sexta-feira, 18 de maio de 2012

Paulo versus Tiago. Salvação pela graça ou pelas obras?


A teologia cristã sempre defendeu que a salvação é única e exclusivamente pela fé em Jesus. Não importa suas ações ou obras, pois elas não podem garantir a salvação, mas única e exclusivamente a fé. Como ficaria neste caso, por exemplo, um indígena bom, que não é cristão, mas é um bom homem, respeita a natureza, sua esposa, sua família e só praticou o bem, mas não se converteu ao cristianismo? Segundo essa lógica, este homem já esta automaticamente condenado. Em contra partida, um homem que é por exemplo, um canalha, ladrão, mentiroso mas cristão pode ser salvo, pois é a fé que salva e não as obras. 

Mas será que foi sempre assim? Será que os primeiros cristãos pensavam desta maneira? Será que foi essa a mensagem de Jesus?

Vejamos a seguir, um debate entre um irmão que é a favor da lei e outro que considera que a lei foi abolida. Vamos chamar o que é a favor da lei de legalista só para diferenciar:

Legalista_ Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo?

Refutação_ Nós Concluímos, que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei.

Legalista_Ó homem incensato, queres tu saber que a fé sem as obras é morta? Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma.

Refutação_Se nosso pai Abraão, foi justificado pelas obras, tem de que se gloriar, mas não diante de Deus.

Legalista_Porventura o nosso pai Abraão não foi justificado pelas obras, quando ofereceu sobre o altar o seu filho Isaque? Bem vês que a fé cooperou com as suas obras, e que pelas obras a fé foi aperfeiçoada.

Refutação_Aquele que não pratica qualquer obra, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça.

Legalista_Vedes então que o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé.

Refutação_Pois, que diz a Escritura? Creu Abraão em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça.

Legalista_A Escritura diz: E creu Abraão em Deus, e foi-lhe isso imputado como justiça, e foi chamado o amigo de Deus.

Seria um dialogo interessante entre dois irmãos com pontos de vista diferentes, mas nesse caso, este debate esta na bíblia. Não como debate e não de forma explicita, mas em livros diferentes. Trata-se das epistolas de Paulo aos romanos (Rm 4,1-5) e a epístola de Tiago (Tg 2,14-26). É interessante notar que em ambas as epístolas, além de utilizarem as mesmas palavras, os mesmos termos gregos inclusive, ambos fazem menção a Abraão e citam o mesmo versículo de Gênesis 15,6 mas sob perspectivas diferentes. Parece ser uma carta em resposta a outra. Paulo entende que Abraão foi justificado perante Deus pela sua fé apenas enquanto que Tiago entende que a fé de Abraão foi acompanhada de uma obra, o sacrificio de seu filho, e isso foi o que o justificou e não apenas a crença em Deus.

Qual dos dois esta certo? Será que se Abraão não tivesse oferecido o filho em holocausto como Deus ordenara e apenas acreditado ele teria sido justificado? Ou será que Paulo esta dizendo que mesmo se ele tivesse feito tudo, mas não crido, teria sido em vão? Ainda que seja bem dificil imaginar que Abraão tivesse feito tudo aquilo sem acreditar!




O que acontece neste exemplo, comparando duas epístolas que se contrapõem, é que notamos que havia um certo diferenciamento na maneira de entender de Paulo e dos demias apóstolos. Alguns seguidores do messias do primeiro século, por exemplo, não consideravam Paulo um apóstolo e rejeitavam suas epístolas, devido a essas divergências. Vale a pena ressaltar também que Paulo era o apóstolo dos gentios, portanto sua mensagem era menos legalista do que a dos apóstolos que pregavam à Judeus. As suas pregações cheias de fé, mas desobrigando os gentios de seguirem a Torá não eram bem vistas por algumas comunidades judaicas do primeiro século. Na verdade, vemos no próprio novo testamento estas acusações contra Paulo, quando este esteve na casa de Tiago em Jerusalém:

"E, ouvindo-o eles, glorificaram ao Senhor, e disseram-lhe: Bem vês, irmão, quantos milhares de judeus há que crêem, e todos são zeladores da lei. E já acerca de ti foram informados de que ensinas todos os judeus que estão entre os gentios a apartarem-se de Moisés, dizendo que não devem circuncidar seus filhos, nem andar segundo o costume da lei" At 21,20-21

Estas acusações não partiam apenas dos fariseus ou dos sacerdotes, mas também de judeus crentes no messias que não gostavam das pregações de Paulo sobre o não cumprimento da lei. Neste mesmo trecho de Atos, vemos que o irmão, supostamente Tiago, lhe diz que deve mostrar aos judeus que é guardador da lei e que com relação aos gentios, não impuseram a lei, como aliás, até hoje, o judaísmo determina, que os gentios não são obrigados a seguirem a lei:

Esta diferença de exegese entre Paulo e Tiago, reflete esse pensamento ambíguo que já havia no primeiro século dentre os seguidores do messias. Haviam os messiânicos que seguiam a Torá e os messiânicos que não achavam mais necessário o cumprimento da lei. Alguns achavam que a salvação era pelas obras e outros, como Paulo, que era apenas pela fé.

Hoje, é muito fácil tomar partido nesta questão. Qualquer um pode abrir sua bíblia e citar diversos versículos a favor da salvação pela fé. Mas isso é porque a forma como a bíblia chegou até nós, ela foi compilada com mais epístolas de Paulo, na verdade, mais da metade do novo testamento é atribuído a Paulo. Hoje sabemos que havia uma disputa no primeiro século entre os seguidores de Paulo e os seguidores dos outros apóstolos, e que no final, os Paulinos saíram vitoriosos quando no concilio de Nicéia, diversas epístolas suas foram incluídas no cânone e muitas das dos demais apóstolos foram descartadas, porque os gentios convertidos não viam como agradável a lei de Moisés e preferiram criar as suas próprias. Fica uma pergunta no ar: Se a bíblia tivesse sido montada com mais epistolas de Tiago e menos de Paulo, será que o cristianismo seguiria essa linha teológica de salvação gratuita?

Nas palavras do messias, vemos que Jesus dizia que a forma como julgaria, não era tão gratuita assim ou apenas pela crença nele:

Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade Mt 7, 21-23

Paulo influenciou a doutrina cristã de uma maneira um tanto diferente. Desde as pregações de João batista, vemos uma exortação a pratica de obras. João, mesmo sabendo e anunciando a vinda do messias, exortava, na condição de profeta, que os fariseus produzissem boas obras e não apenas que cressem:

“Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento;” Mt 3,8

Em outras passagens como a do jovem rico, onde Jesus lhe diz que deve seguir os mandamentos e depois diz que lhe falta a caridade, exortando-o a vender seus bens e dar aos pobres e depois segui-lo, não parecem condizentes com este conceito de salvação gratuita. Vemos que o homem rico creu que Jesus era um homem enviado de Deus, mas não praticou a obra que Jesus pedira.

Talvez Paulo, por pregar aos gentios, não achasse importante uma exortação exagerada a obras, mas sim a aceitação da mensagem de Jesus e de que ele era o messias. Talvez suas palavras tenham sido tão fervorosas, que entendemos que a crença em Jesus é mais fundamental que as obras, garantindo a salvação. Contradizendo mesmo o que Jesus disse que uma arvore se conhece pelos frutos. E por isso havia essa disputa entre os seguidores do messias convertidos por Paulo e pelos demais. Paulo dizia que não aprendeu sua doutrina com homens (Gl1,12) e que os apóstolos não lhe acrescentaram nada e se auto denominava apóstolo (Rm 11,13)

Seja como for, fica a reflexão! Será que a salvação é tão gratuita assim? Será que da para conciliar a justiça divina com isso? Mais da metade do planeta não é cristã. Será que todos os budistas, hinduístas, mulçumanos, orientais, indígenas etc... já estão automaticamente condenados? Para um fundamentalista sim. Mas se for dessa maneira, porque Deus chamou a Ciro, rei da Pérsia de Ungido e nunca foi imposto a Ciro uma conversão ao judaísmo? O mesmo aconteceu com outros personagens, como Nabucodonossor por exemplo.ou Raabe.

“Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta” Tg 2,26

salvo?
 Hoje vemos igrejas multimilionárias que não praticam a menor caridade ou filantropia, mas de tudo que arrecadam só serve para enriquecer seus líderes cada vez mais. E cada vez que alguém critica tais atitudes ou os pedidos exagerados de dinheiro, as alegações são que o dinheiro é para se abrir mais igrejas e salvar mais almas. Mas quantas almas estão sendo de fato salvas? Se a salvação é só pela fé em Jesus, não há a necessidade de se fundar tanta igreja, pois os católicos e cristãos de outras religiões já crêem em Jesus. Se a salvação é pelas obras, onde estão as obras destas igrejas? Um irmão que parou de beber? Outro que parou de se drogar? E as obras altruístas como estas mencionadas na bíblia, onde estão? Porque uma transformação pessoal e individual não é uma obra, é uma graça de Deus. Jesus curou dez leprosos no caminho e apenas um se salvou. (Lc 17,16-17) mostrando que curas e libertações não significam salvação. Eu posso ser curado de uma doença grave pela fé, mas isso não me garante em nada que eu serei salvo, como vemos nesse exemplo de Lucas. Então, onde estão de fato as obras que Tiago menciona?

Entre a teologia da salvação gratuita e da salvação pelas obras, talvez devêssemos ficar com os ensinamentos do messias mesmo:

“Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me. Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber? E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos? E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te? E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes Mt 25, 34-40




Paz a todos!

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Judeus não são judeus?


Semita

Depois de mais de cinco mil anos de história, perseguições e provações, atualmente o povo judeu ainda não tem paz e cada vez surgem mais teorias malucas que seduzem os incautos e os empurram ao anti-semitismo. Dizem que o holocausto não existiu, que os judeus são satanistas, que corromperam o idioma hebraico e agora, mais uma, que os judeus não são os verdadeiros Israelitas, mas impostores. Que eles não são de fato semitas, mas decendentes de jafé. Engraçado que as promessas de restauração feita aos judeus tem se cumprido, mas se eles não são judeus, então Deus esta cumrpindo no povo errado!! este artigo tem por objetivo refutar e analisar isso.


Esta teoria surgiu principalmente por falsos judeus que foram rejeitados pelos judeus, não aceitos e nem reconhecidos como judeus. Alguém diz que é judeu e começa a ensinar como se fosse. Ai o judaismo não reconhesse que este alguém é judeu. Então para se defender, este alguém diz que é judeu e que os judeus mesmos é que não são! Irônico não. É o mesmo que eu me passar por japonês. Ai um japones diz: "Ele não é japonês, não tem os olhos puxados!" Ai de raiva eu digo: "Na verdade, os japoneses é que não são japoneses, nipônicos, são americanos que ficaram morando no japão pós guerra e abraçaram a cultura japonesa!". É claro que não estou me referindo ao movimento judaísmo messiânico em sí, mas à algumas pessoas que ficaram com magoas dos judeus.
Uma das táticas utilizadas por aqueles que se opõem aos sionistas é dizer que a maioria dos judeus da atualidade não descende genuinamente de Abraão, Isaque e Jacó. Essa teoria errônea baseia-se nas conclusões equivocadas de que os atuais judeus originam-se na história de uma nação medieval da qual algumas pessoas se converteram ao judaísmo. Os khazares foram uma nação constituída de linhagem basicamente turca, que viveu na região localizada entre o Mar Negro e o Mar Cáspio, durante os séculos VII a X d.C.[1] Aqueles que defendem a Teologia da Substituição, são atraídos por essa teoria, pois concluem que os judeus não são, de fato, judeus.

A proposição da Teoria Khazar
Kazaria
James B. Jordan, defensor da Teologia da Substituição, fala sobre “a heresia do sionismo cristão”.[2] Ele declara que “os judeus da atualidade, em sua maioria, não são judeus de forma nenhuma: são khazares”.[3] Jordan explica mais:


A raça khazar [ou khazariana] parece ser o pano-de-fundo original dos judeus asquenazitas do Leste Europeu. Naturalmente, afirmações desse tipo podem ser questionadas. O verdadeiro problema na discussão é a idéia de que ser judeu é um fenômeno sanguíneo ou racial. Isso não é correto.


Biblicamente falando, um judeu é alguém que foi inserido pactualmente na população de judeus por meio da circuncisão [...] Todas essas pessoas eram judias, porém apenas uma pequena parcela realmente possuía a herança sanguínea de Abraão [...] Isso é a prova conclusiva de que a aliança, não a raça, sempre foi o marco distintivo de um judeu.[4]


John L. Bray, outro defensor da Teologia da Substituição, assevera que “a pura realidade é que muitos dos judeus do mundo não apenas são judeus mestiços, mas nem mesmo são judeus sob qualquer condição”.[5] Ele declara:


Além das descobertas sobre as origens judaicas do povo khazar, é preciso que consideremos, também, o fato de que, em virtude de casamentos entre etnias diferentes, cruzamentos raciais, etc., na atualidade há muito pouco que se possa chamar de “raça judaica”.[6]


Esse caso específico de revisionismo histórico é usado para induzir à conclusão de que os judeus que vivem em Israel não são, de fato, descendentes de Abraão, Isaque e Jacó, e que, portanto, não têm nenhum direito legítimo de ocupar aquela terra nos dias atuais. Não é de admirar que tal teoria seja muito atraente para os árabes, muçulmanos, negadores do Holocausto, skinheads, nazistas e tantos outros que defendem a Teologia da Substituição no âmbito cristão-evangélico. Trata-se de uma forma conveniente de descartar o presente Estado de Israel. Tal crença ensina que os judeus são basicamente uma etnia atualmente extinta. Por essa razão, na opinião dos defensores dessa teoria, fica anulada a concessão futura da terra de Israel aos descendentes de Abraão, Isaque e Jacó como uma promessa que será cumprida por Deus.


Arthur Koestler, o autor da teoria.
Essa concepção pode produzir sérias implicações na compreensão que o crente em Cristo tem da Palavra de Deus. Jordan levanta esta pergunta: “Será que os cristãos que crêem na Bíblia supõem poder apoiar um Estado Judeu baseados em razões teológicas? Essa é a alegação de Jerry Falwell e da heresia do Sionismo Cristão”.[7] Passemos, agora, ao exame da veracidade de tais alegações.

A análise da Teoria Khazar
Nenhuma pessoa esclarecida nesse assunto questionaria a existência de um país, durante a Idade Média, cujo nome era Khazaria, o qual se converteu ao judaísmo no século VIII. Contudo, a teoria de que os judeus asquenazitas (que correspondem a cerca de 85% da população judaica em todo o mundo) descendem originariamente dos khazares, por mais atraente que possa parecer a alguns, permanece como uma hipótese não provada (desprovida de qualquer evidência científica).


Em 1976, Arthur Koestler (um romancista judeu comunista) propôs essa teoria em seu livro intitulado The Thirteenth Tribe (que traduzido seria: A Décima-Terceira Tribo),[8] teoria essa que nunca foi levada a sério por nenhum lingüista, nem pela maior parte dos outros cientistas. Essa é a razão pela qual a propagação mais agressiva desse ponto de vista tem sido geralmente verificada dentro da esfera dos propagandistas que têm um eixo ideológico a que se apegar, e não pela comunidade científica. À semelhança da obra intitulada Os Protocolos dos Sábios de Sião, um documento forjado que defende uma suposta conspiração judaica mundial, os proponentes da Teoria Khazar têm um imenso desejo de que ela seja verídica, embora não o seja.


É comum quem não acredita nesta teoria ouvir frase do tipo "Você deve pesquisar mais" ou "Você esta sendo enganado"


Muitos estudiosos desse assunto crêem que somente a liderança do povo khazar se converteu ao judaísmo, e alguns desses eruditos pensam que a razão de tal conversão deveu-se ao fato de que muitos dos líderes já eram judeus que emigraram para lá em anos anteriores. Quando se espalhou a notícia de que a nação da Khazaria tinha se convertido ao judaísmo, pelo que se sabe, muitos judeus que viviam no Império Bizantino e no mundo muçulmano emigraram para a Khazaria, visto que freqüentemente eram perseguidos nesses impérios e países de onde procediam. Dessa forma, tal imigração aumentou o número de judeus naquela nação, que ficou conhecida por ter uma grande população judaica. Como a Khazaria, naquele tempo, era praticamente a única nação do mundo a proporcionar liberdade religiosa, ela contava com um enorme contingente de cristãos, de muçulmanos e de pagãos que nunca se converteram ao judaísmo. Isso poderia favorecer a crença de que milhares de gentios foram incluídos e misturados na linhagem sanguínea judaica. Todavia, não foi o que aconteceu. Os judeus da Khazaria demonstram ter mantido uma linhagem sanguínea judaica tão forte quanto à de outros judeus de sua época.


Para simplificar, qualquer um que estude sobre a origem da Rússia saberá que os khazares de família nobre se converteram ao judaísmo, sem contudo, forçar a sua população a fazer o mesmo, ou seja, foram apenas alguns nobre, e isto não significa que não havia presença judaica nesta região, pois já haviam judeus lá sim, senão como estes nobres se converteram? Sózinhos? E a população judaica aumentou porque vários judeus perseguidos foram emigrando para lá devido a liberdade religiosa que podiam gozar ali.
  Quando a nação entrou em declínio e foi conquistada, os judeus fugiram para outros países e a maioria não-judaica da população da Khazaria foi morta nas batalhas ou se converteu ao islamismo e ao cristianismo. Ainda que os judeus, seguramente, tenham contraído matrimônios inter-raciais com os gentios na Khazaria, tal fato não invalida sua identidade judaica, da mesma maneira que os casamentos inter-raciais praticados no Antigo Testamento não invalidaram sua identidade judaica. O próprio Jesus tinha vários gentios em Sua linhagem genealógica. No entanto, Ele certamente era judeu. Na época do Novo Testamento essas pessoas ainda eram reconhecidas como judeus – os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó. É a Bíblia que divide a humanidade em judeus e gentios, denotando a linhagem de nascimento de uma pessoa. Alguém pode até renegar os aspectos religiosos do judaísmo, mas não pode fugir da realidade genealógica de que eles nasceram dentro da raça judaica. Durante o Holocausto, os nazistas fizeram pouquíssima distinção entre judeus profundamente religiosos e judeus seculares; quando tiveram a oportunidade, eles procuraram aniquilar indiscriminadamente todos os judeus. O mesmo ocorre hoje em dia. Os muçulmanos matam judeus, sejam estes religiosos ou seculares. Não faz diferença para eles.


Judeus negros
É preciso dar grandes saltos de desconsideração da lógica, o que muitos anti-semitas estão dispostos a fazer, para chegar à conclusão de que a teoria de Koestler merece crédito. Isso fica evidente quando se considera o fato de que, antes da teoria de Koestler ser publicada em 1976, ninguém deduzira que os judeus não eram de fato descendentes de Abraão, Isaque e Jacó. Por mais que essa informação sobre os khazares fosse conhecida o tempo todo, especialmente pelos historiadores, ninguém, antes de Koestler, estabeleceu a ligação dos pontos. O fato de que alguém como John Bray faz longas citações extraídas de fontes judaicas para documentar a presença real dos judeus na Khazaria durante a Idade Média em nada comprova a tese de que a maioria deles era de origem gentílica. Crer nisso requer um salto muito grande sobre as verdadeiras evidências para chegar numa teimosa conclusão. A teoria de Koestler é infundada e pode ser tratada como nada mais do que uma mera hipótese fortuita com pouca ou nenhuma base.


O parecer de historiadores e especialistas em genealogia a respeito do povo khazar tem sido, atualmente, confirmado com o desenvolvimento da utilização do DNA como um método confiável de análise da herança genealógica de uma pessoa. Kevin Alan Brook,[9] um dos principais pesquisadores sobre os khazares, diz o seguinte:


Não precisamos mais dar ouvidos a especulações. Já é FATO comprovado que os judeus alemães se misturaram com outros judeus, quando foram para o Leste. Também já ficou claro que os antigos israelitas possuíam os mesmos padrões de DNA-Y encontrados em comum entre os judeus sefaraditas, judeus asquenazitas, judeus curdos e judeus indianos, a despeito do fato de que, basicamente, esses padrões, em parte, possam ter se originado, anteriormente, de algum lugar no Curdistão, na Armênia, ou no Iraque. Os padrões de DNA-Y, característicos do Oriente Médio, ocorrendo nos haplogrupos J e E não podem ser explicados pela teoria dos khazares. Contudo, algumas evidências do DNA-mt e DNA-Y Levita podem ser explicadas por tal teoria.[10]


A conclusão final de Brooks sobre as origens do povo khazar é a seguinte:
Em suma, os judeus do Leste Europeu descendem de uma mistura de judeus alemães e austríacos, judeus tchecos e judeus eslavos orientais. É possível que os judeus eslavos orientais tenham suas raízes tanto no Império Khazar, quanto no Bizantino, daí a necessidade de um estudo mais aprofundado da vida judaica nessas terras. Porém, a maior e mais influente parcela de judeus do Leste Europeu provém da Europa Central. Por essa análise podemos demonstrar que o elemento étnico dominante entre os judeus do Leste Europeu é judeu – originário do antigo povo da Judéia no Oriente Médio.[11]


Conclusão
A Teoria Khazar tem sido completamente refutada, tanto pela pesquisa acadêmica na história dos khazares quanto, mais recentemente, pela evidência genética, com a comprovação de que, em termos genéticos, os judeus procedentes de todas as partes do mundo são estreitamente aparentados com os judeus do Oriente Médio e não com gentios russos ou europeus orientais, nem com outras etnias daquela região. Joel Bainerman faz a seguinte observação:


O Dr. Michael Hammer, baseado exclusivamente no cromossomo-Y (paterno), demonstrou que os judeus asquenazitas têm um relação de parentesco mais íntima com os judeus iemenitas, judeus iraquianos, judeus sefaraditas, judeus curdos e árabes, do que com populações cristãs européias.[12]


A pesquisa legítima nessa questão revela que apenas um insignificante percentual de judeus tem alguma herança genética através da linhagem dos khazares. Conforme foi mostrado, parece que a Teoria Khazar é apenas isso, uma teoria, por sinal, não muito bem elaborada. A conclusão segura é a de que a maioria dos judeus que atualmente vivem em Israel e na Diáspora constitui-se de legítimos descendentes de Abraão, Isaque e Jacó. Maranata! 


As promessas de Deus
"Assim diz o Eterno: Se puderdes invalidar a minha aliança com o dia, e a minha aliança com a noite, de tal modo que não haja dia e noite a seu tempo, Também se poderá invalidar a minha aliança com Davi, meu servo, para que não tenha filho que reine no seu trono; como também com os levitas, sacerdotes, meus ministros. Como não se pode contar o exército dos céus, nem medir-se a areia do mar, assim multiplicarei a descendência de Davi, meu servo, e os levitas que ministram diante de mim. Porventura não tens visto o que este povo está dizendo: As duas gerações, que o Eterno escolheu, agora as rejeitou? Assim desprezam o meu povo, como se não fora mais uma nação diante deles. Assim diz Adonai Eterno: Se a minha aliança com o dia e com a noite não permanecer, e eu não puser as ordenanças dos céus e da terra, Também rejeitarei a descendência de Ya'kov, e de Davi, meu servo, para que não tome da sua descendência os que dominem sobre a descendência de Abraão, Isaque, e Jacó; porque removerei o seu cativeiro, e apiedar-me-ei deles"(Jeremias33:20:26)

"E acontecerá naquele dia que farei de Jerusalém uma pedra pesada para todos os povos; todos os que a carregarem certamente serão despedaçados; e ajuntar-se-ão contra ela todo o povo da terra" Zc 12,3

Será que Deus esta restaurando o povo errado?

Alguns textos mal interpretados:
"Naquele dia Israel será o terceiro com os egípcios e os assírios, uma bênção no meio da terra" Is 19,24

O texto diz apenas que O Egito junto com a Assíria seriam uma benção junto com Israel.

"Alargue Deus a Jafé, e habite nas tendas de Sem; e seja-lhe Canaã por servo."  (Gênesis 9 : 27)

Isso já aconteceu quando os judeus foram dispersos e os gentios habitaram em suas terras. O texto diz isso, não que os descendentes de Jafé se passariam por semitas.

Pessoa branca com manchas brancas na pele
"Portanto a lepra de Naamã se pegará a ti e à tua descendência para sempre. Então saiu de diante dele leproso, branco como a neve."  (II Reis 5 : 27)

Versículo usado para dizer que os hebreus eram originalmente negros, pois a lepra causava manchas brancas na pele. Na verdade, os hebreus eram mouros, como os árabes, que também são semitas. O texto sobre a lepra alude ao sintoma da doença e não a Etnia. Mesmo uma pessoa branca com lepra tem manchas brancas sobre a pele.

"Não que a palavra de Deus haja faltado, porque nem todos os que são de Israel são israelitas;"  (Romanos 9 : 6)

Paulo esta falando da ocupação estrangeira em Israel, basta ver os versiculos anteriores onde ele diz que dos judeus é a adoção. Senão ele teria dito: "Nem todos os que são de Israel são judeus"

"Conheço as tuas obras, e tribulação, e pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que se dizem judeus, e não o são, mas são a sinagoga de Satanás."  (Apocalipse 2 : 9)

João aqui esta se referindo aos judeus que não praticavam o judaísmo ou eram transgressores da lei. Paulo mesmo disse que judeu é quele que cumpre a lei, portanto um judeu que não cumpre é um falso judeu. Hoje ainda existem os falsos judeus.

Notas:
fonte:beth shalom
1-Encyclopaedia Judaica, vol. 10, referência ao termo “Khazars”, p. 944-54.
2-Jordan, James B., “Christian Zionism and Messianic Judaism”, publicado na obra The Sociology of the Church: Essays in Reconstruction, Tyler, TX: Geneva Ministries, 1966, p. 176.
3-Jordan, “Christian Zionism”, p. 176-77.
4-Jordan, “Christian Zionism”, p. 177.
5-Bray, John L., Israel in Bible Prophecy, Lakeland, FL: John L. Bray Ministry, 1983, p. 44.
6-Bray, Israel, p. 44.
7-Jordan, “Christian Zionism”, p. 178.
8-Koestler, Arthur, The Thirteenth Tribe, Nova York: Random House, 1976.
9-Brook, Kevin Alan, The Jews of Khazaria, Lanham, MD: Rowman & Littlefield Publishers, 2002.
10-Brook, Kevin Alan, “Jews and the Khazars”, publicado no Fórum de Genealogia Judaica do site www.genealogy.com, em 4 de agosto de 2004.
11-Brook, Kevin Alan, “From the East, West, and South: Documenting the Foundation of Jewish Communities in Eastern Europe”, publicado no Roots-Key, o boletim informativo da Jewish Genealogical Society of Los Angeles, vol. 24, nº 1, primavera de 2004, p. 6.
12-Bainerman, Joel, “So What If a Small Portion of World Jewry Are Descendents of Khazars!”, publicado no site www.rense.com/general33/sowhat.htm, em 3 de janeiro de 2003.


Shalom!



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