quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Os sinais em jerusalém,segundo Josefo

História dos hebreus de Flavio Josefo
Historiador judeu do primeiro século

Todos os que acreditam na Volta de Jesus (1ª Tessalonicenses 5: 1 a 11), devem observar o relato do Escritor Judeu Flávio Josefo (37 a 103 DC) no seu Livro “A História dos Hebreus”- Obra Completa –II Parte – livro sexto, capítulo 31, página 680 e 681, publicado pela CPAD – em que Deus procura de todos os meios, avisar antes de executar o Seu Juízo.

O relato de Flávio Josefo se refere aos Sinais antes da  destruição de Jerusalém no ano 70 DC, os quais eu transcrevo na sequência. O relato de toda a operação de Guerra dos Romanos contra a Cidade por ser muito extenso não tenho como transcrever. É impressionante como Deus usou , e usa,  dos mais variados modos para avisar.

Todo evangélico deve conhecer esse relato antes de formular opinião apressada ou irônica sobre o que afirmo em relação “A Volta de Jesus”.
Abaixo transcrevo na íntegra o relato de Flávio Josefo, sobre os Sinais antes da destruição:

“Sinais e predições da desgraça que sobreveio aos judeus, aos quais eles não deram crédito.
Relatarei aqui alguns desses sinais e dessas predições. (relato de Flávio Josefo)
Um cometa, que tinha a forma de uma espada (CRUZ), apareceu sobre Jerusalém, durante um ano inteiro.(Mt 24,30)
Antes de começar a guerra, o povo reunira-se, a oito de abril, para a festa da Páscoa, e pelas nove horas da noite, viu-se, durante uma meia hora, em redor do altar  do Templo, uma luz tão forte que se teria pensado que era dia.

Os ignorantes tiveram-na como um bom augúrio, mas os instruídos e sensatos, conhecedores das coisas santas, consideraram-na como um presságio do que depois sucedeu. Durante essa mesma festa uma vaca que era levada para ser sacrificada, deu à luz, um cordeiro no meio do Templo.

Pelas seis horas da tarde a porta do Templo que está do lado do oriente e que é de bronze e tão pesada que vinte homens mal podem empurrar, abriu-se sozinha, embora estivesse fechada com enormes fechaduras, barras de ferro e ferrolhos, que penetravam bem fundo no chão, feito de uma só pedra.
Os guardas do Templo avisaram imediatamente o magistrado do que acontecera e lhe foi bem difícil tornar a fechá-la.

Os ignorantes interpretaram-no ainda como um bom sinal, dizendo que Deus abria em seu favor suas mãos liberais, para cobri-los de toda sorte de bens. Mas, os mais sensatos julgaram o contrário, isto é, que o Templo destruir-se-ia por si mesmo e que a abertura de sua porta era presságio, o mais favorável, que os romanos pudessem desejar. Um pouco depois da festa, a vinte e sete de maio aconteceu uma coisa que eu temeria relatar, de medo que a tomassem por uma fábula, se pessoas que também viram, ainda não estivessem vivas e se as desgraças que se lhe seguiram não tivessem confirmado a sua veracidade.

Antes do nascer do sol viram-se no ar, em toda aquela região, carros cheios de homens armados, atravessar as nuvens e espalharem-se pelas cidades, como para cercá-las. (Mt 24:30)

No dia da festa de Pentecoste, os sacrificadores estando à noite, no Templo interior, para o divino serviço, ouviram um ruído e logo em seguida uma voz que repetiu várias vezes: Saiamos daqui !

Quatro anos antes do começo da guerra, quando Jerusalém gozava ainda de profunda paz e de fartura, Jesus, filho de Anano, que era um simples camponês, tendo vindo à festa dos Tabernáculos, que se celebra todos os anos no Templo, em honra a Deus, exclamou: “Voz do lado do oriente, voz do lado do ocidente, voz do lado dos quatro ventos, voz contra Jerusalém e contra o Templo: voz contra todo o povo”.
Dia e noite ele corria por toda a cidade, repetindo a mesma coisa. Algumas pessoas de condição, não podendo compreender essas palavras de tão mau presságio, mandaram prendê-lo e vergastá-lo; mas ele não disse uma só palavra para se defender, nem para se queixar de tão severo castigo e repetia sempre as mesmas coisas.

Os magistrados, então, pensando, como era verdade, que naquilo havia algo divino, levaram-no a Albino, governador da Judéia. Ele mandou açoitá-lo até verter sangue e nem assim conseguiram arrancar-lhe um único rogo, nem uma só lágrima, mas a cada golpe que se lhe dava, ele repetia com voz queixosa e dolorida: “desgraça sobre Jerusalém”.

Quando Albino lhe perguntou quem ele era, de onde era, o que o fazia falar daquela maneira, ele nada respondeu. Assim despediu-o como um louco e não o viram falar com ninguém, até que a guerra começou.
Ele repetia somente e sem cessar as mesmas palavras: “Desgraça, desgraça sobre Jerusalém”, sem injuriar nem ofender aos que o maltratavam, nem agradecer aos que lhe davam de comer. Todas as suas palavras reduziam-se a tão triste presságio e as proferia com uma voz mais forte nos dias de festas. Assim continuou durante sete anos e cinco meses, sem interrupção alguma, sem que sua voz se enfraquecesse ou se tornasse rouca.

Quando Jerusalém foi cercada viu-se os efeitos de suas predições. Fazendo então a  volta às muralhas da cidade, ele se pôs ainda a clamar: “Desgraça, desgraça sobre a cidade, desgraça sobre o povo, desgraça sobre o Templo”. Tendo acrescentado “desgraça sobre mim”, uma pedra atirada por uma máquina, derrubou-o por terra e ele expirou proferindo ainda as mesmas palavras.

Se quisermos considerar tudo o que acabo de dizer, veremos que os homens perecem somente  por própria culpa, pois não há meios de que Deus não se sirva para procurar-lhes a salvação e manifestar-lhes por diversos sinais o que eles devem fazer. Assim, os judeus, depois da tomada da fortaleza Antônia, reduziram o Templo a um quadrado embora não pudessem ignorar o que está escrito nos livros sagrados, que a cidade e o Templo seriam destruídos quando aquilo viesse a acontecer.

Mas o que levou principalmente a encetar aquela infeliz guerra, foi a ambiguidade de outra passagem da mesma Escritura, que dizia que se veria naquele tempo, um homem de seu país, governar toda a terra.
Eles o interpretavam em seu favor e vários mesmo dos mais hábeis enganaram-se” (Até aqui o relato de Flávio Josefo)

Como disse Jesus:  "Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam" Mt 24,34

O preterismo prova através da bíblia e da história que a grande tribulação já aconteceu! Ignorar isto é transformar Jesus em um falso profeta! 





Se alguém acha que Flávio Josefo havia perdido o juízo ao narrar todos esse feitos sobrenaturais que precederam a destruição de Jerusalém, veja o que diz Publius Cornelius Tacitus (55 À 120 d.C.), um romano daquele tempo, que não era cristão nem Judeu e nem estava interessado em defender lado nenhum:

   "Haviam acontecido vários prodígios em que esta nação, que é muito suscetível a superstições (mas que no entanto odiava todos os rituais religiosos) não considerou legítimo fazer a expiação através de ofertas e sacrificios.

...Haviam sido vistos exércitos participando de uma batalha nas nuvens, o fulminante brilho das armas, o templo iluminado por uma repentina radiação que vinha das nuvens.

...As portas do local sagrado interior foram subitamente abertas, e uma voz em um tom mais que mortal foi ouvida, e essa voz clamava que os deuses estavam indo embora.
...Na mesma hora, houve um poderoso movimento como de algo indo embora".[2]
 .......................................

..."No início desse ano, Tito César, foi escolhido por seu pai para completar a subjugação da Judéia, e aqueles que se distinguiram como soldados quando ambos eram ainda súditos começaram a ganhar poder e reputação, os exércitos e províncias buscaram superar uns aos outros em sua fidelidade a ele. O próprio rapaz, ansioso para ser considerado superior em sua posição, buscou demonstrar sua habilidade e energia na guerra. Devido à sua cortesia e afabilidade ele inspirou obediência, e usualmente misturava-se aos soldados comuns, quando trabalhavam ou marchavam, sem arriscar sua dignidade de general.

...Ele encontrou na Judéia três legiões, a 5a., a10a., e a 15a., todas tropas de veteranos de Vespasiano. A estas, ele adicionou a 12a. da Síria, e alguns homens pertencentes à 18a. e 3a., as quais ele trouxe de Alexandria. Esta força foi acompanhada de vinte coortes de tropas aliadas e oito esquadrões de cavalaria, pelos dois reis Agrippa e Sohemus, pelas forças auxiliares do rei Antíoco, por um forte contingente de árabes, que odiavam os judeus com o usual ódio de vizinho e, por último, por várias pessoas trazidas da capital e da Itália com a particular esperança de granjear o afeto ainda não garantido do príncipe. Com esta força, Tito entrou no território inimigo, preservando estrita ordem em seu avanço, fazendo o reconhecimento de cada ponto, e sempre disposto a engajar em uma batalha. Enfim, ele acampou perto de Jerusalém".[3]

Simolismo talmudico
A história de Kamtza e Bar Kamtza
Um homem tinha um amigo chamado Kamtza e um inimigo de nome Bar Kamtza. Certa vez, organizou um banquete e pediu a seu ajudante que encontrasse Kamtza e o convidasse para o banquete. Mas o ajudante trouxe, por engano, Bar Kamtza. Quando o anfitrião chegou e viu o inimigo lá sentado, enfureceu-se, gritando: Você é meu inimigo, o que está fazendo aqui? Levante-se e vá embora!. Bar Kamtza, que se sentiu humilhado com a possibilidade de ser expulso na presença de outros, implorou para ficar. Já que estou aqui deixe-me ficar, e pagarei por tudo que eu consumir, bebidas e comidas. O anfitrião não concordou. Bar Kamtza disse então: Deixe-me ficar e pagarei a metade de seu banquete. Novamente, o anfitrião negou o pedido. Bar Kamtza tentou uma última cartada: Pagarei pelo banquete inteiro. Mas o anfitrião nem se comoveu. Na frente de todos os convidados, pegou Bar Kamtza pela mão, expulsando-o do recinto.

Bar Kamtza saiu, constrangido e com muita raiva – não apenas do anfitrião. Como os rabinos estavam no banquete e não repreenderam o anfitrião pela forma como me tratou, ficou evidente que aceitaram o que ele fez raciocinou. Por isso, tramou sua vingança. Decidiu difamar os rabinos perante o imperador romano. Foi até César e disse: Os judeus se rebelaram contra Vossa Majestade! Quando César pediu algumas provas, ele fez a seguinte sugestão: Mande-lhes um animal para ser sacrificado e veja se o oferecem no Templo! César, então, enviou um bezerro perfeito com Bar Kamtza. Quando este se dirigia a Jerusalém, fez uma marca no bezerro tornando-o impróprio para o sacrifício no Templo. Interessados em manter a paz com o governo de Roma, os rabinos aceitaram a oferta do sacrifício, apesar da imperfeição. Todavia, Rabi Zechariah ben Avkulus opôs-se ao ato: Dirão que animais impróprios podem ser oferecidos no altar do Templo! Os rabinos, então, pensaram em matar Bar Kamtza para que ele não fosse até César delatar que sua oferenda havia sido recusada. Mas Rabi Zechariah disse: Dirão que aquele que macula animais é morto!

O bezerro marcado não foi ofertado nem tampouco Bar Kamtza foi impedido de ir ao encontro do imperador. Os romanos consideraram tal atitude um ato de revolta e César enviou o general romano Vespasiano contra os judeus. Enquanto estavam fora de Jerusalém, as tropas romanas se prepararam para sitiar a cidade, mas na cidade os judeus travavam uma guerra civil suicida. Os líderes judeus mais moderados, à frente do governo no início da revolta, foram mortos por seus compatriotas. Na expectativa de um cerco romano, os judeus de Jerusalém haviam estocado uma grande quantidade de alimentos, que poderia sustentar a cidade sitiada por muitos anos. Mas uma das facções dos zelotas ateou fogo nos mantimentos e suprimentos. Esses zelotas tinham esperança de que destruindo os víveres, os judeus não conseguiriam resistir ao cerco e se sublevariam contra os romanos. Mas a fome que resultou da destruição dos alimentos causou um tremendo sofrimento e morte entre os judeus.

No ano 70 de nossa era, os romanos finalmente romperam as muralhas de Jerusalém. Em Tisha B’Av daquele ano, o Segundo Templo Sagrado foi destruído. Calcula-se que mais de um milhão de judeus morreram na Grande Revolta contra Roma. O povo judeu foi exilado de sua terra natal.
O Talmud nos ensina que o primeiro Templo Sagrado de Jerusalém foi destruído por causa dos atos de idolatria, homicídios e imoralidade, comuns entre os judeus. Durante a época do Segundo Templo, os judeus estudavam a Torá e respeitavam suas leis, além de praticar atos de caridade. Todavia, eles se odiavam. Nossos sábios equiparam o ódio infundado com os pecados capitais da idolatria, imoralidade e homi-cídio
Um midrash lança mão da linguagem figurativa para relatar o seguinte conto e a lição óbvia a ser tirada: na noite de Tisha B’Av (a data que marca a destruição dos dois Templos Sagrados), a alma de nosso patriarca Avraham adentrou o “Santíssimo” – o lugar mais sagrado do Templo em que apenas o Sumo Sacerdote, o Cohen Gadol, podia entrar em Yom Kipur. O Todo-Poderoso, Bendito Seja, segurou a mão de Avraham e o fez caminhar com Ele. D´s perguntou, O que te traz, filho amado, à Minha Casa?” (Jeremias 11:15). Avraham respondeu: Meu D´us, onde estão meus filhos? D´us disse, Eles pecaram, portanto os exilei entre as nações. Avraham argumentou, Mas não havia nenhum virtuoso entre eles?
D’us explicou, …Cada um se regozijou com a ruína do outro (Midrash Eicha Rabba 1:21).

A história de Kamtza e Bar Kamtza é simbólica desse ódio infundado e de como as pessoas respeitavam “a letra” da Lei, mas desonravam seu “espírito”. A lei judaica permite violar até mesmo uma proibição da Torá por meio da oferenda de um animal maculado no Templo em prol da manutenção de boas relações com um governo não-judaico, evitando, dessa forma, o risco de perder vidas. Todas as proibições, com exceção da idolatria, assassinato e atos imorais como adultério e incesto, são permitidos quando o objetivo é o de sal- var vidas. O Talmud também ensina que a tolerância e a compaixão quando mal orientadas, como no caso demonstrado pelo Rabi Zechariah ben Avkulus, levaram à destruição do Templo. Qualquer pessoa que esteja, de forma justificada, incitando o governo contra seus irmãos judeus, pode ser condenada à morte. Por outro lado, o sábio que não permitiu o sacrifício de um animal maculado no Templo também recusou sentenciar Bar Kamtza à morte, apesar de sua trama diabólica.

Há muitas lições a serem tiradas do incidente entre Kamtza e Bar Kamtza e da guerra civil insensata que resultou na Diáspora de quase 2.000 anos. Mas, acima de tudo, há a lição do Talmud na conclusão dessa trágica história: Rabi Elazar disse: ‘Venham ver como é grande o poder da vergonha! Pois o Todo-Poderoso, Bendito Seja, permitiu que Bar Kamtza se vingasse da vergonha pela qual passou e Ele destruiu Seu Templo’” (Gittin 57a).

Nossos sábios ensinam que, como os judeus foram exilados de sua Terra natal por causa do ódio infundado, a Diáspora se encerrará quando eles praticarem o amor com desprendimento. O Primeiro Templo foi destruído porque o povo menosprezou a Torá. O Segundo Templo foi destruído porque os judeus se desprezaram. O Terceiro Templo será erigido quando os judeus aprenderem a seguir a Torá, realizando atos de caridade e bondade entre si. Há uma tradição segundo a qual o Messias, que será o construtor do Terceiro Templo, nascerá em Tisha B’Av. Este dia de luto e jejum, em que comemoramos a destruição de ambos os templos, será então revertido e o celebraremos com grande júbilo.




Shalom!

sábado, 8 de setembro de 2012

A tragédia das seitas apocalipticas !

Pastor Jim Jones

Hoje muitas pessoas esperam o apocalipse e muitas seitas e igrejas surgem pregando um arrebatamento e portanto,um livramento de uma possível ira divina no final dos dias. Isso não é novo e sempre haverá. Mas quando nós falamos acerca de preterismo e de que o apocalipse na verdade já ocorreu, pois se referia a sua época, somos geralmente taxados de hereges. O que acontece é que uma interpretação literal do apocalipse,sem exegese e sem o conhecimento do antigo testamento e da história, da a impressão de que de fato haverá um fim do mundo, uma batalha apocaliptica entre Jesus e Satanás e apenas alguns eleitos salvos.

Como já mencionei em um determinado vídeo,seitas inteiras surgiram incentivando seus membros a largarem trabalho, estudo e tudo mais esperando um apocalipse que já aconteceu. Um exemplo disso são os testemunhas de Jeová em sua origem, E em alguns casos, o pior não é apenas o prejuizo social e financeiro na vida do fiél, mas em alguns casos, isso pode custar vidas. Um exemplo famoso é o caso do pastor Norte-Americano Jim Jones que levou milhares de sua seita a cometerem suicidio esperando um apocalipse,que segundo ele, aconteceria naquela época. Vamos ver um pouco sobre Jim Jones e como lideres religiosos carismáticos, conseguem induzir seus fiéis a tudo, num tipo de lavagem cerebral.


James Warren "Jim" Jones (Crete, Indiana, 13 de maio de 1931 - Jonestown, 18 de novembro de 1978) foi um líder de seita estadunidense e fundador da igreja Templo dos Povos (Peoples Temple), e mentor do suicídio em massa da comunidade de Jonestown, na Guiana, em 18 de novembro de 1978, com o resultado de 918 mortes, em sua maioria por envenenamento.

Em 1954, Jones criou a sua própria igreja em uma área da cidade racialmente integrada. O culto recebeu vários nomes até adquirir a denominação definitiva de Peoples Temple Christian Church Full Gospel (Templo dos Povos), em 1959.
Através do Templo, Jim Jones adquiriu notoriedade e apoio político e da mídia em Indianópolis, contribuindo para por fim à segregação racial em departamentos públicos, restaurantes e hospitais. Em 1960, o prefeito democrata Charles Boswell o nomeou como diretor local da comissão de direitos humanos. No entanto, Boswell e Jones acabaram entrando em atrito quando o líder do Templo foi agredido em uma reunião do NAACP.

Com seu trabalho estabelecido em Indianápolis, Jim Jones começou a buscar novas áreas para a expansão de sua seita.
Em 1959, Jim Jones viajou a Cuba após a derrubada do regime de Batista, mas sua tentativa de trazer afro-cubanos para Indiana resultou em fracasso. Em 1961, após prever um ataque nuclear iminente, Jim Jones transferiu-se com sua família para o Brasil, mais precisamente em Belo Horizonte em uma casa localizada na Rua Marabá nº203, no bairro Santo Antônio, com a ideia de estabelecer um novo local para o Templo. Sem sucesso, transferiu-se em 1963 para o Rio de Janeiro, onde estudou a situação social das favelas cariocas e a mentalidade religiosa local.
Mas a necessidade de resolver conflitos internos na igreja em Indiana forçou Jones a retornar aos Estados Unidos (1965), passando no caminho de retorno pela então colônia britânica da Guiana.

A perspectiva de guerra nuclear – Jones faria uma nova previsão para 15 de julho de 1967 – continuou alimentando os objetivos de expansão de seu culto. Ainda em 1965, Jones começou a transferir a comunidade do Templo dos Povos para Ukiah, na região do vale das sequoias, no estado da Califórnia. Em 1970, já existiam sucursais do Templo em San Francisco e Los Angeles.

O movimento se expandia no país através de caravanas, distribuição de folhetos (especialmente entre viciados em drogas e sem-teto), concentrações em grandes cidades (como Houston, Detroit e Cleveland) e reuniões de testemunho. No entanto, todas as reuniões eram sediadas em San Francisco, que tornou-se a sede da organização em 1972. Em seu auge, em meados dos anos 70, o Templo dos Povos reuniu cerca de 3 mil membros, dos quais 70 a 80% eram afro-americanos pobres. Estatísticas exageradas do próprio movimento subiam seu número para 20 mil pessoas.

Sempre haverão datas falahas para o apocalipse!


As finanças do movimento provinham de doações provenientes de seus membros ou de pessoas influentes. Objetos pessoais de Jones e amuletos eram também vendidos e o Templo chegou a ter estação de rádio e sua própria gravadora de discos. "Não lembra algo de hoje?"

Após denúncias motivadas pela deserção de oito jovens membros da igreja em 1973, o grupo dirigente do Templo se fechou em torno de Jones e sua liderança pessoal. A partir de então, relatos de ex-membros registram planos e simulações de suicídio coletivo.

Em 1974, o Templo arrendou uma gleba de terra na Guiana, junto à localidade de Port Kaituma, próximo à fronteira com a Venezuela. Ali Jones, com sua família, pretendia erguer o “Projeto Agrícola” do Templo dos Povos, formando a comunidade informalmente denominada de Jonestown. Os primeiros 50 residentes, transferidos da igreja em San Francisco, chegaram em 1977. No ano seguinte, já eram mais de 900 (dos quais 68% eram afro-americanos). Ao mesmo tempo em que o fisco público fechava o cerco contra a isenção de impostos usufruída pelo Templo, Jones se referia de forma hostil ao governo dos Estados Unidos como o Anticristo, em rápida marcha em direção ao fascismo, e ao capitalismo como o regime econômico do Anticristo.

Além disso, pesaram contra Jones acusações de sequestro de crianças de ex-integrantes que tinham abandonado o Templo. O próprio Jones foi acusado de manter sob sua custódia John Victor Stoen, filho biológico de Timothy Stoen, que deixara o Templo em 1977. Stoen apelou ao congressista democrata Leo Ryan, para apelar pela custódia do filho junto ao presidente guianense Forbes Burnham. Em novembro de 1978, o Congresso dos Estados Unidos autorizou uma viagem de Leo Ryan para a Guiana (com a assistência de repórteres da NBC, para investigar as acusações de sequestro movidas contra Jones, bem como informações de que os membros da comunidade em Jonestown viviam miseravelmente.
Outras denúncias incluíam:

1) ameaças físicas e morais e mentais diretamente aos membros da seita, separados de qualquer contato com suas famílias;
2) tortura psicológica, com privação de sono e de alimentos;
3) exigência de entrega de propriedades e 25% da renda de cada membro da seita;
4) interferências de Jones na escolha do casamento e na vida sexual dos casais;
5) isolamento das crianças em relação aos seus pais;
6) campanha constante junto à mídia para dar uma impressão favorável e boa a Jones e ao Templo.

Ryan e sua comitiva foram recebidos calorosamente em Jonestown, em 17 de novembro de 1978, o que gerou um comentário positivo do congressista a respeito das condições de vida na comunidade isolada na floresta. Porém, no dia seguinte, a deserção de alguns membros da comunidade (que quiseram se reunir ao retorno da comitiva) criou um clima de tensão no local. Jones concordou com a saída, denunciando os desertores como traidores, e à tarde, Ryan foi atingido por um ataque desferido com faca e teve que apressar a retirada de Jonestown. Ao chegar à pista de pouso do Port Kaituma, o avião que deveria levar Leo Ryan e sua comitiva foi alvejado pela guarda (“Brigada Vermelha”) que fazia a segurança de Jim Jones. Ryan, três repórteres e uma ex-integrante do culto de Jones foram mortos. Foi a única vez em que um congressista dos Estados Unidos foi assassinado no cumprimento do dever.

Assim que chegou a notícia da morte de Ryan, à noite, Jones pôs em prática o suicídio em massa de toda a comunidade de Jonestown, para o qual já havia feito treinamento anteriormente (embora tenha dito que o veneno não era real) em reuniões chamadas de “noites brancas”. Os membros da comunidade foram induzidos a beber um composto líquido (na forma de suco de sabor uva), contendo potássio, cloreto de cianeto e substâncias sedativas. Os que eram pequenos demais receberam na boca ou através de seringas.
A cifra final de mortos chegou a 918, incluindo mais de 270 crianças e quatro que se suicidaram no escritório da seita em Georgetown. Mais de 400 corpos não identificados foram sepultados em Oakland (Califórnia).



Nem todos os integrantes da comunidade morreram na tragédia. No mínimo cinco membros conseguiram fugir ao cerco da guarda e fugir para a floresta durante o ritual de suicídio coletivo que durou, segundo essas testemunhas, cerca de 5 minutos. O corpo de Jones foi encontrado junto ao pavilhão maior, com um tiro único na cabeça.

Os eventos em Jonestown tiveram grande repercussão nos Estados Unidos e no restante do mundo.
Larry Layton, autor dos disparos contra Ryan, alegou lavagem cerebral mas acabou sendo condenado e permaneceu preso até 2002.

Vários membros da seita, inclusive a própria viúva de Jones, escreveram testamentos deixando seu patrimônio ao Partido Comunista da União Soviética. Jones enviou instruções para que o ativo de 7,3 milhões de dólares fosse levado à URSS através da embaixada soviética na Guiana. No Congresso, a oposição republicana conseguiu endurecer as relações dos Estados Unidos contra a Guiana, acusando o presidente Burnham de corresponsabilidade na tragédia. No entanto, ele permaneceu no poder até sua morte, em 1985, e seu corpo foi mumificado pela equipe do Mausoléu de Lenin, em Moscou.
Antes da tragédia, o Templo já tentara negociar o êxodo da comunidade para a URSS ou outro país do bloco soviético, mas a iniciativa foi recusada por estes países. No início da década de 80, o local onde existia Jonestown foi reocupado por refugiados laocianos.

Nos Estados Unidos, o restante da seita se dispersou. O Templo em Los Angeles foi fechado por falta de verbas e os demais locais da seita passaram a ter outras utilidades. Vários ex-membros relataram o medo de serem eliminados por agentes de Jones que sobreviveram. Michael Prokes, designado para transferir o dinheiro ao PCUS, cometeu suicídio em um março de 1979. Algumas teorias conspiratórias apontam a participação da CIA, mas sem nenhuma evidência real.

Idéias religiosas de Jones

Velho jargão: "Ai daquele que falar do
ungido do senhor!"
As concepções religiosas de Jim Jones não se enquadram na visão ortodoxa da fé cristã. Jones compreendia o Evangelho como uma ação política radical, sem esperança no além, e sua liderança pessoal como um elemento acima de qualquer crítica dentro de sua igreja. 
Apesar de ser chamado “Reverendo”, Jim Jones jamais foi ministro ordenado. Uma de suas prováveis influências religiosas foi o pregador M. J. Divine (1876-1965), que também dirigiu um movimento dirigido à comunidade afro-americana, no Harlem em Nova York. Pregações de Divine eram distribuídas aos membros do Templo, e as ideias dele sobre a adoção podem ter influenciado a Rainbow Family de Jones.

Jones era um adepto da cura pela fé, e via a si mesmo como um profeta, capaz de realizar milagres e com o dom da clarividência. Ao lado das reuniões de milagres para um grande número de pessoas (semelhantes as dos pentecostais desta época), Jones mantinha um constante serviço de assistência social aos mais pobres de sua comunidade. Cerca de metade dos integrantes do Templo em Indianápolis era de afro-americanos.

No decorrer de sua pregação mística, Jones afastou-se ainda mais do cristianismo tradicional e tornou aberto o seu “Socialismo apostólico” (conforme o texto de Atos dos Apóstolos 4:34-35, que Jones relacionou ao lema “de cada um conforme o seu trabalho, a cada um conforme a sua necessidade”, constante na Crítica ao Programa de Gotha, de Karl Marx). Jones afirmou ser a encarnação presente de diversos líderes religiosos ou políticos, como Jesus Cristo, Buda, Gandhi, Marx, Lenin e o próprio M. J. Divine.

No final dos anos 60, Jones já descrevia o cristianismo com uma religião fabulosa, e recusava a validade dos seus dogmas. A Bíblia era rejeitada como um manual escrito por brancos para justificar a sujeição das mulheres e a escravidão negra. O Paraíso não podia ser mais encontrado no além-túmulo e sim na existência terrena, através da luta pela igualdade. Seus críticos (como Tim Reiterman, um dos sobreviventes de Port Kaituma) o descreveram como um ateu, que apenas dera uma roupagem religiosa ao comunismo político.

Vale lembrar, porém, que os livros de Marx sobre o socialismo científico (comunismo) não se referem em nenhum parágrafo a abusos quaisquer, principalmente no que diz respeito a uma justificativa religiosa. O marxismo é uma teoria baseada no estudo da história e entende as religiões nos contextos históricos estudados (e então deduz para os demais) como elementos de poder em serviço de algum sistema de poder político-econômico (uma classe dominante), portanto é uma teoria atéia em seus princípios, meios e fins. Além de que, contrapondo-se à religião, a filosofia de Marx entende o homem como ser cujo entendimento teórico 1. é submetido ao tempo histórico e 2. que nunca se antecipará perfeitamente à realidade, admitindo a possibilidade de crítica e a possibilidade de erro.

Após o caso, várias teorias conspiratórias surgiram. Os familiares não tiveram acesso aos corpos dos seus entes queridos, que foram imediatamente cremados. Há relatos de várias drogas que seriam usadas no acampamento, sugerindo um grande programa de controle mental. Muitos relacionam esse caso com o projeto ULTRA-MK da CIA. Este projeto realmente existiu, mas até hoje não se pode comprovar a ligação dos fatos.

O fato é que este caso deveria servir de exemplos a cristãos fundamentalistas e facilmente manipuláveis que se deixam levar por seus líderes religiosos, crendo segamente serem estes ungidos por Deus, inerráveis e fechados a qualquer crítica. A manipulação religiosa, um tipo delavagem cerebral, a teologia do medo,leva os fiéis ao aprisionamento mental e ao medo dese questionar qualquer dogma ou seu líder religioso, supostamente "ungido".





Vale ressaltar que este blog tem por objetivo o estudo sério das escrituras, e infelizmente, por dogmatismo religioso, muitas vezes somos taxados de hereges, como todos que questionaram estas seitas que interpretavam a bíblia ao bel prazer, enriqueceram com vendas de indulgências e falsas profecias apocalipticas. Fica ai o alerta como exemplo no caso de Jim Jones. Seus fiéis seguidores diziam o mesmo que alguns dizem hoje: "Ai de quem falar do ungido do senhor!"

fonte do wikipédia utilizada na biografia de Jones:  wikpédia
sobre o apocalipse: O apocalipse jáaconteceu! Abram os olhos!

Shalom!

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