sexta-feira, 13 de julho de 2012

O retorno dos judeus e das tribos perdidas 2

Judeus no japão


Muitas das cerimônias tradicionais no Japão parecem indicar que as Tribos Perdidas de Israel foram ao Japão Antigo. Na província de Nagano há um grande santuário Shintoísta denominado "Suwa-Taisha" (o Shintoísmo é a tradicional religião nacional do Japão).

No santuário Suwa-Taisha, o tradicional festival chamado "Ontohsai" acontece anualmente a 15 de abril (quando os japoneses usavam o calendário lunar, era em março ou abril). Este festival ilustra a história de Yitschac no capítulo 22 de Bereshit, quando Avraham estava a ponto de sacrificar seu próprio filho, Yitschac. O festival "Ontohsai", celebrado desde os tempos antigos, é considerado o mais importante de "Suwa-Taisha."

O Festival
Atrás do santuário há uma montanha chamada Monte Moriya. O nome "Moriya" pode ter-se originado da Montanha do Templo em Jerusalém (Bereshit 22:2), onde Avraham levou Yitschac para ser sacrificado.
Durante o festival, um menino é amarrado com uma corda a um pilar de madeira, e colocado sobre um carpete de bambu. Um sacerdote shintoísta aproxima-se dele segurando uma faca, e corta a parte superior do pilar de madeira, mas então chega um mensageiro, e o garoto é libertado. Isto é uma reminiscência da história bíblica na qual Yitschac foi libertado após um anjo aparecer para Avraham.

Avraham e Yitschac
O povo chama esta festa de "festival para o deus Misakuchi". Misakuchi poderia ser "mi-isaku-chi". "Mi" significa" "grande", "isaku" é mais provavelmente Isaac (em hebraico, Yitschac), e "chi" é algo para o fim da palavra. Parece que o povo de Suwa transformou Yitschac em um deus, talvez por influência de adoradores de ídolos. Hoje, este costume do menino em vias de ser sacrificado e então libertado não está mais em uso, mas ainda podemos ver o costume do pilar de madeira chamado "oniye-basira", que significa "pilar do sacrifício."

O cerimonial do menino havia sido conservado até o início da Era Meiji. Masumi Sugae, um erudito japonês que escrevia livros de viagens na Era Edo (mais ou menos 200 anos atrás), escreveu um registro de suas viagens e tomou nota do que viu em Suwa. Estes registros mostram os detalhes de "Ontohsai". Relata o costume do garoto a ponto de ser sacrificado e sua libertação no último instante. Seus registros são mantidos em um museu perto de Suwa-Tasha.

Aparentemente, nenhum outro país além do Japão possui um festival ilustrando a história da Torá de Avraham e Yitschac. Esta tradição aparentemente mostra evidências de que os antigos israelitas foram ao Japão antigo.

A caixa preta na cabeça
"Yamabushi" é um homem religioso em treinamento, existente apenas no Japão. Hoje, acredita-se que pertença ao Budismo japonês. Entretanto, o Budismo na Índia, Coréia e China não tem este costume. O costume de "Yamabushi" existente no Japão antes do Budismo foi levado ao Japão no século VII.

Sobre a testa de "Yamabushi", ele coloca uma pequena caixa preta chamada "tokin", que é amarrada à sua cabeça com um cordão preto. Parece-se muito com um judeu colocando Tefilin (filactério) na testa. O tamanho deste "tokin" é quase o mesmo do Tefilin, mas é redondo e tem formato de flor.

No Japão, existe a lenda do "Tengu", que vive numa montanha e tem a aparência de um "Yamabushi". Possui nariz pronunciado e habilidades sobrenaturais. Um "ninja", que era um agente de espionagem nos tempos antigos, trabalhando para seu amo, procura o "Tengu" na montanha para dele conseguir poderes sobrenaturais. O "Tengu" lhe dá uma "tora-no-maki" (um rolo de "tora"), após conceder-lhe poderes adicionais. Este "rolo de tora" é considerado como um livro muito importante, que pode ajudar em qualquer situação de emergência. Os japoneses usam esta palavra às vezes na vida cotidiana.

Não se tem notícia de que um verdadeiro Rolo da Torá judaica tivesse jamais sido encontrado em algum sítio histórico no Japão. Entretanto, parece que este "rolo de tora" é derivado da Torá judaica.

Os antigos japoneses falavam hebraico?
Em Kojiki, Nihon-shoki e outros documentos antigos, encontramos muitas palavras similares ao hebraico, tanto em significado como na pronúncia. Por exemplo, o primeiro Imperador japonês Jinmu deu aos líderes de terras o título de "Agata-nushi". Agata significa área e nushi quer dizer líder. Também em hebraico "aguda" significa grupo e "nasi" significa líder.

Em japonês, um imperador é chamado pelo título "mikado", que soa como a palavra hebraica "migadol", significando o nobre. Cada imperador japonês é chamado pelo título "mikoto", que tem um som próximo à palavra hebraica "malchut", que quer dizer reino ou rei. Todo imperador japonês é também chamado com um título "sumera-mikoto", que não possui nenhum significado específico como palavra japonesa, mas que interpretamos como a frase em hebraico "shomron malchuto"; isto significa "Samária, seu reino", ou "rei da Samária". O nome antigo para um sacerdote japonês Shinto é "negui", enquanto que a palavra hebraica "naguid" quer dizer líder.

Nos antigos livros japoneses Kojiki e Nihon-shoki encontramos muitas outras palavras que nos lembram de Israel. O nome antigo para uma região no distrito de Nara é "Iware" que me recorda da palavra hebraica "Ivri", significando hebreu. O nome antigo de uma terra no distrito de Nara, "Asuka", assemelha-se com a palavra em hebraico "hasuka", que significa tabernáculo. Em Asuka foi construída a antiga casa do Imperador. Um erudito japonês diz que "a" é um prefixo e "suka" significa tabernáculo ou morada. Também em hebraico "ha" é um prefixo que significa "o" e "suka" significa tabernáculo ou tenda.

A palavra japonesa "anata" que significa "você" é também dita "anta", e no dialeto de Kyushu é dita "ata". Em hebraico, isto é também "ata" ou "anta".

A palavra japonesa "samurau" significa servir ou guardar (para o nobre) e em hebraico, "shamar" significa guardar. Em japonês, da palavra "samurau" vem a palavra "samurai" que significa antigo guerreiro japonês, ou guarda. Também em hebraico, se juntarmos um sufixo "ai" que significa profissão, a "shamar", poderia formar a palavra "shamarai" que soa semelhante ao guarda japonês "samurai".

Os pesquisadores mostram muitas outras semelhanças entre o japonês e o hebraico. Um deles aponta mais de 500 similaridades. Entre estas, podem ocorrer muitos exemplos de semelhanças que se deram ao acaso, mesmo naquelas listadas aqui, mas podemos acreditar que todas estas são fruto do acaso? Poderia acontecer que, por mero acaso entre dois idiomas, diversas palavras se pareçam em pronúncia e significado, mas quando há tantas palavras similares entre as duas, podemos ser levados a pensar que há uma relação etimológica entre as duas.

Afeganistão

A Torá menciona a cidade de Meda como uma das localizações do exílio assírio das Dez Tribos de Israel. A maioria entende esta área como sendo a região ao noroeste da Irã chamada Kurdistão. Quando se considera a possibilidade do povo deste exílio vagando para o norte e leste, então isto se aplicaria às Tribos de Israel que viviam nas Montanhas do Cáucaso, entre o Mar Cáspio e o Mar Negro, o que inclui as áreas da Armênia, Geórgia, Azerbaidjão e Daguistão (áreas de Khazar nos tempos antigos).

Uma expansão a leste além do Mar Cáspio inclui as áreas do Usbequistão, Bukara e Turkemistão. Partindo destas áreas, é muito fácil deslocar-se no rumo sul até o Afeganistão, Índia, Paquistão, bem como chegar até a China.

Se alguém viajar da área de Meda ou Hamadã ainda mais longe no rumo leste, cruzando as Montanhas do Passo Khayber, chegará à fronteira do atual Afeganistão. Lá, deparei-me pessoalmente com uma vista assombrosa. Há muitos homens numa tribo com nomes formados com Yusuf: Yusufzai, Yusufuzi, Yusufzad, etc., que dizem-se oriundos das Tribos Perdidas e quanto a mim, acredito nisso.

Yusuf significa Yossef e Yusufzai significa filhos de Yossef. As tribos de Yossef são as tribos de Efraim e Manashe, que são uma parte das Dez tribos Perdidas de Israel. Também chamam a si mesmos Bnei Israel, que significa filhos de Israel. Diz sua tradição que foram levados para longe de seu antigo país de origem. Anteriormente foram pastores, em busca de pasto para os animais, mas desistiram da vida nômade e assentaram-se em aldeias comunitárias.

A tradição israelita na família real Afegã
Não apenas os Pathans, mas também a Família Real Afegã tem uma tradição muito conhecida, reportando a sua origem no Israel antigo, vindos da tribo de Binyamin.

Esta tradição foi primeiramente publicada em 1635, num livro chamado Mahsan-I-Afghani e é freqüentemente mencionado na literatura de pesquisa. De acordo com esta tradição, o rei Saul tinha um filho chamado Jeremia, que tinha um filho chamado Afghana. Jeremia morreu na mesma época da morte do rei Saul, e Afghana foi criado pelo rei David e permaneceu na corte real durante o reinado do rei Salomão.

Aproximadamente 400 anos mais tarde, numa época de desordem em Israel, a família de Afghana fugiu para um país chamado Gur, na parte central do Afeganistão. Eles estabeleceram-se lá e fizeram negócios com o povo da região, e no ano 662, com o advento do Islã, os filhos de Israel em Gur converteram-se ao profeta com 7 representantes de Afghan, O líder dos filhos de Israel era Kish, como o nome do pai de Saul.

De acordo com esta tradição, Maomé os recompensou e o nome hebraico Kish foi mudado para Arab-A-Rashid, recebendo a incumbência de divulgar o Islã entre seu povo. Estas são as raízes da Família Real Afegã. Assim, a Família Real Afegã tem a tradição de Israel antigo - a tribo de Binyamin.


Equador

O assunto chamou muita atenção no século dezessete na Inglaterra. Isso ocorreu devido aos escritos de Manasse ben Israel, um rabino de Amasterdam, que convenceu Oliver Cromwell a permitir que os judeus retornassem para a Inglaterra, após terem sido banidos do país quatro séculos antes.

Após seus encontros com um notável missionário, o judeu marrano (judeu forçado a se converter ao Cristianismo, na Espanha e Portugal), Antônio de Montezinus, Manasse tornou-se plenamente convencido que os índios americanos constituem algumas das Dez Tribos Perdidas.

Manasse ouviu de Montezinus algo notável, de que em 1642, quando Montezinus havia se embrenhado fundo nas florestas montanhosas do Equador, encontrou quatro índios que o saudaram com "Shema Yisrael", que é o tradicional credo dos Israelitas, começando com "Ouve, ó Israel: o Eterno é nosso D'us, o Eterno é um!" (Devarim 6:4). Ele afirmava que falara com eles em hebraico e que diziam ser das Tribos Perdidas de Reuven e Levi.

Através de conversas com Montezinus, Rabi Manasse ben Israel ficou convencido de que os índios americanos originavam-se de várias das Tribos Perdidas de Israel. Escreveu em 23 de dezembro de 1649, numa carta para John Drury: "Acredito que as Tribos Perdidas de Israel viveram não apenas lá na América, como também em outros países espalhados; nunca voltaram ao Segundo Templo, e mantém até hoje a religião judaica, dizendo que todas as profecias que falam sobre a volta ao solo nativo devem ser cumpridas.

A Menorá encontrada na América do Sul
Quanto aos índios da América do Sul e as Tribos Perdidas de Israel, houve um artigo interessante num jornal publicado em Israel (Maariv, 31 de dezembro de 1974), dizendo o seguinte:

Em 1587, o jesuíta Nicholas Delttsu foi enviado à América do Sul pelo rei da Espanha, a fim de converter os índios. Na Argentina, encontrou uma tribo com nomes hebraicos: Avraham, David, Moshê, etc. Quando lhes perguntou se eram circuncidados, responderam: "Sim, da mesma maneira que nossos ancestrais." Na mesma região foram encontradas facas de pedra, usadas para circuncisão.

Também merecedor de interesse foi o achado de uma tribo na Argentina, relacionada aos Incas do Peru. Numa tábua de pedra estavam gravados três mandamentos: "Não roubar - Não mentir - Não matar." Eruditos concluíram que estes mandamentos originam-se dos Dez Mandamentos de Moshê, e existiam centenas de anos antes dos Espanhóis chegarem.

Em 1974, na mesma área, pedras redondas foram encontradas com uma menorá hebraica (candelabro com sete braços de Israel antigo) sobre a pedra, e no lado estava escrito em aramaico: Pascha (Pêssach). O aramaico é um idioma antigo que os israelitas falavam antigamente, e isso, por si só, significa muito velho.

Alguns metros adiante foi encontrada uma pedra comprida no formato de um tijolo, com um entalhe de um barco (o emblema da tribo de Zevulun é um navio) com a palavra Tziporá (o nome da esposa de Moshê) escrito sobre a pedra. Isso significa que eles aqui chegaram de barco? Eruditos acreditam que o desenho tenha 3000 anos de idade.

fonte: shabat org

Shalom


quinta-feira, 12 de julho de 2012

O Retorno dos judeus e das tribos perdidas 1


Cumprindo um mandamento bíblico - e uma profecia para os últimos dias - há um número cada vez maior de judeus fazendo aliyah, ou seja, o retorno à Terra dos seus ancestrais, a Terra de Israel.
No final deste ano o aumento destes "retornados" será de cerca de 16% em relação ao ano anterior, fazendo deste o segundo melhor ano das recentes estatísticas do número dos que fazem aliyah.
Este número é no entanto em grande parte devido aos 1.650 judeus vindos da Etiópia, um elevado número se tivermos em conta que durante 2009 apenas 140 o fizeram. O governo de Israel resolveu recentemente ajudar os últimos etíopes "Falashmura" a retornarem a Israel nos próximos quatro anos.

Houve também um significativo crescimento dos "olim" - novos imigrantes judeus - oriundos da América do Sul. A maior parte ainda continuam a ser os oriundos das ex-repúblicas soviéticas. Nos EUA houve um aumento de 6% face ao ano anterior.

A Agência Judaica está investindo muito na possibilidade de judeus americanos fazerem aliyah, fazendo-o através da educação e do fortalecimento da identidade judaica, bem como no aprofundamento da ligação a Israel, na esperança de que muitos judeus americanos "voltem para casa".
O número total de judeus retornando à Terra durante 2010 deverá ser de 19.130, sendo 3.980 dos EUA, 760 da Grã-Bretanha, alguns milhares da Rússia, e algumas centenas de países europeus, Austrália e Índia. Há um aumento muito grande da Venezuela, onde o regime se aproxima cada vez mais do Irão, fazendo com que 150 tenham decidido retornar a Israel, um fenomenal aumento, tendo em conta os 38 que o fizeram em 2009. Há também grandes aumentos do México, Peru e Argentina.

Jerusalém continua a ser a cidade mais procurada pelos novos olim, e isto apesar dos elevados custos de vida da cidade. Sem dúvida que este processo se enquadra no ideal sionista moderno, mas muito mais ainda nas profecias que mencionam o regresso dos judeus "das extremidades da terra" nos últimos dias para a Terra da Promessa, Eretz Israel. E como o nosso coração e os nossos olhos se alegram vendo Deus a cumprir integralmente aquilo que prometeu!


Mais de 7000 judeus indianos

Segundo informações da CBN, mais de 7.000 membros da Bnei Menashe chegarão em breve a Israel. Os membros da Bnei Menashe alegam ser descendentes de uma das 10 tribos perdidas de Israel que foram exiladas pelo império assírio há mais de 27 séculos. Eles residem principalmente nos dois estados indianos de Mizoram e Manipur, ao longo da fronteira com Burma e com o Bangladesh.
Durante todo o seu exílio e mesmo depois de a única cópia que tinham da Torah se ter pedido, os Bnei Menashe continuaram a observar as tradições judaicas, incluindo o Shabat, respeitavam o kosher, celebraram os festivais, seguiram as leis familiares da pureza, e lembravam o Êxodo do Egipto.

A Shavei Israel, um grupo com base em Jerusalem e que assiste os "judeus perdidos" que buscam retornar ao povo judeu tem ajudado a trazer muitos dos Bnei Menashe a Israel, e está também ajudando nesta nova "onda" de aliyah. Graças aos esforços da Shavei Israel, o rabinato-mor de Israel reconheceu oficialmente os Bnei Menashe em 2005 como sendo "descendentes de Israel". A organização também ajudou na publicação da tradução do Livro de Shemot (Êxodo) para o mizo, uma das principais línguas faladas pelos Bnei Menashe, de forma a capacitá-los a se religarem à sua herança e aos textos básicos do povo judeu.

O chairman da Shavei Israel, Michael Freund, prestou nesta segunda-feira passada informações ao comité de imigração e absorção do Knesset acerca da bem sucedida integração na sociedade israelita dos 1.700 Bnei Menashe que já imigraram para Israel. Ele referiu que uma impressionante percentagem de 96% dos Bnei Menashe já estão empregados, que a maioria dos seus filhos escolheram unidades de combate durante o seu serviço militar obrigatório nas FDI, muitos estão também inscritos em colégios e universidades, e alguns foram ordenados como rabis.Freund disse então aos membros do comité que "é tempo de Israel permitir a vinda para casa dos restantes Bnei Menashe".


Freund contou então à CBN que aquilo que aconteceu a seguir foi um "milagre": o comité aceitou esboçar uma resolução a ser apresentada ao governo para aprovação no final de Julho.
Nas palavras de Freund à CBS, "a resolução significa que estamos apenas a um mês de uma viragem histórica em que 7.732 preciosas almas serão restauradas ao povo judeu."E concluiu: "Estou certo que muito em breve os Bnei Menashe atravessarão o mar, reunindo-se à Terra e ao povo de Israel, depois de uma impressionante jornada."

A Bíblia afirma que antes do retorno do Messias a Israel os judeus teriam de fazer retorno ("aliyah") à Terra dos seus antepassados. É isso que tem acontecido nestes últimos anos, confirmando a veracidade das profecias bíblicas para estes "últimos dias" e completando assim o plano de Deus para com o Seu povo eleito.
"Trazei Meus filhos de longe e minhas filhas das extremidades da terra." - Isaías 43:6.

Os primeiros grupos de "Bnei Menashe" que chegaram a Israel vieram como turistas, num acordo com o Ministério do Interior de Israel. Uma vez em Israel, os "Bnei Menashe" converteram-se oficialmente ao judaísmo e tornaram-se cidadãos israelitas. Os membros da tribo vivem nos dois estados indianos de Mizoram e Manipur, para os quais foram, segundo eles, exilados de Israel há mais de 2.700 anos atrás pelo império assírio.

Nos anos 50, vários milhares de membros "Bnei Menashe" iniciaram uma caminhada a pé para Israel, mas foram rapidamente impedidos pelas autoridades indianas. Sem se deixarem deter por isso, muitos deles começaram a praticar o judaísmo ortodoxo e juraram tentar ir para Israel. Actualmente, eles assistem em centros comunitários na Índia que foram estabelecidos pela "Shavei Israel" para lhes ensinar a tradição judaica e a língua hebraica moderna.
Freund olha para a imigração dos "Bnei Menashe" como bíblica, citando Isaías 43:5, que diz: "Não temas, pois, porque estou contigo; trarei a tua semente desde o Oriente e te ajuntarei desde o Ocidente."
"Essas palavras" - disse Freund - "estão voltando à vida diante dos nossos olhos."
"Penso que este é um projecto bem histórico" - acrescentou ainda. "É o fecho de um círculo histórico. É o retorno de uma tribo perdida de Israel após 27 séculos de exílio, e é um cumprimento da profecia bíblica."



Tribo perdida encontrada no Zimbawe
Anos de testes DNA comprovaram aquilo que os membros da tribo "perdida" do povo Lemba reivindicavam: têm realmente DNA judaico, sendo por isso descendentes do povo judeu.
Não é aliás difícil encontrar as diferenças entre este grupo e os seus "vizinhos", no Zimbawe: usam yarmulkes, oram numa língua rica em raízes yemenitas e hebraicas e desenham a estrela de David nas suas lápides.

Esta tribo conta com cerca de 80.000 membros e reside no centro do Zimbawe (antiga Rodésia) e no norte da África do Sul. Muitos converteram-se ao Cristianismo, mas ainda mantêm muitos costumes judaicos como a circuncisão, regras kosher para a matança de animais, e proibição de comer carne de porco.
Segundo a tradição dos Lembas, passada de geração em geração de forma oral, os seus ancestrais foram sete judeus que deixaram a Terra Santa há 2.500 anos atrás, antes da destruição do Segundo Templo. Eles atravessaram o Yemen e instalaram-se depois no coração da África.

Muitos comentavam que este seria mais um mito das "tribos perdidas" de Israel, mas os testes DNA conduzidos por cientistas britânicos confirmaram que os Lemba transportam o gene semítico.
O cantor religioso Fungisai Zvakavapano-Mashavave disse que poucas pessoas estão conscientes da existência desta tribo, e que queria que o mundo soubesse da existência dos Lemba.
"Estou muito orgulhoso em reconhecer que temos uma cultura rica, e tenho orgulho em ser um Lemba. Temos sido um povo muito fechado, porque acreditamos ser um povo especial" - afirmou o cantor à BBC.
O professor Tudor Parfitt, da Universidade de Londres, confessou estar surpreendido ao descobrir as muitas práticas judaicas praticadas pela tribo.

"Isto é espantoso" - afirmou - "É como se o sacerdócio judaico tivesse continuado a Ocidente por pessoas com o nome Cohen, e da mesma forma tivesse continuado pela clã sacerdotal dos Lemba.
Eles têm um ancestral comum que os peritos em genética dizem ter vivido há uns 3.000 anos algures no norte da Arábia, sendo essa a época de Moisés e de Arão, quando se iniciou o ofício sacerdotal."
Parfitt, perito de renome internacional, gastou 20 anos investigando os Lemba e viveu seis meses entre eles. Apesar das suas práticas judias, muitos Lemba são cristãos e alguns muçulmanos.
"O Cristianismo é a minha religião, e o Judaísmo a minha cultura" - afirma o pastor local Perez Hamandishe.

Ultimos judeus etiopes

O gabinete presidencial em Jerusalém aprovou os planos para trazer para Israel durante os próximos 2 anos os últimos judeus da Etiópia.
Mais de 120.000 judeus etíopes vivem agora em Israel como consequência de ondas de imigrações durante as últimas 3 décadas. Segundo os peritos, cerca de 2.200 judeus permanecem ainda na Etiópia.
Esses "remanescentes" são os "falashas mura", membros de uma comunidade que se tinha convertido ao cristianismo sob pressão há mais de um século mas que entretanto voltaram ao judaísmo.
Alguns em Israel questionaram se os "falashas mura" são realmente judeus. Os imigrantes etíopes têm de regularmente passar por um processo de conversão religiosa. Uma vez dentro do país (Israel), muitos enfrentam problemas de assimilação por causa de diferenças culturais. Alguns alegam ter encontrado racismo.

O governo informou ontem que irá abrir um centro de absorção em Setembro, no valor de 4,3 milhões de dólares, para acomodar os recém-chegados.
Segundo as profecias, os judeus viriam do sul, nestes últimos dias, num regresso à sua Terra - a Terra dos patriarcas. Deus está no controle da História!

Judeus na caxemira
Saindo do Afeganistão e do Paquistão onde vivem os Pathans, no rumo leste, chega-se ao Estado da Caxemira, na parte norte da Índia, a oeste do Nepal. A Caxemira consiste de um lindo e enorme vale, rodeado de montanhas altaneiras, e o considero um dos lugares mais belos do mundo. Vivem lá entre 5 a 7 milhões. Falando de forma geral, eles são mais claros e diferentes dos outros habitantes da Índia. Uma tradição interessante é divulgada entre o povo da Caxemira, a respeito de sua ancestralidade nas Tribos Perdidas de Israel. Esta tradição é apoiada por extensa literatura, tanto pelo povo como por eruditos.

Na Caxemira, muitos locais têm nomes israelitas, como Har Nevo, Beit Peor, Pisga e Heshubon. Todos são nomes na terra das Dez Tribos de Israel. O mesmo acontece com nomes de pessoas e nomes de aldeias.
O povo na Caxemira celebram uma festa chamada Pasca na primavera, quando acertam a diferença de dias entre o calendário lunar e o solar, e a maneira deste ajuste é similar a judaica. Há muitos livros publicados sobre o assunto. A linguagem Udu, usada na Caxemira, inclui muitas palavras em hebraico. A maioria dos habitantes da Caxemira são muçulmanos. Apesar disso, são simpáticos com relação aos judeus e Israel. É evidente que sua origem também é um fator que os levou ao interesse no povo de Israel.

A história do povo é envolta em mistério, assim como a história de outros povos da região. Muitos pesquisadores acreditam que muitos habitantes da Caxemira são descendentes das Tribos Perdidas, exiladas em 722 A.E.C. Eles vagaram ao longo da Rota da Seda rumo aos países do Leste, Pérsia e Afeganistão, até atingirem o vale da Caxemira e lá se estabelecerem.

Outros dizem que o povo começou a vagar aproximadamente 300 anos mais tarde. Estes nômades assentaram-se na Caxemira, mantendo as tradições até serem forçados a converter-se ao Islamismo, quando a expansão do Islã chegou ao vale. O sacerdote Kitro, em seu livro, História Geral do Império Mughal, disse que o povo da Caxemira são os descendentes dos israelitas. O historiador itinerante árabe El Bironi, no século XII, escreveu: "No passado, a permissão de entrar na Caxemira era concedida somente aos judeus."

O sacerdote Monstrat disse que na época de Vasco da Gama no século XV "todos os habitantes desta área que aqui viviam desde tempos antigos podem localizar sua ancestralidade, conforme a raça e os costumes, até os israelitas antigos. Seus traços físicos, aspecto geral, modo de vestir, as maneiras de conduzir os negócios, tudo demonstra que são similares aos antigos israelitas."

Recentemente o Sr. Ikbal Chapri, proprietário de uma casa-barco chamada Haifa (nome de uma grande cidade em Israel) em Srinagar, escreveu sobre este tópico nos jornais locais.

Seu artigo era sobre os nomes das tribos e locais da Caxemira que são exatamente hebraicos. Tenho uma cópia das duas páginas da lista. Por exemplo, uma das tribos da Caxemira é chamada Asheriya, de Asher, a tribo de Dand é Dan, Gadha é Gad, Lavi é Levi. A tribo de Shaul é o nome hebraico do Rei Saul. Musa é Moshê, Suliamanish é Shelomo (Salomão). E há também a tribo de Israel, a tribo de Abri, que é a tribo de Hebreu, e a tribo de Kahana que é a palavra para sacerdote judeu.

Existem também entre 50 a 75 nomes de lugares na Caxemira que, na verdade, são nomes hebraicos com os quais os israelitas eram muito familiarizados. Há um local chamado Samaryah, que é Samária, Mamre é Mamre, Pishgah é Pisgá, Nabudaal é Monte Nevo, Bushan é Bashan, Gilgit é Gilgal, Heshba é Heshbon, Amunah é Amon, Gochan é Goshen, Median-Pura é Midian, e Guzana é Gozan, que é o nome de um local na Assíria, o próprio local para onde as Dez Tribos de Israel foram deportadas.

O nome Israel é muito comum entre eles, assim como entre os Pathans, e este é um nome jamais usado entre os Muçulmanos. Também acendem uma vela para o Shabat, têm costeletas, barbas, e usam o emblema ou desenho da Estrela de David.

Na área da fronteira com o Paquistão, chamado Yusmarg (Handwara), vive um grupo que até hoje chama a si mesmo de Bnei Israel, o que significa filhos de Israel. Muitos dos habitantes da Caxemira dizem que este é o nome antigo de todo o povo da Caxemira.

Há uma estranha tradição em uma pequena comunidade próxima a Wallar Link, que exibe o túmulo de Moshê. Existe ainda outra, conectada com o Rei Shelomo, de acordo com a qual até mesmo o Rei Shelomo chegou ao Vale da Caxemira e, com sua sabedoria, auxiliou o povo endireitando com sucesso o rio Jalum. Esta tradição também vincula-se a um local chamado Trono de Salomão, situado em ponto mais alto que a capital da Caxemira, Srinagar. Não é estranho que haja lendas folclóricas e históricas sobre heróis de Israel antigo nestes lugares distantes e exóticos?

Estas lembram também algumas lendas no Japão. Há a tumba de Moshê no Monte Houdatsu, na província de Ishikawa, e uma lenda diz que muitos dos tesouros secretos de Salomão são guardados no Monte Tsurugi em Shikoku.

Os dois principais historiadores da Caxemira, Mulla Nadiri, que escreveu a História da Caxemira, e Mulla Ahmad, que escreveu Fatos da Caxemira, estabeleceram sem sombra de dúvida que as origens do povo da Caxemira são encontradas no Povo de Israel.

fontes : Shalom Israel

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...