sexta-feira, 20 de julho de 2012

Os profetas no antigo testamento



Is 6.8,9 "Depois disso, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então, disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim . Então, disse ele: Vai e dize a este povo: Ouvis, de fato, e não entendeis, e vedes, em verdade, mas não percebeis."

O LUGAR DOS PROFETAS NA HISTÓRIA DE HEBREUS.

Jeremias
Os profetas do AT eram homens de Deus que, espiritualmente, achavam-se muito acima de seus contemporâneos. Nenhuma categoria, em toda a literatura, apresenta um quadro mais dramático do que os profetas do AT. Os sacerdotes, juízes, reis, conselheiros e os salmistas, tinham cada um, lugar distintivo na história de Israel, mas nenhum deles, logrou alcançar a estatura dos profetas, nem chegou a exercer tanta influência na história da redenção.

Os profetas exerceram considerável influência sobre a composição do AT. Tal fato fica evidente na divisão tríplice da Bíblia hebraica: a Torá, os Profetas e os Escritos (cf. Lc 24.44). A categoria dos profetas inclui seis livros históricos, compostos sob a perspectiva profética: Josué, Juízes, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis. É provável que os autores desses livros fossem profetas. Em segundo lugar, há dezessete livros proféticos específicos (Isaías até Malaquias). Finalmente, Moisés, autor dos cinco primeiros livros da Bíblia (a Torá), era profeta (Dt 18.15). Sendo assim, dois terços do AT, no mínimo, foram escritos por profetas.

PALAVRAS HEBRAICAS APLICADAS AOS PROFETAS.

Ro’eh. Este substantivo, traduzido por "vidente", em português, indica a capacidade especial de se ver na dimensão espiritual e prever eventos futuros. O título sugere que o profeta não era enganado pela aparência das coisas, mas que as via conforme realmente eram — da perspectiva do próprio Deus. Como vidente, o profeta recebia sonhos, visões e revelações, da parte de Deus, que o capacitava a transmitir suas realidades ao povo.

Nabi’. (a) Esta é a principal palavra hebraica para "profeta", e ocorre 316 vezes no AT. Nabi’im é sua forma no plural. Embora a origem da palavra não seja clara, o significado do verbo hebraico "profetizar" é: "emitir palavras abundantemente da parte de Deus, por meio do Espírito de Deus" (Gesenius, Hebrew Lexicon). Sendo assim, o nabi’ era o porta-voz que emitia palavras sob o poder impulsionador do Espírito de Deus. A palavra grega prophetes, da qual se deriva a palavra "profeta" em português, significa "aquele que fala em lugar de outrem". Os profetas falavam, em lugar de Deus, ao povo do concerto, baseados naquilo que ouviam, viam e recebiam da parte dEle. (b) No AT, o profeta também era conhecido como "homem de Deus" (ver 2Rs 4.21 nota), "servo de Deus" (cf. Is 20.3; Dn 6.20), homem que tem o Espírito de Deus sobre si (cf. Is 61.1-3), "atalaia" (Ez 3.17), e "mensageiro do Senhor" (Ag 1.13). Os profetas também interpretavam sonhos (e.g., José, Daniel) e interpretavam a história — presente e futura — sob a perspectiva divina.

HOMENS DO ESPÍRITO E DA PALAVRA. O profeta não era simplesmente um líder religioso, mas alguém possuído pelo Espírito de Deus (Ez 37.1,4). Pelo fato do Espírito e a Palavra estarem nele, o profeta do AT possuía estas três características:

(1) Conhecimentos divinamente revelados. Ele recebia conhecimentos da parte de Deus no tocante às pessoas, aos eventos e à verdade redentora. O propósito primacial de tais conhecimentos era encorajar o povo a permanecer fiel a Deus e ao seu concerto. A característica distintiva da profecia, no AT, era tornar clara a vontade de Deus ao povo mediante a instrução, a correção e a advertência. O Senhor usava os profetas para pronunciarem o seu juízo antes de este ser desferido. Do solo da história sombria de Israel e de Judá, brotaram profecias específicas a respeito do Messias e do reino de Deus, bem como predições sobre os eventos mundiais que ainda estão por ocorrer.

(2) Poderes divinamente outorgados. Os profetas eram levados à esfera dos milagres à medida que recebiam a plenitude do Espírito de Deus. Através dos profetas, a vida e o poder divinos eram demonstrados de modo sobrenatural diante de um mundo que, doutra forma, se fecharia à dimensão divina.

(3) Estilo de vida característico. Os profetas, na sua maioria, abandonaram as atividades corriqueiras da vida a fim de viverem exclusivamente para Deus. Protestavam intensamente contra a idolatria, a imoralidade e iniqüidades cometidas pelo povo, bem como a corrupção praticada pelos reis e sacerdotes. Suas atividades visavam mudanças santas e justas em Israel. Suas investidas eram sempre em favor do reino de Deus e de sua justiça. Lutavam pelo cumprimento da vontade divina, sem levar em conta os riscos pessoais.

OITO CARACTERÍSTICAS DO PROFETA DO ANTIGO TESTAMENTO. Que tipo de pessoa era o profeta do AT?

(1) Era alguém que tinha estreito relacionamento com Deus, e que se tornava confidente do Senhor (Am 3.7). O profeta via o mundo e o povo do concerto sob a perspectiva divina, e não segundo o ponto de vista humano.

(2) O profeta, por estar próximo de Deus, achava-se em harmonia com Deus, e em simpatia com aquilo que Ele sofria por causa dos pecados do povo. Compreendia, melhor que qualquer outra pessoa, o propósito, vontade e desejos de Deus. Experimentava as mesmas reações de Deus. Noutras palavras, o profeta não somente ouvia a voz de Deus, como também sentia o seu coração (Jr 6.11; 15.16,17; 20.9).

(3) À semelhança de Deus, o profeta amava profundamente o povo. Quando o povo sofria, o profeta sentia profundas dores (ver O LIVRO DAS LAMENTAÇÕES). Ele almejava para Israel o melhor da parte de Deus (Ez 18.23). Por isso, suas mensagens continham, não somente advertências, como também palavras de esperança e consolo.

(4) O profeta buscava o sumo bem do povo, i.e., total confiança em Deus e lealdade a Ele; eis porque advertia contra a confiança na sabedoria, riqueza e poder humanos, e nos falsos deuses (Jr 8.9,10; Os 10.13,14; Am 6.8). Os profetas continuamente conclamavam o povo a viver à altura de suas obrigações conforme o seu concerto estabelecido com Deus, para que viesse a receber as bênçãos da redenção.

(5) O profeta tinha profunda sensibilidade diante do pecado e do mal (Jr 2.12,13, 19; 25.3-7; Am 8.4-7; Mq 3.8). Não tolerava a crueldade, a imoralidade e a injustiça. O que o povo considerava leve desvio da Lei de Deus, o profeta interpretava, às vezes, como funesto. Não podia suportar transigência com o mal, complacência, fingimento e desculpas do povo (32.11; Jr 6.20; 7.8-15; Am 4.1; 6.1). Compartilhava, mais que qualquer outra pessoa, do amor divino à retidão, e do ódio que o Senhor tem à iniqüidade (cf. Hb 1.9 nota).

(6) O profeta desafiava constantemente a santidade superficial e oca do povo, procurando desesperadamente encorajar a obediência sincera às palavras que Deus revelada na Lei. Permanecia totalmente dedicado ao Senhor; fugia da transigência com o mal e requeria fidelidade integral a Deus. Aceitava nada menos que a plenitude do reino de Deus e a sua justiça, manifestadas no povo de Deus.

(7) O profeta tinha uma visão do futuro, revelada em condenação e destruição (e.g., 63.1-6; Jr 11.22,23; 13.15-21; Ez 14.12-21; Am 5.16-20,27, bem como em restauração e renovação (e.g., 61– 62; 65.17–66.24; Jr 33; Ez 37). Os profetas enunciaram grande número de profecias acerca da vinda do Messias

(8) Finalmente, o profeta era, via de regra, um homem solitário e triste (Jr 14.17,18; 20.14-18; Am 7.10-13; Jn 3– 4), perseguido pelos falsos profetas que prediziam paz, prosperidade e segurança para o povo que se achava em pecado diante de Deus (Jr 15.15; 20.1-6; 26.8-11; Am 5.10; cf. Mt 23.29-36; At 7.51-53). Ao mesmo tempo, o profeta verdadeiro era reconhecido como homem de Deus, não havendo, pois, como ignorar o seu caráter e a sua mensagem.

O PROFETA E O SACERDOTE. Durante a maior parte da história de Israel, os sacerdotes e profetas, constantemente, entravam em conflito. O plano de Deus era que houvesse cooperação entre eles, mas os sacerdotes tendiam a aderir ao liberalismo e deixavam de protestar contra a decadência do povo de Deus.

(1) Os sacerdotes muitas vezes concordavam com a situação anormal reinante, e sua adoração a Deus resumia-se em cerimônias e liturgia. Embora a moralidade ocupasse um lugar formal na sua teologia, não era enfatizada por eles na prática.

(2) O profeta, por outro lado, ressaltava fortemente o modo de vida, à conduta, e as questões morais. Repreeendiam constantemente os que apenas cumpriam com os deveres litúrgicos. Irritava, importunava, denunciava, e sem apoio humano defendia justas exigências e insistia em aplicar à vida os eternos princípios de Deus. O profeta era um ensinador de ética, um reformador moral e um inquietador da consciência humana. Desmascarava o pecado e a apostasia, procurando sempre despertar o povo a um viver realmente santo.

A MENSAGEM DOS PROFETAS DO ANTIGO TESTAMENTO. A mensagem dos profetas enfatiza três temas principais:

(1) A natureza de Deus.

(a) Declaravam ser Deus o Criador e Soberano onipotente do universo (e.g., 40.28), e o Senhor da história, pois leva os eventos a servirem aos seus supremos propósitos de salvação e juízo (cf. Is 44.28; 45.1; Am 5.27; Hc 1.6).

(b) Enfatizavam que Deus é santo reto e justo, e não pode tolerar o pecado, iniqüidade e injustiça. Mas a sua santidade é temperada pela misericórdia. Ele é paciente e tardio em manifestar a sua ira. Sendo Deus santo, em sua natureza, requer que seu povo seja consagrado e santo ao SENHOR (Zc 14.20; cf. Is 29.22-24; Jr 2.3). Como o Deus que faz concerto, que entrou num relacionamento exclusivo com Israel, requer que seu povo obedeça aos seus mandamentos, como parte de um compromisso de relacionamento mútuo.

(2) O pecado e o arrependimento. Os profetas do AT compartilhavam da tristeza de Deus diante da contínua desobediência, infidelidade, idolatria e imoralidade de seu povo segundo o concerto. E falavam palavras severas de justo juízo contra os transgressores. A mensagem dos profetas era idêntica a de João Batista e de Cristo: "arrependei-vos, senão igualmente perecereis". Prediziam juízos catastróficos, tal
como a destruição de Samaria, pela Assíria (e.g. Os 5.8-12; 9.3-7; 10.6-15), e a de Jerusalém por babilônia (e.g., Jr 19.7-15; 32.28-36; Ez 5.5-12; 21.2, 24-27).

(3) Predição e esperança messiânica.
(a) Embora o povo tenha sido globalmente infiel a Deus e aos seus votos, segundo o concerto, os profetas jamais deixaram de enunciar-lhe mensagens de esperança. Sabiam que Deus cumpriria os ditames do concerto e as promessas feitas a Abraão através de um remanescente fiel (ver o estudo O CONCERTO DE DEUS COM ABRAÃO, ISAQUE E JACO). No fim, viria o Messias, e através dEle, Deus haveria de ofertar a salvação a todos os povos.

(b) Os profetas colocavam-se entre o colapso espiritual de sua geração e a esperança da era messiânica. Eles tinham de falar a palavra de Deus a um povo obstinado, que, inexoravelmente rejeitavam a sua mensagem (cf. Is 6.9-13). Os profetas eram tanto defensores do antigo concerto, quanto precursores do novo. Viviam no presente, mas com a alma voltada para o futuro.

OS FALSOS PROFETAS. Há numerosas referências no AT aos falsos profetas. Por exemplo: quatrocentos falsos profetas foram reunidos pelo rei Acabe (2Cr 18.4-7); um espírito mentiroso achava-se na boca deles (2Cr 18.18-22). Segundo o AT, o profeta era considerado falso:

(1) se desviasse as pessoas do Deus verdadeiro para alguma forma de idolatria (Dt 13.1-5);

(2) se praticasse adivinhação, astrologia, feitiçaria, bruxaria e coisas semelhantes (ver Dt 18.10,11 notas);

(3) se suas profecias contrariassem as Escrituras (Dt 13.1-5);

(4) se não denunciasse os pecados do povo (Jr 23.9-18); ou

(5) se predissesse coisas específicas que não cumprissem (Dt 18.20-22). Note que os profetas, do novo concerto não falavam de modo irrevogável e infalível como os profetas do AT, que eram a voz primacial de Deus no que dizia respeito a Israel. No NT, o profeta é apenas um dos cinco dons ministeriais da igreja

Os profetas no NT tinham limitações que os profetas do AT desconheciam (cf. 1Co 14.29-33), por causa da natureza multifacetada e interdependente do ministério nos tempos do NT

fonte: http://www.oapocalipse.com/home/estudos/cristao_profeta_no_antigo_testamento.html

sexta-feira, 13 de julho de 2012

O retorno dos judeus e das tribos perdidas 2

Judeus no japão


Muitas das cerimônias tradicionais no Japão parecem indicar que as Tribos Perdidas de Israel foram ao Japão Antigo. Na província de Nagano há um grande santuário Shintoísta denominado "Suwa-Taisha" (o Shintoísmo é a tradicional religião nacional do Japão).

No santuário Suwa-Taisha, o tradicional festival chamado "Ontohsai" acontece anualmente a 15 de abril (quando os japoneses usavam o calendário lunar, era em março ou abril). Este festival ilustra a história de Yitschac no capítulo 22 de Bereshit, quando Avraham estava a ponto de sacrificar seu próprio filho, Yitschac. O festival "Ontohsai", celebrado desde os tempos antigos, é considerado o mais importante de "Suwa-Taisha."

O Festival
Atrás do santuário há uma montanha chamada Monte Moriya. O nome "Moriya" pode ter-se originado da Montanha do Templo em Jerusalém (Bereshit 22:2), onde Avraham levou Yitschac para ser sacrificado.
Durante o festival, um menino é amarrado com uma corda a um pilar de madeira, e colocado sobre um carpete de bambu. Um sacerdote shintoísta aproxima-se dele segurando uma faca, e corta a parte superior do pilar de madeira, mas então chega um mensageiro, e o garoto é libertado. Isto é uma reminiscência da história bíblica na qual Yitschac foi libertado após um anjo aparecer para Avraham.

Avraham e Yitschac
O povo chama esta festa de "festival para o deus Misakuchi". Misakuchi poderia ser "mi-isaku-chi". "Mi" significa" "grande", "isaku" é mais provavelmente Isaac (em hebraico, Yitschac), e "chi" é algo para o fim da palavra. Parece que o povo de Suwa transformou Yitschac em um deus, talvez por influência de adoradores de ídolos. Hoje, este costume do menino em vias de ser sacrificado e então libertado não está mais em uso, mas ainda podemos ver o costume do pilar de madeira chamado "oniye-basira", que significa "pilar do sacrifício."

O cerimonial do menino havia sido conservado até o início da Era Meiji. Masumi Sugae, um erudito japonês que escrevia livros de viagens na Era Edo (mais ou menos 200 anos atrás), escreveu um registro de suas viagens e tomou nota do que viu em Suwa. Estes registros mostram os detalhes de "Ontohsai". Relata o costume do garoto a ponto de ser sacrificado e sua libertação no último instante. Seus registros são mantidos em um museu perto de Suwa-Tasha.

Aparentemente, nenhum outro país além do Japão possui um festival ilustrando a história da Torá de Avraham e Yitschac. Esta tradição aparentemente mostra evidências de que os antigos israelitas foram ao Japão antigo.

A caixa preta na cabeça
"Yamabushi" é um homem religioso em treinamento, existente apenas no Japão. Hoje, acredita-se que pertença ao Budismo japonês. Entretanto, o Budismo na Índia, Coréia e China não tem este costume. O costume de "Yamabushi" existente no Japão antes do Budismo foi levado ao Japão no século VII.

Sobre a testa de "Yamabushi", ele coloca uma pequena caixa preta chamada "tokin", que é amarrada à sua cabeça com um cordão preto. Parece-se muito com um judeu colocando Tefilin (filactério) na testa. O tamanho deste "tokin" é quase o mesmo do Tefilin, mas é redondo e tem formato de flor.

No Japão, existe a lenda do "Tengu", que vive numa montanha e tem a aparência de um "Yamabushi". Possui nariz pronunciado e habilidades sobrenaturais. Um "ninja", que era um agente de espionagem nos tempos antigos, trabalhando para seu amo, procura o "Tengu" na montanha para dele conseguir poderes sobrenaturais. O "Tengu" lhe dá uma "tora-no-maki" (um rolo de "tora"), após conceder-lhe poderes adicionais. Este "rolo de tora" é considerado como um livro muito importante, que pode ajudar em qualquer situação de emergência. Os japoneses usam esta palavra às vezes na vida cotidiana.

Não se tem notícia de que um verdadeiro Rolo da Torá judaica tivesse jamais sido encontrado em algum sítio histórico no Japão. Entretanto, parece que este "rolo de tora" é derivado da Torá judaica.

Os antigos japoneses falavam hebraico?
Em Kojiki, Nihon-shoki e outros documentos antigos, encontramos muitas palavras similares ao hebraico, tanto em significado como na pronúncia. Por exemplo, o primeiro Imperador japonês Jinmu deu aos líderes de terras o título de "Agata-nushi". Agata significa área e nushi quer dizer líder. Também em hebraico "aguda" significa grupo e "nasi" significa líder.

Em japonês, um imperador é chamado pelo título "mikado", que soa como a palavra hebraica "migadol", significando o nobre. Cada imperador japonês é chamado pelo título "mikoto", que tem um som próximo à palavra hebraica "malchut", que quer dizer reino ou rei. Todo imperador japonês é também chamado com um título "sumera-mikoto", que não possui nenhum significado específico como palavra japonesa, mas que interpretamos como a frase em hebraico "shomron malchuto"; isto significa "Samária, seu reino", ou "rei da Samária". O nome antigo para um sacerdote japonês Shinto é "negui", enquanto que a palavra hebraica "naguid" quer dizer líder.

Nos antigos livros japoneses Kojiki e Nihon-shoki encontramos muitas outras palavras que nos lembram de Israel. O nome antigo para uma região no distrito de Nara é "Iware" que me recorda da palavra hebraica "Ivri", significando hebreu. O nome antigo de uma terra no distrito de Nara, "Asuka", assemelha-se com a palavra em hebraico "hasuka", que significa tabernáculo. Em Asuka foi construída a antiga casa do Imperador. Um erudito japonês diz que "a" é um prefixo e "suka" significa tabernáculo ou morada. Também em hebraico "ha" é um prefixo que significa "o" e "suka" significa tabernáculo ou tenda.

A palavra japonesa "anata" que significa "você" é também dita "anta", e no dialeto de Kyushu é dita "ata". Em hebraico, isto é também "ata" ou "anta".

A palavra japonesa "samurau" significa servir ou guardar (para o nobre) e em hebraico, "shamar" significa guardar. Em japonês, da palavra "samurau" vem a palavra "samurai" que significa antigo guerreiro japonês, ou guarda. Também em hebraico, se juntarmos um sufixo "ai" que significa profissão, a "shamar", poderia formar a palavra "shamarai" que soa semelhante ao guarda japonês "samurai".

Os pesquisadores mostram muitas outras semelhanças entre o japonês e o hebraico. Um deles aponta mais de 500 similaridades. Entre estas, podem ocorrer muitos exemplos de semelhanças que se deram ao acaso, mesmo naquelas listadas aqui, mas podemos acreditar que todas estas são fruto do acaso? Poderia acontecer que, por mero acaso entre dois idiomas, diversas palavras se pareçam em pronúncia e significado, mas quando há tantas palavras similares entre as duas, podemos ser levados a pensar que há uma relação etimológica entre as duas.

Afeganistão

A Torá menciona a cidade de Meda como uma das localizações do exílio assírio das Dez Tribos de Israel. A maioria entende esta área como sendo a região ao noroeste da Irã chamada Kurdistão. Quando se considera a possibilidade do povo deste exílio vagando para o norte e leste, então isto se aplicaria às Tribos de Israel que viviam nas Montanhas do Cáucaso, entre o Mar Cáspio e o Mar Negro, o que inclui as áreas da Armênia, Geórgia, Azerbaidjão e Daguistão (áreas de Khazar nos tempos antigos).

Uma expansão a leste além do Mar Cáspio inclui as áreas do Usbequistão, Bukara e Turkemistão. Partindo destas áreas, é muito fácil deslocar-se no rumo sul até o Afeganistão, Índia, Paquistão, bem como chegar até a China.

Se alguém viajar da área de Meda ou Hamadã ainda mais longe no rumo leste, cruzando as Montanhas do Passo Khayber, chegará à fronteira do atual Afeganistão. Lá, deparei-me pessoalmente com uma vista assombrosa. Há muitos homens numa tribo com nomes formados com Yusuf: Yusufzai, Yusufuzi, Yusufzad, etc., que dizem-se oriundos das Tribos Perdidas e quanto a mim, acredito nisso.

Yusuf significa Yossef e Yusufzai significa filhos de Yossef. As tribos de Yossef são as tribos de Efraim e Manashe, que são uma parte das Dez tribos Perdidas de Israel. Também chamam a si mesmos Bnei Israel, que significa filhos de Israel. Diz sua tradição que foram levados para longe de seu antigo país de origem. Anteriormente foram pastores, em busca de pasto para os animais, mas desistiram da vida nômade e assentaram-se em aldeias comunitárias.

A tradição israelita na família real Afegã
Não apenas os Pathans, mas também a Família Real Afegã tem uma tradição muito conhecida, reportando a sua origem no Israel antigo, vindos da tribo de Binyamin.

Esta tradição foi primeiramente publicada em 1635, num livro chamado Mahsan-I-Afghani e é freqüentemente mencionado na literatura de pesquisa. De acordo com esta tradição, o rei Saul tinha um filho chamado Jeremia, que tinha um filho chamado Afghana. Jeremia morreu na mesma época da morte do rei Saul, e Afghana foi criado pelo rei David e permaneceu na corte real durante o reinado do rei Salomão.

Aproximadamente 400 anos mais tarde, numa época de desordem em Israel, a família de Afghana fugiu para um país chamado Gur, na parte central do Afeganistão. Eles estabeleceram-se lá e fizeram negócios com o povo da região, e no ano 662, com o advento do Islã, os filhos de Israel em Gur converteram-se ao profeta com 7 representantes de Afghan, O líder dos filhos de Israel era Kish, como o nome do pai de Saul.

De acordo com esta tradição, Maomé os recompensou e o nome hebraico Kish foi mudado para Arab-A-Rashid, recebendo a incumbência de divulgar o Islã entre seu povo. Estas são as raízes da Família Real Afegã. Assim, a Família Real Afegã tem a tradição de Israel antigo - a tribo de Binyamin.


Equador

O assunto chamou muita atenção no século dezessete na Inglaterra. Isso ocorreu devido aos escritos de Manasse ben Israel, um rabino de Amasterdam, que convenceu Oliver Cromwell a permitir que os judeus retornassem para a Inglaterra, após terem sido banidos do país quatro séculos antes.

Após seus encontros com um notável missionário, o judeu marrano (judeu forçado a se converter ao Cristianismo, na Espanha e Portugal), Antônio de Montezinus, Manasse tornou-se plenamente convencido que os índios americanos constituem algumas das Dez Tribos Perdidas.

Manasse ouviu de Montezinus algo notável, de que em 1642, quando Montezinus havia se embrenhado fundo nas florestas montanhosas do Equador, encontrou quatro índios que o saudaram com "Shema Yisrael", que é o tradicional credo dos Israelitas, começando com "Ouve, ó Israel: o Eterno é nosso D'us, o Eterno é um!" (Devarim 6:4). Ele afirmava que falara com eles em hebraico e que diziam ser das Tribos Perdidas de Reuven e Levi.

Através de conversas com Montezinus, Rabi Manasse ben Israel ficou convencido de que os índios americanos originavam-se de várias das Tribos Perdidas de Israel. Escreveu em 23 de dezembro de 1649, numa carta para John Drury: "Acredito que as Tribos Perdidas de Israel viveram não apenas lá na América, como também em outros países espalhados; nunca voltaram ao Segundo Templo, e mantém até hoje a religião judaica, dizendo que todas as profecias que falam sobre a volta ao solo nativo devem ser cumpridas.

A Menorá encontrada na América do Sul
Quanto aos índios da América do Sul e as Tribos Perdidas de Israel, houve um artigo interessante num jornal publicado em Israel (Maariv, 31 de dezembro de 1974), dizendo o seguinte:

Em 1587, o jesuíta Nicholas Delttsu foi enviado à América do Sul pelo rei da Espanha, a fim de converter os índios. Na Argentina, encontrou uma tribo com nomes hebraicos: Avraham, David, Moshê, etc. Quando lhes perguntou se eram circuncidados, responderam: "Sim, da mesma maneira que nossos ancestrais." Na mesma região foram encontradas facas de pedra, usadas para circuncisão.

Também merecedor de interesse foi o achado de uma tribo na Argentina, relacionada aos Incas do Peru. Numa tábua de pedra estavam gravados três mandamentos: "Não roubar - Não mentir - Não matar." Eruditos concluíram que estes mandamentos originam-se dos Dez Mandamentos de Moshê, e existiam centenas de anos antes dos Espanhóis chegarem.

Em 1974, na mesma área, pedras redondas foram encontradas com uma menorá hebraica (candelabro com sete braços de Israel antigo) sobre a pedra, e no lado estava escrito em aramaico: Pascha (Pêssach). O aramaico é um idioma antigo que os israelitas falavam antigamente, e isso, por si só, significa muito velho.

Alguns metros adiante foi encontrada uma pedra comprida no formato de um tijolo, com um entalhe de um barco (o emblema da tribo de Zevulun é um navio) com a palavra Tziporá (o nome da esposa de Moshê) escrito sobre a pedra. Isso significa que eles aqui chegaram de barco? Eruditos acreditam que o desenho tenha 3000 anos de idade.

fonte: shabat org

Shalom


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