aqueles que se opõem aos sionistas é dizer que a maioria dos judeus da atualidade não descende genuinamente de Abraão, Isaque e Jacó. Essa teoria errônea baseia-se nas conclusões equivocadas de que os atuais judeus originam-se na história de uma nação medieval da qual algumas pessoas se converteram ao judaísmo. Os khazares foram uma nação constituída de linhagem basicamente turca, que viveu na região localizada entre o Mar Negro e o Mar Cáspio, durante os séculos VII a X d.C.[1] Aqueles que defendem a Teologia da Substituição, são atraídos por essa teoria, pois concluem que os judeus não são, de fato, judeus.
A proposição da Teoria Khazar
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| Kazaria |
A raça khazar [ou khazariana] parece ser o pano-de-fundo original dos judeus asquenazitas do Leste Europeu. Naturalmente, afirmações desse tipo podem ser questionadas. O verdadeiro problema na discussão é a idéia de que ser judeu é um fenômeno sanguíneo ou racial. Isso não é correto.
Biblicamente falando, um judeu é alguém que foi inserido pactualmente na população de judeus por meio da circuncisão [...] Todas essas pessoas eram judias, porém apenas uma pequena parcela realmente possuía a herança sanguínea de Abraão [...] Isso é a prova conclusiva de que a aliança, não a raça, sempre foi o marco distintivo de um judeu.[4]
John L. Bray, outro defensor da Teologia da Substituição, assevera que “a pura realidade é que muitos dos judeus do mundo não apenas são judeus mestiços, mas nem mesmo são judeus sob qualquer condição”.[5] Ele declara:
Além das descobertas sobre as origens judaicas do povo khazar, é preciso que consideremos, também, o fato de que, em virtude de casamentos entre etnias diferentes, cruzamentos raciais, etc., na atualidade há muito pouco que se possa chamar de “raça judaica”.[6]
Esse caso específico de revisionismo histórico é usado para induzir à conclusão de que os judeus que vivem em Israel não são, de fato, descendentes de Abraão, Isaque e Jacó, e que, portanto, não têm nenhum direito legítimo de ocupar aquela terra nos dias atuais. Não é de admirar que tal teoria seja muito atraente para os árabes, muçulmanos, negadores do Holocausto, skinheads, nazistas e tantos outros que defendem a Teologia da Substituição no âmbito cristão-evangélico. Trata-se de uma forma conveniente de descartar o presente Estado de Israel. Tal crença ensina que os judeus são basicamente uma etnia atualmente extinta. Por essa razão, na opinião dos defensores dessa teoria, fica anulada a concessão futura da terra de Israel aos descendentes de Abraão, Isaque e Jacó como uma promessa que será cumprida por Deus.
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| Arthur Koestler, o autor da teoria. |
A análise da Teoria Khazar
Nenhuma pessoa esclarecida nesse assunto questionaria a existência de um país, durante a Idade Média, cujo nome era Khazaria, o qual se converteu ao judaísmo no século VIII. Contudo, a teoria de que os judeus asquenazitas (que correspondem a cerca de 85% da população judaica em todo o mundo) descendem originariamente dos khazares, por mais atraente que possa parecer a alguns, permanece como uma hipótese não provada (desprovida de qualquer evidência científica).
Em 1976, Arthur Koestler (um romancista judeu comunista) propôs essa teoria em seu livro intitulado The Thirteenth Tribe (que traduzido seria: A Décima-Terceira Tribo),[8] teoria essa que nunca foi levada a sério por nenhum lingüista, nem pela maior parte dos outros cientistas. Essa é a razão pela qual a propagação mais agressiva desse ponto de vista tem sido geralmente verificada dentro da esfera dos propagandistas que têm um eixo ideológico a que se apegar, e não pela comunidade científica. À semelhança da obra intitulada Os Protocolos dos Sábios de Sião, um documento forjado que defende uma suposta conspiração judaica mundial, os proponentes da Teoria Khazar têm um imenso desejo de que ela seja verídica, embora não o seja.
É comum quem não acredita nesta teoria ouvir frase do tipo "Você deve pesquisar mais" ou "Você esta sendo enganado"
Muitos estudiosos desse assunto crêem que somente a liderança do povo khazar se converteu ao judaísmo, e alguns desses eruditos pensam que a razão de tal conversão deveu-se ao fato de que muitos dos líderes já eram judeus que emigraram para lá em anos anteriores. Quando se espalhou a notícia de que a nação da Khazaria tinha se convertido ao judaísmo, pelo que se sabe, muitos judeus que viviam no Império Bizantino e no mundo muçulmano emigraram para a Khazaria, visto que freqüentemente eram perseguidos nesses impérios e países de onde procediam. Dessa forma, tal imigração aumentou o número de judeus naquela nação, que ficou conhecida por ter uma grande população judaica. Como a Khazaria, naquele tempo, era praticamente a única nação do mundo a proporcionar liberdade religiosa, ela contava com um enorme contingente de cristãos, de muçulmanos e de pagãos que nunca se converteram ao judaísmo. Isso poderia favorecer a crença de que milhares de gentios foram incluídos e misturados na linhagem sanguínea judaica. Todavia, não foi o que aconteceu. Os judeus da Khazaria demonstram ter mantido uma linhagem sanguínea judaica tão forte quanto à de outros judeus de sua época.
Para simplificar, qualquer um que estude sobre a origem da Rússia saberá que os khazares de família nobre se converteram ao judaísmo, sem contudo, forçar a sua população a fazer o mesmo, ou seja, foram apenas alguns nobre, e isto não significa que não havia presença judaica nesta região, pois já haviam judeus lá sim, senão como estes nobres se converteram? Sózinhos? E a população judaica aumentou porque vários judeus perseguidos foram emigrando para lá devido a liberdade religiosa que podiam gozar ali.
| Judeus negros |
O parecer de historiadores e especialistas em genealogia a respeito do povo khazar tem sido, atualmente, confirmado com o desenvolvimento da utilização do DNA como um método confiável de análise da herança genealógica de uma pessoa. Kevin Alan Brook,[9] um dos principais pesquisadores sobre os khazares, diz o seguinte:
Não precisamos mais dar ouvidos a especulações. Já é FATO comprovado que os judeus alemães se misturaram com outros judeus, quando foram para o Leste. Também já ficou claro que os antigos israelitas possuíam os mesmos padrões de DNA-Y encontrados em comum entre os judeus sefaraditas, judeus asquenazitas, judeus curdos e judeus indianos, a despeito do fato de que, basicamente, esses padrões, em parte, possam ter se originado, anteriormente, de algum lugar no Curdistão, na Armênia, ou no Iraque. Os padrões de DNA-Y, característicos do Oriente Médio, ocorrendo nos haplogrupos J e E não podem ser explicados pela teoria dos khazares. Contudo, algumas evidências do DNA-mt e DNA-Y Levita podem ser explicadas por tal teoria.[10]
A conclusão final de Brooks sobre as origens do povo khazar é a seguinte:
Em suma, os judeus do Leste Europeu descendem de uma mistura de judeus alemães e austríacos, judeus tchecos e judeus eslavos orientais. É possível que os judeus eslavos orientais tenham suas raízes tanto no Império Khazar, quanto no Bizantino, daí a necessidade de um estudo mais aprofundado da vida judaica nessas terras. Porém, a maior e mais influente parcela de judeus do Leste Europeu provém da Europa Central. Por essa análise podemos demonstrar que o elemento étnico dominante entre os judeus do Leste Europeu é judeu – originário do antigo povo da Judéia no Oriente Médio.[11]
Conclusão
A Teoria Khazar tem sido completamente refutada, tanto pela pesquisa acadêmica na história dos khazares quanto, mais recentemente, pela evidência genética, com a comprovação de que, em termos genéticos, os judeus procedentes de todas as partes do mundo são estreitamente aparentados com os judeus do Oriente Médio e não com gentios russos ou europeus orientais, nem com outras etnias daquela região. Joel Bainerman faz a seguinte observação:
O Dr. Michael Hammer, baseado exclusivamente no cromossomo-Y (paterno), demonstrou que os judeus asquenazitas têm um relação de parentesco mais íntima com os judeus iemenitas, judeus iraquianos, judeus sefaraditas, judeus curdos e árabes, do que com populações cristãs européias.[12]
A pesquisa legítima nessa questão revela que apenas um insignificante percentual de judeus tem alguma herança genética através da linhagem dos khazares. Conforme foi mostrado, parece que a Teoria Khazar é apenas isso, uma teoria, por sinal, não muito bem elaborada. A conclusão segura é a de que a maioria dos judeus que atualmente vivem em Israel e na Diáspora constitui-se de legítimos descendentes de Abraão, Isaque e Jacó. Maranata!
As promessas de Deus
"Assim
diz o Eterno: Se puderdes invalidar a minha aliança com o dia, e a minha
aliança com a noite, de tal modo que não haja dia e noite a seu tempo, Também
se poderá invalidar a minha aliança com Davi, meu servo, para que não tenha
filho que reine no seu trono; como também com os levitas, sacerdotes, meus
ministros. Como não se pode contar o exército dos céus, nem medir-se a areia do
mar, assim multiplicarei a descendência de Davi, meu servo, e os levitas que
ministram diante de mim. Porventura não tens visto o que este povo está
dizendo: As duas gerações, que o Eterno escolheu, agora as rejeitou? Assim
desprezam o meu povo, como se não fora mais uma nação diante deles. Assim diz
Adonai Eterno: Se a minha aliança com o dia e com a noite não permanecer, e eu
não puser as ordenanças dos céus e da terra, Também rejeitarei a descendência
de Ya'kov, e de Davi, meu servo, para que não tome da sua descendência os que
dominem sobre a descendência de Abraão, Isaque, e Jacó; porque removerei o seu
cativeiro, e apiedar-me-ei deles"(Jeremias33:20:26)
"E acontecerá naquele dia que farei de Jerusalém uma pedra pesada para todos os povos; todos os que a carregarem certamente serão despedaçados; e ajuntar-se-ão contra ela todo o povo da terra" Zc 12,3
Será que Deus esta restaurando o povo errado?
Alguns textos mal interpretados:
"Naquele dia Israel será o terceiro com os egípcios e os assírios, uma bênção no meio da terra" Is 19,24
O texto diz apenas que O Egito junto com a Assíria seriam uma benção junto com Israel.
"Alargue Deus a Jafé, e habite nas tendas de Sem; e seja-lhe Canaã por servo." (Gênesis 9 : 27)
Isso já aconteceu quando os judeus foram dispersos e os gentios habitaram em suas terras. O texto diz isso, não que os descendentes de Jafé se passariam por semitas.
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| Pessoa branca com manchas brancas na pele |
"Portanto a lepra de Naamã se pegará a ti e à tua descendência para sempre. Então saiu de diante dele leproso, branco como a neve." (II Reis 5 : 27)
Versículo usado para dizer que os hebreus eram originalmente negros, pois a lepra causava manchas brancas na pele. Na verdade, os hebreus eram mouros, como os árabes, que também são semitas. O texto sobre a lepra alude ao sintoma da doença e não a Etnia. Mesmo uma pessoa branca com lepra tem manchas brancas sobre a pele.
"Não que a palavra de Deus haja faltado, porque nem todos os que são de Israel são israelitas;" (Romanos 9 : 6)
Paulo esta falando da ocupação estrangeira em Israel, basta ver os versiculos anteriores onde ele diz que dos judeus é a adoção. Senão ele teria dito: "Nem todos os que são de Israel são judeus"
"Conheço as tuas obras, e tribulação, e pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que se dizem judeus, e não o são, mas são a sinagoga de Satanás." (Apocalipse 2 : 9)
João aqui esta se referindo aos judeus que não praticavam o judaísmo ou eram transgressores da lei. Paulo mesmo disse que judeu é quele que cumpre a lei, portanto um judeu que não cumpre é um falso judeu. Hoje ainda existem os falsos judeus.
fonte:beth shalom
1-Encyclopaedia Judaica, vol. 10, referência ao termo “Khazars”, p. 944-54.
2-Jordan, James B., “Christian Zionism and Messianic Judaism”, publicado na obra The Sociology of the Church: Essays in Reconstruction, Tyler, TX: Geneva Ministries, 1966, p. 176.
3-Jordan, “Christian Zionism”, p. 176-77.
4-Jordan, “Christian Zionism”, p. 177.
5-Bray, John L., Israel in Bible Prophecy, Lakeland, FL: John L. Bray Ministry, 1983, p. 44.
6-Bray, Israel, p. 44.
7-Jordan, “Christian Zionism”, p. 178.
8-Koestler, Arthur, The Thirteenth Tribe, Nova York: Random House, 1976.
9-Brook, Kevin Alan, The Jews of Khazaria, Lanham, MD: Rowman & Littlefield Publishers, 2002.
10-Brook, Kevin Alan, “Jews and the Khazars”, publicado no Fórum de Genealogia Judaica do site www.genealogy.com, em 4 de agosto de 2004.
11-Brook, Kevin Alan, “From the East, West, and South: Documenting the Foundation of Jewish Communities in Eastern Europe”, publicado no Roots-Key, o boletim informativo da Jewish Genealogical Society of Los Angeles, vol. 24, nº 1, primavera de 2004, p. 6.
12-Bainerman, Joel, “So What If a Small Portion of World Jewry Are Descendents of Khazars!”, publicado no site www.rense.com/general33/sowhat.htm, em 3 de janeiro de 2003.
Shalom!
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