quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Os sinais em jerusalém,segundo Josefo

História dos hebreus de Flavio Josefo
Historiador judeu do primeiro século

Todos os que acreditam na Volta de Jesus (1ª Tessalonicenses 5: 1 a 11), devem observar o relato do Escritor Judeu Flávio Josefo (37 a 103 DC) no seu Livro “A História dos Hebreus”- Obra Completa –II Parte – livro sexto, capítulo 31, página 680 e 681, publicado pela CPAD – em que Deus procura de todos os meios, avisar antes de executar o Seu Juízo.

O relato de Flávio Josefo se refere aos Sinais antes da  destruição de Jerusalém no ano 70 DC, os quais eu transcrevo na sequência. O relato de toda a operação de Guerra dos Romanos contra a Cidade por ser muito extenso não tenho como transcrever. É impressionante como Deus usou , e usa,  dos mais variados modos para avisar.

Todo evangélico deve conhecer esse relato antes de formular opinião apressada ou irônica sobre o que afirmo em relação “A Volta de Jesus”.
Abaixo transcrevo na íntegra o relato de Flávio Josefo, sobre os Sinais antes da destruição:

“Sinais e predições da desgraça que sobreveio aos judeus, aos quais eles não deram crédito.
Relatarei aqui alguns desses sinais e dessas predições. (relato de Flávio Josefo)
Um cometa, que tinha a forma de uma espada (CRUZ), apareceu sobre Jerusalém, durante um ano inteiro.(Mt 24,30)
Antes de começar a guerra, o povo reunira-se, a oito de abril, para a festa da Páscoa, e pelas nove horas da noite, viu-se, durante uma meia hora, em redor do altar  do Templo, uma luz tão forte que se teria pensado que era dia.

Os ignorantes tiveram-na como um bom augúrio, mas os instruídos e sensatos, conhecedores das coisas santas, consideraram-na como um presságio do que depois sucedeu. Durante essa mesma festa uma vaca que era levada para ser sacrificada, deu à luz, um cordeiro no meio do Templo.

Pelas seis horas da tarde a porta do Templo que está do lado do oriente e que é de bronze e tão pesada que vinte homens mal podem empurrar, abriu-se sozinha, embora estivesse fechada com enormes fechaduras, barras de ferro e ferrolhos, que penetravam bem fundo no chão, feito de uma só pedra.
Os guardas do Templo avisaram imediatamente o magistrado do que acontecera e lhe foi bem difícil tornar a fechá-la.

Os ignorantes interpretaram-no ainda como um bom sinal, dizendo que Deus abria em seu favor suas mãos liberais, para cobri-los de toda sorte de bens. Mas, os mais sensatos julgaram o contrário, isto é, que o Templo destruir-se-ia por si mesmo e que a abertura de sua porta era presságio, o mais favorável, que os romanos pudessem desejar. Um pouco depois da festa, a vinte e sete de maio aconteceu uma coisa que eu temeria relatar, de medo que a tomassem por uma fábula, se pessoas que também viram, ainda não estivessem vivas e se as desgraças que se lhe seguiram não tivessem confirmado a sua veracidade.

Antes do nascer do sol viram-se no ar, em toda aquela região, carros cheios de homens armados, atravessar as nuvens e espalharem-se pelas cidades, como para cercá-las. (Mt 24:30)

No dia da festa de Pentecoste, os sacrificadores estando à noite, no Templo interior, para o divino serviço, ouviram um ruído e logo em seguida uma voz que repetiu várias vezes: Saiamos daqui !

Quatro anos antes do começo da guerra, quando Jerusalém gozava ainda de profunda paz e de fartura, Jesus, filho de Anano, que era um simples camponês, tendo vindo à festa dos Tabernáculos, que se celebra todos os anos no Templo, em honra a Deus, exclamou: “Voz do lado do oriente, voz do lado do ocidente, voz do lado dos quatro ventos, voz contra Jerusalém e contra o Templo: voz contra todo o povo”.
Dia e noite ele corria por toda a cidade, repetindo a mesma coisa. Algumas pessoas de condição, não podendo compreender essas palavras de tão mau presságio, mandaram prendê-lo e vergastá-lo; mas ele não disse uma só palavra para se defender, nem para se queixar de tão severo castigo e repetia sempre as mesmas coisas.

Os magistrados, então, pensando, como era verdade, que naquilo havia algo divino, levaram-no a Albino, governador da Judéia. Ele mandou açoitá-lo até verter sangue e nem assim conseguiram arrancar-lhe um único rogo, nem uma só lágrima, mas a cada golpe que se lhe dava, ele repetia com voz queixosa e dolorida: “desgraça sobre Jerusalém”.

Quando Albino lhe perguntou quem ele era, de onde era, o que o fazia falar daquela maneira, ele nada respondeu. Assim despediu-o como um louco e não o viram falar com ninguém, até que a guerra começou.
Ele repetia somente e sem cessar as mesmas palavras: “Desgraça, desgraça sobre Jerusalém”, sem injuriar nem ofender aos que o maltratavam, nem agradecer aos que lhe davam de comer. Todas as suas palavras reduziam-se a tão triste presságio e as proferia com uma voz mais forte nos dias de festas. Assim continuou durante sete anos e cinco meses, sem interrupção alguma, sem que sua voz se enfraquecesse ou se tornasse rouca.

Quando Jerusalém foi cercada viu-se os efeitos de suas predições. Fazendo então a  volta às muralhas da cidade, ele se pôs ainda a clamar: “Desgraça, desgraça sobre a cidade, desgraça sobre o povo, desgraça sobre o Templo”. Tendo acrescentado “desgraça sobre mim”, uma pedra atirada por uma máquina, derrubou-o por terra e ele expirou proferindo ainda as mesmas palavras.

Se quisermos considerar tudo o que acabo de dizer, veremos que os homens perecem somente  por própria culpa, pois não há meios de que Deus não se sirva para procurar-lhes a salvação e manifestar-lhes por diversos sinais o que eles devem fazer. Assim, os judeus, depois da tomada da fortaleza Antônia, reduziram o Templo a um quadrado embora não pudessem ignorar o que está escrito nos livros sagrados, que a cidade e o Templo seriam destruídos quando aquilo viesse a acontecer.

Mas o que levou principalmente a encetar aquela infeliz guerra, foi a ambiguidade de outra passagem da mesma Escritura, que dizia que se veria naquele tempo, um homem de seu país, governar toda a terra.
Eles o interpretavam em seu favor e vários mesmo dos mais hábeis enganaram-se” (Até aqui o relato de Flávio Josefo)

Como disse Jesus:  "Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam" Mt 24,34

O preterismo prova através da bíblia e da história que a grande tribulação já aconteceu! Ignorar isto é transformar Jesus em um falso profeta! 





Shalom!

4 comentários:

  1. e vc fala que ja aconteceu o que esta pra humnanidade entao quer dzzizer que o criador caiu em descredito com toto respeito sua opiniao

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    1. Descredito maior é ficar mais de dois milênios dizendo que isso tudo vai acontecer "EM BREVE"

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  2. Não entendi muito bem, pensei que as profecias tivessem cumprimentos duplos, um no primeiro século e outro futuramente (tempo do fim). Mas enfim... se a G.T já ocorreu e não ocorrerá mais, como você diz, então cadê os mil anos e toda sua paz, não é o mesmo livro que diz que após a G.T começaria os mil anos e muitos ressuscitariam, haveria paz na terra, olhos enxugados, morte teria chegado ao seu fim, etc...??

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    1. Eu já respondi praticamente todas essas perguntas no canal analisando as escrituras, e as que eu não fiz vídeo coloquei no ebook. Acesse!

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