sexta-feira, 3 de junho de 2011

Os falsos messias da Judéia

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“Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor. Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade.” JESUS em Mateus 7:22-23.


Uma febre messiânica havia contagiado toda a Judéia. Todos esperavam ansiosamente por um Messias que os livrasse do domínio romano. Uma das razões pelas quais os judeus rejeitaram a Jesus, é que Ele não tinha o perfil do messias idealizado pelas expectativas populares. Eles não queriam um pacifista como Jesus, mas um general que inspirasse o povo judeu a uma revolta sangrenta contra Roma. Jesus, num certo sentido, não correspondia aos anseios populares. Mesmo operando tantos milagres e sinais, Sua mensagem era por demais pacifista. Ele, porém, já havia advertido a Seus discípulos acerca do aparecimento de falsos cristos: 


 “Acautelai-vos, que ninguém vos engane. Pois muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos (...) Surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos (...) Então, se alguém vos disser: Olhai, o Cristo está aqui, ou ali, não lhe deis crédito. Pois surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. Prestai atenção, eu vo-lo tenho predito. Portanto, se vos disserem: Olhai, ele está no deserto! Não saiais; ou, Olhai, ele está no interior da casa! Não acrediteis” (Mt.24:4-5, 11, 23-26).

O judaísmo apóstata provia um solo fértil para o aparecimento desses pseudocristos. E muitos deles surgiram do seio da própria igreja. Disso João atesta em sua primeira epístola, quando afirma:“...já muitos anticristos têm surgido, pelo que conhecemos que é a última hora. Saíram do nosso meio, mas não eram dos nossos. Pois se tivessem sido dos nossos, teriam ficado conosco...” 1 JOÃO 2:18.

Um exemplo clássico disso foi o caso de Simão, o Mago (At.8:9-23). Eusébio, bispo de Cesaréia, conta que “Simão tornara-se tão célebre naquele tempo e exercia tamanha influência sobre aqueles que eram enganados por suas imposturas, que o consideravam o grande poder de Deus. Esse mesmo Simão, porém, admirado com os milagres extraordinários realizados por Filipe pelo poder de Deus, astutamente assumiu e até fingiu fé em Cristo, a ponto de ser batizado; e o surpreendente é que o mesmo é feito até hoje por aqueles que adotam sua mais torpe heresia. Esses, à maneira de seu fundador, insinuando-se na igreja como uma doença pestilenta e leprosa, infectaram com a maior corrupção as pessoas em quem conseguiram infundir seu veneno secreto, irremediável e destrutivo.

Muitos desses, aliás, já foram expulsos depois de apanhados em sua perversão; como o próprio Simão sofreu seu merecido castigo quando detectado por Pedro. Simão era um que preenchia todos os requisitos básicos para ser classificado, tanto como “falso cristo”, quanto como “falso profeta”.
João tinha toda razão em dizer que o espírito do anticristo já estava operando em seus dias (1 Jo.4:3).
Eusébio nos informa que “o inimigo da salvação engendrou um estratagema para conquistar para si a cidade imperial e levou até ali Simão (...) Com a ajuda de artifícios insidiosos, ele agregou a si muitos dos habitantes de Roma”.

Eusébio cita a apologia de Justino Mártir endereçada ao imperador Antonino, onde se lê:“Após a ascensão de nosso Senhor ao céu, certos homens foram subornados por demônios como seus agentes e diziam serem deuses. Esses foram não somente tolerados, sem perseguição, como até considerados dignos de honra entre vós. Um deles foi Simão, certo samaritano da vila chamada Gitão. Este, no reinado de Cláudio César, ao realizar vários rituais mágicos pela operação de demônios, foi considerado deus em vossa cidade imperial de Roma e foi por vós honrado como um deus, com uma estátua entre as duas pontes no rio Tibre (numa ilha), tendo a subscrição em latim: Simoni Deo Sancto, ou seja, A Simão, o Santo Deus; e quase todos os samaritanos, também uns poucos de outras nações, o cultuam, confessando-o como o Deus Supremo.”

Quem diria? Um samaritano figurando no panteão romano! De todos os falsos messias, nenhum obteve o destaque de Simão. Embora samaritano, suas pretensões eram de envenenar todo o mundo com suas heresias. A prova disso é que, astutamente, Simão desenvolveu uma doutrina trinitariana, proclamando-se “Pai” para os samaritanos, “Filho” para os judeus, e “Espírito Santo” para os romanos e demais nacionalidades. Jerônimo creditou a Simão a seguinte afirmação: “Sou a Palavra de Deus; eu sou o Consolador; sou o Todo-Poderoso, eu sou tudo quanto há de Deus”. Não é à toa que seu nome é freqüentemente mencionado em antigos escritos fora da Bíblia, sendo considerado o arquiinimigo da igreja primitiva, e um dos principais líderes da heresia gnóstica. Irineu o considerava como uma das fontes dessa heresia. Sua influência foi tamanha que os hereges em geral eram apelidados pelos crentes primitivos de “simonianos”.

De todos os sinais que supostamente eram realizados por Simão Mago, o que mais chama a atenção é o citado por Clemente, que diz que Simão declarara ser capaz de transmitir vida e movimento às estátuas. De acordo com o Apocalipse, era justamente isso que a segunda besta se propunha a fazer:"Foi-lhe concedido também que desse fôlego à imagem da besta, para que ela falasse, e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta.”APOCALIPSE 13:15.

Os falsos profetas e os pseudocristos foram para a igreja primitiva o que Janes e Jambres foram para Moisés diante de Faraó. Bastava que Moisés fizesse um sinal, e logo os dois magos egípcios o copiavam. O primeiro sinal feito por Moisés foi a transformação de seu bordão em serpente. Aliás, foi Arão quem protagonizou esse sinal. Mas para surpresa deles, os magos conseguiram realizar o mesmo sinal. Porém, “a vara de Arão tragou as varas deles”(Êx.7:12). Assim como os sinais feitos por Filipe em Samaria desbancaram a impostura de Simão. A propósito, segundo relatos antigos, foi no Egito que Simão Mago aprendeu as artes mágicas.

Paulo advertiu a Timóteo acerca desses impostores: “E, como Janes e Jambres resistiram a Moisés, assim também estes resistem à verdade, sendo homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à fé. Não irão, porém, avante; porque a todos será manifesta a sua insensatez, como aconteceu com a daqueles”(2 Tm..3:8-9). De fato, nenhum deles foi avante. De acordo com Hipólito, a última e mais ousada exibição de poder de Simão foi justamente a que resultou em sua morte. Ele foi capaz de sepultar-se vivo, afirmando que em três dias reapareceria vivo. Entretanto, não o fez. Por fim, foi declarado: “Ele não era o Cristo”.

Pedro tinha inteira razão ao repudiar Simão em sua tentativa de adquirir o dom do Espírito Santo por dinheiro. “Tu não tens parte nem sorte neste ministério”, declarou o santo apóstolo. O ministério de Simão era outro; aquele que Paulo chamou de “mistério da injustiça”, que é “segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais e prodígios da mentira”(2 Ts.2:7a,9).

Eusébio cita vários deles. Fala, por exemplo, de um tal Menander, discípulo de Simão, o Mago, que, segundo ele, “manifestou-se em sua conduta um instrumento de perversão diabólica não inferior ao predecessor (...) revelou pretensão ainda mais arrogante a milagres; dizendo ser na verdade o Salvador”.
Citando Josefo, Eusébio fala sobre um impostor egípcio, citado também em Atos dos Apóstolos:


 “Depois de entrar no país e assumir autoridade de profeta, reuniu cerca de trinta mil que foram enganados por ele. Depois os levou do deserto para o monte das Oliveiras, determinado entrar em Jerusalém pela força e, após subjugar a guarnição romana, tomar o governo do povo, empregando seus seguidores como escolta. Mas Félix, antecipando-se ao ataque, saiu a seu encontro com o exército romano, e todo o povo participou da defesa, de modo que quando se travou a batalha, o egípcio fugiu com uns poucos e a maior parte dos que o acompanham foi destruída ou capturada.”

Josefo diz que Jerusalém estava infestada de ladrões e magos. “Enquanto os ladrões enchiam Jerusalém de crimes, os magos, por seu lado, enganavam o povo e o levavam ao deserto, prometendo-lhe mostrar milagres e prodígios. Mas Félix castigou-os imediatamente, por sua loucura; mandou prender e matar a vários. Por esse mesmo tempo veio um homem do Egito a Jerusalém, que se vangloriava de ser profeta. Persuadiu um grande número de pessoas que o seguisse ao monte das Oliveiras, que estava muito perto da cidade, apenas distante uns cinco estádios e garantiu-lhes que, depois de ter ele proferido algumas palavras, veriam cair os muros de Jerusalém, sem que mais fossem necessárias as portas para lá se entrar.”

Jerônimo fala acerca de um tal Barcocabe que fingia vomitar fogo da própria boca. Esse homem, além de ser aclamado por muitos como sendo o messias, teve sua reivindicação messiânica confirmada pelo famoso rabino Akiba. Inicialmente, fora chamado de Barcocabe, que quer dizer “filho da estrela”, mas quando seu engodo foi descoberto, passou a ser chamado de Barcoziba, “filho da mentira”.

Foi por ver o fim de muitos movimentos “messiânicos”, que Gamaliel emitiu o famoso veredicto acerca da uma nova “seita” que surgia no cenário judaico. Levantando-se no Sinédrio, o respeitado religioso disse:


"Israelitas, acautelai-vos a respeito do que haveis de fazer a estes homens. Algum tempo atrás levantou-se Teudas, dizendo ser alguém, e a este se ajuntou cerca de quatrocentos homens. Ele foi morto, e todos os que lhe deram ouvidos, dispersos e reduzidos a nada. Depois deste levantou-se Judas, o galileu, nos dias do recenseamento, e levou muito povo após si. Mas também este pereceu, e todos os que lhe deram ouvidos foram dispersos. Por isso vos digo: Dai de mão a estes homens, deixai-os, pois se este conselho ou esta obra é de homens, se desfará, mas se é de Deus, não podereis desfazê-la, para que não aconteça serdes também achados combatendo contra Deus.”ATOS 5:35-39.

Foi aos pés desse mestre que Paulo foi educado. Parece, porém, que Paulo não deve ter ouvido tal conselho, pois ninguém combateu mais a nova “seita” naqueles dias do que ele. Porém, a sua conversão ao cristianismo demonstrou que Gamaliel tinha toda razão.
No fim o “cajado” da Igreja acabou engolindo as serpentes dos falsos profetas.
O fazer descer fogo do céu não deve ser entendido literalmente. Trata-se de uma hipérbole intencional, que visava enfatizar a malignidade e o poder com que tais profetas enganariam o povo e impressionaria a própria besta.

De acordo com Alford, “a aristocracia romana estava peculiarmente debaixo da influência dos astrólogos e dos mágicos, alguns dos quais eram judeus”.

Sabe-se que as autoridades romanas eram freqüentemente atraídas por tais manifestações prodigiosas. Lucas registra em Atos que Paulo e Barnabé “acharam certo judeu mágico, falso profeta, chamado Bar-Jesus, o qual estava com o procônsul Sérgio Paulo, homem prudente. Este, chamando Barnabé e Saulo, procurava muito ouvir a palavra de Deus. Mas resistia-lhes Elimas, o encantador ( que assim se interpreta o seu nome ), procurando apartar da fé o procônsul. Todavia Saulo, que também se chama Paulo, cheio do Espírito Santo, fitando os olhos nele, disse: Ó filho do diabo, cheio de todo o engano e de toda a malícia, inimigo de toda a justiça, não cessarás de perturbar os retos caminhos do Senhor? Agora a mão do Senhor está contra ti, e ficarás cego, sem ver o sol por algum tempo. No mesmo instante caiu sobre ele uma névoa e trevas, e, andando à roda, buscava quem o guiasse pela mão. Então o procônsul, vendo o que havia acontecido, creu, maravilhado da doutrina do Senhor”(At.13:6b-12).

O nome Barjesus significa literalmente “filho de Jesus’, ou “filho da salvação”; ironicamente, Paulo o chamou de “filho do diabo, o mesmo nome dado por Jesus aos religiosos judeus que se diziam filhos de Abraão (Jo.8:44). Assim como aconteceu com Moisés e os magos egípcios, o poder que havia em Paulo se mostrou superior à mágica daquele falso profeta.

Bar kochba
Bar Kochba, o Messias guerreiro.
Uma figura controversa que liderou uma revolta judaica contra o Império Romano no século 2º.

Na história do judaísmo, poucos personagens são tão enigmáticos e polêmicos como Bar Kochba. Para alguns, ele foi um grande comandante militar que liderou os judeus contra a opressão do Império Romano no século 2º. Para outros, ele não passou de um indivíduo egocêntrico que, em função das circunstâncias da época, foi alçado à condição de messias, ou seja, de redentor de seu povo.

São poucas as informações escritas disponíveis sobre essa figura quase lendária. Seu nome original era Simão Bar Kosiva. O sobrenome Kosiva pode ter vindo de seu pai (“Bar Kosiva” significa “filho de Kosiva”) ou ser uma referência a uma vila rural onde ele teria sido criado como filho único. Ao ser consagrado como líder dos judeus, teve seu nome alterado para Bar Kochba, que significa “filho de uma estrela”, em alusão a um versículo bíblico do livro Números. Essa estrela seria uma referência à vinda do messias – a profecia de que um descendente do rei David chegaria ao mundo para restaurar a nação de Israel e a paz na Terra.

Como líder militar, Bar Kochba revelou-se um chefe ao mesmo tempo talentoso e brutal. Dizia-se que ele costumava testar seus soldados exigindo que eles cortassem um dedo das mãos, como prova de bravura. De todo modo, por sua audácia, Bar Kochba logo se tornaria reconhecido como um grande guerreiro, principalmente entre os membros de sua seita, os zelotes. De acordo com Andréia Cristina Lopes Frazão da Silva, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), os zelotes eram um grupo religioso com forte caráter militarista. “Eles se recusavam a reconhecer o domínio romano. Respeitavam o Templo e a Lei. Opunham-se ao helenismo. Professavam um messianismo radical e só acreditavam em um governo teocrático, ocupado por judeus. Viam na luta armada o único caminho para enfrentar os inimigos e acelerar a instauração do Reino de Deus”, afirma Andréia Cristina em seu texto “A Palestina no Século 1º d.C.”.

Roma versus Judéia


Estamos falando de uma época em que a Judéia era uma província romana. Povo monoteísta contrário à idolatria de imagens, os judeus viviam em conflito com a Roma politeísta, veneradora de ídolos. Embora existissem membros da elite judaica interessados em manter uma boa relação com os romanos, havia também um crescente sentimento de insatisfação popular. É nesse ambiente que começaram a crescer as diversas ondas de messianismo entre judeus, incluindo a de Jesus Cristo. Esse movimento gerou uma primeira grande revolta, nos anos 66 a 70, ferozmente esmagada pelo imperador Vespasiano, que ordenou a destruição do Templo de Herodes. As rebeliões populares contra Roma ressurgiram por volta do ano 115, já sob o governo de Trajano. O imperador romano reprimiu duramente esses movimentos, o que apenas tornou a situação ainda mais difícil para seu sucessor, Adriano, que assumiu o Império no ano 118.

No início, Adriano parecia simpático aos judeus, tanto que permitiu que eles retornassem a Jerusalém e reconstruíssem seu Templo Sagrado. No entanto, educado em Atenas, Adriano logo mostrou sua intenção de helenizar todo o Império, unificando-o não apenas politicamente, mas também do ponto de vista cultural. Algumas de suas políticas adotadas em Jerusalém, como a abertura de escolas para o ensino de letras gregas, escandalizou os judeus da velha cidade. Outra medida que enfureceu os judeus foi a publicação, em 127, de uma lei proibindo a circuncisão dos recém-nascidos.

É nesse contexto que, a partir de 131, começou a ganhar forma uma nova revolta dos judeus. Na clandestinidade, os zelotes foram se organizando, formando milícias, preparando passagens secretas subterrâneas e dando consistência a seu plano de retomar Jerusalém. Foi aí que se destacou Bar Kochba, um homem comum que, de repente, tornou-se um importante líder e foi considerado até mesmo um messias, graças ao decisivo apoio do rabino Akiva, a maior liderança espiritual da Judéia. Bar Kochba logo demonstrou seu talento militar. Ciente das limitações de seus comandados, ele evitou o combate aberto com as forças romanas, claramente superiores, recorrendo a táticas de guerrilha. Organizou pequenos grupos regulares de combate e, pouco a pouco, conseguiu expulsar as tropas romanas de suas posições. Cerca de três anos após o início da revolta, Bar Kochba conduziu seus soldados até Jerusalém, reconquistando a cidade e proclamando o restabelecimento da independência do Estado Judeu.

Nomeado nasi (príncipe), Bar Kochba obteve amplos poderes e estabeleceu um Estado teocrático. Nos anos que governou, ele ficou conhecido por seu estilo centralizador e pragmático, adaptando as formas de administração romanas às novas condições. Suas preocupações mais urgentes foram organizar um novo Exército nacional, controlar pontos estratégicos para evitar a reação romana e redistribuir terras ao maior número possível de agricultores a fim de garantir suprimentos em casos de emergência.

A resistência em Betar

Após os primeiros reveses, porém, a poderosa Roma reestruturou suas forças para contra-atacar, enviando para a região mais soldados e seus melhores generais. Os romanos começaram a construir estradas desde os portos no Mediterrâneo até os centros das rebeliões. Com isso, foram derrubando posições importantes, menos ocupadas, mas que eram fundamentais para o avanço militar. Já a partir de 133, Roma devastou regiões como as de Beit Govrin (área de cultivo agrícola) e assentamentos das chamadas “montanhas reais”. O objetivo era derrubar as posições, uma a uma, de forma que elas não pudessem retornar às mãos dos judeus, isolando-os em Jerusalém e em outros pontos afastados. Assim, Roma foi deixando os judeus sem suprimento de alimentos e outros itens essenciais para a manutenção da estrutura do Reino de Israel.

Na primeira investida, que foi até 134, os judeus ainda resistiram. Mas já na primavera do mesmo ano, os romanos atacaram de novo, cercando Jerusalém e isolando a cidade. Os líderes da revolta, incluindo Bar Kochba, escaparam com suas tropas e refugiaram-se em Betar, cidade próxima a Jerusalém. Ali resistiram até agosto de 135, quando finalmente a fortaleza de Betar ruiu. Bar Kochba foi preso pelos soldados romanos e condenado à morte. Decapitado, teve sua cabeça levada ao imperador Adriano como troféu. Para os romanos, não bastou. A reação, espalhou-se por toda a Judéia, onde cerca de 5 mil fortificações foram destruídas, quase mil aldeias foram arrasadas e mais de 500 mil pessoas foram mortas. Dezenas de milhares de judeus, homens e mulheres, foram capturados e vendidos como escravos. Foi a tragédia definitiva que arrasou Jerusalém. Os judeus foram proibidos de pôr os pés na Terra Santa. Banidos do Império, no evento conhecido historicamente como Diáspora, milhares deles espalharam-se mundo afora. Depois disso, Jerusalém seria reconstruída pelos romanos, mas o imperador Adriano ordenou a mudança do nome para Aelia Capitolina, para evitar qualquer associação com a cidade sagrada que ele acabara de destruir.

A revolta liderada por Bar Kochba até hoje divide os historiadores. Alguns descrevem esse episódio histórico como resultado de uma ação estúpida e desnecessária, que causou sofrimento a um grande número de judeus. Outros consideram a rebelião como um exemplo épico do heroísmo desse povo na luta contra a opressão dos romanos.

Outros candidatos a Messias. Além de Bar Kochba, vários outros personagens despontaram, ao longo da história, como possíveis candidatos a messias para libertar os judeus.

Veja os principais:

Menachem Ben Yehuda
Entre tantos líderes messiânicos, o mais conhecido é Jesus Cristo. Mas, pouco depois do ano 33, surgiu Menachem Ben Yehuda. Como Bar Kochba, ele também era um zelote e liderou uma revolta contra Agripino II, atacando a fortaleza de Massada. Acabou assassinado.

Nissin Ben Abraham
Viveu no século 13 na cidade de Ávila, Espanha. Dizia ser um operador de milagres e seus seguidores acreditavam que era abençoado por um anjo. Nissin fixou uma data em 1295 para a vinda do messias. Mas a previsão não se confirmou.

Shabbetai Zevi
Viveu em Izmir no século 17, à época parte do Império Otomano. Conquistou muitos seguidores, mas foi expulso e migrou para Salônica. Posteriormente, conquistou a confiança de um rabino da cidade de Gaza, que corroborou suas pretensões messiânicas. O sultão Memeht IV, no entanto, deu a ele a opção de morrer ou converter-se ao Islã. Para surpresa de todos, Zevi ficou com a segunda alternativa.

Menachem Mendel Schneerson
Último dos modernos proclamados messias, é o sétimo nome das lideranças do movimento judaico ortodoxo Chabad Lubavitch, originário da Europa Oriental e hoje sediado em Nova York. Essa onda expandiu-se especialmente a partir dos anos 1980, encerrando-se após a morte de Schneerson, em 1994. Embora apontado por seus seguidores como messias, ele nunca viajou para o Estado de Israel.

4 comentários:

  1. passara o ceus e a terra mas suas palavras nunca passara

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  2. Achei estanho, em outro artigo, falam que Barcoba e Akiva são as duas testemunhas do apocalipse, neste artigo os retrata como guerreiros matadores.

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  3. Anestesico inalatorio faz movimento cai cai e repouso no espirito

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  4. Há várias outras informações que podemos encontrar na internet sobre este assunto, porém: não como esta que confirma a veracidade das Escrituras Sagradas; ou Bíblia sagrada. parabéns aos seus idealizadores...

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